Notas iniciais
Well, até que eu não demorei muito dessa vez, certo?! k Olá, darlings, como estão? Bom, como o prometido, a parte 2 do capítulo com o Point of View da Isabella Swan #finally. Aproveitem!;*

Chapter Eight

Dresses, Smokings & Revelations, Part. II

Bella’s POV

Era como estar em um pesadelo!

Daqueles que fazem com que você deseje acordar o mais rápido possível e esquecê-lo. Mas eu sabia que mesmo acordada, aquele pesadelo não teria fim. Aliás, era só um teaser do que viria.

– Bella? – ouvi um sussurro próximo ao meu ouvido. – Acorde, por favor!

Era a voz de Edward. A aflição presente em cada palavra.

– Oh, Carlisle, ela está realmente bem? – pude identificar Renée como a dona da voz chorosa e preocupada.

Espere. Carlisle Cullen estava ali? Oh, droga. Ele era médico, e sendo médico devia ter desconfiado de algo sobre o meu súbito desmaio.

– Sim, Renée. Bella está bem, contudo, deve estar se sentindo fraca. Mas a pressão arterial já está voltando ao normal. – ele respondeu calmo, suave e profissional.

– Bella, filhinha. Não vá até a luz. Oh, Deus, fique! – a ladainha de Renée saiu desesperada.

– Ora, Renée. Bella está bem, foi apenas um desmaio e ela já está se recuperando. Deixe que sua mente e seu corpo terminem o processo. – papai disse tão passivo quanto Carlisle.

Senti que voltava aos poucos à consciência, mas ainda não conseguia me mover, nem falar, sequer abrir os olhos.

As mãos bem cuidadas de minha mãe acariciavam meus cabelos, assim como um beijo seu em minha testa a cada minuto.

– Renée, deixe Bella um pouco. Ela precisa de ar e espaço. – Phill aconselhou.

– Ar? Ela está inconsciente há minutos! – gralhou. – Não vou abandonar minha filha nessas situações.

Irônico. Muito irônico.

– Sim, eu sei, amor. Mas vamos deixar que ela volte em si, certo?

Renée bufou, dando-se por vencida.

Puxei o ar com força, remexendo no provável sofá que estava, que, aliás, machucava minha coluna.

– Ela está acordando! – Charlie exclamou, e logo um suspiro aliviado tomou conta do local.

Mas eu ainda me sentia um tanto “pesada”, e a ideia de ter que me explicar a tantas pessoas não me deixava melhor. Entretanto, era preciso encarar a realidade, por mais difícil que ela fosse.

– Aqui... Achei o álcool! – a voz esbaforida de Emmett tomou conta da sala. Ele estava ofegante, mas ainda sim sua voz saiu grossa e preocupada.

– Não será mais necessário, Emmett. A Bella acordou! – a voz rouca de Edward soou. Então percebi que ela estava mais perto do que eu imaginava.

Só a ideia dele próximo a mim, preocupado comigo, era extremamente significativa, mais do que eu conseguiria explicar. Ora, mas é claro que ele estava preocupado comigo, era eu quem carregava seu herdeiro na barriga.

Forcei a mim mesma a abrir os olhos. Acordar era preciso. Agora, mais do que nunca.

Quando encontrei a claridade, junto com centenas de cabeças e expressões, pisquei incomodada. Ao fazer menção de sentar, senti mãos macias, mas ainda masculinas, me ajudarem, dando-me apoio com os cotovelos.

– Bella, está se sentindo melhor? – perguntou.

Assenti, procurando por seus olhos verdes esmeraldas. Ao achar aquela imensidão profunda, me senti instantaneamente segura, como nunca havia me sentido antes.

Notei, então, que estavam todos. Meus pais, Phill, Carlisle e Edward na sala do Sr. Biggs.

Abri a boca, mas minha garganta e língua estavam secas. Urgh, horrível sensação.

– Querida, pode me responder agora o que houve? –meu pai se proferiu.

Senti uma pena momentânea dele, pois se desconfiasse do real motivo pelo qual desmaiei, acabaria na emergência do hospital.

– Sim, papai. Um pouco melhor do que antes. –respondi quase como um sussurro. – Emmett, eu estou com sede. – falei, com meus olhos pidões.

