Notas iniciais
Oioi gente! Tudo bom? ta ai mais um capítulo pra vcs. Boa leitura!

John

Anna ficou desacordada por 3 dias. Por 3 dias eu não dormi, tinha medo que ela piorasse enquanto eu não estivesse presente. O médico disse que ela havia tido um choque anafilático devido a algo que ela tinha comido, apesar que eu não me lembro de nada que Anna fosse tão alérgica assim. Ele disse também que ela sobreviveu por pouco, mas disse que ela podia ter sequelas, talvez não se lembrasse do acontecido por causa da falta de oxigênio no cérebro. Eu queria muito saber quem estava com ela apartamento no dia do acontecido. Eu queria apenas que ela vivesse, mas algo dentro de mim gostaria que ela se lembrasse de quem estava com ela naquela noite.

Anna estava tão debilitada que ela acordava e voltava a dormir, isso durou dois dias. Quando Anna definitivamente acordou tinha alguém esperando ela. Queria que quando acordasse tivesse a maior surpresa que ela pudesse imaginar.

— Mãe? – Hannah estava em cima da cama do hospital com os olhos cheios de lagrimas e à espera da mãe a vários minutos.

Anna mal abriu os olhos e começaram a chorar novamente, mas dessa vez quem subiu na cama foi Jaime. Eles agarraram Anna com toda a força que puderam, pelo pescoço. Aquela cena me emocionava, por anos eu esperei para que eles estivessem juntos de novo, e agora sabendo a verdade era tudo o que mais queria. Eles choravam juntos, e eu também, queria esconder, mas Hannah já tinha visto.

— Meu Deus! O homem de pedra tem ductos lacrimais? – Hannah soltou uma rizada divertida, aquilo era raro.

— Venha! Você também faz parte dessa família – Anna havia me chamado para junto deles, seus olhos estavam vermelhos, e eu não ia esperar ela pedir de novo.

Agarrei eles e fui para cima da cama de hospital, que para nossa sorte aguentou o peso. Fiz cocegas em Hannah que puxou Jaime. Eu não pude acreditar mas pude sentir que Anna me mordeu o ombro. A encarei no exato momento, e ela me deu um sorriso divertido.

— A é assim? Pera ai! – Agarrei Anna, e lhe dei um beijo.

Era quente e doce. Minha língua decifrando cada segredo em sua boca. Ela subiu a mão para minha nuca e me arranhou de leve. Pude perceber os olhares das crianças. Hannah enfiou a cabeça entre nós dois nos separando.

— Já chega! Isso é nojento. – Anna e eu nos entreolhamos e ambos agarraram Hannah fazendo gritar de tantas cocegas.

Infelizmente, o médico apareceu na porta e deu uma tremenda bronca em todo mundo. Disse que devíamos deixar Anna descansar. E nos expulsou do quarto. As crianças deram um beijo em Anna e foram embora com Dave. Eu e ela ficamos juntos, sozinhos.

— Anna, quero lhe perguntar algo – Ela me encarou com uma expressão de felicidade. – Está disposta a recomeçar comigo?

— Por algum motivo que eu não sei qual, na verdade não me lembro. Sei que não foi você que me mandou aquelas mensagens. E todo o ódio que eu sentia por você não existe mais. E se tem uma coisa que eu quero fazer é começar uma nova vida com nossos filhos e você.

Aquelas palavras me fizeram o homem mais feliz do mundo. Eu a beijei de novo, mas dessa vez mais intenso era como se fosse nosso primeiro beijo. Eu a puxei de volta a mim, seu perfume me embriagava, minha língua tocando cada parte da sua boca, nossos lábios em apenas uma conexão. Anna tinha o poder de me deixar louco, depois de tantos anos eu ainda era o garoto bobo da faculdade absolutamente apaixonado por ela. Me soltei de seus lábios encostando nossas testas.

— Anna, quero que venha morar comigo assim que sair do hospital – Ela apenas acenou com o rosto e voltou a selar nossos lábios.

...

Anna tinha acabado de chegar em nossa casa, ela olhava como se visse nosso passado ali, nosso passado bom. Passamos nossa vida inteira de casados naquele apartamento. As crianças desceram correndo as escadas e abraçaram Anna com toda a força que tinham. Sentamos para assistir um filme e ficamos na sala por um longo tempo, quando as crianças já haviam subido para dormir. Cada um foi para seu quarto, preferi deixar Anna vir para mim a seu tempo.

