15:30 A história de um amor.
1 O Começo de Tudo
15:30
NEM TODA HISTÓRIA DE AMOR...
...TEM UM FINAL FELIZ.
15h30min, o barulho nos corredores era incompatível com o vazio daquela sala.
Enquanto todas as salas se divertiam, riam, aproveitavam os poucos minutos de intervalo, a turma 3M2 estava quieta, quase ninguém quis sair para o intervalo. Um clima de tristeza pesava sobre todos os alunos daquela sala, mas pesava ainda mais em um aluno em especial. Vinicius estava quieto, cabeça baixa, fones no ouvido, mas não era musica que ele escutava, era algo bem diferente, porém de importância máxima para ele. No áudio, não tinha acordes, nem sons de instrumentos, muito menos a voz de um cantor famoso, era somente a voz de uma pessoa que tinha gravado uma mensagem especial para ele. E que a cada final da mensagem, Vinicius apertava o botão para escutar mais uma vez ao mesmo tempo em que lagrimas quentes queimavam seu rosto coberto por um boné.
Ele não conseguia entender o motivo da vida ter tomado aquele rumo. Três dias atrás, naquela mesma cadeira, ele ria, se divertia com um colega.
Mas começar uma história pelo final é complicado...
Dois anos antes desta triste tarde, a professora dava boas vindas do retorno das férias de junho, com uma novidade.
___
COMEÇANDO A VIVER.
Um novo aluno...
Até então, Vinicius, de cabeça baixa, não deu importância a essa notícia. Era apenas mais um colega de classe que estudaria um semestre em sua sala.
Sua mochila estava na cadeira ao lado, e enfim ele levantou a cabeça ao ouvir uma pergunta:
— Boa tarde! Posso me sentar aqui?
— Sim! — Respondeu Vinicius surpreso com a educação do novato bem como com o seu jeito de sorrir.
A aula foi passando e mais nenhuma palavra foi dita entre os dois.
Assim como fazia todos os dias, Vini colocou seus fones, se despediu dos amigos e saiu do colégio em direção a sua casa.
Ao passar pelo ponto de ônibus, viu o colega novo, sentado, e recebeu dele mais um estranho sorriso.
Vini deu de ombros e aumentou o volume dos seus fones.
O resto do dia foi normal, dever de casa, vídeo game, trocar os livros segundo o horário das aulas do dia seguinte, deitar e dormir.
Foi difícil acordar cedo naquele segundo dia após as férias, embora estudando pela tarde, Vinicius preferia acordar cedo para conferir os deveres, ajudar a mãe ou simplesmente não fazer nada, era um estranho costume que ele adquiriu desde a sétima série.
Mesmo chegando atrasado por conta de ter esquecido seu cartão de estudante, a primeira coisa que Vini percebeu ao entrar na sala foi a presença do colega novo. Ele achou estranha a maneira que o colega olhava para ele.
O que ele não achou estranho, pelo contrário, achou super normal, foi a investida diária de Leticia em querer formar dupla com ele.
Contudo, mais uma vez, ele preferiu ficar sozinho.
Todos diziam que Leticia era apaixonada por ele, mas para Vini, ela era apaixonada por todos os meninos da sala e ele era apenas o único que ela ainda não tinha beijado.
Foi uma tarde entediante, o tempo parecia inerte, mas a professora continuava a falar sobre moléculas e ligações químicas. No fundo da sala o assunto era um só, a noticia de que um dos colegas tinha sido preso durante as férias, e Vinicius sabia muito bem de quem eles falavam, do seu melhor amigo. Mas ninguém tinha coragem de perguntar diretamente para Vinicius ou para o próprio Pedro.
