-histeria
1 - garota comum
Notas iniciais
Britt uma garota comum de sonhos comuns, aos 17 anos de idade prestes a entrar numa faculdade ainda mora com seus pais, esta cansada da vida monótona, se sente um pouco triste até que um rapaz se muda ao lado.
Cambridge era um ótimo lugar para se viver, tinham suficientemente áreas verdes, árvores frutíferas e campos bonitos e bem cuidados, com a alta tecnologia e usinas que a cidade tinha, é quase que obrigatório cuidar do meio-ambiente e de condições melhores de vida para todos.
A cidade tinha prédios, mas também tinha casas, casas de pequenos e grandes portes.
A família Hover era uma família de classe média que vivia no interior de Cambridge, Charitty e Aaron eram um casal comum, 37 e 40 anos respectivamente. Ela era enfermeira e passava pouco tempo em casa, ele era um médico do hospital público e tinha um salário razoável, eles juntos tinham uma filha chamada Britanny, mas todos a chamavam de Britt. Ela tinha cabelos loiros e olhos azuis, típico de americano. A jovem com 17 anos de idade estava prestes a fazer uma faculdade, ela ainda não sabia qual seria sua escolha, mas gostava muito da área do entretenimento.
Aqueles pais eram realmente distantes, mas proporcionavam a filha todo o carinho e atenção que uma mãe e um pai podem oferecer. Britt não sofria com ausência deles, mas sentia-se triste, pois pelo seu ponto de vista sua vida era monótona demais, os pais não a deixavam sair à noite, ela ficava trancada dentro de casa todos os dias, todas as horas, só saia algumas vezes, raras, para ir fazer trabalhos de escola. Charitty não deixava a filha começar a trabalhar, queria que ela trabalhasse apenas quando completasse a faculdade. Aaron pressionava a garota, pois queria que a mesma fizesse medicina como ele, aquele homem não dava importância aos desejos da filha e sim as tradições da família.
Britanny Hover disse o professor fazendo a chamada, ela estava um pouco sonolenta, pois tinha dormido tarde e também estava imaginando como seu dia seria perfeito, é claro, ironicamente. A jovem estava realmente esgotada de uma vida em que era sempre a mesma coisa, as mesmas horas passando devagar no relógio, os sonhos e verdadeiras vontades sempre sendo escondidas, mas apesar de tudo ela sabia que um dia isto mudaria.
O senhor Hover parou seu carro ano 1998 em frente à escola e esperou a filha por dez minutos, como de costume. Ela saiu pela porta da sala de aula sem o menor ânimo e andando meio distraída. Não estava prestando atenção a sua frente e conseqüentemente trombou com alguém que disse calmamente:
-Britt?
-O-Oi... -gaguejava a loira recuperando a atenção que perdera e chacoalhando um pouco a cabeça.
-Acorda garota, sou eu, Anna. -disse a velha amiga de escola.
-Me desculpe, eu...
-Estava distraída, eu sei, porque esta sempre assim? Digo... Você é tão distante amiga. -disse Anna interrompendo a amiga.
-É... Eu não tenho escolhas, entende?
-Ah sim... Mas você não quer ir ao cinema hoje?
-E-eu?-gaguejou a garota, nunca tinha ido ao cinema com amigos, só com seus pais quando era criança.
-É... Você. Lembra daquele meu amigo... O... O... Gente eu esqueci o nome dele...
-O japonês?-disse Britt arqueando a sobrancelha esquerda.
-Sim... O japonês.
-O que tem ele?-disse a loira sem o menor interesse e bocejando logo em seguida.
-Você sabe, ele te curte demais. -disse Anna em tom alto.
-Me desculpa não...
-Não pode, não é?
-Exato, me desculpa e pede desculpas a ele também, certo? Até mais.
-Até. -gritou a amiga num tom estridente e irritante.
Brittany pensou que talvez fosse legal sair com amigos, mas aquele menino japonês do qual ambas esqueceram o nome, ele realmente não estava nos planos dela. O som irritante do sinal soou, alto demais. Ela sem querer deu um pulo de susto, tinha sido dispensada como o resto da escola. Sem animação nenhuma ela estava já que aquele dia seria como os outros, dentro de seu quarto vendo aquelas quatro paredes brancas e irritantes, eram tão lisas, chegavam a ser chatas.
