15 e 36

3 Primeiro encontro.


Notas iniciais
Obrigada todas as pessoas bonitas que comentaram no cap anterior ;)

– Hãn? Onde eu estou?

Assim que abro os meus olhos, vejo todos os funcionários da empresa sentados em um enorme sofá vermelho, todos bêbados, alegres e acompanhado de mulheres. Minha cabeça doí e instintivamente olho para o relógio querendo saber as horas, entretanto não havia números e nem ponteiros, só um smile de papel recortado que parecia colado dentro do vidro redondo do meu relógio. Retorno para olhar o ambiente e vejo aquele mesmo sofá segundos atrás cheio de homens, agora vazio.

Já entendi.

Estou sonhando. Mas porque esse lugar? Nunca fui no happy hour com pessoal da empresa. Ia me levantar, quando Eren surge vestido de camisa social azul claro, gravata azul escuro e terno branco. Mas que porra de roupa era essa?

Ele senta perto de mim e começa a sorrir, não aquele sorriso bobo de menino ingênuo e lerdo que eu estava acostumado de ver, mas um sorriso sacana com brilho dos olhos, cheio de segundas intenções.

– Hi, Daddy! You wanna a little fun? — Disse Eren com entusiasmado até demais para o meu gosto, vejo uma abertura do incio da sua blusa que dava mais um ar de safado.

Ele apoia o seu cotovelo no sofá e inclina mais em minha direção. Confesso que estou sentindo um pouco de medo.

– Você tem uma coisa bem interessante aí! Não é, baby? — Eren indica rapidamente e aponta atrás de mim.

Eu não entendo nada do que esse pirralho está falando. Que sotaque era esse? Parecia aqueles galãs de novela mexicana que já tinha visto uma vez. Até me deparo todas as minhas economias do meu lado. Mas o é isso? Sabia que era um sonho, mas...Fiquei sem palavras ao ver duas pilhas de dinheiro que conseguira juntar na minha vida inteira ali dando sopa.

– Hum... — Eren se aproximou para ver melhor o dinheiro que havia no meu lado

Cada vez que Eren chegava perto, mais as notas sumia no maço e parava no bolso dele.Tentei levantar e ir embora, mas ele me pegou e jogou de volta para o sofá.

– Eu vou pegar todo o seu dinheiro, você vai ver! — Eren me abraçou, como um urso faminto abraçando o seu pote delicioso de mel. Quando ele ia me beijar, dei um surto, o meu dinheiro estava todo sumindo.

– Sai perto de mim! Vai embora! — Gritei e quando finalmente abri os meus olhos de verdade, ouvi o barulho de mensagem vindo do meu celular perto da cabeceira. Pego o meu aparelho ainda deitado na cama, olho para a tela e vejo que o pirralho me mandou uma mensagem...Ele não vai pegar o meu dinheiro, ele vai se ferrar comigo.

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Capítulo 3

Primeiro encontro.

McDonald's ou Burguer King?

Essa era a opção que Eren havia dado para o pequeno homem assim que encontrou duas horas da tarde de frente ao seu apartamento. Havia combinado todo antes por meio de SMS, um chat que rendeu no máximo cinco balaozinhos de conversa, nenhum dos dois puxaram o assunto do beijo da noite anterior. Dos cinco diálogos que tiveram do aplicativo de chat, quatro era do Eren, perguntando se estava bem, agradecendo o cinema e como Levi era tão frio e rude por não responder em muitas palavras. Levi apenas respondeu “ok”, apesar de pensar várias coisas quando recebia uma mensagem.

Então quando deu duas horas, Levi havia saído do seu apartamento vestido de sobretudo veludo preto com abotoadoras douradas, calça social preta, sapatos graxados e o cabelo cuidadosamente penteado para trás. Como havia demorado mais tempo no banho hoje, estava impecavelmente limpo e também usara caro perfume francês.