Já era quase duas horas da manhã, e eu não conseguia dormir pensando que Anna estava no quarto ao lado. Desci para tomar agua e a encontrei fazendo o mesmo na cozinha.

— Está sem sono? – Ela se assustou ao me ver, ela usava apenas uma camisola de seda preta com rendas brancas. Aquilo era uma perdição para meus olhos.

— Sim, parece que o sono não vem, o mesmo aconteceu com você, não é? – Acenei com a cabeça. Não conseguia tirar a imagem dela ali na minha frente com aquela camisola sensual. – Não está com frio? Vestido apenas de calça de moletom?

Ela abaixou em frente a geladeira. Ela tinha um olhar sedutor e sorria como se me provocasse

— Eu sei o que vai fazer passar o meu frio! – Naquele momento perdi a cabeça.

Fui em sua direção e a levantei do chão e a coloquei sentada em cima da bancada da cozinha. A beijei furiosamente. Ela subiu a mão para o meu cabelo, puxando-o de leve. Agarrei sua coxa e a apertei. Pude ouvir um leve gemido sair de seus lábios ainda grudados ao meu. Senti ela descer sua mão até os músculos de minhas costas, me arranhando de leve. Agora era minha vez de soltar um gemido. Pude sentir que estava ficando excitado. Levei minha mão para a parte de dentro de suas coxas subindo até sua intimidade, percebi que ela não usava calcinha e que me desejava ardentemente. Agarrei ela e a levei para cima. Quando cheguei ao quarto, a coloquei em minha cama. Pude sentir que minha ereção crescia por ela. Me livrei de sua camisola. E comecei a beijar seu pescoço, seu cheiro me inebriava. Dava pequenas mordiscadas em sua pele macia até chegar a seu seio. Massageei um enquanto abocanhava o outro, pude ouvi-la soltar leves gemidos entrecortados. Desci até sua barriga, brinquei dando várias mordiscadas. E fui descendo mais ainda, até encontrar sua intimidade, minha boca brincava com ela e eu podia senti-la contrair a cada movimento de minha boca, pude sentir que seu orgasmo se aproximava. Quando ela teve seu orgasmo, me livrei de minha calça. Subi devorando sua boca e a possui sem soltar seus lábios. Ambos estávamos em uma mesma frequência, movimentos rápidos e prazerosos. Ela mordia meu ombro e soltava leves gemidos em meu pescoço. Eu fazia o mesmo me dividia em mordiscar seu pescoço e soltar leves gemidos. Ela arranhava minhas costas enquanto procurava cada musculo. Ela então teve outro orgasmo. Me deliciei em ouvi-la gemer e dizer meu nome em um leve sussurro em meu ouvido. Depois foi minha vez, eu explodi dentro dela. Aquela mulher me levava a loucura, e eu a amava tanto. Ambos paramos arfando em uma mesma sincronia. Ela se aninhou em meu peito e eu me embriagava mais com o cheiro de seu cabelo. Ambos dormimos, em um fluxo perfeito. E naquela noite eu tive a plena certeza que eu estava feliz. E pela primeira vez em anos eu ia dormir sem sonhar com ela, porque agora ela estava ali comigo.

....

Quando acordei ela ainda estava aninhada em meu peito. Ela ficava tão linda com seu cabelo espalhado pelos meus travesseiros, agora, nossos travesseiros. Fechei meus olhos novamente e voltei a dormir.

....

Anna

Acordar abraçada a John foi a melhor sensação em anos. Depois de tantos problemas, nos finalmente seriamos felizes. A sensação de não me lembrar de nada me incomodava, mas eu sabia que o tinha perdoado mesmo sem saber o porquê de tê-lo perdoado, mas estava feliz por isso. Fiquei ali por horas sentindo seu delicioso perfume. John era perfeito, era gentil e me amava. E eu o amava também. Agora éramos uma família finalmente, meu reencontro com meus filhos foi a melhor sensação do mundo. E ver aquela cena de todos juntos eu pude ter certeza de que ainda amava John e que eu seria uma tola se o deixasse ir. Em seus braços eu sabia que nada podia me machucar, porque ele estaria ali para me proteger. Pude senti-lo acordar.

