Notas iniciais
Eai pessoal mais lindo, tudo bem? Hoje capitulo bombastico. Pessoal eu postei uma nova historia, se chama A Fugitiva, deem uma olhada lá depois e me digam o que acharam. Vou parar de falar para você poderem ler. Boa Leitura ;)

John

Eu estava sozinho em casa, as crianças tinham ido dormir na casa de um amigo da escola. O silencio da casa, me fazia pensar em como queria Anna aqui. Sentia falta de seus beijos, de suas caricias e, sem dúvidas, de seu belo sorriso. Eu queria poder tê-la em meus braços apesar para poder sentir seu perfume e seu calor em meu peito. Deus! Como eu precisava daquela mulher, foram 6 anos de afastamento, mas em nenhum dia se quer deixei de ama-la, e eu estava decidido a mover montanhas para tê-la de volta. Fui retirado de meus pensamentos quando o telefone tocou, era Dave.

— Meu garotão! Preciso te colocar no UFC, puta que pariu! Um nariz quebrado, um supercilio cortado, três dentes arrancados e um Maxilar fraturado. Isso não é para qualquer um não, sabia? – Dave ria do outro lado do telefone, concordo que eu também sentia me feliz por aquilo, mas por mim eu o teria matado. Aquele desgraçado havia tirado de mim tudo o que mais me era precioso e ainda violentou a mulher dona de meu coração.

— Você acha tudo engraçado não é mesmo? – Não pude negar uma risada sobre o assunto.

— É claro! A vida é muito chata se você não achar graça, alias a onde está nesse exato momento? – Eu analisei bem e respondi.

— Estou deitado em minha cama, pensando em como sinto falta da Anna, porque?

— Eu vou lhe dar um soco, Mentira, por que eu não quero apanhar – Ele soltou uma saudosa gargalhada – O que está esperando para ir de encontro com Anna, ela é o amor da sua vida, não a deixe de novo. Lute por ela. – Definitivamente, Dave era meu amigo.

Ele estava certo, me despedi de Dave. Coloquei a primeira roupa que vi pela frente e fui direto para a casa de Anna.

...

Anna

Enquanto isso...

Todos os músculos de meu corpo doíam. Parecia que ele lutava com todas as forças para se manter vivo. Eu estava amarrada a uma cadeira. Havia um par de olhos azuis me encarando, eu pude me lembra da dor que eles me proporcionaram, 6 anos se passaram, mas meu ódio se mantera intactos. Rebecca estava parada em minha frente. Me lembro até hoje, como foi quando contou a John sobre minha “ traição”, ela o havia impedido de me prestar socorro enquanto eu lutava para me manter consciente ao cair do Tecido. Ela fingira ser minha amiga para que quando tivesse oportunidade de me destruir, contando toda a suposta verdade a John. Mas hoje ela estava diferente, eu podia sentir ódio saindo de seus olhos e algo que eu identifico como loucura, ela parece estar tendo um ataque de insanidade porque ela mexe as mãos e dá sorriso demoníaco do nada. Isso me assusta, porque eu estou sozinha com ela.

— Parece que a praga acordou? – Ela ri enquanto fala, comprovando minhas suspeitas de sua falta de sanidade mental.

— Praga? – Eu não entendo o que ela quer comigo, o que eu fiz para ela me odiar tanto.

— É! Praga sim. Sabe porquê? Porque você é igual uma praga, eu tentei eliminar você de todos os jeitos, mas você sempre volta. – Do que exatamente ela está falando?

— Não faço a mínima ideia do que está falando. Eu acho que isso é coisa da sua cabeça devia procurar um médico, eles devem ter um lugar para você em um hospital psiquiátrico. – Falo debochada, estou com raiva por ela ter invadido minha casa e tentado me matar, eu vou provoca-la.

— Porque você não morreu da primeira vez? E agora eu vou ter que fazer isso de novo! Você parece uma barata, você joga veneno ela parece nem sentir. – Essa mulher deve ter usado umas coisas bem loucas, hein? Que loucura.

