15 e 36
4 Jantar
Notas iniciais
“Chegou bem ontem?”
Enviado 14:30
“Desculpa por não poder ter levado ao um lugar decente...Estou sem grana ultimamente...”
Enviado 14:31
Argh! Para de mandar tantas mensagens. Eu sei que você é um garoto pobre, abusado e sem nenhuma expectativa de vida. Levi segurava o celular com duas mãos, apoiando os dois cotovelos da sua mesa cinza. Balançava levemente o pé direito, ansioso por pensar o quê responderia, principalmente o que acontecera ontem...
18 horas atrás.
– Desculpa por não poder ter levado ao um lugar decente...Estou sem grana ultimamente...
– É a quinta vez que fala isso. — Levi apalpava os bolsos à procura da chave do portão do apartamento.
Estava chegando o final do passeio e nada de...Interessante havia acontecido. Desde naquela “investida” do Eren, os dois comeram os seus lanches normalmente e saíram da lanchonete sem mencionar nada de fato.
Os dois caminhavam de volta para casa, enquanto Eren aguardava ansiosamente pelo momento ideal prometido pelo baixinho.
Assim que chegaram em frente ao apartamento, Eren sabia que sua chance de “ Continuar em lugar mais reservado” havia ido por água abaixo.
– Tchau. — Disse Levi subindo o degrauzinho que antecedia a entrada do portão.
– Tchau..- Soou melancólico a despedida. Eren abaixou a sua cabeça meio desapontado.
– E…Garoto! — Chamou Levi vendo Eren indo embora.
– Sim! — Respondeu de prontidão, como fosse um latido de chamado para o seu dono.
– E... Tchau!- Levi ficou parado esperando ao lado do portão cinza. Ficou quieto e com olhar fixo para o garoto, esperando algo dele.
– Tchau. — Eren respondeu sem entender nada. Piscou os olhos e ficou parado vendo o seu dono em frente com raiva da sua atitude.
Como assim tchau, seu idiota! Seu merda! Fica me assediando e não vai falar nada? Não vai tentar nada comigo? Isso que dar em ceder intimidade para esses piralhos! Tsh!
Levi cruzou os braços e começou olhar para aquele panaca parado na sua frente, só faltava bater o pezinho de tão nervoso que estava.
– Vem jantar comigo nesse sábado. — Levi revirou os olhos, tsh! Porque sempre os mais velhos tinha que dar iniciativa?
– Jantar! — Eren corou um pouco. — Em seu apartamento?
Levi acenou devagar com sua cabeça, era muita lerdeza por um dia.
– Lógico! — Eren deu um sorriso animado cheio de esperança, aquilo alegraria a sua semana inteira.
– Pode ser às duas? E que se eu sair muito tarde não terei mais ônibus para voltar para casa.
– Pode dormir aqui se quiser. — Foi rápido aquela fala, nem Levi acreditou que havia dito aquilo. O sorriso abriu mais ainda. Estava tão feliz que só faltava balançar o rabo e latir de felicidade.
…
Ao ter esse flashback, ficou olhando para o seu celular sentindo desanimado e ansioso pelo dia de amanhã. Desanimado pelo fato que haveria enfrentar o fogão. Sabia que a sua comida não era das melhores (por isso em saber a localização da maioria dos restaurantes da cidade) e ansioso por...Não sabia o motivo, ou não queria saber.
Suspirava e ficava atordoado com seus pensamentos, até que ouviu a cadeira de rodas deslizar para o seu lado direito. O seu colega de trabalho loiro esticou a cabeça querendo ler o chat, mas Levi bloqueou o seu celular e guardou no seu bolso.
– Ultimamente está tão quietinho. O que houve? — Perguntou Erwin brincando com o seu subordinado.
– Foi nada.
– Nada? Por acaso está com frio, é isso? Quer um abraço? — Erwin deu um o abraço que pegava Levi e mais o apoio da cadeira, em seguida apoiou o seu queixo em cima da cabeça do baixinho e sorriu ao ver o mau humor dele refletido da tela do computador.
–Tsh! Me larga!- Levi balançava o seu corpo para os dois lados. Era igual um bichinho de estimação fofo querendo sair do colo do seu dono.
