365 Days Of Lucky
2 Capítulo 2 - Wait for me!
Notas iniciais
Mari's pov:
Os sete dias passaram muito rápido. Já é o dia da viagem. Está tudo confirmado, vamos para a casa da Lubs hoje para que um táxi possa nos levar todas juntas, sem ter que gastar muito passando em todas as casas. São 4h30 da manhã, o aeroporto é muito perto da casa da Lubs, então nós iamos chegar lá só as 5h15, para o táxi nos pegar as 5h30, e chegarmos umas vinte para as seis.
Minha mala já estava pronta, então só tomei banho e coloquei a roupa que já tinha separado. Uma bem confortável para o clima de Londres. Arrumei meu cabelo num coque alto, porque no Brasil ainda estava muito calor, e mandei uma mensagem pra Lubs:
" Oi Lubs, você já tá pronta? Já posso ir ai? Me avise o mais rápido que puder. Beijo, Mari :) "
A resposta veio tão rápido que eu até me assustei.
" Oi Mari, ainda to me arrumando, mas você já pode vir. Vem logo, viu? To te esperando. Beijo da sua Lubs! "
Assim que li a mensagem, peguei minhas malas, dei um abraço e um beijo na minha mãe, prometendo que ficaria bem e mandaria notícias quando pudesse. Meus cabelos loiros escuros começaram a cair do coque, então voltei ao espelho rapidamente e arrumei tudo de novo. Percebi que estava com uma péssima cara de sono, então passei rímel, o que realçou meus olhos verdes, me deixando sem aquela cara horrível.
Finalmente, desci as escadas de casa e abri o portão. Assim que tranquei tudo, percebi que Dim estava acabando de acordar. Ela mora na mesma rua que eu, quase na frente da minha casa. E no momento que eu saí, ela estava na janela dela, abrindo as cortinas, mas mesmo assim não me viu.
Continuei andando até chegar a casa de Lubs. Não era tão longe, mas o caminho tinha muitas subidas e descidas, o que me irritava muito.
Lubs's pov:
Estava terminando de escolher com que roupa iria, quando a campanhia tocou. Olhei no olho-mágico e era Mari. Ela está sempre adiantada, meu Deus, que raiva!
Abri a porta e ela sorriu. Uma das coisas que eu mais tenho inveja na Mari é o sorriso dela. Tem um monte de menino ai morrendo por ela, e ela, só se importa em fazer a droga da lição de casa.
– Já falei que amo seu cabelo, dona Luana? — Ela falou mexendo delicadamente no meu cabelo, que eu tinha acabado de secar.
– Já disse que amo seu sorriso, dona Mariana? — Eu falei, apertando as suas covinhas.
– Oi, Mari! Nossa como você está linda... — Felipe falou. Felipe é meu irmão. Ele tem 14 anos e morre de amores pela Mari. É tipo paixão platônica. Comecei a rir e subi para o meu quarto, cansada daquelas cantadas.
– Oi Fê, obrigada. Agora, com licença, vou até o quarto da sua irmã. — Ela disse, aumentando um pouco o tom na última frase, para que eu ouvisse.
– MARIANA, SUA LENTA, VEM LOGO! — Gritei, só para irritá-la.
– Não falei? — Ela disse, se virando para o Felipe. — JÁ VOU, DONA APRESSADA. — Ela gritou, agora provavelmente pra mim.
Ela abriu a porta do meu quarto bruscamente, enquanto eu estava me trocando.
– Ei, ei, ei, ei! Que susto, nunca mais abra essa porta enquanto eu estiver seminua, tá ok? — Falei.
Ela ficou rindo enquanto olhava para minha expressão.
– Eu avisei que estava subindo, tá? — Ela respondeu. Na mesma hora, Felipe abriu a porta com muffins de chocolate. — Ah meu Deus, Lubs. Bolinhos!! — Ela continuou.
– São muffins, sua burra, não bolinhos. — Falei rindo.
– Me desculpe se eu nasci brasileira e não norte-americana, Luana! — Ela falou com tom falso de "estou ofendida" e pegou um muffin. — Nossa, isso tá muito gostoso. — Ela pegou mas um e ficou guardando para "mais tarde".
– Que isso, Mari? Virou uma Ana da vida? Deve ter mais muffins lá em Londres. — Falei rindo. Ela riu ainda mais.
Olhamos no relógio e já eram 5h10.
– Vou mandar uma mensagem para as meninas. Vai que elas esqueceram que iam pra Inglaterra né? — Ela falou irônica.
Me juntei a ela para ver a mensagem que ela mandou.
" Para: Ana ; Dim ; Lah
Meninas, vocês não vão vir não? Já estou aqui na casa da Lubs. E é melhor vir rápido, porque daqui a pouco o táxi chega, viu? Beijo, Mari :) "
Peguei um muffin e ficamos conversando por tipo, dois minutos até a Mari receber mais uma mensagem. Era da Lah.
" Oi Mari, eu estou a 30 segundos de chegar na casa da Lubs e estou com a Dim, se preparem para umas dez campainhas. Beijo da gorda só de vocês! :) "
Lah sempre acabava suas mensagens falando: "só sua" ou "só de vocês", o que é muito fofo. Deixamos os muffins na mesa, e fomos para a varanda, ver se a Lah e Dim já estava vindo mesmo.
