Notas iniciais
Voltei!!! Aqui está o próximo. #APROVEITEM!

O que acontece quando o paraíso está em crise?

Em um momento, todos pensavam que tudo estava da forma mais passiva possível, em outro, já se encontravam surpresos com as notícias.

O Baile de Primavera havia sido no sábado à noite e já se encontrava a manhã de segunda-feira. Extremamente clara, com que parecia até que sairia sol, mas o mesmo estava de certa forma escondido, e a brisa gelada é o que dava o as graças naquela manhã em Forks City.

Isabella passara o domingo inteiro enroscada nos lençóis mais finos possíveis, sob o efeito de um sono profundo, certamente da gravidez. Mas acordara naquela segunda animada para a escola.

– Tem certeza de que quer ir, filha? Podem dizer algo a você.. – Charlie começou, apreensivo com a filha e o neto em seu ventre.

A loura apenas deu de ombros, levando um pedaço de fruta à boca.

– Esqueceu que eu sou a rainha daquela escola, pai? Além do mais, é óbvio que a partir de agora escutarei muita coisa vindo dos outros. – suspirou. – Mas não posso ficar me escondendo, tenho que agir naturalmente, até estar definitivamente pronta pra anunciar essa gravidez.

Charlie inspirou intensamente, pensando em como seria borbulhante assim que as novas notícias forem anunciadas. Ele não podia evitar de se preocupar com a filha e o neto ainda não nascido. Sendo assim, faria de tudo para protegê-los.

– Certo, filhinha. Quer que eu a leve ou o motorista? – perguntou, pegando o jornal e abrindo-o.

– Não é necessário, papai. Edward e eu iremos juntos. – respondeu.

Charlie encarou-a, com uma certa surpresa instantânea.

– Jura?

Isabella rolou os olhos, assentindo.

– Juro, papai. E eu sei o quão estranho deve estar sendo para você e todo o resto de nossa família, mas é uma nova fase da qual todos terão que aceitar. – tratou de acertar os fatos de uma vez. – Espero que não seja um problema para o senhor.

Charles deu de ombros, esboçando um sorriso bonito.

– Não mesmo, filhinha. Aliás, é muito bom saber que você tem o apoio do pai do meu neto.

– Eu sei, e é ótimo ter o apoio do Edward. Ele faz com que eu me sinta mais segura em encarar tudo de cabeça erguida. – disse, com um sorrisinho.

O pai da loura sorriu ainda mais. Aquela forma de sorrir ao final de uma fala... Não lhe era estranho.

– Certo, querida. Nos vemos mais tarde.

– Bom dia de trabalho, papai.

– Bom dia de escola, filha. – deram um abraço e Charlie beijou a têmpora da filha. – Cuide-se!

– O.k! – respondeu e fora para o lado de fora da mansão, onde um carro conhecido estava estacionado. Encostado no capô do mesmo, estava Edward Cullen.

Seu namorado.

Isabella sorriu imediatamente e, ao vê-la, Edward também sorriu. Sorrisos que alcançavam os olhos e a alma.

Pararam um de frente pro outro, encarando-se.

– Bom dia, namorada. – cumprimentou com voz rouca.

– Bom dia, namorado. – respondeu ao cumprimento.

Sorriram novamente, antes de Edward tomá-la em seus braços, dando-lhe um beijo em seus lábios cheios.

O primeiro beijo como namorados.

Isabella entrelaçou a nuca do rapaz, puxando-o mais para si e intensificando o beijo. Suas línguas travando uma batalha doce e gostosa, seus lábios se acariciando de forma graciosa, e suas respirações? Oh, se não fosse realmente necessário respirar, eles jamais teriam finalizado aquele primeiro beijo.

– Oh. – murmurou, ofegante.

– Bom para o início, não?! – piscou cúmplice para a loura, que riu, fazendo um positivo com as mãos.

– Demais. Bom, podemos ir? – perguntou. — Não podemos ser suspensos logo hoje.

Edward assentiu, abrindo a porta do carona para ela.

– Entre e prepare-se para voar. – brincou.