Durante o banho, enquanto Levi xingava mentalmente, mil e uma formas o pobre garoto, gastava uma boa dose de sabonete líquido que vinha com pequenos cristaizinhos para esfoliação em todo seu corpo, ensaboando bem em todas as partes. Ficou um tempinho escolhendo a roupa e perfume que usaria. Inventava muitas desculpas do porquê estava se arrumando daquele jeito , Ah! Porque tinha uma reunião depois, Ah! Porque aquilo, mas sabia lá no fundo sabia o motivo principal para aquela produção toda. Detalhe: Ele sabia que as opções dele era ir em uma lanchonete de fast-food.

– O senhor... — Eren olhou para ele dos pés a cabeça.

– Que?

– Nada. — Sentiu o seu rosto corar. Ele estava bonito, queria beijar ele ali mesmo, tinha até amenizado aquela áurea assustadora e estranha que tanto tinha medo.

– Então, moleque. Onde almoçaremos?- Assim que Levi passou perto do Eren, O garoto começou sentiu a fragrância do seu perfume e teve a sensação da sua pele toda queimar, parecia o efeito mesmo do perfume. ¹

– Eu... Dei a opção McDonald's ou BurguerKing... — Eren ficou envergonhado como estava vestido. Mero uma camisa estampada velha e uma calça jeans que usava todo o dia no colégio, é tanto que tinha a parte traseira suja por sentar lugares sujos por aí. E um tênis surrado que achou jogado em seu quarto.

– Quando eu entro nesses tipos de lugares só sinto o cheiro de óleo velho queimado. Não estou a fim de ir nesses. — Foi prepotente em dizer aquilo.

– Se quiser algo saudável, tem o Subway perto da esquina, eu acho que o meu sanduíche preferido está na promoção hoje... — Eren coçou a nuca meio constrangido, racionando como iria agradar o pequeno homem a sua frente.

– Eu quero comer comida italiana em um restaurante perto daqui.

Comida italiana perto daqui? Tentou lembrar a que restaurante ele se referia. Vasculhou em sua memória e só lembrava do restaurante perto da esquina, com a decoração de tanto luxo, que ficava na dúvida se precisa pagar para entrar em lugares daqueles. Não pode ser lá.

É era.

– Boa tarde, senhores. Fizeram reservas? — O garçom vestia uniforme que lembrava um mordomo do século XVIII. Terno bem cotado, com tons de cinza, preto e branco.

– Não. Mas gostaríamos de comer agora. Será que tem como? — Perguntou Levi, enquanto Eren assistia aquilo todo agoniado.

– Deixa ver na minha lista...Hum... Pode, mas haverá um acréscimo de uma taxa no final da conta.

Eren arregalou os olhos, estava certo, pagava para entrar naquele lugar.

– Todo bem. Mesa para dois. — Disse Levi.

– Sim, senhor.

Até chegarem na mesa, foi acompanhado por pares de olhares de rejeição ao ver as roupas do Eren, isso só fez o garoto ficar mais apavorado com aquele lugar. Quem coloca terno e gravata só para almoçar aqui? Aquilo no pescoço naquela mulher era pérolas?

Eren sentou de qualquer jeito, sempre olhando para os lados apreensivo, enquanto Levi sentou tranquilamente, seguro de si, pegou o guardanapo em cima da mesa e repousou no colo.

– O que vão pedir? — Perguntou garçom.

– Hum... — O baixinho olhou para o cardápio com desdém. — Fettucine com cogumelos e avelãs.

– E para beber, senhor?

– Tem vinho branco?

– Sim. Temos todas as marcas e dois da especialidade de casa.

– Gostaria um da especialidade da casa. — Entregou o cardápio para o garçom, sem olhar para ele.

– Como queira, senhor. — Garçom pegou o cardápio, depois se dirigiu para Eren, apavorado por todo aquilo que Levi havia pedido. — É o senhor?

– Ah...E...Quanto...É... — Nem ousou olhar o cardápio. — Quanto é um copo de água?

– Se não me engano, está 40.

– …

– Então, um copo da água? — Perguntou Garçom.

– Não. Obrigado.

O garçom se retirou. Enquanto Levi ajeitava as taças de cristais de forma metódica, Eren o olhava assustado.

– Quanto vai sair isso todo? — Perguntou Eren com medo da resposta.

– Hunf. — Deu dos ombros. — Não sei. Você que vai pagar.

– O QUE? — Eren havia gritado, o que atraiu atenção para o pessoal sentado ao redor. — O que? — Abaixou a voz e curvou um pouco o corpo.