Finalmente aquela tarde maçante chegou ao fim, todos saiam apressados da sala, restando apenas três pessoas, Vinicius, o colega novo e uma menina que Vini não lembrava direito o nome pois ela ficava calada o tempo todo, mas que a sala vivia dizendo que ela era louca, que tinha matado a própria irmã e era um perigo para toda a classe. Na verdade ninguém sabia se a historia era verdadeira, mesmo assim os colegas a evitavam. Ele arrumou a mochila, colocou os fones e saiu, mas não antes de ouvir risadas que vinham daquela menina. Foi um som estranho, que de inicio não parecia uma risada mas que foi logo ignorado e abafado pelo som que saía dos fones.
A semana passou e no sábado letivo, todos tiveram aula de ed. física, para repor uma aula adiada por causa da chuva. A turma se dividia entre times de futebol, vôlei e atividades independentes de atletismo. De toda a turma, somente dois alunos não faziam as atividades, o colega novo, até então por motivos desconhecidos da turma, e a menina estranha pelo simples motivo de ninguém querer fazer dupla com ela. Como eram os únicos a não participar, eles ficavam embaixo de um pé de carvalho, mais antigo que a própria escola, observando os exercícios dos colegas.
A aula acabou às onze da manhã e os alunos foram liberados, alguns foram direto para as suas casas, outros ficaram para tomar banho no vestiário do colégio. Vinicius resolveu tomar um banho, afinal estava fazendo calor, e ao passar pela área do ginásio, ele viu o colega novo sentado na beira da piscina. Como o contato visual era inevitável, Vini tentou ser agradável e puxou assunto:
— Será que o vestiário esta cheio? Queria tomar um banho. – Perguntou Vinicius, achando a própria pergunta sem sentido.
— Sim, os meninos ainda estão lá. Eu fui lá antes da aula acabar pra lavar o rosto. Mesmo não fazendo os exercícios eu gosto de vim pra escola. – respondeu o garoto agitando as pernas na água.
Por um momento ficou aquele clima típico entre pessoas que não tem assuntos para conversar, mas Vinicius se sentiu aliviado ao ver os colegas saindo do vestiário, se despediu e foi tomar banho. Ao sair do vestiário já de banho tomado, o garoto não estava mais na piscina, ainda enxugando os cabelos, Vini colocou os fones e foi para a sua casa.
Foi o primeiro final de semana após as férias e Vinicius aproveitou para colocar os assuntos da escola em dia. Trabalhos atrasados, exercícios esquecidos, foram a diversão dele naquele sábado quente e no domingo entediante.
___
COMEÇANDO A AMAR.
A semana começou abafada, o calor tinha aumentado e o melhor do colégio, era o ar-condicionado das salas. Como toda segunda-feira, ela custou a passar mas finalmente tinha chegado ao fim. A manhã de terça-feira, não estava com uma cara muito boa, nuvens negras se formavam no céu e isso só podia significar uma coisa, CHUVA e das pesadas.
Ao final de mais uma aula, Vini resolveu voltar de ônibus, ele não queria correr o risco de se molhar na chuva que já ameaçava cair.
Por azar, ele perdeu o primeiro ônibus, mas não demorou muito para que o segundo passasse. O ônibus vinha por uma rua diferente da que ele costumava ir e vir do colégio e devido ao celular descarregado, ele pôde ouvir trovões ainda distantes que se aproximavam.
Ao saltar do ônibus, ele resolveu andar mais rápido, afinal já começava a chover.
Foi quando, ao passar por uma casa recém-alugada, ele ouviu alguém o chamando:
— Vinicius, como foi a aula? – Perguntou o colega novo e mais uma vez aquele sorriso estranho roubou a cena.
— Chata como toda terça. – Disse Vini, já todo molhado da chuva.
Foi quando ele percebeu que o menino também estava todo molhado.
Foram 10 longos segundos de silencio entre os dois, mas com os olhares conectados, o único barulho presente era o som dos trovões aumentando. A “conexão” foi quebrada por um grito.
— MIKHAIL, SAIA DESSA CHUVA AGORA! – Foi quando os olhares se desviaram e Vini pôde ver uma mulher saindo da casa com um guarda-chuva na mão.
— Oi mãe, eu já vou entrar, estava conversando com meu amigo.