– Está cheirando tão bem hoje... — Erwin afundou o seu nariz do cabelo do menor a sua frente.
– Lavou o cabelo?
Cansado em se debater, ficou parado e se concentrou em dizer algo que faria o grandalhão largar ele.
– Posso processar por assédio moral e sexual. Crimes de até dois anos de prisão.
Erwin largou o baixinho imediatamente, voltou para a sua mesa e nos seus papéis focado no relatório que era para ser entregue amanhã.
– Porque faltou a reunião naquele dia? Discutimos o deficit de vendas de armamento do governo. A empresa perdeu oito por cento da bolsa.- Disse Erwin checando as datas dos contratos.
Levi suspirou e afundou as suas costas na cadeira vermelha giratória, estava sem saco para terminar o montante de papéis.
– Quase morri perto da sarjeta. Esqueci de levar o casaco.
– O que! Porque não ligou para a merda do meu celular? Quer morrer? É isso?- A surpresa da sua voz foi substituído por raiva. Raiva, não. Fúria. Até os funcionários das outras divisórias estendeu a cabeça em direção ao esporro querendo saber o que estava acontecendo. Começaram achar que alguém iria ser despedido.
–Rivaille...- Erwin diminuiu o som da sua voz, girou a cadeira do baixinho ficando de frente á ele. Segurou seus dois braços e aproximou mais o seu rosto ao do dele. — Era só me avisar que eu iria te buscar em qualquer lugar. Sabe que não pode ficar no frio. Programei o ar-condicionado nesse andar inteiro por sua causa, todos aqui reclama de calor. É quando quase morre, você me esquece...
– Eu não estou vivo? Para de dramatizar todo. — Levi virou a cadeira e voltou para o seu montante de relatórios.
Erwin desistiu de falar. Voltou ao seu trabalho, quando Levi de repente pergunta:
– Você sabe fazer macarrão?
– Hãn? — Erwin virou um pouco a cabeça estranhando aquela pergunta.
– Se eu tenho camisa social? — Perguntou Armim tirando todo o material da sua mochila e colocando na sua carteira.
– Sim. Preciso arranjar uma camisa social. — Eren apenas largou a mochila do canto.
– Tem algum evento importante que tem ir vestido socialmente?- Perguntou Armim por curiosidade.
– Sim. Na realidade estou cansando de comer em restaurantes. — Levi respondeu a pergunta anterior feito pelo seu superior.
Erwin estranhou o aumento de interesse em fazer comida. — Bom...- Coçou a nuca e olhou para lado querendo achar uma resposta. — Já tentou procurar receita na internet?
– Já. Mas só encontrei roupa com preços muito caro. — Respondeu Eren ao seu colega loiro ao lado. -Só a camisa custava três notas de 300. Não tenho essa grana.
– Eu tenho camisa do meu pai. Eu posso te emprestar. Mas vai ser qual dia que terá esse evento? — Perguntou Armin curioso.
– Não é um evento. É um encontro...Na verdade. — Respondeu Eren meio encabulado. Não queria entrar em muitos detalhes.
– Ha...Você tem um encontro... — Erwin repetiu as palavras do Levi meio desanimado. Tentou sorrir, mas ficou sério em seguida. Ficou rodando o lápis com dois dedos pensativo. Envergonhado em perguntar com quem, preferiu perguntar somente o dia.
– Qual dia? — Perguntou Erwin.
– Sábado de noite.
Apesar de quilômetros de distância, Levi e Eren responderam simultaneamente a mesma pergunta.
Capítulo 4
Jantar
Levi arrumava a cama com certa paranoia.
Tirava o pano branco que forrava em cima da cama e colocava novamente. Levantava um pouco o colchão e colocava as bordas do lençol dentro. Depois de meia hora fazia a mesma coisa, na terceira vez ele parou. Esticou o máximo com duas mãos tirando o amassado. Varreu toda a casa e tirou o pó inexistente em cima dos móveis, Levi sentia o mestre da limpeza e matador de germes.
Na cozinha...