Emmett sorriu, com suas lindas covinhas que me encantavam, e se retirou da sala, dizendo que ia pegar água.

Agradecia por ele saber da minha gravidez, pois conhecendo o irmão que tinha, ele bem que traria uma cerveja, ou até mesmo um ponche batizado.

(...)

– Está melhor? – Renée me perguntou assim que esvaziei uma garrafinha de Fiji.

Assenti, limpando os lábios com a mão. Mirei-a; ela mantinha um olhar severo e mãos na cintura.

– Ótimo. Podemos então conversar sobre aquela falta de vergonha entre vocês dois? – lançou um olhar duro para mim e em seguida para Edward.

Suspirei pesado.

– Mãe, nós podemos conversar sobre isso em outro momento? Agora eu estou, realmente, me sentindo cansada. – falei, e não menti. Eu realmente me sentia cansada, mas também disse aquilo porque não queria dar explicações a ninguém naquele momento.

Queria apenas minha cama espaçosa e meus milhares de travesseiros e almofadas confortáveis.

Renée imediatamente fez menção de protestar, mas Phill colocou sua mão no ombro dela, uma forma de contê-la.

– Mas é claro, querida. Vamos para casa, a noite já deu! – papai disse, esboçando um sorriso complacente.

Edward, que até aquele momento não dissera nada, limpou a garganta e se levantou do lugar onde estava sentado, que era ao meu lado.

– Bom, eu tenho que resolver alguns assuntos pendentes, mas assim que terminar, irei vê-la. – disse para mim. Assenti e ele me deu um beijo na testa, afagando meus cabelos.

– Até mais, Sr. Swan, Sr. e Sra. Dywer, Emmett. – despediu-se e saiu da sala, acompanhado pelo pai, após me desejar melhoras com um sorriso bonito.

(...)

As horas pareciam não passar nunca.

Nove horas e vinte minutos.

E nada de Edward.

Após aquele episódio lamentável no Baile de Primavera, fui levada para casa, tomei um banho rápido e me joguei na cama King Size. Olhando pela janela, a noite em Forks estava belíssima. Apesar de ser uma cidade tipicamente chuvosa e fria, naquele dia ela estava totalmente diferente. Fresca, gostosa e com um céu cheio de belas estrelas.

Abracei com força a almofada com capa personalizada e colorida. Não havia mais escapatória, e nem como continuar guardando aquele segredo. E já que toda Forks sabia da intimidade com a qual Edward e eu nos tratávamos, talvez fosse a hora de jogar a bomba maior. Não para toda a cidade, é claro, mas às nossas famílias, da qual era um dever nosso informá-las.

Vestida com um leve baby-doll de cetim e renda vinho, acariciei minha barriga. A percepção não era tão clara assim de longe, mas mais de perto, percebia-se algo diferente – e maior – ali.

Meu bebê.

O quão absurdamente incrível aquilo podia ser?

– Prometo jamais fazer nenhum mal a você novamente, querido. – murmurei docemente para “ele”. Ou “ela”...

Um acordo fixo e eterno havia sido feito. A proteção e amor incondicional ao meu filho.

Algum tempo depois, quando a fome chegou aos berros, comi um pedaço generoso da torta de maçã que a cozinheira havia feito e tomei um copo de leite de amêndoas. O resultado daquela simples combinação foi simplesmente nojento, dentro do meu banheiro, exatamente no vaso sanitário.

Após isso, passei longe da cozinha.

(...)

Já se passavam das dez horas quando Edward chegou em casa, ensopado. Incrível como o clima havia mudado em Forks, se tornando a mesmice de chuva e ventos gelados.

– Sente-se melhor? – perguntou-me pela décima vez, já seco e mais quente.

– Bastante. E você? – arqueou as sobrancelhas, mas depois deu de ombros.

– Depois que saí da sala do diretor Biggs, voltei ao Baile. – suspirou pesado. – Realmente me senti um rei de verdade. Todos me olharam assim que pisei lá, muitos sequer disseram algo a mim, só os garotos que zoavam e tal. – encolheu os ombros. – Já os Brandon... Bom, sequer estavam lá.

–... Perguntei pra minha mãe onde eles haviam ido, e ela me respondeu que depois que fui leva-la à sala do diretor, Alice e seus pais foram embora.

