Notas iniciais
Não, eu não morri... Perdão pelos atrasos, galera. Espero que continuem lendo e, mesmo que eu não venha a responder os comentários tão rapidamente, nao deixem de expor a opinião própria. Não vou me atrasar mais por enquanto (fim de provas dessa etapa)... Por isso, podem contar com aquela frequência semanal de caps. Obrigado!

– Hein, Ivy? – insiste Kagura, frente a frente com Ivy Thorns. – É você a pessoa reconhecida como Rosa Branca nesse joguinho macabro?!

– Você ainda não confia em mim, não é, Kagura-san? – questiona a outra garota, parecendo estar desapontada com a pergunta da Hananatsu. – Estou mesmo do seu lado, acredite.

– Será que posso mesmo acreditar? – pergunta Kagura. – Você demonstrou saber mais que todos os outros 12 sobre o que estamos envolvidos. Além disso, seguindo a linha de raciocínio que aquele sujeito... – referindo-se ao mascarado, sendo que ela não sabe que era Shinji Sakaguya, um dos professores do Rosa Cruz. – Nós impôs, você, sendo quem penso que é, teria motivos para se interessar na queda dos seus “oponentes”. – enfatiza a palavra “oponentes”, com certo sarcasmo. – Caso não reste nenhum dos candidatos no caminho e nem o Rosa Negra, será o Rosa Branca o coroado. Em outras palavras...

– Você acha que sou capaz de matar? – questiona Ivy, encarando-a com uma expressão neutra.

Kagura se mantem em silêncio, pensando. É quando se lembra do que sabe de Ivy: uma garota que não tem ninguém neste mundo, pois os pais morreram em um grave acidente de trânsito ano passado e os avós, tanto paternos quanto maternos, faleceram um após o outro. Ivy não tem tios, nem irmãos. Porém, ela tem alguém que, segundo os olhos de Kagura, sempre foi próximo dela: Haraki Touya.

– O que é o Haraki para você? – pergunta Kagura, sem a intenção de responder o questionamento dela.

– Você entende que ele sabe sobre o festival e sobre a organização, assim como eu, não entende? – a interroga.

– Sim. – garante.

– Sendo assim, eu vou te contar o que é preciso para que confie completamente em mim. E, de certa forma, o que é preciso para que entenda que não tenho o menor interesse em ser a coroada no dia do festival. – Ivy explica.

Ela suspira, preparando-se para falar o que tem a falar. Porém, Kagura desvia sua atenção para Damon e Yuki, que vem vindo juntos para cá.

– Yuki!! – ela clama.

Kagura corre em direção aos dois. Ivy, dando meia volta, somente permanece onde está. Quando a irmã de Noah se aproxima o necessário de Damon e Yuki, ela pergunta:

– O que houve?

– Ele está passando mal. – responde Damon, parando com Yuki diante dela.

Em seguida, Tenshi, Dante e Ivan vêm subindo os degraus que estão perto de Ivy. Ao se colocarem próximos dela, o primo de Miyuki redireciona seu olhar para os demasiadamente distantes Kagura, Damon e Yuki.

– Preciso levá-lo para a enfermaria. – afirma o namorado de Lysandra, para Kagura, voltando a andar com Yuki.

O Yukida continua tapando sua boca com a palma direita, qual está suja do seu sangue. O outro braço, com a mão também suja, está em torno do pescoço de Damon, deixando pingar gotas vermelhas no piso lustrado do colégio.

– O que está acontecendo? – Tenshi pergunta para Ivy.

– Eu poderia te responder com a verdade, mas esta verdade não deve ser dita a vocês três se eu seguir a minha própria vontade. – ela corresponde.

Ele mostra a ela uma expressão confusa, enquanto Dante e Ivan o fazem com uma expressão neutra. Em seguida, Damon e Yuki passam por eles. Kagura, então, se deparando com os três garotos que lhe despertam tanto interesse, se surpreende.

– O que estão fazendo aqui?