Viu o fogão todo sujo de molho de tomate, todas as panelas (as poucas que tinha) estava com fundo queimado de macarrão. Até que na quarta tentativa de tirar algo dali comestível, desistiu de todo. Pegou a carteira e foi ao supermercado comprar comida congelada. Aquele pirralho não merecia tanta coisa mesmo. Tsh! Vai comer o que tiver na mesa e cala boca o Eren está errado. Pronto! Esse era a linha de raciocínio do Rivaille.
Faltando meia hora para ás sete, Levi correu para jogar o pacote congelado no micro-ondas, tomou um banho e vestiu algo simples. Era um jantar dentro de casa mesmo. Despretensioso, porque haveria se arrumar tanto? Só uma calça jeans velha e uma camisa de manga comprida estava de bom tamanho. Afinal era só um jantar, depois disso acabou. Se o pirralho do Eren não tiver ônibus para voltar para casa, pegava o seu carro na garagem e levava ele em casa, ou largava no meio da rua mesmo. Só na imaginação dele que iria dormir no seu apartamento. Hun! Fala sério.
Afinal porque haveria tantos encontros com aquela criança?
Um encontro não foi suficiente? Obrigado por ter salvado a minha vida, mas acho que deveríamos parar com isso. Boa sorte moleque com seus estudos. Pensou o homenzinho sentado em seu sofá de pernas cruzadas vendo o relógio da parede, um toque que tinha, além da limpeza. Era exatamente isso que responderia depois do jantar.
Uma hora de atraso. O que poderia esperar daquele moleque? Escuta o som da campainha, ainda com o cabelo bagunçado por causa do banho, levanta do sofá e vai até a porta.
Assim que abre, leva um pequeno susto internamente. Eren parecia um dos escriturários¹ que tinha na empresa. Nunca viu tão arrumado: Camisa social marrom escuro (tecido de qualidade ainda... Onde esse moleque roubou para ter esse dinheiro?) calça social preto e sapatos limpos, sem aqueles all stars que Levi tinha repulsa só de pensar, cabelo devidamente penteado e fragrância de uma colônia qualquer.
– Boa noite, senhor. — Levi nota um tom de maturidade da voz do Eren. Como tivesse seguindo uma etiqueta de postura. Eren levanta as sacolas de plásticos com duas quentinhas de comida.
– Pensei em trazer algo. Olha eu queria comprar aquela refeição daquele restaurante daquele dia, mas como é absurdamente caro, tentei fazer, ver se ficou bom...
– É será isso mesmo que vamos comer! — Levi arranca as sacolas do Eren e fecha a porta. Pelo menos comeria algo. Já que o enlatado de macarrão que colocara no micro-ondas tinha excedido o tempo e havia queimado todo. Foi na cozinha e pegou dois pratos e tirou a tampa de papelão das quentinhas. Tinha um cheiro bom, não tão bom daquele restaurante e o pirralho não havia colocado avelãs do fettucine².
Enquanto despejava a quentinha no prato com cuidado para não sujar a pia da cozinha, uma vozinha soou dentro da sua cabeça.
Foi fofo da parte dele ter trazido as quentinhas
Tsh! Ficou com raiva ao “ouvir isso” dentro de si, com raiva replicou a essa vozinha.
Fofo? Nada de graça deste mundo. Vestido naquele jeito e traz comida? Tsh! Isso todo é artimanha para roubar o meu dinheiro, ou querer mais alguma coisa. Aquele moleque pervertido, maldita hora que conheci, se pudesse eu...
Ficou resmungando até colocar toda a comida dos pratos, pegou e colocou em cima da mesa da sala. Eren não havia sentado, ficou parado esperando receber ordens.
– Vem! — Levi pegou o seu garfo e ficou mexendo do macarrão, enquanto Eren sentava cadeira a sua frente. Seus olhos verdes mirou para o pequeno homem.
– O que foi? Porque está me olhando tanto? — Perguntou Rivaille incomodado com aquela investida.
– Você fica mais bonito desarrumado. Eren conteve em falar isso. Apenas respondeu: — Nada. — Abaixou a cabeça e deu um sorrisinho.
Idiota. Pensou Levi ao dar sua primeira garfada.
