Minha Querida Watson

Estou aqui novamente lhe escrevendo, não sei se algum dia ira ler todas essas cartas, as escrevo há quase dois anos, lembro a primeira vez que lhe escrevi estava decidido a deixa-la e parti para sempre, tinha medo que Moriarty lhe causasse algum dano como tinha causado a Irene, mas foi só olhar para você que desisti, não podia deixa-la, não aguentaria viver sem vê-la todos os dias. Sem ouvir sua voz, mesmo que seja reclamando que fiz Clyde de peso de papel, você se tornou para mim parte essencial da minha vida e motivo na qual não sucumbi às drogas novamente depois que descobri a verdade sobre Irene. Hoje percebo que nunca a amei de verdade, pois ela nunca foi real, mas você é real, nunca pensei que amaria alguém de verdade ou que deixaria alguém entrasse na minha vida, tive muitos colegas nas nunca amigos, fora você.

Você entrou na minha vida quando estava quebrado em mil pedaços, mas você teve paciência, aguentou minhas loucuras e minhas faltas de modos e no fim de tudo você conseguiu curar meu coração, derrubou todos os muros que construir ao meu redor durante todos esses anos. Todos os dias tento lhe mostrar o que sinto, em pequenos gesto, mas você parece não perceber, já me declarei varias vezes, mas você também não percebeu, todos os dias luto contra o desejo de beija-la e disse que lhe amo, não sabe quando isso é enlouquecedor vê-las todos os dias e saber que você não é minha e talvez nunca será, mas fico feliz em ser seu amigo e fazer parte da sua vida. Bom amanhã é seu aniversario, passei a semana toda procurando o presente perfeito para lhe dar, algo que representa-se quando você é importante para mim, foi difícil mais encontrei algo altura da sua beleza, não vejo a hora de ver o seu sorriso.

Ate em breve minha querida Watson.

[...]

Sherlock parou de escrever rapidamente passou os olhos na folha rabiscada e dobrou e colocou dentro de um envelope e o guardou dentro de um pequena caixa que havia encima do seu criado mudo. Resolveu descer para fazer seus desjejum, para sua supressa Joan já estava acordada.

– Caiu da cama? – Sherlock perguntou ao ver sua companheira.

– Tive uma noite ruim. – respondeu ela. – E você não teve nenhuma amiguinha?

– Não. – respondeu. – Você e seu ar de critica sobre meus relacionamentos.

– Não estou criticando, apenas não acho saudável esse seu comportamento. – disse ela.

Sherlock fez uma careta e não falou mais nada, apenas fitou sua parceira tomar café, ela era tão bonita pela manhã, seu cabelo levemente bagunçado, seu rosto limpo sem nenhuma maquiagem. Ele amava cada detalhe dela e conhecia cada detalhe, a forma dela falar e de andar, tudo aquilo o encantava. O dia passou calmamente, mas um dia de trabalho cansativo, pegaram um pequeno caso de furto que lhes ocupou a tarde toda, chegaram ao sobrado esgotados, Joan foi direto tomar um banho e Sherlock para cozinha preparar algo para comer.

– Queria tirar o dia de folga amanhã. – disse Joan entrando na cozinha.

– Sem problemas – disse ele. — Já imaginava.

– Oren estará na cidade e minha mãe que fazer um almoço para meu aniversario. – comentou. – Você vem comigo, não é? Não me diga que esqueceu.

– Não esquece. – respondeu. – E não se preocupe deixarei o celular desligado, nada de trabalho.

– Ótimo. Oren esta louco para vê-lo. – disse ela. – Agora vou dormir.

Sherlock apenas sorriso ficou ainda por um longo período sentado olhando para o nada perdido no meio de seus pensamentos, subiu para seu quarto, amanhã seria uma tinha puxado e festivo, não demorou a pegar no sono. Um dia amanheceu em New York, Holmes como de costume acordou com os primeiros raios do sol penetrando seu quarto, ele pegou um bloco de folhas e escreveu mais uma carta para Watson.

– Sherlock. – Srta. Hudson abriu a porta. – Terminei o café especial para Joan, então vamos.

– Ok. – Sherlock praticamente soltou da cama.

– O que estava escrevendo? – perguntou Srta. Hudson.

Sherlock a olhou nervoso e a empurrou para fora do quarto.

– Nada, era apenas algo sobre a cena de um crime. – responde ele.

Ela apenas deu de ombro, mas não ficou convencida esperaria Sherlock e Joan sair para descobrir o que seu amigo tanto escrevia.