Notas iniciais
Oi meus amores! Quem aqui está animado para ler o que vai rolar nesse encontro, hein? Eu adianto que vai ser bom demais!

Você já ficou esperando o cinema começar tendo do seu lado uma amiga que não para de beijar o companheiro? Não? Sorte a sua, porque eu já estou querendo largar a Letícia aqui e ir pra outro lugar com o Arthur. O papo está fluindo bem, ele é um cara bacana e eu gosto da companhia dele.

As luzes do cinema se apagaram e eu dei graças pelo filme já ir começar, nesse momento a Lê largou o Felipe se endireitou na cadeira e arrumou o cabelo. Ainda nos trailers que passam no início do filme eu direcionei meus olhos pro Arthur e em meio as luzes osciladas que eram lançadas em seu rosto pelo cinema escuro e apenas as iluminação da tela, eu o reparei bem e passei os meus olhos por todos os traços do seu rosto. Ele era um cara muito bonito, com lábios bem atraentes e olhos mais que perfeitos. O tipo de homem que prende a sua atenção, um cara inteligente e muito educado, e eu fiquei pensando se eu me apaixonasse por um cara assim,como ele e até que gostei da ideia, mas não era assim.

Apesar de tudo eu ainda gostava daquele idiota e não trocaria um beijo dele por nenhum outro, eu me perdi em meio a esses pensamentos e eu peguei o Arthur olhando pra mim e retribuindo o sorriso que eu sem perceber estava com ele, eu parei de sorrir e virei o rosto pra tela, era melhor assim, não queria que ele pensasse que eu estava interessada nele, não preciso de mais problemas preciso solucionar os que eu já tenho e ficar quietinha.

A sessão acabou e quando já estávamos do lado de fora eu me despedi do Arthur, trocamos poucas palavras, eu não estava no clima para encontros foi a Letícia que inventou essa, e a Letícia deu um selinho no bonitão e logo veio para o meu lado.

— Você também não coopera né? – me beliscou e me fez parar.

— Não coopero com o que, hein Letícia? – perguntei já parando, batendo o pé e com os braços cruzados.

— Olha que lindo que é o Arthur, poxa custava curtir o momento? Eu inventei essa de encontro para você se distrair e não para você ficar só olhando pra ele, babando, diga- se de passagem, não pense que eu não vi- completou empurrando meu ombro.

— Eu estava o admirando, mas isso não quer dizer que eu estava afim de “pegar” ele- completei empurrando agora o seu ombro.

— Tudo bem, você quem sabe. – desistiu- Só não venha reclamar se ficar sozinha, velha e com 28 gatos – disse agora fazendo a mesma pose que eu , batendo o pé e cruzando os braços.

— São 27 gatos Lê, não 28- a corrigi.

— Eu sei, mas você sabe que eu não gosto dessa coisa de números impares dá azar, sabe que eu tenho dessas manias de superstição – disse.

Eu apenas concordei com a cabeça e deixei pra lá, olhei pra ela e comecei a rir que fez o mesmo, a gente sempre tinha essa briguinhas bobas de irmãs, mas toda vez depois de 5 minutos já estávamos sorrindo novamente. Em meio a mais algumas voltas no shopping compramos algumas coisinhas, mas logo voltamos pra casa, tanto eu quanto ela passaríamos o domingo inteiro estudando algumas coisas da faculdade, e também adiantar outras já que durante a semana as coisas eram extremamente corridas.

Quando cheguei no meu apartamento tirei os sapatos, sentei no sofá e meu celular apitou. Logo pensei que fosse uma mensagem do Arthur e peguei o celular animada, coisa que logo acabou quando percebi que ele não tinha o porquê me escrever:

“Eu me arrependo da atitude que tomei a dois anos atrás. Precisamos conversar, temos coisas do passado extremamente mal resolvidas, eu não consigo seguir em frente nem você. Já está na hora de resolver como vai ficar isso, ou cada um segue o seu caminho sem mágoa ou tentamos seguir juntos, e sem querer forçar a barra quero te dar minha opinião, eu ficaria com a segunda opção. Dorme bem, minha linda”.

Guilherme! Só podia ser. Mas eu concordo com ele, não aguento mais ficar agindo como se fosse uma criança que não pode resolver os próprios problemas, realmente, precisamos conversar.

— Amanhã, as 10:00 passa aqui em casa, vou estar te esperando. Só não se atrasa porque sabe bem que eu detesto isso– pontuei e enviei a mensagem pra ele.

Já estava na hora, ele sabia como mexia comigo e eu sabia que não conseguiria suportar mais tanto tempo. Durante esses dois anos esperei que ele voltasse para a gente poder conversar, colocar na mesa o que realmente aconteceu e principalmente que eu conseguisse seguir em frente. Eu ainda não me animei a perder uns quilinhos, e com a faculdade ainda tenho alguns anos pela frente, mas esquecer um certo garoto por aí é algo que posso me propor a fazer a qualquer momento. E a hora, é agora!

Notas finais
Estou nervosa com essa decisão da Becca em conversar com o Gui. Serão que seguirão juntos ou cada um com o seu caminho? Deixem suas opiniões, as apostas começam agora! hahaha, brincadeirinha. Seu comentário por favor, deixe aí pra mim.. Beijos!