1000 Reasons To Live
1 Demons
Notas iniciais
Emma sentiu o gosto de sangue em seus lábios ao cair contra o chão. O segurança que lhe tirou de dentro da casa de festas a força lançava um olhar assustador para a loira, que nem se dava o trabalho de se importar. Já havia se acostumado com o fato de que quando bebia, se descontrolava. Mas este era o único modo que encontrava para se livrar – pelo menos por ora – dos tormentos que faziam questão de estar lá para ela durante todo o decorrer do dia. Aquele dia, em especial, Emma fora demitida do trabalho de garçonete que havia conseguido com muito custo. O dono, senhor Plínio, resolveu fechar as portas de seu estabelecimento, pegar suas economias e partir mundo a fora. Ele só se esqueceu de que tinha funcionários e precisava paga-los. Emma ficara tão frustrada em saber que mais uma vez estava de mãos atadas, que recorreu ao único meio de podia alivia-la, o álcool. Ela não encontrava forças para se levantar. O álcool e a pancada que recebera do segurança pesavam sobre seu corpo, fazendo com que ela se encolhesse no chão, deixando que seus longos cabelos loiros caíssem sobre seus olhos. Depois do que foram horas para Emma, ela sentiu mãos fortes segurando seu tronco e a arrastando para algum lugar. Implorou para quem quer que fosse o indivíduo, não estivesse planejando viola-la. Sua mente estava fora de sincronia com seu corpo e sabia que não encontraria forçar ao menos para se defender.
- Ah, Emma, o que eu faço com você? – A voz de August se fez presente. Emma respirou fundo, agradecendo ao universo por ter ouvido suas súplicas. Sabia que provavelmente quando acordasse no outro dia, August lhe passaria um belo sermão e a loira teria de escutar, mesmo que seus miolos estivessem explodindo em mil pedacinhos dentro de sua cabeça.
- Aug... – Emma começou a tossir e logo todo o álcool que ela ingeriu subiu para sua garganta, fazendo com que ela colocasse tudo para fora. August segurou seus cabelos para trás e deixou que os litros de vodca e tequila que ela havia ingerido saíssem de seu organismo. – Desculpe por isso! – Pediu, deixando algumas lágrimas escaparem de seus olhos. Emma sentia-se um lixo por mais uma vez estar dando trabalho para seu amigo. Era sempre assim. Emma se frustrava, fazia merda e August a socorria. Perdera a conta de quantas vezes ele cuidara dela em situações iguais ou piores iguais àquela.
- Emma, um dia você ainda irá morrer se continuar por esse caminho. – August a alertou em um tom sério. Emma bem que queria responder. Mas estava bêbada e não conseguia pensar direito. Seus olhos já não permaneciam mais abertos e ela não sentia mais suas pernas. Logo, estava nos braços de August que a carregava em direção ao carro que se encontrava estacionado próximo ao local onde eles estavam. O moreno depositou o corpo de Emma no banco de trás, certificando-se de que ela estava em uma boa posição e se dirigiu para o volante. Sabia que teria que cuidar de Emma mais uma vez, então não ingeriu nem uma gota de álcool. Apesar de aplicar-lhe inúmeros sermões, August amava Emma como uma irmã que nunca teve, e não teria coragem para abandona-la. Mesmo que, muitas vezes, fosse frustrante ver a irresponsabilidade e a falta de vontade da loira. Sabia que ela era atormentada por diversos fantasmas, que possuíam nomes e sobrenomes. O desprezo de seus pais, a morte de seu irmão, o afastamento de todos os seus amigos. Todos estes fatores contribuíam para que Emma se descontrolasse. E August sempre estaria lá para trazê-la de volta. Resolveu leva-la para seu próprio apartamento, a loira provavelmente já não sabia nem onde estavam suas coisas mais. Assim que estacionou o carro na garagem, dirigiu-se até a recepção com Emma em seu colo, onde se encontrava Gepeto. O porteiro sorriu para August e olhou com pena para a loira em seus braços. O homem já sabia quem era Emma e porque a maioria dos dias August a carregava até seu apartamento. E de certa forma, ele sentia-se mal ao ver uma mulher tão jovem, mas tão vazia.
