2035 - My Future
12 Capítulo 12
Os dias que se passaram foram estranhos. A viagem até correu tranqüila, demorou um tempo, mas chegamos num legar onde tinha uma ponte. Tínhamos que atravessar, mas ela tinha caído. Como poderíamos chegar até a utopia sem a ponte? Carlos saiu do carro e parou de frente pra ponte e colocou as mãos na cintura. Jack saiu e chegou perto dele, viu que ele seu rosto era indecifrável. Talvez ele estivesse refletindo, talvez a viagem tenha sido em vão, talvez Curt morreu por nada, talvez...
Ele começou a rir.
- Ai, tô chorando de tanto rir. – Ele disse, enxugando as lágrimas. – Bem, vamos continuar com o nosso...
- Como assim? Vamos voando até o outro lado?
- Bobinhos... – Ele pegou o tal “notibuk” e apertou algumas teclas. Uma ponte começou a surgir vinda do outro lado, devagar, mas vinha. Era uma ponte móvel. Não, não era levadiça, pois, Carlos explicou que as pontes levadiças veem de cima e essa vinha do chão do outro lado. Um minuto depois, estávamos em movimento em direção a um lugar que parecia um monte de casas isolado demais. Carlos disse que lembrava um condomínio residencial. Todos estavam muito animados com tudo aquilo, havia algumas pessoas e até crianças correndo, mães nas portas de suas casas as observando, os pais ao lado delas lendo livros... parecia ser bem interessante. Curt iria adorar. Havia animais também, alguns até parecidos com Crito. Estávamos indo em direção a uma casa no final da estrada, era uma casa enorme e tinha um cara na frente dele, ele nos aguardava. Paramos o carro e descemos todos.
- Crianças, esse aqui é o satã. O famoso Santos.
Ele fazia jus ao seu apelido ridículo. Era vermelho e tinha garras, havia pontas do que parecia ser chifres em sua cabeça, na foto em que havíamos visto, ele estava diferente. Não podemos, eu, Joanna e Jack, conter o terror ao olhar aquela figura que Carlos dizia ser amigo.
- Crianças, — Disse Santos, com uma voz grave. – Não tenham medo, o que eu tenho não é contagioso, é apenas uma mutação.
Explicado.
Ele nos convidou a entrar e disse que chamaria seus filhos para pegar as malas, Joanna soltou Crito, que correu pra um canto fazer suas necessidades. A casa de Santos era enorme por fora e por dentro era algo bem aconchegante e confortável. Fomos todos para a sala de estar e nos sentamos no sofá, confortável. Acredite, depois de passar praticamente um pouco mais de um mês dentro de uma caminhonete, qualquer coisa macia vai ser confortável o suficiente para se tirar um belo cochilo. Foi o que aconteceu com o Carlos, minutos antes de o Santos entrar, ele tinha apagado da poltrona ao lado do sofá, roncava e tudo. Meus olhos estavam ficando pesados e Santos notou o nosso cansaço.
- Acho que vocês devem descansar antes de qualquer coisa, que tal?
Ótima ideia, ele cutucou Carlos que se levantou num salto e disse algo como “me passe à resposta da questão numero 5”
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