– Você que vai pagar. — Repetiu a resposta como se fosse a coisa mais óbvia.

– Não tenho dinheiro nem para pagar a água neste lugar, imagine o havia pedido!

– Tsh! Quanto você tem, moleque?

– Uma nota de 10 e mais algumas moedas. Não quero lavar pratos!

Levi ficou frustrado em ouvir o valor, como alguém convida os outros para jantar e não tem no mínimo três notas de 100? Hunf! Mas também o que esperar de um pirralho.

– Não vou pagar a sua conta, Eren. Vou comer sozinho então. — Disse irritado quando reposicionava o guardanapo em seu colo.

– E o senhor tem dinheiro para isso? Tem né?

Levi por um instante o ignora, entretanto fica com aquela dúvida na cabeça. Pega a sua carteira, abre e ver uma nota de cinco amassada.

Vinte minutos depois.

– Boa tarde! Parmesão e Orégano ou Três Queijos? — Atendente da Subway tinha um timbre de voz irritante, falava rápido e ficava impaciente qualquer cliente que demorava mais de dois segundos.

– Tem pão integral? — Perguntou Levi, olhava para a variedade dos ingredientes perto do balcão...Será que isso estava lavado direito? Pensava.

– Pão integral acabou! Só tem essas opções! Qual é que vai ser?

– … — Era primeira que havia ido no subway, Levi olhava para os painéis sem entender nada.

– Enquanto o senhor escolhe, eu posso adiantar o seu pedido, senhor? — Suspirou e colocou a mão na sua cintura. Que cara lerdo! Tem umas oito pessoas atrás com cara amarrada e esse anão de jardim fica atrasando o atendimento.

– Bem, eu...

– Qual ingrediente? — Interrompeu a atendente. -Peito de peru? Churrasco? Frango grelhado? Quer salada? Coloca azeitona e cebola? Dobra queijo por apenas um real? Esquenta?

–...

–Quer o combo? Cookie ou batata ruffles? Qual refrigerante? Refil? Débito ou crédito?

– E...- Eren se intrometeu da conversa dos dois, pelo rosto do Levi encarando a atendendo, sabia que dali não sairia boa coisa. — Pode ser o barato do dia. Meu e o dele.

Depois de muitas perguntas, Eren carregava a bandeja com os dois sanduíches e um copo de refrigerante, já que não tinha dinheiro suficiente para dois. Sentou ao lado do Levi, que possuía uma expressão de melancolia, em ter esquecido dinheiro em casa, na verdade mesmo que tivesse trazido, não teria como pagar aquela fortuna no restaurante anterior.

O garoto colocou a bandeja no meio, ficou chateado em ver-lo assim, se sentiu culpado em não poder ter levado em um lugar melhor. Depois achou graça de como estava vestido para uma lanchonete de fast-food. Sentiu a fragrância do perfume continuava dele e corou.

A bancada era do estilo de assento antigos americanos, semelhantes pequenos sofás, davam conforto de sentar ao encostar as costas. A mesa cobria da cintura para cima e eles estavam sentados atrás de todo mundo. Eren começou a comer o seu sanduíche, enquanto Levi via o seu lanche com nojo, já que o papel que cobria o sanduíche, estava empapado de molho. Relutou em não comer e sujar as mãos, mas a fome venceu.

Enquanto Levi estudava em como comeria aquilo ali, Eren olhava discretamente com vergonha. Quanto tempo ele gastou para se arrumar daquele jeito? … Merda. Estou me sentindo culpado, eu realmente deveria ter levado ele um lugar decente, menos frio, aqui o ar-condicionado é muito forte. ...Ele hoje está tão bonito, quero beijar ele, mas ele não tocou no assunto passado até agora e além a minha boca está suja, e pelo visto ele tem toque para limpeza. Tão bonito, tão estupravél como diria as meninas do meu colégio...Será que é muita audácia minha se...

Levi se surpreendeu assim que sentiu uma mão percorrendo na sua coxa direita. Eren passava a mão e olhava para lado com vergonha e preocupado se alguém veria aquilo. Tocou, depois começou passar de leve, acariciando, sentindo mais textura da calça social do homem ao lado.

