Notas iniciais
Oi gente :)
Fanfic nova! Sempre seguindo minha meta de 3 fanfics em andamento...
Enfim, eu recomendo muito a vocês o filme no qual eu me baseei para escrever isso: 17 Outra Vez, com o Zac Efron e o Mathew Perry. É muito bom e vale à pena ver.
Bom, nessa fanfic eu vou começar direto os capítulos, sem intro ou prólogo como eu costumo fazer.
Espero que gostem!

— Anderson! — A treinadora Beiste chamou, e Blaine, capitão do time, rapidamente estava ao seu lado. — Hoje é o grande jogo, rapaz. Sei que você não é o quarterback porque quis ceder o lugar para Artie, mas você provavelmente é o nosso melhor jogador, e se tem alguém que merece a bolsa para Yale, é você. O olheiro veio de Los Angeles para escolher apenas dois de vocês, então jogue o jogo que eu sei que você consegue e ganhe essa bolsa, rapaz. — Blaine assentia à cada palavra.

— Eu vou, treinadora, eu vou. Não se preocupe. Sei que vamos ganhar esse jogo. — Concordou o menino, colocando o capacete e saindo do vestiário direto para o campo. Na entrada do mesmo, porém, estava seu namorado Sam. Os dois rapazes haviam começado o romance às escondidas, algo novo para ambos. Blaine não podia amar Sam mais e vice-versa. Eles estavam juntos desde o feriado prolongado da primavera e não pretendiam terminar. — Sammy? O que está havendo, amor?

— Nada, B, eu só queria falar com você mas você tem que entreter a torcida. Depois eu falo com você, ok? — Gaguejou o loiro, e Blaine insistiu com os olhos para que ele lhe contasse. Suspirando, Sam aproximou os lábios do ouvido de Anderson e sussurrou: — Meus pais descobriram. Eu fui expulso de casa.

— Eu- Sam, você não... — Um jogador puxou Blaine pelo braço, e o moreno disse, sem som, um "eu te amo" antes de entrar em campo. Sam assentiu e encostou-se na parede da arquibancada. Não muito tempo depois, o apito de início de jogo ecoou pelo local tenso e passaram a bola oval para Blaine, quem estava paralisado.

Sam viu o olheiro de Yale sacudir a cabeça e riscar algo na prancheta, enquanto Beiste gritava para que o moreno se movesse. Porém, Anderson deixou a bola no chão e correu até Sam, puxando-o pela mão até o corredor entre o vestiário e o campo, até o fundo do mesmo onde ninguém poderia vê-los e rodopiou o namorado no ar.

— Blaine, é seu grande jogo, o que você está fazendo?! — Exclamou o loiro, surpreso.

— Mora comigo. Vai lá pra casa, a gente pode até morar embaixo de uma ponte por tudo que eu sei. Mas... fica comigo, Sam, vamos lá. — Pediu Blaine, e Sam sorriu, seus olhos encontrando os dourados do namorado. — Eu tenho uma ideia melhor: casa comigo. O ano está acabando de qualquer forma! Depois do colegial, vamos arranjar trabalhos e comprar um loft só para nós. — E então Blaine se ajoelhou, e pegou as mãos do loiro nas dele.

— Blaine... eu não posso pedir isso de você, você tem um futuro ótimo pela frente, por mais que você não entre em Yale, ainda tem ótimas faculdades para você! E eu quero ir para a faculdade de cinema e com- hmmph — Blaine beijou Sam com tudo o que havia em si, entregando-se ao ato com paixão. — Tem certeza?

— Eu te amo, Sammy.

— Eu... eu também te amo, Blainey.

-23 anos depois-

Blaine acordou com o barulho de Santana, sua melhor amiga desde o final do ensino médio, gemendo o nome de mais uma das muitas namoradas de uma noite que ela trazia para a casa. Enquanto o moreno havia se tornado um contador que trabalhava em um cubículo dia após dia, a latina estava trabalhando como atriz amadora, porém uma que ganhava bastante para bancar uma mansão em Ohio. Depois do salto em sua carreira, a morena ia constantemente a um bar gay do outro lado da cidade e sempre trazia alguém para lhe fazer companhia durante a noite.

