Notas iniciais
Pessoal, agora eu vou começar a postar semanalmente, as aulas começaram... Bem, espero q gostem da leitura e bom retorno às aulas para quem tem seu fim de férias hoje. Boa leitura!!

Novembro de 2014, noite do Festival da Rosa Vermelha...

– Já é hora de ir atrás da última pétala de rosa... – eu digo para mim mesma.

Determina, sigo meu caminho, indo atrás de Kazume, que há pouco se retirara. Há alguns assuntos que preciso acertar. Porém, quando vou me aproximando pouco a pouco da porta, a maçaneta gira e alguém se apresenta diante de mim. Poucos metros de distância me separa da pessoa que menos esperava agora, segurando em sua mão direita uma rosa vermelha.

– Você?! – fico espantada, não nego. – Então, esse tempo todo, você me enganou...

Não consigo acreditar que tudo o que começou em setembro deste mês foi iniciado por esta pessoa, pessoa qual conseguiu me enganar com uma atuação de primeiro nível. Uma pessoa que, agora, sorri para mim, aproximando a rosa vermelha do seu nariz, inspirando o perfume da mesma. Alguém que mantem na outra mão a faca com a qual a minha vida pretende arrancar.

Eu errei...

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Fevereiro de 2014, corredores do Rosa Cruz...

Emi Ueno, sozinha, caminha por aqui. Sua expressão aflita mostra que está preocupada com algo. Aquilo que ouviu na conversa entre Lysandra, o diretor e a professora Kozakura, mais cedo, não sai da sua mente.

– O que será que está para acontecer neste colégio? – se pergunta, mentalmente, andando.

A garota dobra o corredor. Por isso, se espanta ao dar de cara com uma figura mascarada, toda coberta por um véu negro.

– Quem é você?! – pergunta, com dois passos para trás.

– Não se meta no que não é da sua conta, garotinha. – recomenda o mascarado, um homem.

– Do que voc... – ela é interrompida, pois a mão direita do sujeito, coberta por uma luva preta, vai parar no pescoço da garota.

Debatendo-se, Emi é erguida pelas duas mãos do sujeito – permanece assim por alguns segundos. Ela, em desespero, começa a gritar, mas ele a joga contra a parede. No lançamento, as costas da jovem batem no sólido e ela cai de joelhos no chão. Depois, suas mãos caem sobre o piso, usando-as para apoiar-se. Respira com dificuldade e chora sem controle em seguida.

– A Ordem da Rosa Vermelha... O festival... São coisas que, de agora em diante, deverá apagar da sua memória. – recomenda ele, mostrando uma faca em suas mãos, chamando para si o olhar amedrontado da jovem. – Ou teremos de apagar é você...

Ela o observa assustadíssima. Com isso, o estranho se vira, completando:

– Ouviu mais do que deveria. Agora escolha... A ignorância ou a morte.

E, assim, o desconhecido começa a afastar-se, deixando Emi aqui onde está. Deixando-a sem estrutura nenhuma, sem nem mesmo ideia do que fazer... Ou de como agir de agora em diante.

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Enquanto isso, não muito longe dali...

Kagura Hananatsu, Tenshi Hikari, Ivan Voltaire e Dante Sazami. Juntos, os quatro caminham pela mata ao redor do Rosa Cruz. Há pouco, receberam misteriosas cartas que os convidaram para este lugar. Ou melhor, para a catedral abandona no meio do mato.

– Estamos perto. – afirma Ivan, na dianteira do grupo.

Tudo o que a carta de cada um deles diz é que não devem, em hipótese alguma, negar o convite. Tenshi, devido a experiência que teve logo ao chegar à escola, mais cedo, persuadiu os outros três a virem. Juntos, decidiriam que deveriam mesmo vir para cá. Ao menos, para entender de que tipo de palhaçada isso se trata.

– Por que meu coração está assim? – pensa Kagura, com a mão direita colada ao seu seio esquerdo. – Eu não consigo entender esse sentimento que está me domando...

