Último Primeiro Beijo

5 Capítulo 5 - Para Sempre


Notas iniciais
Desculpe pela demora. E o próximo capítulo vai demorar mais também. Bem mais, acredito eu.
De qualquer forma, aproveite o capítulo!

Os soldados estavam dormindo – não por completo, já que a guerra não parava, então alguns se mantinham acordados — quando James o chamou.

“Ei, Jack.” Ele sussurrou. “Jack, eu sei que você não está dormindo.”

“Mas eu estou tentando.”

James saiu de sua cama e subiu o beliche onde John e Jack dormiam, indo para a cama de Jack.

“James, o que...?”

“Jack, não podemos adiar esse assunto para sempre, já faz quatro dias.”

“Não podemos conversar sobre isso agora, tem gente acordada.”

“Jack!” E socou de leve o braço dele, o que fez com que ele se sentasse à cama.

“Olha, eu sei que precisamos conversar sobre isso, mas você realmente acha que agora é a hora?”

“Se não agora, quando? No meio do campo? Eu preciso falar sobre isso. Aquilo foi totalmente novo para mim! Não podemos simplesmente não falar sobre isso.”

“Aquilo foi estranhamente novo para mim também.”

“Então você resolveu falar?” Eles sorriram. “Mas como foi novo para você?”

“O que eu sinto por você, e o que eu senti durante o beijo... Eu não me senti assim nem com o Ian.”

James se mostrou confuso à menção do nome de Ian, mas lembrou de que ele foi o primeiro namorado de Jack.

“Eu me senti melhor do que nunca.” James disse, com um grande sorriso esboçado no rosto. “Foi como... como se tudo antes daquele beijo fosse simplesmente errado, e o aquele momento fosse a coisa mais certa no mundo.”

Os olhos de Jack brilhavam ao ouvi-lo dizer tais palavras.

“E eu senti como se finalmente pertencesse a algum lugar.”

James encarou Jack por um tempo, lembrando-se da primeira vez o vira, e ansiando por mais um beijo, e de repente imaginando como os outros reagiriam quando descobrissem a relação, mas logo fugiu do pensamento ‘A única coisa que importa é como eu e ele sentimos’, pensou James.

“O que foi?” Jack perguntou, fazendo com que James voltasse de seus pensamentos.

“Nada... Só pensando em nós. E você? Pensando em alguma coisa?”

“Estou pensando em te beijar.” Ele deu um sorriso maroto, assim se aproximando mais de James, e ele fazendo o mesmo.

Dessa vez o beijo foi menos fogoso, sendo assim mais apaixonado e calmo. James se deixou levar pelo beijo, indo para cima de Jack, deitando seus corpos sobre a cama, até que Jack parou o beijo.

“Melhor não.”

“Por quê?”

“Não quero que sua primeira vez seja no dormitório, com alguns soldados acordados, que podem ficar nos olhando, e talvez até xingando.”

“Bem pensado.”

Eles voltaram a se sentar na cama.

“Acho que vou dormir.” James disse, espreguiçando-se. “Só quero ter certeza de uma coisa.”

“Diga.”

“Eu e você... somos ‘nós’?”

Jack beijou-o rapidamente. “Isso responde sua pergunta?”

James sorriu, desceu do beliche e voltou para sua cama.

• • •

“Bom dia!” Jack disse, encostando-se com força no armário ao lado do de John, o que o assustou.

“Santo Cristo! Jack, você não pode simplesmente sair batendo nos armários quando alguém acabou de acordar!”

“Foi mal. É que eu estou feliz hoje.”

“James?” Jack afirmou com a cabeça. “Vocês dois estão namorando?” Jack afirmou novamente. “Vocês sabem que vão ter...”.

“Bom dia!” James quase gritou no ouvido de John, que de tanto susto, fechou a porta de seu armário com força, e deu um baixo grito agudo.

“Hoje é dia de assustar o John por acaso?! Meu Deus!”