Blaine afagou os cabelos ligeiramente grisalhos, levantando-se da cama e se espreguiçando. Ele ouviu todos os ossos estalando lentamente e sentiu cheiro de bacon, seu estômago se revirando ao odor. Sam, seu ex-marido por agora onze anos, costumava sempre fritar bacon pela manhã. A filha que os dois tinham, Quinn, adorava o gesto e sempre queria mais. Deus, como ele sentia saudades daquela época... bem, Blaine sentia ainda mais a falta dos tempos de escola, mas não vem ao caso.

Finalmente, o moreno andou até o chuveiro e ligou o mesmo, esperando a água esquentar enquanto despia-se.

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"Sam? É Blaine. Você me ligou por engano novamente." Blaine atendeu o telefone, pouco antes da hora do almoço em seu trabalho.

"Não, não, eu liguei certo." O moreno ouviu a voz do ex-marido do outro lado da linha. "Escuta, Blaine, eu não posso sair do trabalho hoje e preciso que você busque Quinn na escola. Sei que vocês só se vêem aos finais de semana mas eu realmente estou atolado de trabalho."

"Não, tudo bem, eu vou adorar ver minha garotinha. Ela ainda está com aqueles piercings e tudo mais?"

"Está, sim. Adolescentes, adolescentes... Uh, mas, olha, é só Quinn ok? Não tem mais ninguém com ela. Assim que você a vir, coloque-a no carro e dirija." Blaine estranhou, reconhecendo a voz de quando Evans tinha algo a esconder.

"Tudo bem, Sam, pode contar comigo. Eu vou conseguir te ver quando chegar com ela?"

"Claro, claro, eu tenho alguns minutos. É que minha caixa de entrada está bombando. Eles querem outra escultura para amanhã e não param de mudar os detalhes." Desabafou o loiro. Sam começou a trabalhar com artes depois de Quinn nascer, pois o marido da barriga de aluguel do então casal era o dono de uma galeria e havia se interessado por algo que o loiro estava esboçando antes da filha dos dois nascer. "Em casa, às quatro da tarde no máximo. Até lá."

"Até..." O moreno desligou, cabisbaixo. Seu chefe o avisou que era meio-dia e que ele poderia sair para o almoço. Suspirando, Blaine saiu de seu pequeno escritório e pegou a carteira para pagar a segunda refeição do dia.

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Finalmente, o sinal do fim das aulas soou em todas as salas, que logo ficaram vazias. Kurt saiu da sala e imediatamente achou o namorado, Sebastian, conversando com Finn Hudson, o quarterback do time de futebol. O menino achou seus olhos e soprou um beijo, fazendo Finn se virar e revirar os olhos enquanto Kurt "pegava" o beijo enquanto andava até o par. O atacante deu um tapinha no ombro do colega e deu a mão para Rachel, sua namorada.

— Vamos para sua casa hoje, baby? — Perguntou Smythe, abraçando o castanho.

— Não dá, meu pai disse que temos visita, mas que eu não posso estar em casa. — Hummel deu de ombros. — Olhe, Quinn está ali. Venha comigo falar com ela. — Sebastian revirou os olhos, mas acompanhou o namorado enquanto o par as dirigia à Quinn e Puckerman, o bad boy da escola. — Quinn, você sabe alguma coisa sobre a visita que papai vai ter hoje e por que diabos ele não me quer em casa?

— Ah... não, não sei, Kurt, eu vou para a casa de Mercedes. Devo voltar cedo, nós só vamos fazer um trabalho. — Explicou a loira, enrolando uma mecha rosa no indicador. Kurt semicerrou os olhos e se virou, puxando Sebastian consigo.

— Hummel não sabe do próprio pai? — Perguntou Puck, e a menina colocou um dedo em seus lábios.

— Fique quieto, Puck! Meu pai não é pai de Kurt. Você sabe que ele é adotado.

— Tudo bem. Passa lá em casa depois?

— Claro, você sabe que sim. Agora, eu vou achar meu pai. Acho que se você não quiser ser fuzilado pode ficar aqui.