- Boa noite, Gepeto! Será que poderia... – August mal terminara a frase e o porteiro prontamente se levantou e dirigiu-se até os elevadores, solicitando um para que August pudesse subir com Emma.
- Boa noite, menino August. – Gepeto lhe sorriu, apontando para o elevador que havia acabado de se abrir. August entrou e com um movimento de cabeça agradeceu ao porteiro, que apenas lhe respondeu com mais um sorriso, logo desaparecendo de vista. O moreno adentrou as portas de seu apartamento ainda com Emma nos braços e a depositou em sua própria cama, dando um beijo estalado em sua testa e indo dormir no sofá, depois de mais um dia longo e cansativo.
Os olhos de Emma se abriram com a claridade que atingira seu rosto. Sua boca estava seca e seu cérebro martelava dentro de sua cabeça. Aos poucos foi se acostumando com a luz que invadia seus olhos e a obrigava a acordar. Flashes da noite passada invadiram sua mente, fazendo com que a loira sentisse vergonha. Mais uma vez havia burlado todas as regras que havia imposto sobre si mesma. Mais uma vez havia feito August de babá, havia arranjado briga em uma casa de festas, havia sido expulsa e apanhara de um dos seguranças. O choro logo lhe invadiu, junto com a presença de seu amigo no quarto. Que trazia em suas mãos uma bandeja com café da manhã e analgésicos. August deixou a bandeja encima do criado-mudo e estendeu os braços para Emma, que se jogou neles, afundando sua cabeça no peito do moreno. Emma sentia-se péssima. Mais uma vez se fizera coisas de que não se orgulhava. Não era à toa que Mary Margaret e David a ignoravam fazia mais de um ano. Desde a terrível morte de Neal. Sabia que nunca superariam o que acontecera. E sabia ainda mais que sempre seria uma fracassada de mão cheia. Os soluços logo cessaram, dando lugar a leves fungados. Emma encontrava-se mais calma e aos poucos se desvencilhou do corpo de August, levantando seus olhos para encara-lo.
- Desculpe! — Foi a única palavra que Emma conseguira pronunciar naquele momento. Ela só queria dizer para August como sentia muito. Como não queria que ele passasse por aquilo, mas ela era egoísta demais para deixá-lo ir. Emma sabia que só não havia afundado completamente por conta de August. Fora o único a não abandona-la. Fora o único que esteve presente, mesmo quando a loira impediu que todos se aproximassem. August estava lá. Silenciosamente sofrendo junto a ela. E Emma seria eternamente grata por aquilo. August apenas sorriu em resposta, pegando o copo com chocolate quente com canela e um comprimido.
- Tome. Ajudará na dor de cabeça. — Assegurou, ainda mantendo o sorriso. Emma pegou o remédio e engoliu de uma só vez. Logo depois bebericou o chocolate. Sentiu o líquido morno e doce invadir sua garganta e uma careta se formou em seu rosto. Definitivamente o estômago de Emma não estava funcionando direito naquela manhã. A loira sentiu um incômodo na barriga assim que o chocolate chegou ao seu interior. Emma olhou para o relógio ao lado da cama e seus olhos se arregalaram. Ela havia dormido até à tarde. Já passavam das três e Emma havia marcado com Killian de se encontrarem às quatro. Agradeceu mentalmente ao universo por tê-la acordado antes. Killian não a perdoaria se houvesse um atraso.
- Preciso ir. Marquei com Kill. – Avisou, levantando-se rapidamente. Sentiu uma tonteira apoderar-se de si e jogou seu corpo de volta para a cama, fechando os olhos. Emma sentiu como se seu espírito estivesse saindo de seu corpo, tamanho era o desconforto que havia sentido. August segurou suas mãos antes que ela tentasse se erguer novamente.
