365 Days Of Lucky
3 Capítulo 3 - So, you have a boyfriend?
Notas iniciais
Ana’s pov:
Abri os olhos e nós já estavamos em Londres. Cutuquei Mari (que estava do meu lado) para que ela olhasse na janela comigo.
– Meu Deus, que perfeito. – Ela disse.
Estávamos muito perto do chão, percebemos que o avião havia aterrissado. Fácil, tinhamos chegado a Londres.
Tiramos o cinto e nos direcionamos aos assentos das meninas. Saimos do avião, pegamos nossas malas e fomos pegar nossa van da Believe In London.
Como demoramos muito tempo para encontrá-la, sentamos em um banco perto de uma escada rolante. Nesse banco havia uma menina alta, de cabelos compridos e castanhos, com uma roupa muito linda, como uma atriz que eu tinha visto a poucos dias atrás. Victoria Justice, tinha que ser!
– Você tem horas? – Perguntei a garota, em inglês, claro, para que ela pudesse entender.
– São nove e meia. – Disse a garota com um sorriso encantador no rosto, o que me deixou com inveja, mas feliz, por existirem pessoas tão bonitas como ela no mundo, já que se só eu existisse, o mundo estaria uma merda. – Você não é daqui, é? – Perguntou a garota.
– Não, sou do Brasil, estou aqui em um intercâmbio. – Respondi.
– Brasil? Meu pai mora lá. Estou voltando das minhas férias no Brasil, para ficar novamente com minha mãe. Meus pais são separados. – Ela disse, só que agora em português, provavelmente porque já tinha entendido que eu não era de lá.
– Que legal. Bem, essas são minhas amigas: Lah, a de coque baixo, Mari, a de coque alto, Dim, a de rabo de cavalo, e Lubs, a dos cabelos maravilhosos. – Respondi, enquanto Lubs ria da minha resposta. – Meu nome é Ana, mas pode me chamar de Aninha. E o seu? – Continuei.
– Meu nome é Julia, mas pode me chamar Ju. – Ela respondeu com aquele mesmo sorriso perfeito.
– Então, você... Tem namorado? – Falei, rindo pela minha falta de assunto. Até que me toquei do que estava falando, e do sentido que isso faria. – Não que eu esteja querendo namorar você, mas é que... – Comecei a rir descontroladamente, e as meninas riram da minha cara.
– Eu entendi – Ela disse rindo – Mas, enfim, tenho sim. O nome dele é Zac. Quantos anos vocês tem? Eu vou fazer 18 esse ano. – Ela continuou.
– Todas nós vamos fazer 18 também. Que legal! Em qual bairro você mora? – Dessa vez foi Lah quem perguntou.
– Eu moro em Belgravia, e vocês?
– Nós vamos morar em... – Lah parou um pouco para observar os dados da nossa nova casa. – Em Knightsbridge.
– Sério? Nossa, são bairros muito pertos um do outro. Podemos nos ver qualquer hora! – A garota respondeu aparentemente feliz.
O telefone de Lah começou a tocar, e era o cara da van, avisando onde ele estava.
– Bom, Ju, agora nós temos que ir. Mas passa seu telefone, pra nós podermos combinar algo essa semana, ou sei lá! – Lah disse.
Pegamos os telefones umas das outras e entramos na van.
Lah’s pov:
A van era grande. Bom, grande não, mas tinha espaço o bastante para caber nós cinco. Knightsbridge não ficava muito longe. Mas também não tão perto.
Quando chegamos na rua, o motorista da van apontou qual seria a nossa nova casa, e nossos olhos brilharam.
– Que... que linda! Que perfeita, que sonho, que tudo! – Lubs falou, ainda com os olhos brilhando.
– É gigante! Deve ter uns quatro andares! – Dim falou, com os olhos colados na casa.
– Bom, meninas, agora vocês podem ver como a casa é por dentro. Aqui está a mala de vocês. – O motorista falou, já tirando nossas malas do porta-malas.
Saímos da van, pegamos nossas malas e a chave. E finalmente abrimos a porta da nossa nova casa. Ainda estava escuro lá fora, mas a casa era grande e com muita luz.