Ela volta seu olhar para Dante. Nota que ele não está com boa cara. Engolindo seco, Kagura sente como se ele estivesse magoado com ela. Seu coração, já apertado, se aperta ainda mais. É quando Tenshi olha para Kagura, dizendo:

– Ficará tudo bem.

Ela expande seus olhos, voltando sua face para o primo de Miyuki – sendo que Dante olha para ambos de relance, disfarçadamente. Tenshi sorri para a amiga de sua prima.

– A voz dele é mesmo como a de um anjo... – pensa a garota.

– Chegamos. – fala Ivan, parando de andar.

Tenshi e Kagura voltam suas faces para frente. Agora, dão de cara com a catedral antiga para qual foram chamados. Mais que depressa, tomando a frente do grupo, Ivan usa sua mão direita para puxar as duas maçanetas das portas – duas portas que se fecham em combinação –, abrindo-as.

– Vamos. – sugere ele, entrando.

Kagura, Tenshi e Dante – nessa ordem – o seguem. Passando por um vasto corredor, percebem que o interior da catedral foi renovado, apesar de por fora, parecer somente um local abandonado. Há castiçais com velas que iluminam a área e permitem ser vistas os símbolos de rosas vermelhas que adornam as paredes.

– Esse ambiente é tenebroso. – imagina Kagura, observando cada detalhe do lugar.

Andando por mais alguns instantes, o quarteto finalmente chega a um grande salão, o local no qual estão, em roda incompleta, outras nove pessoas. Nove pessoas que parecem ser conhecidas.

– O que vocês estão fazendo aqui? – indaga Dante, surpreso, reconhecendo praticamente todos as pessoas que estão formando a “quase roda”.

O quarteto recém-chegado, antes de se aproximar mais, para. Todos os quatro notam que as nove pessoas estão ao redor de um mascarado envolvido por uma túnica vermelha.

– Então foi para este lugar que aquele mascarado veio... – raciocina Tenshi, com uma expressão séria. – Será aquele e esse o mesmo?

Algumas pessoas ao redor do mascarado parecem estar com medo, algumas parecem estar levando tudo isso como um desprezível espetáculo de circo e outras já não exibem nenhum tipo de sentimento. Porém, todos eles são estudantes da classe A do terceiro ano do Rosa Cruz.

– Aproximem-se. – pede o homem mascarado, chamando a atenção de Kagura, Dante, Ivan e Tenshi.

Os quatro se aproximam e completam o círculo de 13 pessoas. Alternando sua atenção entre cada um dos 13, o mascarado – com o símbolo da rosa vermelha no que oculta sua face – decide começar:

– Pelo visto, todos já estão aqui.

– Pode, por favor, ir direto ao ponto? – pede Damon Somerhalder, um dos 13 do círculo.

Os demais integrantes do círculo olham para ele. Kagura, nesse momento, percebe que Miyuki, Lucy e Andrea – uma do lado da outra – estão entre os 13. E fica surpresa por encontrá-las aqui também.

– Cale-se. – exige o mascarado, direcionando-se por totalidade para Damon. – Não faz ideia do quão crucial, e ao mesmo tempo perigosa, é essa reunião.

– Não é uma reunião, mas sim uma convocação. – Damon o corrige, cruzando os braços, sem medo algum do desconhecido. – E até agora não entendi por qual motivo estou aqui.

– Entenderá. – afirma o desconhecido, voltando-se à sua postura inicial. – Tudo isso está na responsabilidade de Kagura Hananatsu.

Todos olham para ela, que fica surpresa.

– Eu? – indaga ela, sem entender. – Como assim?

– O seu passado está fortemente ligado à Ordem da Rosa Vermelha, Hananatsu. – determina o sujeito mascarado. – Nossa organização é mais antiga do que qualquer civilização hoje conhecida pela humanidade. Desde tempos remotos, viemos agindo conforme nossos objetivos para que tudo permaneça no equilíbrio natural das coisas.