Escutei tudo quietinha. Estava com milhares se sensações dentro de mim. Eu realmente me sentia culpada por Alice, já que ela era minha melhor e mais confiável amiga. E saber que no meu lugar ela jamais dormiria com o meu namorado piorava ainda mais.

–... Acabei saindo pelas ruas, sem carro e nem nada. E acabei por acha-la, sozinha e no meio do nada. – puxou o ar, fechando os olhos com força. – Parei-a e expliquei tudo, da melhor forma possível. Mas ela agiu tão agressivamente, quero dizer, para alguém como ela, foi sim bem agressivo. Gritou, chorou, riu, e me estapeou. – riu sem humor algum. – Para alguém tão mignon, ela até que bate forte. Depois da sessão de “agressividade”, ela foi fria, como um cubo de gelo. Ela disse tudo. Que nunca havia sido tão humilhada como fora no baile, que apesar de tudo, de nos conhecer e saber que somos um tanto quanto “promíscuos”, ela não esperava que fôssemos traíras também. Que entendia o porquê de Tanya e todas as outras vagabundas caçoarem sobre a minha fidelidade, sobre você me evitar. – suspirou pesado. – Mas acima de tudo, ela gritou aos quatro ventos que nos odiava. A nós dois. Repetiu várias e várias vezes que jamais nos perdoaria, que no fim éramos perfeitos um para o outro, pois somos dois cretinos sem coração.

Pisquei devagar, digerindo tudo o que ele dizia. Só de imaginar Alice agindo dessa maneira, ficava extremamente triste por ela.

– Sabe... Eu nunca a amei. Quero dizer, não da forma que namorados devem se amar. Acredito até que tudo sempre foi um amor fraternal, já que fomos criados juntos e tudo mais... Mas agora, mais do que nunca, sei que a devia ter respeitado. Você é maravilhosa, Bella. Mesmo assim, Alice não merecia o que a fizemos passar. – disse com cólera.

Assenti, igualmente.

– Estou me sentindo péssima, por tudo. Mas principalmente por Alice ter descoberto sobre nós daquela forma. – suspirei. O olhei novamente. – Mais alguma coisa?

– Nós estamos oficialmente solteiros. – chegou a sorrir, torto, sem humor, mas sorriu. – Era mais do que óbvio que daríamos um ponto final naquela situação. E assim foi.

– Imaginei que isso aconteceria. – ironizei.

– E também... – procurou falar com calma. – Ela sabe que está grávida!

Arregalei os olhos.

– O quê? Como pôde?

Edward apenas encolheu os ombros.

– Tive que contar a ela. Afinal, melhor ela saber por um de nós do que pelos outros, não acha? – ironizou. – Além do mais, uma hora ou outra todos saberiam disso. – comentou por fim, olhando para minha barriga coberta pelo baby-doll.

Novamente, levei minha mão até lá.

– Já está dando indícios que de realmente há uma pessoinha aí dentro. – comentou descontraído, mas em seus olhos havia um brilho diferente, da qual eu jamais havia visto antes.

– Sim, está. Imagina nos próximos meses, o quão louco será? – perguntei, olhando-o.

– Um pouco. Mas sei que devemos viver um dia de cada vez. É assim que funciona quando não se planeja nada, como no nosso caso. – rimos de leve.

– É verdade. – concordei. – Mas precisaremos um do outro, pra tudo. Ele também depende de nós dois.

– Sim, claro. Mas, pode ser “ela”, não acha? – sorriu torto.

Acabei sorrindo também.

– Pode, mas por enquanto prefiro me referir como “ele”.

– Sexto sentido de futura mãe? – perguntou risonho.

– Talvez. – dei de ombros e sorrimos um para o outro, e de repente, estávamos presos um no olhar do outro. Fitando um ao outro com mistas emoções. Era como raios sendo lançados de um corpo para o outro. Indescritível.

Aquele momento teria se estendido, se não fosse pela intromissão dos meus pais naquele momento.

– Bom, já que estamos todos reunidos novamente, podemos conversar de uma vez por todas? – Renée perguntou autoritária.

Lancei um olhar tenso ao meu pai, que apenas fez uma careta à Renée, que o ignorou.