Ficaram uma hora e meia conversando, na verdade só Eren que falava e Levi apenas escutava, ás vezes, o pequeno homem respondia sim ou não, até ficava confuso com certas situações em que Eren relatava. Parecia mais um colegial do primeiro ano, do que um garoto estava na faculdade.
– Senhor…
– Hun?
Levi recolheu os pratos vazios da mesa, em seguida os talheres sujos e colocando em cima do montante da louça suja.
– São onze horas e o meu último ônibus passa somente onze e meia. Tenho que ir.
– Já disse que pode dormir aqui. — Levi levou a louça suja para a cozinha.
– Mas – Eren se levantou da mesa e seguiu o seu dono até a cozinha. — Não vou te incomodar?
– Não. — Levi colocou o montante dentro da pia, abriu a torneira e pegou uma esponja cheia de espuma.
– Quer que eu te ajude da limpeza? — Perguntou Eren.
– Não, garoto. Todo bem eu posso fazer isso sozinho, você já fez a sua parte de trazer comida. — Levi pegou o avental pendurado no fogão, colocou a alça no pescoço e prendeu a outra parte envolta da sua cintura.
– Ok. — Eren sentou na cadeira que havia na cozinha enquanto observava Levi lavando a louça. Como a bunda do baixinho era um pouco maior e empinado de maioria dos homens, aquilo despertou o garoto pensar besteira, enquanto via ele de costas. Olhou como a calça jeans grudava bem suas curvas, especialmente a área tão desejada, como afundava no meio, se eu enconchar ele agora, vai encaixar diretinho.
– Senhor, todo bem te ajudar. — Eren atravessa os dois braços na cintura do Levi pegando um copo da mão dele.
– Seu moleque impertinente, me larga! — Assim Levi dar um passo para trás para empurrá-lo, a maciez da sua bunda encaixa na ereção sobre a calça do Eren. O garoto ao ver isso começa a rir maldosamente.
– O senhor é muito rechonchudo aqui, não? — Eren dar um beijo na nuca do homenzinho da sua frente, o agarra mais si de forma possessiva.
Enquanto Levi xingava de todos os palavrões possíveis, Eren abaixava a calça jeans do mais velho, só não tirou a roupa íntima porque queria instigar pouquinho o seu cubinho de gelo, pegou o tecido e esticou para cima, de modo do que todo tecido afundasse entre as nádegas, parecendo por detrás um fio dental, dando a impressão de aumentar mais o tamanho da sua bunda.
Eren apalpou a carne macia, tateando entre as pontas dos dedos, liso, com fina camada de pelinhos transparente em sua pele. Dois pêssegos do tamanho extra gg. Não aguentando a tentação, Eren dar um forte tapa, fazendo o barulho ecoar na cozinha.
O garoto permaneceu sentado com a boca um pouco aberta, tendo o seu sonho erótico. Era o último prato que estava sendo lavado e Eren agora tinha mais de uma história para inventar em sua imaginação da hora que em se masturbaria. Eren seria o garoto abusado que atormentaria o pobre homem, ou ele chegaria em casa como encanador para concertar a pia, enquanto Levi andaria até a cozinha só de cueca. Nossa, são tantas combinações, o garoto sorria bobo só de pensar.
– Já são onze e quarenta, o seu ônibus já passou. Se fosse você eu me aprontaria para dormir aqui. — Disse sério. Tirou o avental e colocou de volta no batente do fogão.
Mentira. Na realidade era dez para onze.
– Nossa, passou tão rápido o tempo. Onde vou dormir? — Perguntou Eren.
– Pode ser na sala. No sofá. Aconselho a tomar banho primeiro, eu vou demorar muito dentro do banheiro.
– T-tomar banho? Eu não trouxe roupa dormir...Se quiser eu pego um taxi...
– E você lá tem dinheiro para pagar taxi daqui a sua casa? — Perguntou irritado saindo da cozinha. — Não consegue pagar um lanche direito, imagine um taxi? Muito sem noção mesmo.
Eren ao ouvir aquilo ficou corado por vergonha e irritado pela atitude do pequeno homem, mas também ele só queria ir no restaurante mais caro da cidade.