O que essa merda de criança está fazendo? Se alguém ver a gente? Puta merda, vou chutar a cara dele.

Levi cerrava os dentes com raiva, precisava tomar uma providência, mas que absurdo! Um homem integro e vem um moleque fedendo a leite passar mão na perna, onde o mundo vai parar. Então Levi depois de muita petulância assistida, ele tomou uma providência: Retribuir com mesmo gesto. Colocar a mão da coxa do Eren, alisando com mais força. Porque esses novinhos não dar para confiar, ah! Essses jovens com hormônios a flor da pele.

Eren ficou surpreso com a atitude do homenzinho, o encarou com os olhinhos brilhando, assemelhava como um cachorrinho querendo atenção

Para de me olhar nesse jeito. Pediu Levi mentalmente. E se alguém visse aquilo? Não vou lhe beijar, moleque! Não vou! Especialmente com essa boca suja de molho.

Com muita coragem, Eren abaixa mais a mão e começa acariciar a coxa, depois deslizar indo entre no meio das pernas, sentindo o pacote debaixo do tecido fino da calça, sente o zíper e se lembra de uma cena muito parecida que havia visto em algum filme pornô gay. Que era dois homens comendo na lanchonete, os atores havia apostado que quem fosse o último comer o sanduíche, teria colocar o pênis para fora da calça debaixo da mesa, enquanto outro o masturbava. Porém que havia perdido não poderia gozar, mesmo sendo estimulado daquele jeito. Como era quase impossível, aquilo o outro atingia o gozo do mesmo jeito.

Eren com os hormônios a flor da pele com auge dos seus quinze anos, ficava estimulado muito fácil e queria praticar essas fantasiais. Saiu da mesa e voltou sentar do lado do homenzinho com a mão empapada de álcool em gel.

– Que isso, moleque? — Perguntou Levi.

– Álcool em gel. — Eren espalhou entre as mãos até sumir a viscosidade do produto, assim que se sentiu mais limpo, aproximou mais do homenzinho do seu lado. Com a mão tremendo de medo, vergonha, ansiedade, todo junto ou separado, então devagar quase parando, abriu o zíper da calça do Levi. Eren depois de muito tempo com o rosto virado para o lado, queria ver a reação dele: Com duas mãos apoiada no queixo e olhos arregalados na frente.

Estou morto. Concluiu Eren.

Vou te matar moleque! Pensou Levi.

Eren queria parar, mas virou a cabeça para o lado e continuou com o gesto de alisar , até que foi interrompido, Levi pegou a sua mão e afastou, após isso o mais novo juntou as duas mãos no meio das pernas, estava envergonhado, apostava que agora ele o acharia um pervertido, um tarado, um ninfomânico que não se controla nem na lanchonete.

– Aqui não. — Levi permanecia parado com olhar fixo para algo. Suas bochechas estavam levemente avermelhadas pela audácia do garoto.

Eren dar um sorriso. Aqui não, mas em outra hora sim! Abriu mais o riso ao ter esse pensamento.

Levi olhou para o seu garoto e ficou irritado com aquela felicidade. Para de ser tão feliz assim, seu idiota! — Aqui...Aqui tem muita gente. Talvez um lugar mais reservado.

Eren deu um risinho de vitória. Seus olhos verdes brilharam para o homem do seu lado. Assim que Levi viu essa expressão teve uma sensação de dejavú que já havia visto esse sorriso de felicidade de algum lugar...

Notas finais
¹ Não sei se já tiveram essa experiência. Quando ás vezes você abraça a pessoa com certos perfumes, parece o seu corpo aquece...É difícil de explicar. Galera não esqueçam de comentar, assim posso avisar do próximo cap que irá sair. "Kyle, mas tenho vergonha, nunca sei o que comentar e (mais algum motivo que não sei)" Todo bem. Escreva pelo menos um "gostei", pelo menos eu sei que você existe e quem sabe do decorrer da história você possa aumentar o seu feed-back :) Então guys, até no máximo semana que vem. Eu demorei para postar, mas esse cap estava pronto á séculos, mas perdi do meu pc e fiquei procurando. Beijos e queijo