– Precisamos falar com você. – garante Ivan. – É sobre a seleção, o festival e tudo mais. – E pensa: – E sobre nós também...

– Se for assim, vamos todos até a enfermaria. – recomenda a garota, tomando passos para seguir Damon e Yuki.

Tenshi, Ivy, Ivan e Dante se viram. Enquanto Damon, Yuki e Kagura vão se afastando, a Hananatsu fala, de costas para os quatro:

– Acho que nós poderemos colocar algumas cartas na mesa lá... Por outro lado, se nós faremos isso, é preciso que todos os candidatos se reúnam ainda hoje na catedral abandonada.

– Eu estou de acordo. – comenta Ivan.

– Digo o mesmo. – Tenshi, por sua vez.

A face de Kagura ainda está um pouco molhada pelas lágrimas que derramou alguns momentos atrás. Porém, mesmo assim, o que ela demonstra agora é a postura firme e forte que a faz ser admirada por praticamente todos os estudantes do Rosa Cruz.

Movendo-se, Ivan, Ivy, Dante e Tenshi começam a seguir o mesmo rumo que os outros três. E todos os sete, com seus passos, vão se aproximando da enfermaria, o local no qual certas palavras parecem que serão travadas...

/--/--/

Enquanto isso, no quarto de Misty Buster, Ryu Hamaru e Joseph Salvatore...

– Acho que, dormindo, ele fica melhor. – opina Noah.

– Com certeza, é melhor do que ouvir os delírios dele! – exclama Tanaka.

Misty está deitado em sua cama. Depois de trazerem ele para cá, os dois amigos deram um calmante para o garoto que, então, dormiu.

– O que será que houve com ele para ficar assim? – Noah se pergunta.

– Considerando tudo o que o Misty disse, ele deve ter visto o corpo da Naomi. – corresponde Tanaka, cruzando os braços enquanto o irmão de Kagura fica perplexo. – Por isso que enlouqueceu.

O rosto de Noah, voltando-se para Misty, adquire uma feição triste. Ele lamenta:

– Então ela está mesmo morta...

– Não só isso. Ela deixou de existir, pois praticamente todo mundo se esqueceu dela. –Ela nem está mais na lista de chamada da turma. – Tanaka acrescenta. – A Ordem da Rosa Vermelha não é mesmo pouca coisa...

– É claro que não é. – estipula Miyuki, surpreendendo os dois ao entrar no local do nada. – Do contrário, não estaríamos no meio de algo tão sério quanto esse festival.

– Miyuki-san?! – Noah, surpreso, virando-se para ela assim como Tanaka. – O que faz aqui?

– Eu estava atrás do meu primo. – responde ela, vindo até a dupla.

– A garota que, no começo parece frágil como boneca, mas depois mostra-se ser violenta e temível como um leão apareceu... – comenta Tanaka.

– Como leão não, como leoa. Além disso, só sou violenta com os garotos que merecem. – ela o corrige, aproximando-se o suficiente para parar entre os dois, observando Misty. – O que aconteceu com ele?

– Enlouqueceu. – Tanaka qualifica, voltando-se para Misty, tal como Noah faz. – Por causa da morte da Naomi.

Os olhos de Miyuki se arregalam. Retornando sua face para Tanaka, ela pergunta:

– Ela morreu?! Foi coisa do Rosa Negra?!

– “Sim” para a primeira pergunta, “provavelmente” para a segunda. – o maior corresponde, fitando-a. – Era de se esperar algo do tipo, só não esperei que seria tão depressa...

– Um jogo macabro no qual a vida de todos corre perigo. – Miyuki define, fechando suas pálpebras enquanto volta sua face na direção do desacordado Misty. – É no que estamos metidos.

Noah observa Miyuki. Com uma feição quase tão abalada quanto a dela, ele imagina:

– Então ela não se esqueceu da Naomi... Isso quer dizer que, talvez, somente quem não está envolvido com o festival se esqueceu.