“Então o nome dele é Mikhail?!” – Pensou Vinicius, que até então não sabia o nome dele.
— E posso saber o que os dois fazem nessa chuva? – Perguntou a mãe de Mikhail. — Vamos entrando vocês dois, eu faço algo quente para vocês beberem.
— Não senhora, obrigado, tenho que ir para casa. – agradeceu Vinicius, mas ao se virar para ir embora todos se assustaram com um forte trovão que parecia ter explodido bem encima de suas cabeças.
— Não vou deixar você tomar toda essa chuva e acabar ficando doente. Vamos entrar, você e Mikhail tem quase o mesmo físico, subam, troquem de roupa e desçam para comer algo.
Mesmo com vergonha, Vini aceitou o convite e entrou, uma parte dele temia chegar em casa todo molhado e enfrentar sua mãe e outra parte queria continuar ali, por mais um tempo. Então os dois subiram e por algum motivo, Mikhail estava empolgado com a presença do amigo em sua casa e Vinicius percebeu isso, o que ele não percebeu era que o mesmo motivo que empolgava Mikhail era também o que fez com que ele quisesse estar ali.
Os dois garotos subiram para o quarto de Mikhail. Vini mal entrou e já levou uma toalhada na cara. – Tome, se enxugue enquanto vou pegar roupas secas para a gente. – Falou Mikhail cada vez mais empolgado.
Vini agradeceu, recebeu as roupas e procurou pelo banheiro para se trocar. Ao voltar para o quarto, em silencio, ele sentiu algo que nunca havia sentido.
Mikhail estava trocando de roupa no meio do quarto, estava só de cueca de costas para Vinicius. Ele não tinha visto que o amigo já tinha saído do banheiro e sem nenhum tipo de maldade, trocou de roupa ali mesmo. Vinicius sentiu algo estranho, ele nunca tinha reparado em outros meninos, muito menos em seus corpos mas a naturalidade do momento fez com que ele olhasse para aquele menino de um jeito diferente. Ele não sabia ao certo o que tinha sentido, como se algo dentro dele tivesse acordado.
Ah! Já se trocou?! – Perguntou Mikhail. – Sim, sua mãe estava certa, vestimos o mesmo número. – Disse Vini, tentando disfarçar o que havia sentido.
— Meninos, desçam! – Gritou a mãe de Mikhail. – Fiz achocolatado com bolo!
— Já vamos mãe! – Disse Mikhail, e os dois desceram as escadas apressados.
Os meninos começaram a comer enquanto Dona Carla fazia perguntas sobre o colégio, se o filho já havia se enturmado e sobre o bairro, onde tinha mercado, farmácia, essas coisas de mãe.
Vinícius já havia terminado o lanche, agradeceu e ao olhar para o relógio, percebeu que já passava das 20h00min, em um pulo ele levantou da cadeira, preocupado com a mãe, mas a chuva lá fora só fazia piorar.
— Mãe! O Vinicius pode dormir aqui hoje? Já está tarde e chovendo muito para ele voltar pra casa.
— Não, eu não posso, não avisei a minha mãe e ela vai ficar preocupada. E eu não quero atrapalhar. – Respondeu Vini meio assustado com a ideia do novo amigo.
— Claro que pode! Eu ia propor isso. Como mãe, eu não iria gostar de meu filho ficar andando pela rua nessa chuva e a essa hora. – Disse Dona Carla. Foi então que Vinicius percebeu que ela também tinha o mesmo sorriso do filho. Um sorriso estranho. – Me diz o número de sua casa e eu mesma ligo pra falar com sua mãe. – Disse ela.
Após anotar o número de sua mãe e entregar a dona Carla, Vinicius foi puxado pelo braço por Mikhail. – Vamos jogar vídeo game. – Disse ele com a mesma empolgação de antes.
— Ei mocinhos, antes de jogar, não se esqueçam de fazerem os deveres de casa. – Disse Carla com o telefone na mão.