Não sabiamos se eram elas, mas encontramos duas garotas juntas, andando praticamente rápido. Uma delas com um rabo de cavalo alto, que deveria ser Dim, porque ela quase sempre está de rabo e os cabelos eram cacheados e castanhos escuros, como os dela. E a outra garota, estava com um coque também, como Mari, mas não tão alto, que deduzimos que era a Lah, pela cor de seus cabelos, castanho claro.
Olhei pra Mari, demos um risinho, e descemos as escadas, já prevendo as campainhas.
DING — DONG. DING — DONG. DING — DONG. DING — DONG.
– Já vai! — Eu gritei, irritada com aquelas dez mil campainhas.
DING — DONG. DING — DONG.
– CALMA, JÁ VAI! — Eu gritei de novo. Que saco, viu!
DING — DONG. DING — DONG. DING — DONG.
– CAR*****, ESPERA! A GENTE JÁ VAI ABRIR! — Gritei já sem paciência. Que gente chata!
Abri a porta finalmente, quando Dim estava prestes a apertar a campainha de novo.
– NÃO OUSE DONA CARDIM! — Mari falou bem alto.
Lah e Dim começaram a rir descontroladamente. Eu e Mari começamos a rir também. O sorriso de Dim era muito fofo, como o de Mari, mas sem covinhas.
Mari’s pov:
Visualizei as meninas que tinham acabado de chegar. O cabelo de Lah estava meio liso, meio ondulado, como normalmente, mas preso em um coque médio. O de Dim estava amarrado em um rabo de cavalo. Olhei para roupa de Lah, estava simples, mas muito fofa. A de Dim também. Estava perfeita .
Entramos direito no quarto de Lubs. Elas pegaram mais muffins e começamos a conversar.
– Alguém sabe da Ana, gente? – Lah perguntou, ainda com um bolinho da boca.
– É verdade... Ela nem respondeu a mensagem que eu mandei. – Falei confusa.
Um silêncio tomou conta do quarto. Até que a mãe de Lubs gritou por ela.
– Bom, ela vai ter que vir rápido, porque o táxi acabou de chegar. – Lubs falou finalmente.
Descemos as escadas e colocamos as malas no porta-malas do táxi. Decidi finalmente ligar pra Ana. Chamou várias vezes até que...
– Alô? – Uma voz bufante falou do outro lado da linha. Parecia estar correndo.
– Ana? É a Mari. Quando você vem? O táxi já está aqui. – Falei apressada.
– E... Esquina... Espera... Eu... – A voz estava falhando. A voz não, a linha dela.
– Ana, não consigo te ouvir direito, a gente vai indo e te espera no aeroporto tá bom? – Eu disse confusa.
– N... Eu... Che... Me... Espe... – A voz falhou de novo. E desligou.
Não entendi muita coisa, mas minha cabeça decidiu que ela tinha concordado com o que eu falei.
Demos um beijo na mãe de Lubs e no irmão dela e entramos no carro, com destino ao aeroporto.
Ana’s pov:
Eu estava correndo desesperadamente atrás do táxi das meninas. Meu telefone estava uma bosta, então não dava para ligar pra elas de novo. Comecei a ficar cansada.
Eu só tinha atrasado porque ontem à noite fiquei morrendo cólica e comi muito chocolate, o que não me deixou dormir direito. Então acordei mais tarde e ainda nem tinha feitos as malas. Na minha opinião, minha roupa estava uma merda, porque não tive tempo de escolher uma boa.
Parei na calçada, morrendo de cansaço e comecei a gritar, desesperada.
– ME ESPERA!! EU TAMBÉM QUERO VIAJAR!!
Nada aconteceu... Comecei a me preocupar.
Dim’s pov:
Eu e as meninas estávamos conversando sobre como seria em Londres, até que comecei a ouvir alguns gritos de longe.
– Gente, vocês tão ouvindo alguma coisa? – Eu falei confusa, começando a me virar para trás.
– Não é a Ana ali, gente??? – Lah falou com os olhos apertados, porque estava longe. – É a Ana sim. Ela está ali na calçada, lá atrás. – ela continuou meio preocupada – Motorista, pare o carro, por favor? – Lah ordenou.
O motorista parou e Lah saiu do carro, correndo até Ana. Eu sai também, para ajudá-la com as malas.
– Vocês iam me deixar, suas loucas? – Ana falou, meio desordenada.
– Nunca! – Lah disse, pegando a mala maior e andando em direção ao táxi.
– Vamos logo, Ana, não temos o dia todo. – Falei, com uma mala um pouco menor em mãos.
Guardamos as malas e Ana entrou no carro.
O caminho até o aeroporto era curto, mas as meninas falavam mais que a boca. E eu era que nem elas.
Lah’s pov:
Chegamos ao aeroporto e resolvemos tudo com o pessoal da Believe In London. Nisso, já eram 7h da manhã e faltava uma hora para nosso voo. Despachamos as malas e fomos comer algo.
Mais conversas não importantes sobre Londres, e finalmente fomos chamadas para nosso voo. Pegamos nossa mala de mão e entramos no avião. Estava tudo perfeito. Sentamos em nossos lugares e esperamos até que o avião sobrevoasse as nuvens.
Sentei ao lado de Lubs e de Dim e ficamos conversando, até não aguentarmos mais e dormimos. A viagem durava dez horas, ou seja, chegaríamos lá as 18h, mas ainda tinha o fuso-horário, então chegaríamos as 21h. Ou seja: vamos chegar tarde, e precisamos descansar.
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