- Emma, você está mal. Fique, ligue para Killian e avise que não poderá comparecer. – August pediu em seu tom sério. Emma negou com a cabeça antes de responder.
- Estou adiando este encontro há mais de uma semana, Gus. — Explicou-lhe. A voz saía fraca devido ao episódio de fraqueza que tivera há alguns minutos. Emma sabia que não estava bem. Mas precisava confirmar o que já sabia com Killian.
- Emma, você não sairá desta cama até que esteja bem! – Ordenou August. Relutantemente, Emma pegou seu celular que se encontrava ao lado de seu travesseiro e discou o número de Killian. Quatro toques foram ouvidos antes que o homem atendesse a ligação.
- O que você quer Emma? — A voz do intérprete de pirata soou do outro lado da linha. Um arrepio percorreu a espinha de Emma assim que ouviu a voz de Killian.
- Killian! Não posso ir ao nosso encontro hoje, não estou bem. – Explicou. Um suspiro se fez ouvir e Emma sabia que ele havia perdido a paciência, finalmente. Ele iria fazer o que estava aguardando há exatas duas semanas e meia.
- Swan, eu realmente quis dizer isso pessoalmente, mas você não me deu outra escolha. Estou terminando com você. — Emma sentiu um nó se formar em sua garganta. Killian estava terminando com ela. Uma lágrima escorreu do canto de seus olhos. – Eu não aguento mais, não sinto mais nada por você há meses. Devo dizer antes que saiba por outro alguém, estou trepando com Ruby. – O baque foi certeiro. Emma esperava que Killian terminasse, mas não estava preparada para ouvir que seu namorado — agora ex — estava trepando com sua amiga. Um sentimento de mágoa envolveu seu interior.
- Você está o que? — Perguntou. Claro que já havia entendido, mas seu cérebro não conseguia processar tal informação. As lágrimas teimavam em querer descer, mas Emma as prendia. Prometera a si mesma que quando aquele dia chegasse, nenhuma lágrima seria derramada. Já havia quebrado uma parte da promessa.
- Foi isso que ouviu. Eu e Ruby estamos trepando há dois meses. Emma, o que nós tivemos foi bom, mas eu já estou cansado de você não resolver sua vida. Preciso de alguém que saiba o que quer. Então... Se cuide, adeus Emma Swan.
O barulho de ligação desligada se fez ouvir. Emma sentia que seu coração estava por mais uma vez, se despedaçando. Nunca imaginou que seu namorado desde a adolescência acabaria tudo daquela forma. É claro que ela já sabia que não existiam mais sentimentos entre eles. A mágica do namoro havia se findado há muito tempo. Mais precisamente há um ano e oito meses. Logo iria completar dois anos que eles viviam em um relacionamento frio e sem futuro. Mas Emma preferia não pensar sobre aquilo. Pelo contrário, ela gostava de imaginar que eles ainda se amavam. Que eles teriam um futuro, uma família. Assim como fora planejado há tantos anos atrás. O medo de Emma era de ficar sozinha. Ela já era solitária, mas ainda tinha alguém ao seu lado. E agora nem isso tinha mais. August, que havia se retirado para dar privacidade a amiga, entrou novamente no quarto, após constatar que a conversa havia terminado. Emma viu o olhar solidário que ele lhe lançou e sentiu ódio por aquilo. Emma odiava ver a pena nos olhos das pessoas. Ver que elas sentiam dó dela. Aquilo era demais para ela. Dessa vez, levantou-se cuidadosamente, evitando a todo custo olhar dentro dos olhos de August. Sabia o que encontraria lá e não queria correr o risco de perder mais alguém.
- Eu vou para casa Gus. Posso repousar na minha própria cama. – Disse. Enquanto colocava suas coisas dentro de seus bolsos e dirigia-se até a porta da frente. August a seguiu, impedindo que Emma continuasse andando ao prender seus braços entre suas mãos.
