- Estranha Obsessão -
59 Paulo e Aline I
Notas iniciais
Ou Pelo smartphone...
Espero que vocês não tenham desistido da historia...
Obs: eu acho importante esclarecer que mesmo eu sendo escritora mudo muito, uma hora penso uma coisa outra hora penso outra etc
Então de tantos pedidossssss eis o que deu hoje rsrsrs mas lembrando que não pretendo que surja um triangulo ok? Amo Victor e Aline juntos :$ mesmo ele sendo um cabeça dura dos grandes o/
Paulo e Aline
Sua cabeça estava estourando, a claridade incomodava, queria voltar a dormir, mas por algum motivo parecia que alguém não queria o mesmo, pensou Aline agora mais desperta olhar Victor sentado olhando para ela, com uma bandeja em suas mão.
– Hum acho que preciso beber, mas vezes, se sempre serei tratada assim, falou pegando a bandeja e comendo tudo que via pela frente estava faminta.
Victor nada falou, esperou que Aline comesse assim que ela o fez, se sentou ao seu lado e disse.
– Precisamos falar...
Só de olhar para ele Aline percebeu que não estava bem, ele estava serio demais e não tirava um minuto se quer os olhos sobre ela.
Ainda pensando nisso falou.
– Desculpe por ontem, sei que não deveria ter feito aquilo, eu estava...
Victor cortando o que ela estava dizendo disse.
– Eu ainda não estou preparado para falar do meu passado, você tem razão que eu não deveria ter dito aquilo.
– Prometer algo que não posso cumprir, a partir de hoje eu tomarei cuidado para que isso não ocorra de novo.
– Mas eu quero que você me prometa que não fara mais isso, posso entender muitas coisas Aline, mas nunca, jamais entenderei você perto de outro homem!
Victor estava agora andando em círculos, distraído em seu próprio mundo, Aline observando isso, não pode deixar de sorrir, como não amar um homem como ele?
Lindo, ciumento, possessivo, mas não apenas isso, esse homem era inseguro quando se tratava dela, saber que ele reagia assim por sua causa a fazia se sentir forte, viva e excitada.
Ainda pensando e sentindo na pele essas novas descobertas se assustou quando ouviu o barulho do espelho quebrar, olhando não acreditou no que viu.
Victor estava de frente para o guarda roupa que era totalmente de espelho, sua mãos estavam sangrando, ainda vendo isso perguntou estressada se levantando.
– Como pode se machucar? É idiota? Poxa Victor! Disse pegando suas mãos puxando-o para ir ao banheiro para lavar e cuidar, mas antes que conseguisse foi agarrada violentamente e pela primeira vez ele falou.
– Olhe para mim, Olhe Aline!
– Veja o que você consegue fazer comigo? Porra consegue me tirar do serio, consegue me fazer querer matar alguém, consegue tudo, tudo maldita.
– Só não consegue me fazer esquece-la, deixa-la ir embora!
Quando ela ouviu essa ultima frase, não pode deixar de ficar magoada, triste e se sentir ferida.
Então ele queria que ela fosse embora? Queria esquecer dela, deles?
Se soltando dele falou, agora também chateada.
– Então se é o caso, simples eu sumirei da sua vida! Por que eu tenho feito muito!
– Você não imagina o quanto eu posso ser fria! Se você tem esse tipo de problema quem disse que eu não o estou tendo também?
– Sabe o quanto estou me entregando a você? Sabe o quanto eu estou envolvida? Está cego! Como pode tacar isso em minha cara?
Antes que Aline conseguisse se soltar dele para sair do quarto, empurrou Victor que caiu gemendo de dor no chão, mas Aline fora de si saiu do quarto se encostando na porta após fecha-la.
Talvez pensava ela tinha finalmente chegado o fim, talvez tudo foi bom demais para ser verdade, esse era ou seria o fim.
Um negocio, uma transa, uma paixão, um amor passageiro....
Pensando em tudo isso não resistiu e ali mesmo começou a chorar silenciosamente, como ela pode ser tão idiota? Não sabia ela que contos de fadas não existia? Sua vida não era prova disso?
Mas então por que ela continuava aqui? Esperando como uma tonta que ele abrisse essa porta e falasse: eu não vivo sem você?