– Sabe... – fala Miyuki, reabrindo seus olhos. – Eu não vejo sentindo em tudo isso. Para quê tanta coisa com uma simples seleção do novo líder de uma organização? Por mais antiga e misteriosa que a Ordem da Rosa Vermelha seja, ser líder dela é mesmo algo interessante? Será que eles pensaram que estaríamos mesmo interessados nisso ou simplesmente nos jogaram no meio disso para nos ver lutando por nossas vidas, acusando uns aos outros por sobrevivência?

– Há mais por trás daquele grupo do que eles nos contaram. – diz Tanaka, chamando para si o olhar de Miyuki.

– Como assim? – indaga ela, curiosa.

– Eles não nos contaram tudo. A verdadeira essência da Ordem da Rosa Vermelha, pelo visto, é algo que nem os 13 candidatos devem ficar sabendo. – opina, sério, atraindo também o olhar de Noah.

– O que te faz pensar dessa forma? – a garota tenta entender melhor as palavras do mais alto dos presentes.

– Eles, de algum modo, conseguiram fazer todos, aliás, quase todos esquecerem a Naomi. – começa a explicar. – Isso não foi feito através de métodos normais, naturais. Há algo de sobrenatural por trás desta organização, o mesmo sobrenatural que colaborou com a queda da tal Atlântida ou a criação do Stonehenge. Ser o líder dela significa ser a pessoa com tudo isso em mãos. Entende o peso de ser o coroado no Festival da Rosa Vermelha?

Tanto ela quanto Noah ficam impressionados com o que ouvem de Tanaka. Não por acharem um absurdo as palavras dele, mas sim por entenderem com perfeição e por acharem até lógico demais. Assustadoramente lógico...

– Quebrar esse processo está longe das nossas capacidades. Fugir das regras ainda mais. – o “bombado” completa. – Ou sobrevivemos e desmascaramos o Rosa Negra ou damos adeus às nossas vidas. Afinal de contas, ele ou ela não deve ser nem um pouco piedoso quando a possibilidade de ser o líder da Ordem da Rosa Vermelha está distanciada somente pelas vidas de nós 13.

– Vocês não deveriam estar em sala de aula? – questiona Shinji Sakaguya, surgindo na porta aberta, surpreendendo os três.

– Sakaguya-sensei?! – Noah, surpreso, dando meia volta como os outros dois.

– Sim, deveríamos. – concorda Miyuki, usando sua mão direita para puxar um dos pulsos de Noah e a mão esquerda para puxar um dos de Tanaka. – E já estamos voltando para lá!

A garota praticamente arrasta os dois. Ao se aproximar o suficiente da porta, Shinji abre o espaço necessário para que os três passem. Sério, observa o afastar do trio.

– Nossa, pra quê tudo isso? – indaga Tanaka, enquanto se afastam.

– A presença do Shinji-sensei... – começa Miyuki, com uma expressão estranhamente atemorizada. – Por algum motivo... Me assusta!

/--/--/

O sinal do segundo horário ecoa por toda a escola. Ouvindo-o, Bakuya Kotetsu retira-se da classe A do 3º ano. O próximo turno da classe seria tomado por Sakura Kozakura, mas ela não está presente hoje, faltara. Por isso, o que é raro de ocorrer acontecerá: horário vago, para esta turma.

– Vocês viram a Kagura-san falando da tal de Naomi para o Bakuya-sensei? – indaga Natasha, alterando seu olhar entre Maria Eduarda e Elizabeth: ambas próximas de si.

– Vi sim, deve ter ficado louca. – opina Elizabeth, fechando suas pálpebras por alguns instantes. – A pressão da popularidade deve estar sendo demais para ela, pobrezinha... – ironiza.

Kazume, disfarçadamente, observa as três. Suspirando, pensa, com os braços sobre sua carteira:

– Esse jogo não é mesmo brincadeira, é sério. – e pausa seu raciocínio, alternando seu olhar entre Maria, Elizabeth e Natasha. – Eu preciso estudar as peças sobre o tabuleiro para que eu possa fazer os meus próprios movimentos...