— Do que raios está falando? Sua psicótica! – Ela chega tão perto de meu rosto que eu posso sentir seu hálito quente em minhas bochechas.

— Quem você acha que te fez cair do tecido, hein? Mas é claro, que você não morreu. Teria sido fácil demais, não é? – Ela começou a falar um pouco mais alto.

— Você o que? Sua vaca louca, como pode? – Ela riu ironicamente.

— Minha querida, isso não é nem um terço do que já fiz para acabar com você. – Ela gargalhou mais uma vez. Eu tinha vontade de arrancar cada cabelo loiro daquela vaca.

— Como assim? O que mais você fez? O QUE MAIS? – Eu comecei a me balançar na cadeira para tentar sair de minha cadeira.

— Vamos ver? – Ela fingia pensar, aquilo estava me deixando furiosa – Teve o acidente com o tecido, as fotos de você na cama com aqueles caras, aliás, aquilo me custou muito caro, sabia? Ahh, o melhor, o seu estupro! Aquilo foi algo que nem eu imaginei que poderia dar tão certo, me custou muito dinheiro, mas valeu tanto a pena, eu tenho a gravação ainda sabia? Seus gritos são os melhores. E o melhor, eu paguei apenas pelo estupro e Aaron foi tão bom que ele ainda acabou com aquele maldito bastardo que estava na sua barriga. Olha só! Dois de uma vez só!

Ela ria como se adorasse o que havia feito. Eu não pude segurar as lagrimas, aquilo não era uma mulher era um demônio.

— Ah! Ah! Teve também as mensagens durante os 6 anos chamando você de vadia, puta, prostituta. – Ela riu mais ainda e fingiu tirar uma lagrima dos olhos – Essa é uma das minhas favoritas, eu ria horrores escrevendo elas em nome do John.

— Como pode dormir à noite? – Eu não entendia como uma pessoa como Rebecca ainda estava solta nas ruas, ela precisava estar em um manicômio.

— Minha querida, quando eu chego até o capeta senta para aprender comigo! – Ela riu como se tudo fosse uma grande piada. – Mas sabe o que é o pior? Eu fiz tudo isso e você ainda voltou, mas que inferno! Porque? Você não achava que o John te odiava pelas mensagens? Porque ainda insistiu em voltar?

— Por causa Dos meus filhos! Sua vaca maldita! – Ela olhou para mim com olhos transbordando loucura.

— Que pena! Agora sim eles não vão mais saber que você ainda existe! – Ela pegou uma pequena bolsa de couro, tinha alguns vidros e uma seringa. – Você já ouviu falar de Cicuta? Tinha muito na casa da minha avó. É uma planta com um veneno poderosíssimo, ele te mata lentamente. E o melhor! Os sintomas do veneno se assemelha a um choque anafilático então, ninguém vai acreditar que foi assassinato. Louco, não?

— A única coisa louca aqui é você! – Ela pegou o vidro e começou a encher a seringa.

— Calma! – Disse com uma voz que parecia tentar me acalmar – Você vai ter uma morte bem lenta e sofrida, pode ter certeza – Ela jogou a cabeça para trás e riu.

Eu me debatia para tentar me soltar. De novo não havia ninguém, era apenas eu e minha solidão. As lagrimas escorriam sem que eu pudesse controlar. Eu estava com medo. Eu pude sentir a picada em meu braço, era um liquido gelado. Eu podia sentir que minhas esperanças estavam se esvaindo. Ela me desamarrou e eu tentei me arremessar em sua direção, mas minhas pernas não me obedeceram e eu cai. Ela chegou o rosto perto do meu.

— Minha cara, dessa vez deu certo. Hoje você morre. – Ela riu uma última vez e eu apaguei.

...

John

Eu apertava a campainha incessantemente, mas ninguém parecia estar em casa. Eu pude ouvir a porta do elevador abrir.