Não havia mais desculpas. Era falar, ou falar.

Edward e eu nos entre olhamos, preocupados, e eu senti muito naquele momento que Renée queria saber de “algo mais”.

Apertei com força a mão de Edward, que estava junta à minha, o que não passou despercebido pela minha mãe. Ela olhou para mim, olhos estreitos, desconfiados e curiosos ao mesmo tempo.

– Eu acho que os Cullen deveriam estar aqui também. – falei, em tom baixo.

Meu pai franziu o cenho, confuso.

– E porque os Cullen deveriam estar aqui? – questionou.

Passei a língua pelo lábio superior e em seguida pelo inferior.

– Digamos que o que iremos dizer é de extrema importância para nossas famílias. E este é o momento certo para falarmos de uma vez por todas o que está havendo.

Meu pai puxou o ar, encarando com desconfiança para Edward e para mim. Mas deu de ombros, assentindo e fazendo um sinal com a mão.

– Certo. Então ligue para eles e peça para virem até aqui. – assenti.

Uma ligação de poucos minutos foi o necessário para que, em poucos minutos ainda, a família Cullen estarem lá.

Carlisle e Esme ainda estavam lindos, apesar de não estarem mais em seus trajes a rigor. Esme, com seus cabelos loiros acobreados na altura dos ombros, em um corte moderno e belo. Seus olhos azuis acinzentados delineados apenas por um lápis de olho e máscara de cílios, nos lábios um batom na cor vinho tinto. Em combinação dos lábios, ela usava um vestido abaixo dos joelhos e com leves babados nos ombros, busto e costas, sapatos meia pata pretos e tcharan.

Estava linda.

Já Carlisle estava de terno, sem gravata, apenas com uma camisa social azul marinho, os cabelos loiros, quase platinados, penteados classicamente para trás.

Ali presente estava também Jasper, calça jeans escura, sapatos sociais, camisa preta e um paletó da mesma cor, os cabelos despenteados. Tão típico dele.

Já Nessie, como gostava de ser chamada, estava com uma blusa branca simples, jaqueta de lantejoulas douradas, jeans skinny azul claro e sapatos de salto dourados. Uma make simples e básica e os cabelos dourados estavam presos em um coque moderno. Sequer parecia uma garota de quinze anos.

Uma sala de estar luxuosa e confortável, com uma bela lareira, belos móveis, obras de arte e esculturas e uma mesa de centro elegante. Um local bem iluminado, arejado e planejado.

– Estamos todos juntos. Vamos ao que interessa? – mamãe disse, incrivelmente calma, ao menos na voz.

– Primeiramente — comecei falando -, sentimos muitíssimo pela humilhação em cenas que presenciaram. Mas infelizmente, tudo o que viram é verdade. Edward e eu somos mais íntimos do que imaginavam. Não que isso vá diminuir nossa culpa, pois não irá, mas nós estávamos bêbados e... – suspirei pesado – não é algo que nos orgulhamos, mas aconteceu.

– Nós seguimos em frente, ignoramos totalmente o fato de que muita gente presenciou nossa “pegação” na festa. Não contamos a ninguém sobre isso, sequer nos olhamos por semanas. Mas descobri algo que me fez ter que encará-lo novamente. Algo que eu tenho certeza que irá mudar nossas vidas completamente.

Engoli o nó que se formava e lutei bravamente contra as lágrimas que salpicavam no canto dos olhos.

– Querida, o que exatamente está havendo? – papai perguntou temeroso.

– Eu estou grávida. – confessei, dando um suspiro aliviado.

Era como tirar um elefante das costas. Aliviava? Sim, claro. Mas ainda havia certas tensões em mim, e eu sabia que havia o mesmo com Edward.

Narrador’s POV

Chocados. Essa era a palavra para definir cada feição que não fosse de Edward, Isabella e Emmett.

Esme então passou a se debulhar em lágrimas emocionadas, sendo abraçada pelos ombros pelo marido. Renée abria e fechava a boca; não sabia o que dizer, aquilo não parecia real.

– Grávida? – papai repetiu a palavra. – Minha bebê, terá um bebê?

Isabella assentiu, sendo abraçada por Edward, enquanto não conseguia mais segurar as lágrimas. De todos, a reação que ela mais temia era a de seu pai. Seu Charlie.