Em seguida, ela redireciona seu olhar para Haraki Touya, que por acaso, está olhando para ela também. Firme, Kazume reflete:

– Porém, ainda não é o momento de confrontar aquele garoto...

/--/--/

Mais tarde, 21h00min da noite, na catedral da mata ao redor do Rosa Cruz...

Kagura, Tanaka, Dante, Kazume, Tenshi, Ivy, Ivan, Miyuki, Andrea, Damon, Lucy e Noah: esses são os presentes no local.

– Para os assuntos relacionados ao Festival da Rosa Vermelha, acho que aqui é o lugar ideal para servir como sede. – comenta Kagura. – Chamei todos aqui porque precisamos colocar alguns assuntos em “comunhão”, se é que me entendem...

– Por que o Yuki-kun não está presente? – pergunta Lucy.

– É um dos pontos que gostaria de abordar. – define Kagura, observando-a com atenção por alguns segundos, voltando a alterar seu olhar entre os demais logo em seguida. – Quando levamos mais cedo para a enfermaria, foi descoberto que ele foi infectado por algum tipo de substância nociva ao sistema nervoso e imunológico. Em outras palavras, Yuki está em coma e não sabemos quando ele pode acordar.

– Em coma?! – Noah, perplexo.

Os únicos que sabem com riqueza de detalhes do estado de Yuki são Kagura, Tenshi, Ivan, Dante, Ivy e Damon, que estavam na enfermaria quando o médico da escola cuidou do caso dele. Segundo as palavras do profissional, a substância utilizada foi de produção caseira e, apesar de não mortal, é nociva o suficiente para deixar a vítima em estado de coma por semanas ou até meses.

– Está querendo dizer que alguém o envenenou? – questiona Andrea, um pouco assustada. – A mesma pessoa que matou a Naomi e conseguiu apagá-la da mente das outras pessoas?

– De certa forma, é sim o que estou dizendo. – garante Kagura. – Porém, nós não achamos que se trata da mesma pessoa.

– Não é a mesma pessoa. – articula Ivy, por sua vez. – Quem matou Naomi foi o Rosa Negra. Caso ele quisesse matar algum de nós, deveria seguir a regra de numeração e atacar o número 13, ou seja, você Noah. – e olha para o tal, assustando-o um pouco. – Além disso, o método em questão não é letal e Yuki não corre risco de vida caso permaneça sob cuidados.

– Se trata do Rosa Branca. – Dante, cruzando seus braços e chamando a atenção de todos. – Disso, eu tenho certeza absoluta. Afinal, apesar de ser mais “passivo” do que o Rosa Negra, a pessoa com esse papel no Festival da Rosa Vermelha não precisa seguir as regras que ele segue.

– “O Rosa Branca está livre para agir conforme seus objetivos, mas sem se igualar ao Rosa Negra.”. – Miyuki, Andrea, Lucy e Noah se lembram de algumas das palavras do integrante da Ordem da Rosa Vermelha, sobre o Rosa Branca, durante a reunião de proclamação do festival.

– Então o Rosa Branca também é um inimigo. – Tanaka tira a sua conclusão.

– Sim. Ele pode, igualmente como o Rosa Negra e nós, concorrer ao enlaço de vitória e se tornar o líder da organização. – Ivan completa.

– Admita, Ivy. – determina Dante, voltando sua face para a citada. – Você é o Rosa Branca.

– A Ivy?! – Kazume se surpreende.

– Na verdade, as conversas que tive com Ivy realmente me deixaram em dúvida, mas eu própria não posso afirmar com certeza. – articula Kagura, que se torna novo alvo do olhar sereno e calmo de Ivy. – É inegável que ela sabe sobre a organização e o festival não só mais como antes de nós. Entretanto, depois que refleti mais, cheguei à conclusão de que isso não é necessariamente uma prova de que Ivy é o Rosa Branca.

– Está encobrindo-a, Kagura? – pergunta Dante, parecendo estar irritado com a postura da sua namorada. – É seu novo amor? Por acaso, você virou bissexual agora?