A jovem inquieta mordia os próprios lábios e fazia planos para o seu futuro enquanto andava naquele corredor imenso repleto de adolescentes, como ela, talvez nem todos com o seu azar de ter uma vida totalmente sem graça. Britt saiu pela porta e viu seu pai estacionado com o carro naquele mesmo lugar, na frente da escola onde todos pudessem vê-lo, ele tinha salvado muitas vidas como médico e tinha orgulho disso.
Ela abriu a porta do carro preto, entrou no mesmo, olhou para seu pai sorrindo e fechou a porta com demasiada força.
-Oi filha, como foi seu dia?-disse Aaron simpático olhando para trás e dando a ré, necessária para sair daquele lugar.
-Oi pai, foi muito bom e o seu?-ela disse sem o mínimo entusiasmo, sorte que ele já estava acostumado com o senso de humor dela, senão faria milhares de perguntas.
-O meu foi bom também... Não quer saber onde sua mãe esta?-disse ele encarando-a.
-Eu não faço idéia, vai me dizer?-disse a garota colocando os cadernos levemente sobre seu colo e colocando o sinto de segurança lentamente.
-Sim, eu vou te dizer.
-Então diga pai, por favor, não faça tanto mistério. -disse Britt num tom infantil, ela estava curiosa, o que será que sua mãe estava fazendo, ou melhor onde estava.
-Sua mãe esta em casa...
-E?-ela o interrompeu e o olhou torto.
-Calma filha.
-Estou calma. -mentiu ela encostando sua cabeça no banco e olhando para cima, visualizava o céu e todo o eu esplendor.
-Ela esta preparando um bolo para nós, bem, na verdade não é para nós. -disse ele dirigindo com cuidado e parando logo em seguida na frente da casa deles.
-Pai, eu ainda não entendi, é sério. -disse baixinho tirando o sinto e abrindo a porta do carro.
Britt olhou para a casa ao lado da sua, havia um caminhão ali e homens carregando coisas para dentro daquela casa. Era um mistério, fazia alguns anos que ninguém morava ali, a casa não era bonita nem nada, não tinha charme algum. Era grande, pelo menos. Ela olhou com os olhos arregalados e curiosos procurando minuciosamente por quem iria se mudar para aquela casa que não tinha absolutamente nada de especial.
-Era disso que eu falava filha, nós, eu e sua mãe, conhecemos o novo vizinho hoje, é um bom rapaz. Queremos que o conheça, talvez façam amizade e é por esta razão que sua mãe esta preparando um bolo.
-Acho que entendi, mas não estão me empurrando para ele ou coisa parecida?-sorriu irônica pensando como sua vida era desinteressante, um vizinho, nada mal.
-Claro que não filha, que coisa... Queremos apenas que faça novas amizades, ele também deve ser um rapaz solitário, mudou-se sozinho para cá, pelo que soube sua família é do Texas.
-Aaron, Aaron. Já esta sabendo de bastante coisa não?-sorriu e bateu a porta do carro com os cadernos já nas mãos.
-O suficiente. -O médico disse batendo a porta e trancando o carro convenientemente.
Ambos entraram na casa silenciosos, Britt subiu as escadas e deixou seus cadernos e estojo sobre sua mesa onde ficava seu computador repleto de adesivos de diversos desenhos animados diferentes, ela sorriu, pegou um elástico e prendeu seu cabelo num rabo. Seus cabelos louros eram belos num tom platinado. Suspirou apertando o botão onde ligava seu computador, levantou-se e foi até seu modesto guarda roupa branco. O abriu sem a menor vontade e com certa dificuldade, a porta esquerda estava um pouco destruída pela infância devastadora da jovem.
As roupas estavam ali, uma atrás da outra e disputavam entre si quem vestiria o corpo dela, é claro em sua imaginação que era demasiadamente fértil, ela olhou para todas com atenção, não escolheu nenhuma, abriu a gaveta e satisfeita pegou uma bermuda que batia até dois dedos acima de seus joelhos, elas eram rasgadas nas barras. Britt tirou o uniforme irritante e obsoleto, vestiu então a bermuda e pegou uma blusa qualquer, branca com uma cruz desenhada atrás, para os sensíveis significava o pecado carregado nas costas, para os não sensíveis apenas uma cruz e nada mais.
Notas finais
Revisei, corigi alguns erros e mudei algumas coisas.
Espero que gostem <3
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