- Emma, fique. Você não está bem. — Pediu. Os olhos do moreno analisavam Emma que olhava profundamente para o chão. Ela negou com a cabeça antes de proferir qualquer palavra.
- Não August. Obrigada por cuidar de mim, mas eu preciso ir. – Disse soltando-se do aperto do moreno. Emma queria apenas ir para casa e se afundar em sua caixinha de dor. Saiu pela porta fechando a mesma atrás de si. Andou até os elevadores e desceu para o térreo. Percebeu que não tinha nenhum tostão, então resolveu ir a pé para casa. De qualquer forma precisava de uma caminhada. Andando pela calçada, a vida de Emma borbulhava por sua mente. As pessoas com quem Emma não possuía mais contato, sua adolescência feliz, a boa relação com os pais até a algum tempo atrás. Emma lembrou-se de quando sabia o que era ser feliz. Felicidade. Emma riu ao pensar que em um minuto a vida poderia nos deixar feliz. Poderia nos dar o gosto do que era ter paz e alegria. E no outro, poderia tirar quem mais amamos de nós. Deixar-nos afundar em um abismo de solidão e culpa. Desde a morte de Neal, Emma nunca mais foi a mesma. Nunca mais sorriu, nunca mais conseguiu firmar qualquer coisa que fosse. Ela passou apenas a existir e a não mais viver. A dor da perda fora tão grande que Emma deixou-se desgovernar. E agora não conseguia mais voltar aos eixos. A dor ainda era vívida e nítida. Emma podia sentir como se fosse recente, como se tudo tivesse acabado de acontecer. Emma fora tirada de seus pensamentos, quando uma ideia lhe surgiu à mente. Ela poderia acabar com tudo aquilo. Poderia dar a si mesma um fim. Aos poucos, um plano foi se formando em sua mente, até que a loira tivesse convicção no que estava prestes a começar a planejar. Foi até o banco e retirou uma pequena quantia que possuía guardada, dirigiu-se até uma papelaria e comprou um caderno pequeno e grosso junto com uma caneta. Sentou-se em um banco qualquer e começou a escrever.
1000 Motivos Para Viver
Querido diário... Deve ser assim que se inicia a escrita em um caderno como este. Dei-lhe esse título a fim de começar uma lista. Estou me dando 60 dias para encontrar esses mil motivos. Nada mais do que isso. E até o fim deste prazo terei dado fim a minha vida.
Assim que terminou de escrever a introdução de sua agenda, Emma sorriu. Sabia que jamais encontraria todos aqueles motivos em apenas 60 dias. Porém, tinha de haver um desafio, antes que tudo estivesse acabado. Fechou o caderno e o guardou no bolso de sua calça jeans junto com sua caneta. Voltou a caminhar lentamente pela calçada em direção ao seu apartamento. Emma precisava arranjar um trabalho, estava ciente sobre isso. Por mais que houvesse um plano mirabolante em sua mente, sabia que não poderia dar a entender o que realmente pretendia, August era esperto demais e descobriria num piscar de olhos. Emma não queria que isso viesse a acontecer. Seus olhos começaram a analisar a cidade à sua volta. Emma viu uma mulher sorrindo para um bebê em seu colo, um homem correndo para pegar um táxi provavelmente em direção ao trabalho, uma adolescente aparentemente feliz com o namorado ao lado. Emma passou a imaginar quais eram os medos e receios daqueles ao seu redor. Com o que eles sofriam? O que será que os atormentavam? Ela gostaria de saber. Observou um café logo à frente com um grande aviso na porta: Precisa-se de funcionários. Emma sorriu e começou a caminhar em direção ao café. No letreiro acima do estabelecimento pairava o nome “Mills”. Talvez fosse o sobrenome do dono, pensou Emma. Adentrou as portas do lugar e logo o cheiro de cafeína invadiu suas narinas. Apesar de preferir chocolate quente, Emma Swan era amante de um bom café e jamais recusava quando lhe era oferecido. Viu no caixa uma mulher de estatura pequena com o nariz repuxado e pontudo, era uma loira bem atraente podia-se dizer. Emma presumiu que fosse a gerente do café, assim que a moça notou o olhar da loira sobre si, lançou-lhe um sorriso, incentivando Emma a se aproximar. Havia bastante movimento no local, o café estava cheio de gente e Emma pôde ver a dificuldade que uma garçonete tinha em atender todos os pedidos. Percebeu que só havia uma ali. O café era bastante rústico. As mesas eram todas de um tipo de madeira desconhecido por Emma. Era chique demais para a loira saber de que tipo se tratava, as cadeiras eram do mesmo material. Aproximou-se da moça que estava atrás do balcão e retribuiu o sorriso.