– Oh, minha filha. – disse com voz embargada.

A garota saiu dos braços de Edward, indo imediatamente para os do pai, que a recebeu com amor e emoção.

– Eu sinto muito, papai. Eu nunca quis que você se decepcionasse comigo... – disse meio ao choro.

Charles afagou os cabelos da filha.

– Eu sei, pequenina. Eu sei. E acredite, apesar de surpreso, eu estou feliz. – anunciou ao ouvido da filha, que se surpreendeu.

– O quê?

– Estou feliz por receber a notícia de que serei avô. Apesar de ainda ser jovem, não tenho dúvidas de que aprenderá muito com esse bebê que chegará. – disse sabiamente.

Charlie não esperava por uma notícia dessas, é claro, mas sentia que a filha aprenderia com tudo, ao começar com seus erros, e ao terminar com a maternidade.

– Obrigada, papai. Você não sabe o quão importante é ouvir isso de você. – Isabella disse, olhando-o nos olhos.

Charles sorriu, tocando o nariz da filha.

– Você que não sabe o quão importante é para mim, filha. Eu te amo, acima de tudo. E vamos nos preparar, pois logo esse presente – tocou a barriga da filha – será oficial, e ele terá de ser anunciado da melhor forma possível. Afinal, é um futuro Swan-Cullen. – sorriu e então riu alto, acompanhado pelos outros.

Renée ainda não tinha se pronunciado, mas estava feliz. Ela não se lembrava de quando Charles tinha sorrido tão verdadeiramente feliz assim. E apesar das circunstâncias da vida, ele era importante para ela.

– Oh, minha querida. – Esme disse, tomando Isabella nos braços, ainda chorosa. A matriarca dos Cullen já havia chorado enquanto abraçava o filho, e agora chorava abraçada à futura nora, já que nada havia sido oficial. – Estou tão emocionada, tão feliz por vocês, por todos nós. Oh, Carl, nós teremos outro bebê! – bateu palmas e depois secou as lágrimas.

Carlisle sorriu, abraçando Isabella.

– Sim, nós teremos, graças à nossa querida Isabella. – ele disse. – E Bella, se você quiser, posso te passar o contato da Dra. Holfman, ela é a melhor obstetra que conheço.

– Eu iria adorar, Sr. Cullen. – ela sorriu agradecida.

– Oh, querida, chega de formalidades, chame-me apenas de Carlisle, certo? – Isabella assentiu.

Os momentos que se passaram foram de extremo agrado. Todos se abraçando, se felicitando. Incluindo Renée, que saíra de seu estado pasmo e chorou com a filha, disse-lhe que ela jamais esperaria por uma notícia daquelas tão rápida e bombástica, mas que estava feliz e que estaria ao seu lado para o que viesse, inclusive. Renée e Esme se disponibilizaram à acompanhar Bella na primeira consulta oficial ao médico, da qual à partir dali veriam se o bebê estava bem e fariam o pré-natal.

Renée, Esme, Bella e Nessie estavam sentadas, conversando sobre os preparativos e sobre a gravidez. Bella tomou consciência que a partir daquele momento nada de festas, boates, pubs e nem bebidas ou algo que pudesse prejudicar a ela e ao bebê. E ela seguiria cada regra que fosse imposta pelo médico, já que sua prioridade agora era seu filho, ou filha.

– Faremos de tudo para que ele cresça saudável, certo? – Esme perguntou, acariciando sua barriga.

Bella assentiu, murmurando um “certo!”.

Jasper, que encarava toda aquela cena com incredulidade e revolta, resolveu se opor.

– Será que ninguém aqui imagina como Alice Brandon deve estar se sentindo? – questionou em voz alta, quase que falando consigo mesmo. Ele olhou para as pessoas, que o encaravam de volta. – Ninguém sequer está pensando nela! – concluiu ácido. – Estão todos somente em êxtase com o bebê. O novo bebê dos Cullen e dos Swan.

Edward imediatamente rangeu os dentes, sua face risonha havia se transformado em uma face raivosa. Ele não permitiria que Jasper humilhasse Bella ou falasse mal de seu filho.

– Jasper... – Carlisle disse seu nome, severamente.