– Dante... – fala a Hananatsu, para ele, abalada com o comentário do sujeito em questão.

– Não ouses falar assim com ela dessa maneira, seu panaca! – exclama Miyuki. – Ela tem direito de acreditar no que quiser.

– Além disso, estamos correndo risco de vida com o Rosa Negra e não o Rosa Branca, correto? – pergunta Lucy, tentando acalmar os ânimos. – Yuki-kun ficará bem, tenho certeza.

– Ele está eliminado do festival enquanto ficar sem consciência e isso é o que importa! – exclama Dante, fazendo-a se calar bruscamente. – Todos os dois, sejam eles quem forem, não estão brincando. Desejam o lugar do líder da organização igualmente!

– De certo modo, tenho que concordar. – pontua Damon. – Nada impede o Rosa Branca de agir violentamente também. Seguindo essa ideia, ele na verdade tem até mesmo mais vantagens do que o Rosa Negra.

– O que falam é um equívoco. – Ivy se manifesta, calando as demais vozes. – “O Rosa Branca está livre para agir conforme seus objetivos, mas sem se igualar ao Rosa Negra.”.

– Seja direta. – pede Damon.

– O Rosa Branca não deve se igualar ao Rosa Negra. Mesmo que possa interferir no correr das águas, não pode se atirar diretamente ao rio. – Ivy, novamente.

– Como assim? – pergunta Kagura.

– Ele não pode se tornar um assassino como o Rosa Negra, é o que ela está querendo dizer. – comenta Tenshi, ao interpretar os dizeres dela. – O Rosa Branca é mais um eliminador que tem pequenas chances de conseguir o “grande prêmio”. – enfatiza, fazendo aspas com seus dedos.

– Então, Ivy, você admite que é o Rosa Branca? – pergunta Lucy.

– Eu não sou o Rosa Branca. – corresponde ela.

– Isso não significa nada. – Dante, por sua vez. – Ela não precisa falar a verdade. Afinal, o que ganharia com isso?

– Ivy pode, muito bem, estar mentindo. – Ivan concorda de novo. – Não confio nela.

Com isso, o russo olha para todos os demais, exceto Kagura. E completa suas próprias palavras:

– Ou melhor, não confio em ninguém.

– Chega de discussões sobre isso. – pede Andrea. – O mais importante é encontrarmos o Rosa Negra, não é? Não podemos deixar que mais pessoas se machuquem...

– Você não quer ser coroada no grande dia? – pergunta Kazume, séria, colocando suas mãos na cintura.

– É claro que não. Eu não tenho interesses nesse jogo macabro a não ser sair viva e impedir que outras pessoas morram. – Andrea garante.

– E quem pode confirmar a veracidade das suas palavras? – insiste, entrefechando suas pálpebras e desestabilizando Andrea.

– Não a confronte assim! – exige Miyuki, defendendo sua amiga e atraindo seu olhar para Kazume. – Caso contrário, vou começar a imaginar que é justamente você o Rosa Negra!

– Chega, pessoal, chega. – pede Tenshi. – Tanta confusão não nos levará a nenhum lugar. De todo modo, tanto quem almeja ser coroado como quem não almeja, o meio mais rápido de acabar com tudo isso é nos unirmos contra o inimigo comum: o Rosa Negra.

– De fato. – concorda Tanaka. – Derrubando ele, tudo acabará sem que nenhuma outra pessoa se machuque.

– Mas será que podemos confiar uns nos outros? – pergunta Lucy, ainda assustada com toda essa realidade.

Todos, com olhares de desconfiança – exceto Ivy, enigmática – se observam. Segundos de silêncio atravessam este salão, congelando a espinha da grande maioria dos presentes. Para cada um, é como tentar ver por além de um espelho e encontrar somente as próprias fraquezas dos reflexos de seus olhos.

Suspirando, Kagura decide quebrar o silêncio, declarando:

– Seja lá como for, esse jogo sádico ainda continua...