- Olá, em que posso ajudar? – A loira ofereceu. Sua voz era fina e em tom médio. Era suportável ao que Emma concluiu.
- Hey, hm... Eu li que estavam precisando de funcionários e gostaria de me candidatar. – Os olhos da mulher quase saltaram de suas órbitas. Ela parecia no mínimo impressionada e Emma não pôde entender sua reação. Logo, outro sorriso tão grande quanto seu próprio rosto surgiu em seus lábios e ela saiu de trás do balcão.
- Finalmente! Estamos esperando alguém aparecer a meses, mas ninguém se interessa. – Explicou a mulher que mais parecia uma fada. – Ah propósito, me chamo Tinker. Tinkerbell. – Completou, estendendo a mão igualmente pequena para Emma. A loira apertou a mão de Tinkerbell retribuindo-lhe o sorriso. Estava feliz que conseguiria o emprego facilmente.
- Swan. Emma Swan. – Apresentou-se. Emma havia achado engraçado o nome de Tinkerbell, já que este era o mesmo nome de uma fada de algum desenho da Disney que Emma não conseguia se lembrar. E realmente, Tinker parecia como uma fada.
- Bom, preciso comunicar à Srtª Mills que temos, enfim, uma candidata para a vaga. – Afirmou, pegando o celular em seu bolso. Emma estava cada vez mais entusiasmada. Nunca pensou que seria tão fácil arranjar um emprego temporário. Sorriu para si mesma ao constatar que talvez fosse legal ser garçonete em um café. Depois do que foram alguns minutos, Tinker retornou ao lado de Emma carregando uma expressão receosa. Emma teve medo que a resposta a seguir fosse não.
- Bom, eu bem que gostaria de admiti-la neste exato momento, mas a Srtª Mills exige que haja uma entrevista. – Explicou-lhe, com um sorriso tímido desta vez. Emma concordou com um movimento de cabeça.
- Quando e onde? – Perguntou. Tinker abriu novamente um sorriso e soltou o ar em resposta. Emma já estava começando a achar estranho o comportamento da mulher. Tinker parecia receosa.
- Aqui mesmo em sua sala, agora. – Emma arregalou os olhos. Não estava apta para uma entrevista naquele momento. Seus olhos com toda certeza estavam inchados devido ao choro de mais cedo, sua jaqueta estava completamente amassada e seus cabelos estavam desarrumados.
- Tem certeza disso? – Emma teria de aceitar. Ela precisava ao menos tentar. Tinker afirmou com um movimento de cabeça e Emma suspirou, cedendo. – Sim, claro. Mostre-me onde fica seu escritório. – Tinker quase saltou tamanha foi sua alegria no momento em que Emma aceitou ir para a tal entrevista. Puxou-a pelo pulso e seguiu em direção aos fundos do estabelecimento. Passaram por um corredor estreito e andaram em direção à última porta de madeira que havia ali. Tinker bateu à porta com entusiasmo, esperando a ordem da tal Srtª Mills para que pudesse entrar.
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