2ª Temporada - Eu, filho de Severo Snape? Nunca!
3 A garota sorridente
Notas iniciais
Harry, Gina, Hermione, Rony e os gêmeos saíram da casa dos Weasley e caminharam até o centro da cidade. Faltava praticamente um mês até a volta às aulas e os garotos apenas queriam se divertir antes de retomarem os deveres de casa e as milhares de aulas que teriam que assistir.
Ao chegarem ao local, viram uma grande movimentação de pessoas para dentro de algo que parecia uma loja. Caminharam até a porta, no entanto foram parados por um magricelo e alto rapaz.
–Podem ir parando aí, pessoal. Aqui só entra quem for maior de dezessete anos.
–O quê? Ah, fala sério! -exclamou Rony insatisfeito.
–Ei, eu conheço você -disse Harry.- Você é o cara do Nôitibus. Lalau, não é mesmo? Uma noite eu peguei uma carona carona com você.
–Ah sim, eu me lembro de você -disse o magricela-, mas me disse que seu nome era Neville e você é o Harry Potter, não é? Você é bem famoso, só que naquela noite eu não liguei o seu rosto ao nome.
–Então, podemos entrar? -perguntou Hermione.
–Não. Só entra quem tiver dezessete, se não tiverem, podem ir dando meia volta e indo embora.
–Nós temos dezesste -exclamou Hermione já impaciente.
–É, sei -disse Lalau incrédulo.- Bom, se é assim é só me mostrarem um documento comprovando a idade de vocês que os deixo entrar.
–Você é um pé no saco -exclamou Hermione furiosa.
–Podem ir saindo.
–Tchau, vemos vocês em casa -disse Fred entrando acompanhado de Jorge no local.
–Vão nos deixar aqui fora? -indagou Gina.
–Se ficarmos com vocês aí fora não vai adiantar de nada.
–Nunca ouviram falar de solidariedade?
–Solidariedade na desgraça não tem graça -disse Jorge-, vemos vocês em casa.
Os quatro garotos deram meia-volta e foram caminhando de volta.
–E agora, o que vamos fazer? -perguntou Rony.- Não quero voltar pra casa.
–Não sei, vamos ficar andando até algo bom aparecer -sugeriu Mione.
–Ei, olha lá! -disse Rony apontando para frente.
Todos olharam na direção que Rony apontou. Lá estava uma garota de longos e compridos cabelos loiros. Andava de um jeito estranho. Parecia que estava pisando em cacos de vidro.
–Ah... -começou Gina-, aquela é a Luna. Ela é da minha sala.
–Por que que ela está andando desse jeito esquisito? -perguntou Hermione.
–Bom... é que é para não pisar em nenhum bichinho.
–Como assim?
–Ela ama animais, então anda assim para não ter a infelicidade de pisar em nenhum deles. É meio estranho, mas ela é legal. Bom, apesar das pessoas da nossa sala ficarem chamando ela de esquisita.
–Mas ela é esquisita -comentou Rony.
–Ela não é esquisita -Gina tentou explicar-, ela é um pouquinho diferente, não quer dizer que seja maluca. Venham, vamos dar um "oi" à ela.
Gina caminhou em direção à Luna e foi logo seguida pelos garotos.
–Oi Luna -Gina cumprimentou sorridente.
–Ah, oi Gina -respondeu a garota com doçura nas palavras e um imenso sorriso no rosto.- O que está fazendo aqui?
–Eu moro aqui. Não nessa área, moro mais afastado -disse apontando em direção à trilha de mato. E você, o que faz aqui?
–Bom, meu pai veio resolver alguns assuntos na cidade e me trouxe com ele. Eu preferia ficar em casa, sabe..., mas ele tem medo que eu exploda meu quarto com magia -respondeu sorrindo e de olhos fechados.
–Explodir seu quarto? -perguntou Rony antônito.- Por que você faria isso?
–Coisas de família. A minha mãe estava fazendo uma poção em casa uma vez e foi tudo para os ares.
–E ficou tudo bem com ela?
–Ficou sim, mas ela mudou de estado -disse a loira olhando para o céu, como se estivesse perdida na conversa.
–Como assim ela mudou de estado? -Rony perguntou achando aquela era uma garota um tanto maluca.
–Ela morreu -Luna respondeu com um pequeno sorriso para a surpresa de todos.
–Ela sorri ao falar da morte da mãe? Vamos dar o fora daqui logo -disse Rony cochichando para a irmã.
–Ora, ora se não são os três mosqueteiros, a ruivinha apaixonada e a esquisita? -disse Draco saindo de dentro do local em que acontecia a festa.
–Draco? -Rony olhou surpreso.- O que você está fazendo aqui?
–Não que eu me orgulhe de estar nesse lugarzinho de baixo nível, sem ofensas, eu sei que mora aqui com a sua família, mas papai tinha negócios à tratar na cidade, então tive que vir junto.
–Por que estava dentro da festa? -indagou Harry.- Você não tem idade para entrar lá!
–Nada que o dinheiro e o prestígio não comprem. E então, o que estão fazendo falando com a esquisita?
–Deixa ela em paz, Draco -ordenou Gina.
–Ah, me desculpe -disse o loiro em um sorriso debochado.- Magoei os seus sentimentos, Luna? Eu acho que você não deveria andar por aí falando com animais invisíveis, aliás, com quaisquer animais. As pessoas podem achar que você é maluca.
–Então, -disse Luna-, vocês estão animados com a volta as aulas?
–Ei, sua fedelha -gritou Draco-, eu estou falando com você.
–Não liguem pra ele -continuou a garota sorrindo, ele age como se eu precisasse da opinião dele para viver.
–Olha aqui... -explodiu Draco.
–Olha aqui você, Malfoy -interrompeu Harry-, nos deixe em paz e vá procurar outro para perturbar!
–Quem você acha que é Potter, para falar comigo desse jeito?
–Draco! -chamou uma voz grossa, vinda de detrás dos garotos.
Era Lúcio Malfoy com sua costumeira bengala e cara de poucos amigos.
–Deixe de se meter com essa gente e vamos embora desse lugar logo -falou virando de costas.
–Vejo vocês na escola -disse Draco com um sorriso amargo.
–Você quer ir pra minha casa, Luna? -convidou Gina.- Minha mãe fez um monte de comida, você será muito bem-vinda.
–Obrigada, mas acho que vou ficar por aqui mesmo. Não é nada contra vocês, mas é que eu não gosto muito de pessoas -disse olhando para o lado e sorrindo aparentemente para alguma coisa, porém, ninguém nada via.
–O que é isso? -Harry perguntou com os olhos arregalados.
–O que é o que, Harry? -Hermione indagou olhando para a cara assustada do amigo.
–Você também pode vê-los -comemorou Luna aos pulinhos.
–Vê o quê? -Rony perguntou.- Essa conversa está começando a ficar de loucos.
–Depois eu explico pra você o que eles significam, talvez na volta as aulas, tá bom? -Luna disse sorridente caminhando em direção oposta à dos quatro garotos.
–Tudo bem... -disse Gina um pouco atordoada com o que acontecera- vemos você daqui há um mês e tome cuidado, você é muito gentil, algumas pessoas podem lhe fazer motivo de chacota.
–Oh -Luna falou diminuindo um pouco os passos, porém não parando-, mas isso é defeito delas, não meu -e virou-se, continuando a andar a curtos pulinhos.
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