Por que amar era tão difícil?
Ela esperou, esperou por muito tempo, mas ele não veio...
–
Assim que Aline saiu Victor foi correndo em sua direção, nunca se sentiu tão angustiado em sua vida, imaginar sem ela era seu fim, mas quando foi abrir a porta desistiu.
Ele tinha que provar a si mesmo que tinha controle da situação, não poderia em cada problema que tivessem correr atrás, precisava pensar, estava ficando louco.
Se encostou na porta, e colocando a mão machucada em seu rosto desejou que Aline, abrisse essa porta, que o abraçasse e dissesse a ele que nada era importante, somente o momento e ambos juntos.
Mas ela não fez isso, ele esperou até cansar e se levantar, foi quando ele percebeu que ela não estava ali, olhando a casa inteira viu a mensagem escrita sobre a mesa.
“Você de tantos homens que em minha vida passaram, você foi o único que conseguiu fazer eu entender que também posso amar, incrível não? Como eu gostaria ter sido essa mulher a faze-lo ver que também é capaz de amar... Não importa seu passado Victor, o que importa é a sua confiança em mim, em nós... Eu não quero ser para você um tormento, um incomodo. Eu quero ser a única, quero ser aquela que te faz rir, que faz o Victor acreditar e perdoar.... Esse foi meu erro, me desculpe o melhor é a gente dar um tempo – Aline”.
Aline não percebeu o elevador parar, assim que a porta abriu deu de cara com Paulo que estava com a chave da moto em sua mão.
Quando ele viu lagrimas em sua mão, disse revoltado.
– O que aquele podre fez de novo? Merda esta na hora deu dar uma lição nele, quando ia dizer mas alguma coisa foi impossibilitado.
Aline foi em sua direção e o abraçou como se sua vida dependesse disso...
Paulo não sabendo o que fazer, abraçou-a o mais forte e ternamente que conseguiu e fechando seus olhos disse.
– Não chore, Não chore Aline.
– Eu estou aqui agora, o que precisar eu farei, tudo.
– Só não chore mais.
Mas como se isso tivesse piorado Paulo falou revoltado.
– Porra pare de chorar se não eu vou beija-la!
Aline ao entender isso, como milagre parou de chorar ficando com os olhos arregalados, tirando de Paulo um sorriso maroto.
– É a primeira mulher que segue uma ordem tão rápido assim, acho que já sei minha arma fatal, disse rindo e ao mesmo tempo puxando-a.
– Vamos, você precisa se distrair, e para a sua sorte eu sei um lugar certo para isso.
Como magica, Paulo segurando sua mão, a levou até a garagem, quando o celular dela começou a tocar, Paulo pegou de sua mão e desligou dizendo.
– Hoje você hoje é minha, nada de telefones, conversas fiadas! Disse tacando a ela o capacete da moto.
Aline ainda olhou para ele seriamente, mas desistiu de discutir, ela confiava nele e sabia que nada tentaria, ainda pensando nisso colocou o capacete e se ajeitou na moto assim que Paulo subiu, se agarrando em sua cintura e gritando quando saíram a toda velocidade.
Se no começo estava com medo, agora estava se sentindo livre, gritando para que ele a escutasse perguntou.
– Para onde vamos?
Paulo estava sentindo a sensação da adrenalina de novo, mas por mais que gostasse de se arriscar, jamais colocaria essa mulher em perigo, pensando nisso fechou por um momento os olhos, pensando em Sabrina.
Por que quando estava com Aline ele sentia Sabrina por perto? Como se ambas fossem parecidas demais? Era engraçado mas Aline fazia ele voltar ao passado, voltar ao que ele foi um dia.
– É surpresa, só precisa saber que comigo esta segura, disse aumentando a velocidade e rindo ao notar ela se agarrar e gritar xingando ele de maluco e doente mental.
Não pode deixar de rir, essa era a Aline boa, sempre falava o que vinha em sua mente, era assim que ele queria vê-la, bem não chorando, triste ou qualquer coisa parecida com isso.
Ambos começaram a rir, e ainda assim Paulo falou.
– Posso até ser louco, doente mental ou o que desejar, mas eu sei que você gosta de mim, disse feliz, pois sabia que assim o era.
Aline achando engraçado disse abraçando-o mais forte.