– Não entendem como ela deve estar se sentindo mal por tudo isso?

Edward se levantou, já que estava sentado próximo à Bella. A mesma sentiu suas mãos sendo pegadas pelas mãos de Esme e de Renée, as três tensas.

– O que quer dizer? Acha que meu filho é o mal de tudo isso? – se aproximou do irmão, em passos ameaçadores.

Charlie, Emmett e Carlisle se moveram, para evitar o pior.

– Acalmem-se, rapazes. Não vão fazer algo da qual se arrependerão depois. – Charlie tentou remediar.

– Não. Como sempre, Edward tirando conclusões precipitadas, e erradas. – sorriu com desprezo e ironia. – Apenas quis dizer que enquanto estão sorrindo, fazendo planos e tudo mais para a chegada de um bebê, Alice está destruída, sentindo-se humilhada, traída e vazia.

– Entendemos o quão devastada Alice está. Eu conversei com ela – disse, Jasper arregalou os olhos. – E apesar disso, fico aliviado em saber que resolvemos tudo. Ela está a par de tudo o que houve e que está havendo. Ela está triste? Sim, isso é claro. Mas nós não podemos ficar nos lamentando o tempo todo por um erro que cometemos, sendo que há um presente em nossas vidas sendo encaminhado. Será que você compreende isso, Jasper? Ou seu amor platônico por Alice é capaz de tampar até mesmo seus tímpanos? – o tom sarcástico e indiferente de Edward fez com que Jasper desejasse voar nele e enchê-lo de porradas, e ele poderia fazê-lo, mas se segurou, e apenas soltou um risinho irônico.

– Vocês dois – apontou para o irmão e para Bella – se merecem! Então aproveitem suas novas relações e novidades, eu vou embora. Estou farto disso tudo! – e deu as costas, saindo da mansão Swan sem sequer olhar para trás.

Jasper queria apenas ir a uma casa e consolar alguém especial. Alguém chamado Alice. E foi o que ele fez, assim que entrou no Mustang 1967 preto com branco.

Já dentro da mansão, o clima ainda estava pesado, mesmo com a saída de Jasper.

– Sentimos muito, Charlie, Renée. – Carlisle disse, em um suspiro pesaroso.

Os pais de Bella apenas assentiram e voltaram a conversar juntos.

– Ei, você está bem? – Edward perguntou à Bella, vendo-a um pouco abatida.

A loura assentiu.

– Mais ou menos. Me sinto chateada pelo o que Jasper disse, apesar de em parte ser verdade. Enquanto estamos sorrindo, Alice está chorando.

Edward a tomou em seus braços.

– Estamos sorrindo porque agora nossas famílias sabem que teremos um filho, e isso é algo que traz felicidade. É um novo começo, Bella. – disse mais sério. – Para todos. – concluiu, segurando o rosto dela de cada lado. Isabella o fitava através dos longos cílios, não compreendia bem, mas parecia que cada toque de Edward em seu corpo queimava.

– Tem razão. É definitivamente um novo começo. Mas é um começo que teremos que fazer da forma certa.

Ele suspirou, mas esboçou um sorriso torto.

– Eu sei. Nós vamos conseguir, ok? Estamos todos juntos nessa. Apenas pense em nosso filho, que está aí já há algum tempo.

Eles sorriram juntos.

– Obrigado por estar ao meu lado, Edward. O seu apoio deixa tudo mais leve. – agradeceu, honestamente.

– Eu sei. – concordou. — E não será fácil, fiquemos cientes.

– Eu estou. – o encarou. – Estou pronta para encarar tudo e todos de cabeça erguida. Não haverá Tânia ou James algum capaz de tirar o melhor de mim. – disse, os olhos perdidos por uma fração de segundos, perdidos em seus mais novos inimigos. Ela iria lidar com cada um por vez, mas não ia deixar aquilo passar.

Notas finais
Well, well, well. Sinto em dizer que muuuuuita coisa ainda vai acontecer #fato!, algumas coisas piores que as outras e tal.. No próximo capítulo Isabella e Edward darão as caras na Forks High School, e acreditem ou não, mais novidades bombásticas virão. Então garanto que o capítulo será *amazing* LOL Comentários? Recomendações? São mega bem-vindos aqui. Beijoks & até a próxima!