Notas iniciais
Harry, Tobias e Snape estavam parados em frente à rústica casa dos Weasley. Harry finalmente bateu na porta e prontamente foi atendido pela senhora Weasley que lhe deu um longo e forte abraço. Todos adentraram à simples, porém aconchegante, sala de visitas onde se encontravam o senhor Weasley e seus sete filhos. Despois dos devidos cumprimentos, todos se puseram à sentar, comer ou conversar.
–Nossa -disse Tobias-, os todos eles são seus filhos? Achei que fossem a vizinhança inteira.
–Sem gracinhas -Snape cochichou no ouvido do homem, puxando-o para perto do sofá, onde se sentaram.
–São, são sim -respondeu o senhor Weasley sorrindo.- Nosso oito lindos filhos.
Molly e os meninos se entreolharam.
–Oito, querido? -indagou Molly.- Nós só temos sete filhos.
–Mas você ainda há de me dar o oitavo -disse Arthur com um grande sorriso para a esposa.
–E você mocinha? -disse Tobias encarando Gina que estava encolhida no sofá ao lado.- Não deve ser fácil ser a única mulher entre tantos irmãos.
–Não é mesmo.
–E por onde anda o namorado?
–Pai! -disse Snape dando um beliscão em Tobias.- Por Merlin, deixe de ser inconveniente.
–Tudo bem -disse Gina sorrindo-, ele está bem aqui -falou apontando para o seu lado no sofá, chamando a atenção de Harry.
–Mas aí não tem ninguém -observou Tobias.
–Exatamente -Gina falou se levantando e caminhando em direção à Rony e Harry.
O senhor e a senhora Weasley estavam conversando com Snape e Tobias, enaquanto Harry conversava com Rony e Gina.
–Onde será que está a Hermione? -indagou Gina.- Ela já deveria ter chegado.
–Deve tá com aquele namoradinho idiota que ela arrumou -disse Rony amargurado.
–Uhh, vejo que alguém está se mordendo de ciúmes -Gina falou causando raiva no irmão.
–Não tem a menor graça, Gina!
–Pois eu achei engraçado -disse Harry rindo.
–Ah, eu vou pra cozinha -Rony falou indo embora aborrecido quando teve que parar bruscamente, pois os gêmeos desceram as escadas rolando e atracados, bringando feito dois gatos por algum motivo.
–Fred! -gritou a senhora Weasley.- Pare já com isso!
–Como é que eu vou parar de morrer, mulher? -disse no chão tentando tirar a mão de Jorge de sua cara.- É ele que tem que parar de me matar.
–Parem já com isso -falou o senhor Weasley se levantando do sofá e apartando os dois garotos-, não veêm que estamos com visitas?
–Desculpe pai -disseram os dois ao mesmo tempo se aproximando de Harry e Gina, enquanto os adultos voltavam à conversa.
–Como vai Harry? -perguntou Fred.
–Vou bem. Como foi o seu verão?
–Ótimo, exceto pelo fato de a Gina ter enchido o saco falando de você o tempo todo. Acho que ela está afim de você -Fred disse sorrindo, fazendo a irmã ficar de cor pimenta e sair correndo em direção à cozinha.
–Então, o que exatamente as crianças fazem na escola? -indagou Tobias.
–Como assim? O senhor não sabe? -disse Arthur surpreso.
–Bom, eu não sou um bruxo -respondeu fazendo os olhos do senhor Weasley se arregalarem e brilharem.
–Pronto, agora ele não larga mais do seu pé -disse Jorge.
–Por quê? -Tobias indagou parecendo preocupado.
–Papai é fascinado pelos trouxas -respondeu Fred.
–Ohh, bom, não tem nada de fascinante em ser um trouxa -explicou Tobias-, aliás esse é um termo um tanto ofensivo para nós. Então, o que fazem na escola?
–Bom, estudamos coisas de bruxos -explicou o senhor Weasley.
–Fazemos esportes também e atividades extracurriculares, como o Percy. Ele é o monitor da Grifinória, como toda a família foi um dia -Molly disse sorridente.
–E nós, quem somos? -perguntou Fred.- Os filhos do vizinho?
–Saim os dois já daqui!
–Mas a gente ainda nem comeu -Jorge falou pegando uns aperitivos dos tantos que tinham na mesa.
–Não -Molly falou dando um tapa na mão do filho-, esses são das visitas. Se quiser comer, vá na cozinha e faça seu próprio sanduíche!
Os gêmeos seguiram para a cozinha acompanhados de Harry e lá encontram Rony e Gina fazendo sanduíches.
–Ei irmãzinha -disse Fred-, você faz um sanduíche delicioso, cadê o meu?
–O pão tá na mesa, o queijo na geladeira e o ovo no balcão, é só pegar e fazer -Gina disse sentando à mesa.
–Oi pessoal! -disse Hermione na porta da cozinha para a alegria de todos.
–Oi, aonde você estava? -disse Harry dando um forte abraço na amiga.
–O trem atrasou um pouco, mas até que enfim cheguei -disse sentando ao lado de Gina à mesa.
–E as novidades? -indagou Gina sorridente.- Eu soube que está namorando!