– Deve estar mesmo louco para achar isso! Deve ter bebido disse rindo e percebendo que a dor de cabeça tinha melhorado uns sessenta por cento.
Foi quando ela percebeu que estava em um lugar lindo, ao olhar soube do que se tratava, ela já tinha falado daquela área, mas nunca teve coragem para ir....
– Você não acha que eu vou ir nisso ai disse apontando, com os olhos arregalados...
Paulo riu da cara dela, ao ver sua indignação, medo e excitação.
– Eu não acho eu tenho certeza, para que saiba fui instrutor durante um bom tempo, gosto de tudo que é radical... Esta com o melhor estrutor que vai encontrar em sua vida. Disse descendo da moto e indo ao encontro de um homem que ao ve-lo sorriu, estendendo suas mãos e o cumprimentando com um aperto de mão e abraço.
– Oras e não é o Grande e maluco Paulo? Resolveu voltar a trabalhar com a gente? perguntou animado.
Mas Paulo logo desfez o engano dizendo.
– Vim com minha amiga hoje para relaxar um pouco, mas essa não é a primeira vez dela, disse piscando para mim e dizendo algo baixo no ouvido do homem que fazendo uma cara feia disse.
– Cara sabe que isso não é correto, mas bem droga vai lá eu te cubro, mas como sempre fica me devendo uma.
Assim que o homem disse isso, Paulo agarrou Aline a levando para ir se trocar.
– Temos uma loja aqui bem equipada, minhas coisas estão guardadas mas você precisa de uma roupa própria por isso, hora de comprar algo, só me avise esta enjoada? Sobre efeito de bebida? Pois se tiver não poderemos ir.
Aline olhando para ele entendeu que essa era a sua oportunidade de acabar com tudo isso, ela tinha medo, mas falou.
Estou bem, um pouco com dor de cabeça mas acho que é devido ao estresse, só não sei se vou conseguir, eu ...
– Nós vamos juntos Aline, vai ser um salto duplo, eu sendo seu instrutor, como conheço há anos Caio consegui que você fosse sem trazer documentos etc, acredite isso é raríssimo e um caso unico... Então vamos aproveitar antes que ele mude de ideia, disse a pegando de surpresa quando foi empurrada para dentro da loja.
Como magica escolheu tudo que era necessário e sorrindo foi em direção a Paulo agradecendo por ele pagar, com a loucura de sair esqueceu de pegar tudo, menos o celular que vivia em sua mão pensou ironicamente.
– Pronta? Vamos ter que ir até o avião e começar a nos preparar.
Aline olhando para ele disse agora com medo.
– Eu acho que não é uma boa ideia, tenho medo Paulo.
Paulo olhando para ela, ao ver seu semblante serio, preocupado tocou seu rosto.
– É por isso que você precisa ir, para dizer ao medo que você tudo pode.
– Que é mais forte, você é imensamente mais forte.
Ao ouvir isso, ela respirou fundo e aceitou sua mão estendida, olhando a ele e pela primeira vez o abraçando fortemente.
– Obrigada Paulo, obrigada por estar comigo nesse momento difícil.
– Você tem razão eu gosto de você, é o irmão que nunca tive, o amigo mais querido, alguém especial que nunca me esquecerei.
Antes de subirmos passamos meia hora fazendo um pequeno treinamento sobre o solo, me explicando como deveria ficar, posição entre outras coisas.
Assim juntos subiram no avião que estava sendo preparado, lá dentro Aline viu Caio pilotando, e outras pessoas que fiquei sabendo que ia também pular, Caio nos vendo cumprimentou, rindo do meu medo ao subir e meu desespero quando ao estarmos no alto pedir para descer.
– Paulo eu não vou conseguir falei com medo, e apertando sua mão quando verificava nosso material, sempre me informando o nome de cada coisa e para que servia.
Caio ouvindo o que eu falei perguntou a Paulo.
– Você não disse que ela tinha pulado antes homem?
Paulo nem se quer se preocupou em responder, como se tivesse terminado uma eternidade pegando meu rosto disse.
– Olhe para mim Aline, somente tenha olhos para mim.