— Está bem, mas me dê um beijo antes, vamos lá. — A menina de cabelos rosa pressionou os lábios aos do namorado e deu meia volta uma vez que ambos estavam separados.

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Blaine entrou na McKinley com o coração apertado, se lembrando de muitos dos melhores momentos de sua vida. Contra a porta do motorista de um carro preto, haviam dois meninos se... beijando explicitamente, um alto, com cabelos castanho-claro com gel forçando-os para trás e outro cujo rosto Blaine não identificou, apenas viu a pele pálida e os cabelos num topete castanho. Surpreso e envergonhado pelo casal, Anderson adentrou o edifício e deu de cara com uma foto tirada logo antes do grande jogo.

— Você sente saudades dessa época? — Perguntou um velhinho, com uniforme de zelador e barba branca. Blaine assentiu, voltando o olhar para a fotografia. — Gostaria de voltar a esses tempos?

— E como...

— Tem certeza?

— Absoluta. — Respondeu com um suspiro.

— Papai? — Ele ouviu a voz de Quinn, e se virou para ver a filha com roupas pretas e um gorro da mesma cor, com um furo, revelando o tom rosado das raízes capilares da menina.

— Oi, Q. Pronta para ir?

— Sim, papai.

— Então está bem. O que me diz de irmos à praça? — Quinn lutou contra si mesma para não revirar os olhos, mas assentiu para alegrar o pai. — Ótimo, vamos lá.

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— Talvez se você for para a casa de Hunter ele não te decepcione! — Kurt gritou pela janela do carro preto de Sebastian, batendo a porta. Logo depois da aula, os dois foram passar um tempo à sós no veículo de Smythe, porém, quando Kurt não deixou que o mesmo tirasse sua blusa uma vez que o par estava no banco traseiro, seu namorado disse que o castanho o estava "decepcionando com suas ações de celibato".

Então Kurt ajeitou as roupas e saiu do carro, pronto para andar até em casa, mas Sebastian o convenceu a deixar que ele o deixasse na porta de casa. Foi uma má ideia, pois o mais alto começou uma briga com Kurt durante todos os longos vinte minutos entre a escola e a casa do namorado. Hummel estava quase explodindo quando o menino dos olhos verdes parou na frente do casarão de seu pai, e não resistiu aquela resposta esperta.

— Kurt! — Hummel ouviu seu pai chamar, e o viu na porta de casa. Lutando contra suas lágrimas, o castanho andou até Sam e se lançou nos braços do mesmo, enterrando a cabeça no pescoço do loiro. — Eu achei que você fosse ficar com Sebastian hoje, bebê. Aconteceu alguma coisa?

— Eu não deixei ele tirar minha camisa e ele me acusou de celibato. — Choramingou Kurt, e Sam afagou os cabelos do filho. — A visita já chegou?

— V-visita? Que visita?

— Você sabe, aquele cara que você mencionou por mensagem de texto, quando me expulsou de casa. — Sam torceu o nariz ao ouvir a palavra e Kurt foi rápido a perceber. — Oh, deus, papai, me desculpe, eu não percebi...

— Tudo bem, filho. E não, ele ainda não chegou. Eu tenho que começar a escultura para o sr. Clearwater. Você sabe como ele é exigente. — Kurt assentiu. — Vá colocar jornal na mesa do porão, eu vou esculpir lá.

— Ok. Eu te aviso quando a visita chegar, então. Se quiser eu posso servir alguma coisa, um chá-

— Não! Quero dizer, não, Kurt, obrigado. Pensando melhor, forra a mesa da cozinha com jornal e um pote d'água, por favor.

— Seu desejo é uma ordem. — Kurt murmurou, e entrou na casa grande ajeitando a mochila nos ombros. Sam secou as mãos suadas nas calças velhas e ajeitou a blusa antes de procurar pelo carro de Blaine na rua. Nenhum sinal do mesmo, porém. Se ele tivesse sorte, Kurt não descobriria que Blaine era o homem misterioso com quem seu pai havia se casado. E seria ainda mais difícil explicar para o ex-marido quem era o adolescente que atendera a porta se Quinn estava com ele.

