Joan tinha acordado algum tempo, ficou observando a sombra que as cortinas faziam dentro do quarto, esperava que qualquer momento Sherlock entrasse todo eufórico inventando uma desculpa para não acompanha-la ao almoço, mas estava decidida que não o deixaria escapar, era o aniversario dela e não passaria sem ele.

– Watson. – Sherlock entrou segurando uma bandeja. – Bom dia.

– Parabéns para você, parabéns para você. – Srta. Hudson cantarolava.

Sherlock colocou a bandeja encima da cama, ele observou o sorriso que brotou no rosto de sua parceira, como ele amava o jeito que seus olhos estreitava quando enquanto sorria, ficou ali preso aos seus devaneio quando a Srta. Hudson lhe deu tapa no ombro.

– Você vai babar desse jeito. – ela riu.

Sherlock a encarou perplexo queria esgana-la, ele voltou a olhar Joan que brincava com o gorrinho de Clyde, ele tirou do bolso da calça uma pequena caixinha.

– Comprei algo para você. – Sherlock sentou-se ao lado dela.

Watson segurou a pequena caixa a fitou por alguns segundos antes de abri-la, era um colar místico com moeda chinesa e ametista, com fundição, banhada em latão envelhecido, tira de camurça, cascalhos de ametista (http://www.pedradosol.com.br/fotos/co_mist_moeda_ametista.jpg), as lagrimas inundaram os olhos dela, aquele colar lembrava o que havia ganhado do seu pai da poucas vezes que o encontrou, ele o presenteará, Joan sempre usava o colar, mas em uma noite quando sai do hospital acabou sendo assaltada e o ladrão o arrancou do pescoço.

– Sherlock. – ela o abraçou.

– Esse é colar que seu pai lhe deu. – ele sussurrou. – Encontrei o cara que lhe assaltou.

– Isso faz quase 4 anos. – disse ela. – Mas claro você é Sherlock Holmes, muito obrigada.

Srta. Hudson ficou observando a cena, Sherlock estava com as maças do rosto coradas, sabia que eles sentiam algo um pelo outro só não tinham coragem de assumir e ela estava decida a dar uma forcinha para eles. Joan estava animada tinha agradecido a eles varias vezes pelo café da manhã, então o telefone do Sherlock tocou a fazendo fechar a fisionomia, ele saiu do quarto. Watson encarou Srta. Hudson.

– Que apostar como ele vai voltar dizendo que não vai poder ir comigo. – disse ela. – Vou me arrumar.

Joan sentia-se um pouco desanimada queria muito que seu parceiro pelo menos uma vez estivesse com ela em algo, pegou roupa que usaria sua toalha e alguns produtos de higiene pessoal e saiu do quarto e foi na direção do banheiro onde tomou um banho demorado, vestiu-se ali mesmo, tinha escolhido uma minissaia azul e blusa cinza de mangas compridas, ela penteio seu comprido cabelo, preferiu deixa-lo solto.

– Você demorou. – reclamou Sherlock. – Vamos antes que sua mãe ligue pergunta o motivo da demora.

– Achei que você não ia. – comentou.

– Vejo que confia mesmo na minha palavra. – disse rispidamente.

Joan apenas revirou os olhos, estava feliz por Sherlock não ter inventado alguma desculpa para não ir, mas ao contrario ali estava ele parecia ate animado, se despediram da Srta. Hudson que estava na sentada próximo à lareira tricotando mais um gorro para Clyde. Ela esperou ter certeza que eles não voltaria e correu ate o quarto de Sherlock, ao entrar a visitou a caixinha de madeira no criado mudo, Srta. Hudson suspirou bem fundo antes de abri-la, ficou assustada e ver vários envelopes todos com nome de Joan escrito, tomou coragem e abriu um dos envelopes.

Minha querida Watson

Estou aqui escrevendo novamente, mas hoje estou com coração partido, pois o meu pior pesadelo aconteceu descobri que você dormiu com meu irmão, tinha essa incerteza dentro de mim, mas torcia que não fosse verdade, mas infelizmente é. Sei que você é uma mulher solteira e que uma hora você encontraria alguém, mas tinha que ser meu irmão? Você merece alguém melhor, alguém que lhe ama e não só a tenha como troféu e espero sinceramente que um dia você encontre essa pessoa, pois sei que também não a mereço. Nunca serie o homem dos seus sonhos, aqueles meios clichês e românticos, não me enquadro em homem de família, engraçado pensei nisso alguns dias como seria se fosse pai, acho que enlouqueceria, mas se fosse nossos filhos seria perfeito tentaria ser dedicado e amável e além que como você ao meu lado seria bem mais fácil tudo com você é mais fáceis. Bom mais isso nunca não vai acontecer, espero que encontre alguém que posso lhe proporcionar tudo.

Até breve minha querida Watson

Srta. Hudson não podia acreditar no que tinha lido, Sherlock amava Joan em silencio, ela tinha que ajuda-lo, voltou a ler ao terminar de ler todas estava em lagrimas, não podia imaginar como Holmes se sentia, guardou todas as cartas dentro da caixinha e a levou para quarto de Joan, mas antes que pudesse fazer ouvir a porta se abrir e a ouvi vozes, ela colocou a caixa no mesmo lugar e foi ver o que estava acontecendo.

– Sherlock, você poderia ter sido mais educado com Bryan. – falou Joan.

– Fui educado com ele. – respondeu. – Do meu jeito, não gostei do jeito que ele lhe tratou.

– Não minha venha com essa, Bryan é foi muito educado. – a retrucou. – Se você não sabe, ele foi um excelente namorado.

– Ate ele trair você? – perguntou ele. – Seu irmão me contou, mas que saber não tenho nada haver com isso. – comentou. – E você tem um péssimo gosto para homens, primeiro meu irmão e agora aquele idiota.

– Falou o senhor exercício. – ironizou ela. – Não vou discutir com você sobre minha vida amorosa.

– Feliz aniversario. – disse ele saindo.

Logo em seguida ouviu a porta bater, Sherlock havia saído de casa enfurecido, Srta. Hudson ouvia tudo do topo da escada, voltou ao quarto de Holmes e pegou a pequena caixa, desceu as escadas e foi na direção da cozinha.

– Joan, tenho algo para você. – disse entregando caixa.

– O que isso? – perguntou.

– Olha vá para seu quarto e veja, agora estou indo embora.

Joan ficou parada querendo compreender aquilo, seus olhos voltaram para a caixinha de madeira.