Como magica ela olhou e ao ver seu sorriso se acalmou
– Eu nunca a colocaria em risco, não sera nada radical, vou fazer o mais suave possível, disse tocando seu rosto e ao mesmo tempo olhando seus lábios.
– Por isso fique tranquila, tudo vai dar certo!
Ficaram por volta de meia hora sobre o num vôo divertido e tranquilo, desde a decolagem até o momento da saída, a 12000 pés.
Assim que a porta foi aberta, não pude deixar de gritar com o vento e a sensação do ar...
Pelo menos não era a única pensei rindo ao ver duas mulheres gritar de medo e excitação, olhando para Paulo pensando que ele estava também assistindo isso me surpreendi ao vê-lo apenas olhar para mim, como se estivesse ligado a mim.
Já estando eu e ele juntos, unidos para o salto, ouvi ele dizer bem próximo ao meu ouvido.
– é agora boneca, preparesse...
Foi quando eu percebi que ele estava se levantando e me levando junto.
Meu desespero foi ao limite.
– Caralho eu não acredito nisso! Eu Eu Eu.... Porra.
Paulo ao ouvir tantos palavros disse agora rindo.
– Não sabia que você tinha uma boca tão suja.
Sem graça eu o xinguei mas não por muito tempo.
Quando senti que o vento sobre meus cabelos e em coisa de segundos não estávamos mais ali, estávamos em plena velocidade saltando e sendo livres.
Sim o medo, as sensações foram aterrorizantes, mas em dado momento, abri meus olhos e vi pela primeira vez que o medo era o meu único inimigo, sem ele eu era realmente livre, me sentia levitando, como magica o medo não estava mais ali, ainda sentindo tudo isso, ouvi não sei dizer como mas eu ouvi ele falar.
– Você esta linda, deve ser sempre assim livre sem medo.
Nada falei, o que poderia falar? Apenas aproveitei cada momento, um momento que nunca me esqueceria de novo.
Mesmo assim, eu sabia que o problema estava ali, eu sabia que não conseguiria ficar longe dele, mas eu queria curtir por um momento o que Paulo amava em sua vida, adrenalina, loucuras...
Estava começando a entender o porque, esse foi meu ultimo pensamento quando senti que estávamos agora sobre o solo, feliz, emocionada, com minhas pernas tremendo, disse a Paulo.
– Eu não saio mais com você, seu louco! Disse dando um soco em seu ombro.
Mas logo me vi agarrada, e para minha surpresa, senti seus olhos sobre meu os lábios, foi quando percebi seus olhos me olhando, pedindo apenas um beijo meu, implorando por isso, mexida e querendo agradecer por tudo, sem pensar ser certo ou errado o fiz.
Respirando fundo, coloquei minha mão sobre sua cabeça e o puxando beijei-lhe, fechando meus olhos e sentindo apenas seus lábios, se no inicio foi lento, por um momento aumentou e pela primeira vez isso mexeu comigo, antes a sensação era como beijar alguém querido, mas ao aumentar a exigências, sua fome e desejo acabou fazendo com que eu sentisse coisas que não queria sentir, não desejava isso!
Assustada com meus sentimentos, me soltei depois de muito tentar, com os olhos baixos de vergonha falei.
– Nunca será você Paulo, por favor nunca mais isso deve se repetir, eu amo Victor, mesmo que você não goste dele, eu nunca amei alguém como o amo.
– Não quero trai-lo e isso me parece uma traição, me sinto mal...
– Melhor irmos embora.
Paulo ainda vendo o estado que ela ficou, apenas aceitou sua vontade era de chacoalha-la mas se essa era a sua decisão ele tinha que respeitar, por mais que ele odiasse isso!
– Ok, se é assim que quer e se sente eu não farei mais, lembre-se Aline, foi você que me beijou e quando o quiser novamente não negarei nada....
Aline ao ouvir isso, nada falou, sua mente já estava em Victor, sempre o maldito e amado Victor.
Ir embora para onde? Poderia voltar para Victor? Contaria a ele o que fiz? Afinal de contas eu sabia, que nunca amaria Paulo como amo Victor, não havia em meu coração nenhuma duvida sobre isso, não existe concorrentes, eu sou dele, mas e ele é meu?
Notas finais
Tem curiosidade de ver um pouco de salto duplo?
http://vimeo.com/29123820
Adorei o video :)
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