Assim como Kagura, Tenshi, Ivan e Dante, todos os outros estudantes do Rosa Cruz que estão aqui foram convocados por cartas que os trouxeram para cá. Algo que foi armado pela Ordem da Rosa Vermelha.

– Desde uma época não muito distante dessa, foi decidido que, de 12 em 12 anos, 12 jovens deveriam ser selecionados para participar da seleção do novo líder da Ordem da Rosa Vermelha. – continua explicando. – Em cada seleção, porém, o candidato ou candidata número 1 tem o direito de dar ou não início ao processo. A candidata número 1, desde seu próprio nascimento, é você, Kagura Hananatsu.

Kagura fica espantada. Ainda assim, o sujeito prossegue:

– Você, que recusou as rosas vermelhas por anos, hoje finalmente as aceitou. Foi essa a atitude que abriu as cortinas e preparou o palco de um novo Festival da Rosa Vermelha.

De imediato, ela se lembra da breve conversa que teve com Haraki Touya mais cedo e do arranjo de rosas que aceitou de Dante. Compreende, então, que pela primeira vez, passou por cima de tudo e aceitou rosas para si. Uma medida que abriu espaço para o que está acontecendo agora.

– Você é a nossa rosa sagrada, Kagura. E como tal, tinha em mãos o poder de iniciar o festival dessa geração ou de encerrá-lo antes mesmo disso. – garante o mascarado. – Determinando a primeira opção, aqui estamos. – Apesar de que, neste ano, ouve uma peculiaridade inesperada: 13 selecionados e não 12.

O mascarado permanece em silêncio por alguns instantes. Entretanto, logo prossegue:

– Kagura Hananatsu, a número 1. – e olha para a tal.

Com isso, o sujeito vai definindo o número de acordo com o nome de cada um dos presentes. Vai olhando para eles ao recitar os seus respectivos nomes:

– Tanaka Tsuhira, o número 2. Dante Sazami, o número 3. Kazume Tatsagaiyo, a número 4. Tenshi Hikari, o número 5. Ivy Thorns, a número 6. Ivan Voltaire, o número 7. Miyuki Haruka Kokonose, a número 8. Andrea Smith, a número 9. Damon Somerhalder, o número 10. Lucy Merny, a número 11. Yuki Yukida, o número 12. Noah Hananatsu, o número 13.

Ao ouvir o nome “Noah Hananatsu”, Kagura fica perplexa. Direcionando sua face para o tal sujeito, empalidece.

– Irmão... – pensa ela, atordoada.

– Mas o que significam esses números? – pergunta Kazume. – E o que é, afinal, essa seleção?

– Os números é uma forma de classificação. Representam também a ordem em que o próprio destino, o que nada tem a ver com os integrantes da nossa organização, selecionaram os escolhidos. – o mascarado vai explicando. – Mas entendam que o Festival da Rosa Vermelha começará em novembro, mas a seleção terá início quando o festival for proclamado para todo o colégio, o que ainda levará tempo para acontecer. O escolhido entre vocês será o novo líder da Ordem da Rosa Vermelha.

– Como será essa seleção? – indaga Noah, fazendo o coração de Kagura bater mais depressa.

– Quando o momento correto chegar, saberão. – determina o sujeito. – No momento, somente é preciso que tenham em mente o seguinte: ninguém além de vocês deve ouvir falar de tudo o que estão ouvindo aqui. Caso contrário, estarão quebrando as regras. Quem quebra as regras do Festival da Rosa Vermelha arrepende-se amargamente.

Todos direcionam a atenção total para o mascarado, que continua:

– A verdade é que há muito mais por trás de tudo isso do que devem estar imaginando.

– O que nos faria acreditar no que você diz? Ou melhor, o que garante que iremos participar de bom grado dessa seleção e desse tal festival? – pergunta Dante, por sua vez.

– Querem uma prova de que o que digo é real? – pergunta o sujeito, fazendo uma pausa de alguns segundos, aproveitando-a para observar as diferentes expressões faciais dos estudantes do Rosa Cruz.

