É Tão Difícil Dar Certo...

8 Culpa e consequências, parte II


Notas iniciais
Desculpa pela demora, juro que não foi minha intenção atrasar a postagem. Esse capítulo era para ter sido postado no fim de semana passado, mas infelizmente eu enrolei tempo demais fazendo uns reajustes nele, e só consegui enviar o capítulo para a minha Beta, na madrugada de sexta para o sábado da semana passada, ou seja: véspera de postagem. E como todos nós temos uma vida real fora desse nosso mundinho virtual, não deu tempo para ela betar e me entregar o capítulo, ainda naquele fim de semana, enfim, só consegui o capítulo agora.

Capítulo especialmente dedicado às lindas, fofíssimas e açucaradas: Freitas Cambraia e Caroline. Que recomendaram a minha historia, me enchendo de alegria *-*

E um beijo especial para:

Bias2Klaroline: que criou uma conta no Nyah, só pra favorita a minha fanfiction.

Gaby Di Angelo: que me mandou uma linda MP, elogiando o meu trabalho.

Obrigada a todas vocês que me apoiam. Sem mais enrolações, vamos a historia.

Capítulo 8: Culpa e consequências, parte II

“O amor é como um precipício, quando você acha que está voando, você pode estar caindo.”

Caroline

Usando a sua força e velocidade sobre-humana, Klaus nos girou na cama, me deixando em cima dele para cavalgá-lo, e eu cavalguei igual uma vadia pulando e rebolando em cima de seu pau, nos enchendo de fogo e desejo, nos enchendo da mais pura e selvagem luxúria.

Duas coisas que eu não imaginava experimentar na minha eternidade, mas que agora eu me arrependo de não ter conhecido antes: sexo com o Klaus, e sexo selvagem! Como eu poderia adivinhar que ambos fossem tão deliciosamente bons?

A cara de mau que o Klaus fazia — enquanto me fodia impiedosamente com força – estava me deixando louca de tanto tesão. E eu tenho certeza que se ainda fosse humana, amanha não aguentaria nem andar, porque o meu Mikaelson não tem dó de fazer o seu serviço bem feito.

Se eu estava adorando/amando? Na verdade, acho que ainda não existem palavras para descrever o que o meu Klaus está me fazendo sentir. Só sei que esse prazer é coisa de outro mundo, e eu não me importaria nem um pouco de me mudar de vez para esse novo e descoberto mundo, contanto que o meu amor estivesse ao meu lado.

Eu não cansava de cavalgá-lo feito uma amazona, enquanto ele brincava com os seus polegares nos bicos dos meus seios, os deixando cada vez mais rijos e doloridos pela excitação. Inclinei-me para frente para poder beijá-lo, capturando seus lábios com o gosto do meu prazer; nossas línguas dançaram em nossas bocas, nos acariciando e nos enchendo de um contato tão puro e amoroso como só o beijo pode ser.

Quando separamos nossos lábios, Klaus se mexeu tão rápido que eu só percebi a mudança quando me vi deitada de lado, com ele se posicionando atrás de mim e me penetrando na famosa posição conchinha. Ele puxava o meu cabelo, mordia e lambia do lóbulo da minha orelha ao meu pescoço, me fazendo novamente ver as labaredas saírem do meu corpo e se desmancharem no ar, ou seria o Klaus me fazendo alucinar de tanto prazer?

Se tudo já estava ótimo, o meu Niklaus conseguia melhorar. Enquanto uma mão sua se ocupava em puxar o meu cabelo, a outra ele usou para me masturbar ao mesmo tempo em que me penetrava. E o que eu fazia? Só conseguia gemer!

– Ah... Klaus... Eu não estou aguen... aguentando mais, vou gozar!

– Goza para mim, meu amor, goza... – Com o Klaus falando isso bem no meu ouvido, com aquele sotaque que já é de matar, e ainda mais rouco e embargado pelo desejo, como resistir? Gozei. E senti o meu corpo adormecer e ir ao céu e voltar, enquanto ele ainda estocava em mim sem piedade.

