2035 - My Future
9 Capítulo 9
Finalmente passamos por toda aquela cidade. Carlos disse que o Rio de Janeiro era uma cidade muito bonita. Quando chegamos a Minas Gerais, finalmente saímos todos do carro. Respiramos fundo e procuramos logo uma casa com chuveiro decente. Ou uma banheira. Carlos deu um jeito no carro e ele cheirava um pouco melhor, mas precisava tomar mesmo um ar. Era tudo muito calma, até a noite chegar. Estávamos sem sono. Curt e eu. Estávamos no telhado da casa em que havíamos nos instalado. Então vimos algo curioso... Se movia lentamente na escuridão, praticamente se arrastava, talvez estivesse debilitado. Depois vimos que era... Parecia impossível, mas era mesmo... Um Humano! Uma pessoa em carne e osso, quem sabe, talvez, faltando alguns pedaços... Mas mesmo assim, era uma pessoa! Caralho! Pulamos de alegria, eu e Curt tentamos chamar a atenção daquele ser que se arrastava. Acabamos por acordar a todos. Carlos saiu pela porta e quando viu, voltou pra dentro e pegou as armas.
- O que foi? – Perguntou Jack
- Mande aqueles dois lá em cima descerem. – Disse sério, enquanto carregava as espingardas.
- Mas o que está... – Cortado por Carlos
- AGORA! – Ele gritou.
Eu e Curt estávamos loucos de felicidade e pulávamos e gritávamos que nem doidos. Jack chegou e nós dois gritávamos para ele:
-PESSOAS! PESSOAS A VISTA! HAHAHA, NÃO SOMOS OS ÚNICOS JACK! — Gritei
- CARAMBA, OLHA! SÃO MESMO PESSOAS! JACK, VAMOS AJUDÁ-LAS! – Gritou Curt, enquanto pulava que nem um menininho feliz na frente de Jack.
Jack olhou e o que ele viu o deixou sem cor. Quando olhamos, já havia um grupo perto da casa. Quando vimos melhor, vimos que pareciam famintas e babavam muito, além de sangrarem muito também. Eu e Curt começamos a desanimar quando vimos que havia pessoas sem cabeça, mas que tinha uma boca estranha nas mãos, tinha um que tinha quatro olhos, outros com duas cabeças, três braços, eram mutantes. Estavam sentindo o cheiro de carne fresca e sadia. A gente. Descemos rapidamente e nos armamos. Uma luta que durou a noite toda. É difícil matar mutantes, pois eles tem seu corpo mais resistente como se fosse uma proteção a balas. Você tem de tentar achar o ponto fraco deles e se der sorte, é apenas na barriga. Foi o que aconteceu com o Curt: Atirou na barriga de um deles, que era bem deformado mesmo, só víamos uma narina na sua testa e apenas uma enorme boca. Quando atirou em sua barriga, um liquida verde se alastrou e derreteu a coisa. Sim, a radioatividade era tão alta que transformou o sangue de muitos em acido puro que quando exposto derrete até o próprio ser que o abrigava. O que aconteceu depois foi que Curt ficou sem munição e um deles o atacou por trás. Mordeu a sua orelha, dei-lhe um “head-shot” que explodiu a cabeça, mas mesmo assim se movia. Curt gritou, por causa da orelha e do sangue do mutante que lhe atingia. Carlos deu um chute e depois atirou no meio das pernas do mutante, que morreu. Quem diria que seu ponto fraco era ali? Carlos agarrou Curt e subiu as escadas, só nos restavam mais três mutantes. Sabia que Jack e Joanna poderiam cuidar deles. Subi correndo atrás de Carlos. Ouvi ainda os tiros e Jack subiu em seguida, acompanhado de Joanna.
Carlos colocou Curt na cama, que estava quebrada e fazia um rangido perturbador.
- Joanna, vá até o carro e pegue uma maleta que tem no banco falso do passageiro da frente. Jack, acompanha ela. Fernanda, ajude a estancar o sangue dele. Vou procurar algo a mais para estancar o sangue do ombro.
Segurava um pano no que já tinha sido a orelha de Curt, ele gemia e pensava o pior, apesar de não falar nada. Conhecia o tão bem que sabia o que ele pensava apenas olhando em seus olhos. Joanna e Jack chegaram e queria respostas sobre alguma coisa que não havia entendido direito. Estava com a cabeça cheia de pensamentos de culpa. Carlos pegou a maleta e tirou de dentro dela algumas coisas para suturar as feridas e para limpar também. Ele mandou todos saírem do quarto e esperarem lá embaixo sem perturbar. Saímos e comecei a chorar.
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