Levi emprestara toalhas limpas e roupas velhas que tinha guardado no fundo de uma gaveta qualquer. Apesar de estarem muito tempo guardadas, não tinha cheiro de mofo, tinha cheiro de alfazema, naqueles pequenos sabonetes cheirosos dentro de um saquinho transparente. Para completar o kit de noite do pijama, deu á ele, uma escova de dentes e sabonete. Havia um monte nessas coisas em seu esconderijo de limpeza.
Eren foi primeiro tomar banho. Foi rápido, quinze minutos. Assim que saiu do banheiro, não tinha mas aquele semblante de homem sério sem aquelas roupas, mas de um adolescente comum, levou um chute devido deixar as suas roupas reviradas no canto.
O garoto deitou no sofá e tentou dormir. Já bastava por ter jantando com ele. Desde do início sabia que não tinha chance. Todas as investidas foi por sua própria conta, sempre ele arrumava um resto de escapulir.
Depois de mais de meia hora Levi havia saído do banheiro, como a porta do banheiro dava de frente para sala, viu o seu garoto bem-comportado, deitado no sofá, igual um bicho-de-seda envolvido do seu fino lençol.
– Hun! — Levi secou o seu cabelo com a toalha. Eren nem se permitia em olhar para ele, ficava com olhos fechados fingindo dormir. Deus que me livre, se olhasse para o baixinho e ele tivesse só de toalha, saberia que apanharia por aquela ousadia.
Eren ouviu passos se distanciando e depois o som da porta se batendo. Bom, era hora de dormir ajeitou mais no lençol e tentou pegar o sono.
– Eren!
Ouviu a voz do fundo do apartamento o chamando.
– Vem cá, seu pirralho inútil.
– Que foi? — Gritou Eren.
– Tenho que te dar mais um cobertor extra.
– Estou bem assim.
– Tsh! — Sua irritação era bem explícita. — Não faça perguntas vem cá logo.
Eren revirou os seus olhos, sair do seu aconchego quentinho para levar esporro sabe lá de que. Coçando os olhos de puro sono, foi até o quarto do pequeno homem, assim que abriu a porta o viu deitado na cama, os lençóis mau cobria a parte de cima do seu corpo. Estava só de blusa branca folgada, de tecido leve, enquanto sua calça estava jogada em cima da cesta de lixo perto da porta. Havia três travesseiros macios e mais camadas de lençóis e cobertor, qualquer visse aquilo sentia a sensação de aconchego.
– Licença. — Corou um pouco ao ver essa cena. Abaixou a cabeça. — Onde fica os cobertores? — Perguntou meio cabulado, Levi estava se comportando em uma maneira diferente.
– Ali. — Apontou para o grande armário de madeira ao lado.
– Todo bem.- Levantou um pouquinho a visão, porém não se atrevia nem olhar para ele. Foi até o armário, abriu a porta fina de madeira e tentou procurar um cobertor. — Onde Senhor?
– Mais em cima, soldado. — Eren sentiu um tom de sarcástico em sua voz. Soldado? Ha! Deve ser porque chamo ele de Senhor o tempo todo.
– Não estou encontrando...
– Pega um na minha cama, não está fazendo frio mesmo.
Eren sentiu seu rosto queimar, não estava acreditando naquilo. Já basta está no quarto dele, ver ele do jeito super sexy jogado na cama, tinha que se conter para não avançar no coroa.
Com os hormônios a flor da pele, e com rosto ainda meio abaixado desviando tempo todo de olhar para o homenzinho, foi até a cama dele, assim afundou a sua mão no colchão excessivamente macio, sentiu uma mão acariciar o seu rosto depois pegar o pacote no meio das pernas, massageando o volume.
– Veio por causa disso. Não foi? — Sua fala se tornou tão macia e instigante quanto o colchão de sua cama.
Eren ficou tão cabulado que apenas acenou que não com a cabeça.
– Como não? Ficou o tempo todo olhando a minha bunda quando lavava a louça. Não foi, moleque pervertido?
Eren não tinha mais argumentos. Apenas ficou calado seguindo o fluxo. Levi parou de massagear, afundou a sua mão no cabelo de trás do seu garoto e trouxe para si.
– Se quiser eu posso ir embora eu vou entender...
– Vem cá, criança. — Disse Levi com tom ameno mergulhado do seu próprio êxtase.
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