“Podia pelo menos falar ‘bom dia’!” James disse enquanto pegava sua farda no armário. Murmurou “Ele sabe?” para Jack, que respondeu com um sorriso e um aceno com a cabeça, logo depois James olhou para os lados e então roubou um beijo de Jack. “Bom dia.”

“Ficou assanhado agora, é?” Jack sussurrou.

“O que foi? Não tinha ninguém olhando.” James sussurrou de volta e saiu para se trocar.

• • •

O toque para irem a guerra foi dado, James e Jack estavam conversando num canto e olharam para a fila de soldados que formava diante seus olhos. Jack olhou para James e disse num murmúrio: “Venha comigo.” Eles foram para o fim da fila, mas logo saíram correndo, com que o general, de alguma forma, não percebesse. Quando estavam prestes a sair do quartel, John os avistou.

“Onde é que vocês estão indo? Temos uma guerra para lutar!”

“Estamos dando um tempo na guerra.”

“Vocês são loucos?”

“Não vamos ser pegos, e se formos, qual é o problema? Eu não quero e nunca quis participar da guerra, o fiz para provar um ponto, e já provei.”

E eles saíram correndo para fora do quartel.

“Vai sobrar para mim. Sei que vai.”

“E para onde estamos indo, hein? Não me disse até agora.”

“Antes de tudo, não fale tão alto. Se nos ouvirem nas ruas, podem querer nos matar.” Jack sussurrou. “E nós vamos para cá.” Disse abrindo a porta do mesmo porão que eles estiveram há alguns dias atrás.

“O que vamos fazer aqui?”

“O nós não fizemos no dormitório.” Jack respondeu com um sorriso sedutor e malicioso. “Bom, isso se tiver tudo bem fazermos isso aqu-” Ele fora interrompido com um beijo.

“Está perfeito.”

James sorriu e passou a mão no braço de Jack, que o beijou e desabotoou a farda do parceiro. Jack parou o beijo e levou James para uma parte do porão onde se encontrava um colchonete.

“Como você sabia que tinha um colchonete aqui?”

“Eu o coloquei aí... Estou planejando isso há alguns dias.” Ele sorriu para seu parceiro, agora seminus, assim como ele próprio.

Eles voltaram a se beijar, e então eles estavam fazendo amor num colchonete, em um porão, durante a Segunda Guerra Mundial, e isso estava perfeito para ambos. Só pelo fato de estarem juntos.

Passados alguns minutos, eles estavam deitados no colchonete, nus, abraçados e suados.

“E então?”

“Está sendo o melhor dia da minha vida.” James disse, tão alegre quanto uma criança.

“Para mim o melhor dia da minha vida será quando sairmos do exército e fazermos o que quiser, no momento em que bem desejamos.”

“Jack.”

“Sim?”

“Quando tudo isso acabar, toda essa guerra... nós podemos, hm... Nos casar?”

“Isso é um pedido de casamento? Se sim, tem que ser melhor do que isso.” Disse Jack, num tom brincalhão.

“Eu falo sério. Olha, eu sei que isso é um pouco cedo, mas... Eu sinto que é o que devemos fazer. Eu te amo mais do que jamais amei. E se você sente o mesmo por mim, eu acho que nós deveríamos nos casar.”

“James, olhe para mim.” Eles saíram da conchinha em que estavam, e James olhou Jack nos olhos. “Eu te amo, e muito! Mas acho que casamento não vai ser uma boa ideia.”

“Tudo bem. Que não nos casemos... mas... Pelo menos, que moremos juntos. Uma casa só para nós... E ficarmos juntos para sempre. Mesmo que isso não seja oficializado. Eu não me importo. Na verdade, desde que eu esteja com você, qualquer coisa serve.”

Eles sorriram e se beijaram.

“Você promete que vamos ficar juntos? Esse ‘para sempre’ que você disse... É para sempre mesmo?”

“Claro que é. E eu prometo.”

“Eu te amo.”

“Eu também.”

E um beijo foi seguido de mais alguns minutos de amor.

Notas finais
Espero que tenha gostado! Até a próxima! Beijos.