— Viu, mãe! – Mikhail fez uma careta. – Sua mãe também é assim? – Perguntou ele e Vinicius afirmou com a cabeça. – Acho que todas as mães são assim. – Devolveu Mikhail e pela primeira vez naquele dia, Vinicius deu uma risada. Aos poucos ele estava ficando a vontade.
Retiraram os livros e cadernos da mochila e sentaram para fazer o exercício. – Você responde as questões que sabe e eu as que eu sei e no fim juntamos. Fica mais fácil assim. – Opinou Vini.
A mesa era pequena e quadrada e eles sentaram de frente um para o outro. Quando Mikhail esticou as pernas, elas ficaram entre as de Vinícius, tocando uma na outra e mais uma vez Vini teve a sensação estranha de mais cedo, mas não quis comentar nada e para sua surpresa, ele não sentiu vontade de afastar as pernas, pelo contrário, ele as esticou, aumentando assim a área de contato.
Eles terminaram os deveres e estavam guardando os livros quando Carla gritou lá de baixo: — Vinicius, sua mãe deixou você dormir aqui, mas ela quer saber quais as matérias que você tem amanhã pra ela trazer antes de ir trabalhar.
— Só preciso do livro de espanhol e de física e pra ela trazer meu uniforme da educação física que amanhã de manhã tem aula. – Respondeu ele. – Estranho minha mãe ter me deixado dormir aqui já que ela não conhece vocês ainda.
— Deve ter sido mamãe, ela é muito boa em convencer as pessoas. Você precisa ver ela me convencendo a arrumar meu quarto. – Disse Mikhail com ar de injustiça.
— Minha mãe me convence muito bem com um cinto na mão. – Retrucou Vinicius também com ar de injustiça.
Os dois se olharam e começaram a rir.
— Amanhã você vai fazer educação física ou vai ficar só olhando de novo? – Perguntou Vini.
— Eu não posso fazer educação física, fiz uma cirurgia no coração não tem muito tempo. – Respondeu Mika.
— Sorte sua, já é uma matéria a menos.
— Eu não sei você, Vinicius, mas eu sou fera em vídeo game.
— Isso que vamos ver, quem perder mais, fará o dever do outro amanhã. Fechado?
— Fechado! Tomara que amanhã tenha muito dever pra você fazer os meus.
— Pior que terá, você ainda não conhece, já que semana passada ele faltou, mas o professor de física passa muito dever. Acho que ele quer transformar todo mundo em Newton. – Disse Vinicius. Agora eles já riam de tudo e mal o jogo começou, ele já estava à vontade, jogado na cama.
Já havia passado quase uma hora e eles jogando sem falar nada, só reclamavam quando perdiam alguma partida. Foi quando Vinícius resolveu puxar mais assunto.
— Por que você tem esse nome?
— Meu pai é de família russa, eu não gosto muito desse nome, é difícil de pronunciar sem enrolar a língua. Meu nome completo é Mikhaill Carvalho Karaskos’t. Carvalho é de minha mãe, e meu nome ainda está escrito errado, meu pai estava bêbado quando foi me registrar. Como todo russo, ele venera vodka e acabou colocando uma letra a mais no meu nome, (os dois riram) mas você pode me chamar só de Mika. – Vinícius percebeu que ele havia respirado fundo ao falar o nome “pai” e decidiu perguntar mais.
— E cadê seu pai? Ele trabalha fora?
Respirando fundo novamente, Mika disse que o pai o abandonou já há um ano e que ele não entendia bem os motivos. Na verdade, ele entendia, só não aceitava.
Entendendo que o amigo não se sentia confortável de falar sobre o pai, Vinicius trocou de assunto e começaram a falar sobre o jogo.
Eram quase meia noite quando dona Carla bateu na porta e mandou eles irem dormir pois já estava tarde. Vinicius levantou pra desligar a TV e o vídeo game enquanto Mika puxava o colchão debaixo de sua cama pro amigo dormir. Entregou-lhe lençol, travesseiro e pijama. Mas Vinicius só vestiu o short, disse que estava com calor e preferia dormir sem camisa.