A casa possuía um quintal do lado de fora, bem grande, e com alguns muros em volta. Atrás da casa tinha uma piscina com formato de violão, bem grande.
Além disso, tinha realmente quatro andares, como Dim havia falado. No térreo, tinha a sala de estar, aparentemente grande, uma sala de jantar e uma cozinha. No primeiro andar havia uma salinha com uma grande TV com uma copa, e um closet gigante ao lado. No segundo andar havia um quarto de hóspedes e uma sala com câmeras e filmadoras. O terceiro andar era feito só de quartos, mas quartos grandes. Eram seis quartos. No quarto andar tinha um “jardim dentro de casa” e uma varanda com churrasqueira e mesas. Todos os andares tinham pelo menos dois banheiros.
Escolhemos nossos quartos e percebi que o tamanho do meu quarto era quase maior que a minha casa inteira no Brasil. Guardei minhas coisas no armário e coloquei um pijama. Dei uma passada na cozinha e fiz um chocolate quente pra mim. Subi novamente para o quarto, e fui ver TV até cair no sono, estava muito cansada.
Dim’s pov:
Acordei como se tivesse dormido por dez décadas. Levantei e fui tomar café. Assim cheguei na cozinha, meu celular tocou e corri para atende-lo. Era a Ju, que nós tinhamos conhecido no aeroporto.
– Oi Dim, tudo bem? Então... eu e o Zac vamos comer num restaurante aqui em Londres, o Nando’s, hoje a tarde. E nós pensamos em convidar vocês. Vocês podem?– Ju falou.
– Ah Ju, eu pelo menos posso e quero, mas tenho que ver com as meninas. – Falei. Nesse momento Lah e Lubs estavam descendo as escadas, e perguntaram com quem estava falando. Contei pra ela que a Ju tinha nos convidado e as meninas toparam na hora. – Bom, falei com elas agora e elas falaram que tudo bem. Que horas? – Continuei.
– A gente ia passar ai umas duas e meia da tarde, ok? – Ela disse.
– Tudo bem, o endereço... A Lah te deu já, né? Então, beijo, Ju!
– Sim. Beijo, Dim!
Desliguei o telefone e fui para o sofá com as meninas, ver TV. Mari e Ana desceram logo em seguida.
– Gente, vamos almoçar fora hoje, tá? No Nando’s com a Ju. – Lubs falou.
– Ah, gente, eu acho que eu tô meio mal pra sair hoje. Devo estar doente, sei lá. Não vou não. Vou ficar aqui, alugar um filme, não sei... – Ana falou, pegando um copo de leite e colocando alguma cápsula de remédio dentro.
– Eu vou... – Mari começou a falar, mas parou imediatamente quando viu Ana colocando o remédio em seu leite. – O QUE É ISSO, SENHORITA ANA? TÁ LOUCA? O QUE VOCÊ TÁ TOMANDO? – ela continuou, seguindo até Ana.
– Calma, Mari, é um remédio que eu comprei a uma semana atrás, sei lá. Minha mãe já viu, poxa. – Ana falou e depois bebeu seu leite num gole só.
– Tá... Enfim, eu não vou porque eu prefiro ficar aqui cuidando da Ana antes que ela morra sabe! – Mari falou olhando pra Ana.
– Eu não vou morrer. Mas se você quiser ficar aqui comigo, a escolha é toda sua!
– Bom, enfim, eu vou lá me arrumar, porque eu vou e não quero dar uma de atrasada, beijo pra quem fica! – Lah disse.
– Vou subir também, não quero me atrasar nem a pau! – Lubs falou.
– Cara, que preguiça, acabei de acordar... Acho que eu...- Comecei, mas fui cortada pelo grito da Lubs.
– CARDIM, VOCÊ VAI SIM, NEM VEM, SOBE AQUI AGORA, CARA!
– Tá bom... Estou indo! – Eu falei, me tacando no chão da sala.
Quando nós três estavamos no andar dos quartos, fomos escolher nossas roupas para sair. Quando estavamos totalmente prontas, descemos para esperar a Ju e o tal Zac, e ficamos vendo um filme com as meninas.
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