Meu corpo ainda se encontrava extasiado e levemente adormecido pelo ápice de prazer que ele acabara de conhecer. Mas eu podia vê-lo tremer de êxtase, ou seria a minha mente que ainda não tinha voltado ao normal, e continuava me pregando peças como as labaredas? Ou melhor, tudo isso é real, e só o Klaus é capaz de proporcionar tal prazer tão fora do comum.

Eu já estava quase voltando ao normal, quando pude sentir que as estocadas de Klaus já não estavam mais tão frenéticas, ele continuava me penetrando firme, apenas mais lento. Não puxava mais o meu cabelo, apenas falava baixinho em meu ouvido frases desconexas e roucas de desejo. Eu não aguentei, e já tinha voltado a gemer de prazer. Klaus passou a apertar a minha cintura com força e morder levemente o meu ombro. Quando o seu ápice veio, ele me mordeu firmemente para abafar o seu grito de prazer, me enchendo com o seu gozo, em seguida distribuindo beijos, carinhosamente no local onde ele acabara de morder tão ferozmente.

Eu nunca me senti tão completa e satisfeita como me sinto agora. Nada me parecia tão certo quanto ficar para sempre nos braços do meu Klaus. Eu seria capaz de abrir mão do mundo para ficar desse jeito para sempre: amada, protegida e feliz nos braços do meu Mikaelson. E por que não pode ser assim? Se o meu coração diz que isso é o certo, então é esse o caminho que eu devo seguir, exato?

Mas e os meus amigos...?

– Klaus... eu preciso muito te falar uma coisa. – Me virei para olhá-lo nos olhos. Eu não sabia ao certo por onde começar, mas alguma coisa precisava ser dita.

– Primeiro, beba do meu sangue. Eu me empolguei te mordendo amor.

Eu tentei falar, mas quando abri a boca, Klaus já tinha mordido o próprio pulso e o colocado na minha boca para eu beber do seu sangue, e assim o fiz. Afinal, podia ser por causa de todas as mordidas que eu levei ao longo da noite que eu estava alucinando, ou seria mesmo puramente o prazer proporcionado pelo meu Mikaelson?

A resposta para a minha pergunta, veio quando eu comecei a incendiar novamente. Enquanto eu bebia do pulso esquerdo do Klaus, ele usava os dedos da mão direita para brincar com o meu clitóris. É impressão minha, ou ele está mesmo empenhando em me enlouquecer essa noite? Se estiver, ele conseguiu!

Ele retirou o seu pulso da minha boca, e em seguida me beijou carinhosa e apaixonadamente ainda sem deixar de me masturbar – assim Niklaus era capaz de me fazer esquecer o mundo, esquecer qualquer coisa que não fosse o nosso prazer, inclusive o que eu devia lhe falar -, mas Klaus já tinha feito muito por mim essa noite, e já estava mais do que na hora de eu inverter essa situação.

Afastei-me de seus beijos e de sua mão atrevida, ouvindo baixas reclamações de Klaus. Ajoelhei-me na cama a certa distância dele – lhe dando uma ampla visão do meu corpo nu – e lhe sorri provocativa. Era realmente engraçada a cara “mal-humorada” que Klaus fazia simplesmente por eu ter me afastado dele.

– Que brincadeira é essa Caroline? Vem para cá agora. Tenho uma “coisa enorme” guardada, que eu quero muito te mostrar.

Klaus começou falando sério e autoritário, mas quando percebeu que o seu tom não me agradou, tentou suavizar a sua expressão – enquanto se sentava, apoiando as costas na cabeceira da cama — completando a frase com uma brincadeirinha de duplo sentido para descontrair, em seguida me dando um dos seus lindos sorrisos, mesmo que irônico.

– E que “coisa enorme” seria essa? – Me fiz de inocente para testar a paciência do meu Mikaelson. Era tão divertido tirar ele do sério.