– E pensar que fui transferida para a classe A justamente hoje... – reflete Kazume, sem medo diante do momento. – A diretoria... O corpo docente do Rosa Cruz tem algum tipo de relação com isso...

– Todos vocês têm uma marca no corpo que comprova que são os escolhidos desta geração.

– Marca? – indaga Tenshi. – Como assim?

– A marca da rosa. – determina o sujeito.

E, de fato, todos ficam surpresos com o que ele fala. De imediato, cada um olha para um específico canto do seu corpo. Kagura é a única que não, pois sabe que há uma queimadura bem no meio de suas costas, simbolizando uma rosa, que sua própria mãe lhe provocou.

– É mesmo... – imagina Tenshi, espantado, observando uma cicatriz em seu pulso direito que ganhara quando criança. – Reparando bem, essa cicatriz parece mesmo o desenho de uma rosa.

– Agora entendem a numerologia entre vocês? – questiona o mascarado, chamando todos os olhares de volta para si. – Representa a ordem em que foram marcados com a rosa. Pensam mesmo que é coincidência 13 pessoas que só se conheceram no Ensino Médio terem a mesma marca nos seus corpos?

Silêncio total. Ninguém é capaz de dizer nada mais contra o sujeito. Por de trás da sua máscara, ele ri. Suspirando para evitar que percebam isso através do seu tom de voz, prossegue:

– É o destino que determinou assim. Não podem fugir disso. Enquanto o novo líder da Ordem da Rosa Vermelha não ser definido, vocês permanecerão marcados como os convocados pela própria rosa.

– Estou com medo... – fala Lucy, direcionando sua voz e face para Miyuki, quem está do seu lado direito. Ao seu lado esquerdo, está Andrea.

– Fique calma. – sugere Miyuki, com um tom e postura firmes.

A segurança de Miyuki inspira suas duas amigas que, entreolhando-se, suspiram e decidem encarar tudo isso de frente, assim como a prima de Tenshi está fazendo.

– Em breve, quando o momento chegar, os convocarei novamente. Que nenhum de vocês venha até aqui sem ser convidado. – afirma o mascarado. – Até lá, lembrem-se de tudo o que disse e que ninguém ausente aqui poderá ouvir algo a respeito. Acreditem: saberei da mínima infração às regras. E punirei quem o fizer.

Um sentimento de medo corre o corpo de todos. Em alguns, mais forte. Em outros, menos. Porém, todos aqui sentem na pele o sentimento de temor. Algo que, no caso de certas pessoas, desaparece tão rápido quanto surgiu.

– Até o nosso próximo encontro... – fala o sujeito, virando-se para o outro lado.

– Espere! – pede Tanaka, impedindo-o de dar o primeiro passo para quebrar a roda e sair do local. – O que é, afinal de contas, a Ordem da Rosa Vermelha?

O mascarado se vira para Tanaka – que está, por acaso, ao lado esquerdo de Kagura. Todos estão olhando para ele agora – somente Yuki Yukida é a exceção, pois mantem a cabeça baixa ao invés de olhar diretamente para o Tsuhira.

– Como eu disse, somos uma antiga organização que vem mantendo o equilíbrio natural de tudo. Em outras palavras, mantemos a ordem do mundo. Estamos envolvidos com monumentos importantes como o Stonehenge e fomos, inclusive, os responsáveis pelo fim do Império Romano, o reino de Atlântida e outros.

– Stonehenge?! – repete Ivan, sem acreditar.

– Império Romano?! – Dante, por sua vez.

– Até mesmo o lendário reino de Atlântida?! – Tenshi, para completar. – Não pode ser...

– Mas é. – afirma o mascarado. – Somos muito mais do que uma organizaçãozinha qualquer... Somos a Ordem da Rosa Vermelha! Decretamos o fim a povos que se enchem de orgulho e ameaçam o equilíbrio do mundo, nos relacionamos com monumentos de simbologia além da natural compreensão humana, damos poder a quem precisa do poder, arrancamos poder de quem abusa do poder... É o que somos.