– Não ouse ultrapassar o limite, Cullen. – sorriu, olhando-o de canto.

Assim que o carro da qual o casal estava chegou no estacionamento, o clima imediatamente mudou.

Todos sabiam quem é que estava ali dentro, acompanhado ou não. E após as descobertas feitas no Baile, diziam as más línguas que o índice de popularidade dos dois estava ainda maior do que antes.

Ao estacionar em sua devida vaga – um dos privilégios de ser o “bonzão” da Forks High –, Edward saiu do veículo e deu a volta no mesmo, em seguida, abriu a porta do passageiro. De lá saiu uma belíssima loura, com um sorriso bonito e agradecido.

Após descer do carro e ajeitar a roupa. Isabella foi abraçada pelos ombros pelo braço bem definido de Edward, o mesmo sequer ligou para o que acontecia ao seu redor, somente descansava a mão no ombro da namorada. Adentraram na Forks High School sem darem a mínima para os outros, o que mais importava era que eles já haviam passado a enfrentar tudo e todos de cabeça erguida.

Boquiabertos, os alunos começaram à fofocar sobre aquela cena.

– Eles não têm vergonha na cara? – uma garota se perguntou, incrédula.

– Wow! Eles estão melhores do que nunca. – outra garota comentou, fitando o mais novo casal.

Eram diversos comentários ao mesmo tempo, além de mensagens instantâneas, ligações. Um rebuliço.

[...]

Enquanto isso, no campus grande de Forks High School, Alice desabafava com uma amiga, Ângela Weber.

A morena de olhos chocolate sempre fora uma grande amiga de Alice e Isabella, e naquele momento, de todas as outras “amigas” ela era a mais confiável. Certamente as outras já estavam lambendo o chão por onde quer que Isabella estivesse passando.

– Eu realmente sinto muito, Lice. – ela disse ao ouvir a narração dos últimos acontecimentos com a amiga e o ex. – Mas pense bem, você se livrou de algo que poderia se tornar pior.

Alice riu, sarcástica. Se Ângela imaginasse o quão pior a situação ficara.

– Para mim não se tornou pior, Ang. Na verdade, eu tenho certeza de que agora as coisas se tornarão piores para eles dois. – comentou com amargura.

Ângela franziu o cenho.

– Como assim? – perguntou confusa.

Alice engoliu seco, e olhando nos olhos de Ângela, confessou:

– Isabella está grávida!

Há pouquíssimos metros dali, atrás de um arbusto, encontrava-se Tânia Denali.

A mesma sequer prestava a atenção nas palavras de Alice e Ângela, estava totalmente vidrada em seu espelho pequeno com ‘carreirinhas’ de cocaína, das quais ela cheirava.

Mas ao ouvir as últimas confissões de Alice sobre a ex amiga e o ex namorado, surpreendeu-se.

– O quê? – sussurrou, incrédula.

Rapidamente guardou na bolsa suas drogas e saiu de trás do arbusto, limpando ligeiramente ambos lados do nariz.

– Está de brincadeira, Alice? – Ângela questionou, boquiaberta.

Mas antes mesmo que Alice pudesse confirmar, ambas levantaram-se em um súbito assim que ouviram uma estrondosa gargalhada maléfica. Depararam-se com ninguém menos que Tânia Denali.

– Não sei se as chamo de estúpidas por estarem comentando um assunto destes em um lugar público, ou se simplesmente as agradeço. – disse com falsamente.

– O que está fazendo aqui, Tânia? – Ângela perguntou, tomando a frente.

– O que irei fazer. – frisou a as últimas palavras, esboçando um novo sorriso maldoso.

Ângela e Alice notaram que nos olhos profundamente azuis, havia um brilho malfazejo. Ainda havia espaços para suas maldades? Tudo indicava que sim.

– Não ouse se intrometer em assuntos alheios de tamanha seriedade, Tânia. Pode acabar se dando mal. – Ângela alertou.

– Prefiro correr o risco. – respondeu com desdém. Deu de ombros, e caminhou com tranquilidade para longe.

Notas finais
Ainda há continuação, a parte 2. Então comentem e recomendem, ok?! xo