Deitaram e começaram a conversar baixinho pra mãe de Mika não ouvir. Foram falando de tudo um pouco. Até que Mika bocejou e eles decidiram dormir. Quando já estava pegando no sono, Mika sentiu umas pontadas na barriga, era Vinicius cutucando ele. – Você não tem mal dormir não né Mika? Se tiver, caia do outro lado e não encima de mim. Não quero ir pra escola de olho roxo.
Mika riu e disse que não, que não tinha mal dormir e quando se virou, mais uma vez sentiu as pontadas na barriga. – Eu estou com fome, vá lá embaixo pegar mais bolo pra mim. – Pediu Vinícius. – Assim você vai acabar com dor de barriga, mas tá bom, vou pegar mais. – Disse Mika, mas ao se levantar pelo mesmo lado que estava o colchão de Vinicius, ele prendeu o pé no lençol e caiu por cima do amigo.
Eles riram e Mika disse que eles estavam parecendo os lutadores de MMA do jogo que tinham jogado. Vinicius concordou e fazendo força pra tirar o amigo de cima, disse: “E se fosse o jogo eu ganharia mais uma vez.”, mas Mika era mais pesado do que aparentava e estava forçando o peso contra o amigo de propósito para mostrar que era mais forte. Então os dois começaram a ver quem seria mais forte e em um movimento para tentar sair debaixo do amigo, Vinicius o puxou contra si, ficando os dois com os rostos bem próximos um do outro. Foi quando aquela sensação estranha voltou ainda mais forte, o coração de Vinícius acelerou. Até então ele não tinha visto aquele sorriso diferente tão próximo. Algo muito estranho estava acontecendo no corpo de Vinicius e por um instante os dois ficaram parados, se olhando, tão próximos que um sentia a respiração do outro. Nesse momento algo que mudaria para sempre a vida de Vinicius, aconteceu. Ele não podia perceber mas Mika estava sentindo o mesmo que ele e em um ato de impulso, ele encostou a boca na de Vinicius. Os braços de Vini que estavam rígidos por causa da brincadeira, agora estavam relaxados, ele queria parar porém não tinha forças. Os lábios quentes de Mikhail eram macios e tiravam toda a sua força e mesmo sem querer, ele retribuiu o beijo. Foram longos segundos mergulhados naquela sensação estranha mas maravilhosa, inédita. Até que o silêncio da noite foi interrompido por um forte trovão e Vinicius recuperou as forças e em um empurrão, tirou Mika de cima dele. Eles estavam assustados. Vinicius queria ir embora mas não sabia o que falar para a mãe. Teve vontade de chorar, se conteve. Ele só conseguiu falar: — Acho melhor a gente dormir. Não sei o que foi isso mas não pode se repetir.
Mika consentiu com a cabeça e foi pra cama. Virou de costas e se enrolou. Ele também estava assustado, feliz e ao mesmo tempo com medo. Mas ficou triste ao perceber que Vinicius tinha mudado o colchão de lugar, se afastando da cama.
Enfim, adormeceram...
Quando acordou, Mika viu o lençol que Vinicius usou, dobrado no colchão, bem como as roupas que ele havia emprestado. Ao descer pra tomar café, perguntou pelo amigo e a mãe disse que logo depois que a mãe de Vinicius deixou os livros dele lá, Vini acordou, não tomou café e disse que tinha que ir mais cedo para o colégio pois tinha reunião do grêmio estudantil antes da aula de educação física.
A mãe de Mika continuou falando, de como a mãe de Vini parecia ser gente boa, que elas podiam ser amigas, só que Mikhail não estava ouvindo nada disso, ele estava longe dali, de repente ele sentiu medo, por mais novato que ele fosse no colégio, ele sabia que lá não tinha grêmio estudantil. Vinicius tinha mentido pra poder sair da casa dele rápido. E agora ele estava com medo da reação do amigo no colégio.
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