— Mas que inferno! Maldita bolsa! Você pode ficar parada só até eu sair da droga do elevador. – Ela Mary, e como sempre ela estava sendo a pessoa desajeitada que era. – John?

— Deixe me ajuda-la – Peguei a mala em sua mão.

— Ahh obrigada, aliás, o que faz aqui?

— Eu vim falar com Anna, mas ela não parece estar em casa.

— Droga! Eu esqueci minha chave. De novo. Para variar. – Ela me deu um sorriso desajeitado.

— Eu vou ligar para ela – Pego o telefone, e disco seu número. Chama até cair na caixa postal.

Ligo mais algumas vezes, mas aparentemente ela não quer atender. Até que noto algo.

— Está ouvindo? – Mary me encara como se não entendesse – O telefone dela está tocando lá dentro.

— Gente! Anna nunca sai sem o celular. Anna! Anna! – Mary começa a bater na porta.

— Mary? O que está acontecendo? – Um senhor de meia idade abre uma das portas do corredor.

— Oi Taylor, desculpe o barulho. É que Anna saiu e me deixou para fora de novo.

— Não, Mary. Anna não saiu. Eu fiquei aqui a noite toda. E não a vi sair. Aliás eu ouvi ela conversar com alguém – Mary me encarou com uma cara de preocupação. – Eu vou voltar para dentro, licença.

— Obrigada, Taylor. – Ela voltou a me olhar.

— Mary acha que a Anna saiu sem que o seu vizinho visse?

— Pouco provável, ele é bem curioso. Ele não deixaria nada passar por esse corredor sem que ele soubesse.

Meu coração começou a acelerar, eu tinha medo de que Anna. Estivesse em perigo.

— Vou arrombar! – Eu estava com tanto medo de perder Anna que era a melhor opção.

— Concordo, só não estraga muito.

Eu só peço que Anna esteja bem. Com apenas um chute a tranca da porta se rompe e nós entramos. Deus! Anna está caída no meio da sala. Eu a pego no colo e a trago para mais perto.

— Anna! Anna! Por favor me responda! – Eu a chacoalho em meus braços para fazer ela acordar. – Toma! Liga para uma ambulância. Agora! – Mary pega meu celular e liga para a ambulância. Eu transpiro medo em meus poros, Anna está gelada e pálida, quase sem vida. Eu não posso perde-la, não agora.

Tento ver sua pulsação, está baixa, mas ainda existe. Os paramédicos chegam em menos de 10 minutos e logo a atendem. A levam para o hospital. Vou junto a ela na ambulância. Sinto que a cada minuto meu coração bate mais rápido. É quando, ela tem uma parada. Sinto as lagrimas brotarem em meus olhos. Os paramédicos me afastam e começam a massagear o seu peito. Eles gritam palavras de que eu mal posso entender. Nesse momento, um dos paramédicos pega um desfibrilador e começa a posiciona-lo no peito de Anna. Meu coração quase para. Eles tentam várias vezes trazer seu coração de volta a vida. Eu já não tento segurar o choro, grito seu nome, como se ela pudesse me ouvir e voltasse a vida.

— Acabou, o coração parou de vez. – O paramédico desiste te tentar revive-la.

— NÃO! NÃO! NÃO! MAIS UM VEZ, SÓ MAIS UMA, POR FAVOR. – Sinto minha voz embasbacar pelo choro – ANNA! POR FAVOR, POR MIM, PELOS SEUS FILHOS, PELO NOSSO AMOR!! – O paramédico tenta apenas mais uma vez, e dessa vez o coração volta. Fraco, mas volta.

Sinto o ar voltar a entrar em meus pulmões. Eles entubam Anna para que ela possa respirar. Eu vou até ela ainda com o rosto molhado pelas lagrimas e seguro sua mão, e rezo para que ela sobreviva. Sobreviva pelo nosso amor, sobreviva por mim. Porque sei que se ela se for, eu vou junto a ela.

Notas finais
Eai pessoal o que acharam? Não esquece do comentario para ajudar na continuação. bjao até o proximo capitulo.