–É -começou Rony-, conta pra gente como é que é namorar um idiota.
–Eu não sei Rony, mas você pode nos responder como é não namorar ninguém.
–Não foi pra mim, mas a resposta doeu no meu coração -disse Jorge rindo enquanto jogava de um lado para outro uma maçã com Fred.
–Rony, eu vi seu nome no formulário para ingressar no time de quadribol -disse Harry.
–O quê? -falaram Gina, Hermione e os gêmeos ao mesmo tempo, sendo que Fred deixou a mãça cair na cabeça de Rony, tamanha a surpresa.
–Aiii -reclamou Rony massageando sua nuca.
–Foi mal, calculei mal a distância.
–Por que a surpresa? Eu vou fazer sim o teste para entrar no time de quadribol -Rony disse fazendo todos na cozinha começarem a rir.
–E se querem saber, vou ser o líder do time!
–É, e eu vou ser um top model -disse Fred ainda rindo do irmão.- Mas acho até bom, é uma vergonha você ainda não ter conseguido entrar. A Gina entrou na escola depois que você e já faz parte do time.
–Tudo bem, brincadeiras à parte -disse Jorge.- Hoje vai ter uma festinha na cidade, eu e Fred vamos, querem ir com a gente?
–É claro que queremos -disse Rony-, não tem nada pra fazer aqui.
–É, mas temos que pedir a autorização da mamãe -lembrou Gina.
–É verdade -disse Jorge-, Gina vai você!
–Por que eu?
–Porque você é a caçula da família e também a minha irmã favorita.
–Eu sou a sua única irmã.
–É, mas se tivesse outra você seria a favorita.
–Nada disso, vocês vão ter que vir também.
–Bom, meus pais não estão aqui para eu pedir permissão -disse Hermione.
–Garota de sorte -disse Fred enquanto saíam da cozinha em direção à sala acompanhados de Rony, Jorge, Gina e Harry.
–Cadê o papai? -Gina perguntou quando chegou na sala avistando somente Molly e Tobias.
–Está lá fora conversando com Severo -respondeu Tobias.
–Por quê? -indagou Molly.
–Bom... -começou Rony-, é que está tendo uma festa na cidade e a gente queria ir.
–Nem pensar!
–Lá vem ela -disse Jorge.
–E além do mais, Gui está de cama -argumentou a mulher.
–Sim, nós não somos médicos -disse Fred.- A senhora só está tentando arrumar uma desculpa para não nos deixar ir.
–Olha como fala comigo, garoto, sou sua mãe! Não vão e ponto final!
–Mas mãe... -Rony tentou argumentar.
Enquanto os Weasley discutiam, Harry se aproximou de Tobias.
–Oi -Harry falou.
–Oi.
–Gostei da sua camisa.
–Nem vem -Tobias falou rindo-, quem pode dizer se você pode ir ou não é o seu pai, eu não mando em nada.
–Quem disse que eu ia perguntar isso?
–Olha, eu já fui pai de um adolescente também. O Severo pode até ter aquele jeito de quem nunca fez nada errado na vida, mas é mera impressão. Eu sei muito bem quando alguém vem pedir alguma coisa todo mansinho, ainda mais um adolescente.
Arthur voltava à sala quando notou a discussão da senhora Weasley com os filhos.
–Por que a discussão?
–Seus filhos estão querendo ir à uma festa à noite! -respondeu a senhora Weasley furiosa.
–Por que quando as coisas ficam feias eles são só meus filhos? E afinal, se todos vão juntos não vejo problema algum desde que não cheguem tarde demais.
–Arthur! -exclamou Molly furiosa enquanto os filhos estampavam um sorriso no rosto de uma orelha à outra.- Tudo bem, mas eu quero saber aonde é essa festa, que horas começa, que horas termina, quem é que vai estar nela, se tem bebidas...
–Quando terminarmos de responder a festa já vai ter acabado -disse Jorge.
–É para a proteção de vocês. Qualquer pai que se preze faz várias perguntas quando os filhos vão à uma festa -disse Molly enquanto Snape entrava na sala.
–Oi -disse Harry sorrindo para o pai.
–O que você quer?
–Quero ir à uma festa com Rony, Hermione e o resto.
–Tchau. Só tente não morrer no caminho.
–Pode deixar! -disse Harry sorridente.
–Olha aí, até o Snape deixou o Harry ir, mãe -disse Rony.- E além do mais, nós vamos com a Hermione, ela age como se fosse nossa mãe, o que poderia dar errado?
–Idiota -disse Hermione no ouvido de Rony, chutando sua perna.
–Tudo bem -concedeu a senhora Weasley-, mas quero vocês aqui antes das onze horas, ouviram bem?
–Onze horas, mãe? -disse Rony.
–Desculpe, agora é até as dez, quer diminuir mais?
–Não, tá ótimo -disse Rony saindo com os outros.
–Fred e Jorge -chamou a senhora Weasley quando os garotos passavam pela porta.- São onze horas da noite de hoje, entenderam?
–Claro mãe -responderam os dois ao mesmo tempo.
–Droga, eu ia usar essa desculpa para chegar só amanhã -Fred falou chateado.
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