Novamente, o sujeito se vira. Andando em direção à Miyuki e Lucy, passa entre elas, afastando-se. E articulando:

– Agora, com licença, estou me retirando.

O sujeito vai afastando-se. Quando já está longe o suficiente, usa sua mão direita para retirar sua máscara. É Shinji Sakaguya, com uma expressão de seriedade plena.

– Tarefa concluída... – fala consigo mesmo.

Enquanto isso, os 13 jovens, impressionados com tudo, permanecem onde estão. Tenshi, Dante e Ivan se entreolham, mas a primeira coisa que Kagura faz é direcionar sua face para Noah. Onde está, Noah sorri, olhando para sua irmã.

– Noah! – clama ela, correndo em direção ao jovem.

Todos observam isso. E, mais que depressa, o jovem também vai em direção à Kagura. No meio da roda, eles se abraçam. Lágrimas escorrem dos olhos da garota.

– Eu senti tanta saudade de você! – exclama ela, de olhos fechados e lágrimas a escorrer, abraçando apertado o que tem praticamente sua mesma altura.

– Eu também senti. – afirma ele, abraçando-a da mesma maneira que ela.

Miyuki e Lucy observam a cena comovidas. Quando Noah chegou ao quarto que Kagura compartilha com sua prima e com sua amiga, ele foi convidado para entrar. Antes de misteriosas cartas serem colocadas por debaixo da porta e os três – Noah, Miyuki e Lucy – virem pra cá, houve tempo mais do que suficiente para ele contar sua história.

Segundo ele, quando pequena, Kagura foi muito maltratada pela mãe dos dois. Um incidente – Noah não quis entrar em detalhes – fez Serenity desenvolver alguns distúrbios de personalidade e um rancor inexplicável pela filha. Após anos de maus tratos, ela fugiu de casa e desde então nunca mais procurou por notícias da mãe ou do irmão. Na verdade, Kagura ficou tão traumatizada que tentou esquecer seu passado, refugiando-se na casa de um tio paterno, o pai de Lucy. Pouco mais de dois meses após tudo isso – uma época que foi dos seis aos dez anos, dos irmãos Hananatsu –, Serenity foi internada em uma clínica psiquiátrica e Noah foi encaminhado para a adoção. Kagura não fala com ele desde então.

Lucy, na verdade, conhecia o primo, mas por não o ver há tanto tempo, não conseguiu reconhecê-lo a primeiro momento. E, na verdade, também conhece a história que ele contou.

– Eu senti tantas saudades de você... – afirma Kagura, de olhos abertos, com as mãos sobre os ombros do irmão após desatar o abraço. – Eu te amo tanto, Noah. Me perdoe por ter fugido...

– Você não tem que pedir perdão por nada. – garante ele, chorando como ela. – Mamãe estava e ainda está completamente fora de si. Ela foi a culpada de tudo e não você.

A queimadura em formato de rosa nas costas de Kagura, inclusive, foi obra das mãos de Serenity Hananatsu. O ódio que a garota tem por rosas surgiu na sua infância, quanto sua mãe lhe agredia e lhe feria no jardim da casa.

Lágrimas não param de cair dos olhos dela. Como está feliz por, após tantos anos, poder ver, abraçar e sentir a presença do seu amado irmão. Nunca, em nenhum instante da sua vida, esqueceu-se dele. Era um sonho, quase morto, mas relutante, poder vê-lo outra vez.

– Espero que possa ser feliz, Kagura-san... – pensa Yuki, começando a andar em direção ao corredor por qual todos vieram para cá. – Pois eu vou embora dessa cidade e não estou a fim de participar de tudo isso...

Damon, Kazume e Tanaka também começam a se mover como Yuki. Aos poucos, todos os presentes vão se retirando daqui. E, lado a lado, com os braços enlaçados, vão juntos os dois irmãos que foram separados por tanto tempo, mas que pela felicidade de ambos, se reuniram mais uma vez... Para jamais afastarem-se novamente.