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— Você se divertiu, querida?

— É claro, especialmente quando fomos nos balanços... — Balbuciou a menina, apoiando o queixo na palma da mão. Blaine sorriu para a filha, logo antes de retornar o olhar para a estrada. Em menos de dez minutos, pai e filha estavam na porta da casa da menina. — Eu vou chamar meu pai. Uh, você pode ficar aqui, ou sei lá. — O moreno assentiu, observando a filha sair do carro e puxar a saia comprida preta que usava. A vestimenta subiu um pouco na canela, revelando uma pequena tatuagem escrita "Beth" em uma caligrafia cursiva. Blaine sorriu, apoiando a cabeça no volante sem apertar a buzina. — Papai, o pai está esperando ali na porta.

— Obrigado, Quinnie. — Blaine saiu do carro e trancou o mesmo, andando até Sam e abraçando o ex-marido fortemente. Sam colocou uma mão em seu ombro carinhosamente.

— Como vão as coisas com Santana? Tudo bem? — Blaine assentiu. — Eu te sujei de tinta, me desculpe. — Pediu Sam, olhando para o antebraço do moreno com uma mancha colorida.

— Não faz mal. Fico feliz que você está continuando com sua arte, Sammy.

— Não... Não me chame assim, Blaine. Você me traiu, lembra? Não finja que você mudou.

— Se passaram onze anos, Sam-

— E há onze anos os papéis de divórcio estão assinados. Vai ficar assim.

— Você arranjou alguém novo?

— Eu... não. Quer dizer, eu preenchi o vazio, Blaine. De algum jeito eu tive que seguir, eu não podia deixar Quinn, nem meus irmãos.

— Está bem. Ok. Você vai na reunião estudantil?

— Claro, ouvi dizer que todos vão estar lá e tudo mais. — Sam parou por um momento, pensativo. Esperança cresceu nos olhos gastos de Blaine. — Eu posso... repensar as coisas, nós, digo. Mas esteja lá, e nós conversamos.

— Não perderia por nada, Sam. Te vejo lá.

— É. Tchau, Blaine. — O loiro fechou a porta com um último sorriso tímido e Anderson sorriu, voltando para o carro. Ele avisou a seu chefe que estava voltando para o trabalho e que poderia ficar até mais tarde no escritório.

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Blaine desligou o computador e se despediu de Jeremiah, seu colega de trabalho, andando até o carro com um sorriso no rosto devido aos eventos de mais cedo com Sam. Talvez nós realmente tenhamos uma chance!, pensou Blaine, destrancando o carro. Em duas semanas era a reunião da turma de 91, consequentemente em duas semanas Blaine teria Sam de volta. Ele simplesmente teria.

Quando o moreno saiu do estacionamento, começou a chover forte. As ruas estavam praticamente vazias e não havia sinal de que a tempestade diminuiria. Ao chegar na ponte que ele sempre pegava para ir para casa após o trabalho, porém, havia um homem de barba branca e barrigudo, e Blaine se tocou que era o zelador que falara com ele mais cedo ...e que ele estava prestes a pular da ponte.

— Aqui está seu desejo, senhor Anderson. Relaxe e o amor decidirá seu destino. — Falou o velho homem.

O velhinho, então, se virou para Blaine e piscou com o olho direito antes de se jogar. O moreno correu até o pequeno muro que sinalizava o fim da ponte e olhou para as águas escuras do rio. Um redemoinho estava começando a se formar e Blaine parecia ser puxado para dentro, porém o homem se segurava a um poste de luz, sentindo as gotas de chuva frias contra sua pele se misturando com seu suor. No centro do redemoinho, contudo, havia um reflexo enorme com o rosto de Blaine... o rosto que o moreno tinha há vinte e três anos. E então Anderson caiu, e caiu...

Notas finais
E aí? Aprovada?
P.S.: Eu ainda não sei quantos capítulos eu vou colocar nessa fic, mas acho que não vou passar de 25. Só um aviso mesmo ;) beijos.