— Já acordou, meu doce? – Ele se aproximou e deu um leve beijo em meu cabelo. – Eu já devo ter dito isso um milhão de vezes, mas vou falar de novo. Eu te amo com toda a minha alma.

Ele levantou o rosto e selou nossos lábios.

— Eu te amo mais. – Me aninhei mais ainda em seus braços, não queria que isso acabasse. – Agora enfim juntos.

Me levantei e tomei um longo banho. Quando sai, John já havia descido. Coloquei a mesma camisola de ontem e desci. Ele havia preparado o café. As crianças comiam sentadas na bancada, rindo, e John brincava de tentar virar uma panqueca no ar. Aquela imagem, me fez tão feliz. Aquilo era a prova viva de que éramos oficialmente uma família de novo. A panqueca caiu no chão e todos riram inclusive eu. Entregando minha presença. John me encarou.

— Faça melhor então – Disse debochado.

— É pra já! – Disse aceitando seu desafio. Não sei como, mas eu consegui virar a panqueca no ar e cair na frigideira.

Recebi aplausos de todos e um beijo de John. Seu beijo era maravilhosamente bom. Era domingo então John resolveu que íamos fazer um picnic no Central Park. Arrumamos tudo e fomos.

Enquanto estávamos lá John e eu ficamos sentados enquanto Hannah e Jaime brincavam com uma bola de Vôlei.

— Ei! Vem cá! – John me puxou e me beijou. Quando nos separamos havia uma pequena caixa preta em sua mão. Me surpreendi imediatamente

— O que é isso? – Ele abriu e tinha um anel lá. Tinha uma linda pedra azul que parecia muito com a cor de seus olhos.

— Anna, você aceita se casar comigo? – Eu mal podia acreditar – De novo?

— Sim! Sim! Um milhão de vezes sim! – Eu selei nossos lábios, novamente. Mas dessa vez algo me dizia que agora era para sempre.

Nos divertimos no parque até o entardecer. Combinei com John que eu ia depois a meu apartamento buscar minhas coisas e ele concordou. Nossa vida agora estava tão perfeita que nada podia estragar.

...

Subi primeiro, enquanto John estacionava o carro. O apartamento estava escuro, mas parecia ter alguém em casa. Peguei tudo que precisava e coloquei em uma mala. John se aproximou sem que eu percebesse e me abraçou por trás, ele mordiscava minha orelha.

— Ei! Para com isso! E vai buscar as minhas coisas no banheiro, coloque tudo aqui. – Entreguei uma pequena nécessaire. John foi até o banheiro. Mas antes me deu um longo beijo, apenas encostando nossos lábios.

Eu peguei tudo o que tinha no meu armário e fui para o banheiro da suíte porque imaginei que John estava meio perdido pela demora.

— John, é tão difícil ach... MEU DEUS! O QUE VOCE ESTÁ FAZENDO AQUI! – Aquilo foi assustador, tinha um Dave nu no meu banheiro.

— Anna! O que foi? – John veio correndo e com um olhar assustado – Mas que merda você esta fazendo aqui? E pelado?

John deve a mesma reação ao ver Dave ali. O que raios ele estava fazendo ali? Nesse momento eu me recordei que Mary e Dave haviam dormido juntos uma vez. Eu joguei uma toalha e Dave se cobriu.

— Olha, eu posso explicar! Eu juro! – Dave parecia achar graça da situação. O que era quase verdade, era cômico tudo aquilo.

Eu comecei a rir, simplesmente não consegui segurar. John começou a rir também e pronto estávamos rindo juntos. Fomos até a cozinha e encontramos Mary vestida apenas com uma camisa que devia ser de Dave.

— Mary, eu não acredito nisso – Disse quase não segurando o riso.

Ela me encarou e me abraçou. Rimos juntas. Eu conhecia bem Mary, sabia que ela adorava um bom homem. Mas eu pude perceber que com Dave era diferente, ela falava com o mesmo brilho nos olhos que eu falava de John. Sempre fazíamos tudo juntas porque não se apaixonar de novo juntas.

Ficamos todos juntos por algum tempo conversando, como amigos que se encontram para conversar. John me tinha apoiada em seu peito como Mary tinha Dave apoiado em suas pernas. Naquele momento senti que minha vida estava completa, eu tinha tudo que queria. E John me fazia lembrar disso a cada belo e sedutor sorriso.

Notas finais
Gostaram pessoal? Deixe seu comentário com o que achou do capítulo. Beijão