– Vem aqui, que eu te mostro amor. – Ele fez um gesto com apenas um dedo me chamando para perto dele.

– Não! – Minha resposta o surpreendeu, e arrisco dizer que até o irritou. Klaus tentou usar uma calma e paciência que não lhe pertencia para disfarçar o seu desagrado. Foi bom e divertido ver ele sem o controle da situação para variar. Mas eu não podia continuar brincando com fogo, não era seguro.

– Hum... O meu original do mal está irritadinho? – Falei ficando de quatro na cama ainda de frente para ele.

– Caroline... Para de brincadeiras, não me faça ir até ai te buscar...

Antes que ele continuasse a falar, eu comecei a ir até ele – ainda de quatro – parecendo uma gata selvagem que acabou de avistar a sua presa, e eu realmente tinha um alvo em vista. Quando cheguei perto, Klaus parou de falar e ficou paralisado esperando a minha reação.

– Olha para ele Klaus, está todo sujinho. Ele não pode ficar assim. – Apontei para o seu membro que ainda estava parcialmente lambuzado com o nosso prazer.

– Você está sugerindo um banho juntos? – Klaus me perguntou incerto – Se for, eu posso ligar a banheira com hidromassagem, você vai adorar fazer amor dentro dela.

– Sabe Klaus, até que essa é uma ótima ideia – Klaus já ia saindo da cama, mas parou e voltou os seus olhos novamente para mim, quando eu continuei a falar — Mas vamos deixar para depois, porque nesse exato momento, pode deixar que eu limpo ele todinho para você, com a minha língua. – Antes de o Klaus falar alguma coisa, eu me inclinei sobre a sua cintura e coloquei o seu membro inteiro dentro da minha boca.

Pude o ouvir gemer baixinho de prazer, enquanto apertava os lençóis da cama entre os seus dedos. Era a minha vez de torturá-lo, e eu saberei ser um delicioso algoz na cama do meu homem.

É uma sensação extremamente gostosa sentir o pênis dele cada vez mais duro dentro da minha boca. Agora, as mãos de Klaus em meus cabelos guiam os nossos movimentos, dando cada vez mais prazer a ambos.

Chupo o seu membro com gosto, igual eu fazia com os pirulitos quando criança. Afinal, é isso o que eu sou agora, não é mesmo? Uma inocente – ou não –criança se lambuzando toda com um delicioso pirulito dançando em sua boca, e que pirulito!

Circulo a cabeça do seu pênis com a minha língua, enquanto uso as minhas mãos para masturbá-lo. Klaus já não está mais conseguindo esconder o seu gemido, e nem controlar o seu corpo que se contorce na cama toda vez que eu engulo o membro dele por completo, o sentindo bater na minha garganta.

Toda vez que sinto que o Klaus está perto de gozar, eu diminuo o ritmo da masturbação e o tiro inteiro de dentro de minha boca, e fico apenas ensaiando voltar a chupá-lo, mas sem realmente chupar – afinal, eu não deixaria a nossa brincadeira acabar tão rápido. Eu ainda tinha que torturar muito o meu Mikaleson – o que está o deixando louco e fora de controle.

– Caroline... Para de ser ruim... Ande, acabe logo com isso... Ou eu não responderei por mim...

– Hum... O meu híbrido está apressadinho? Azar o seu amor, porque eu não estou com a menor pressa. – Lhe sorri provocativa, voltando a acariciar apenas a ponta do seu membro com a minha língua, a retirando rapidamente, apenas para provocá-lo ainda mais.

– Foi você quem pediu, amor. – Klaus era realmente um homem de atitude. Ele não conseguia ficar parado deixando as coisas acontecerem, ou apenas desfrutar da doce agonia de ser sexualmente torturado. Não, ele precisava agir, era um homem de ação. E assim ele o fez.

Há um segundo eu estava de quatro sobre a sua cintura o chupando e masturbando – enquanto ele estava sentado na cama, se retorcendo de prazer -, e em um piscar de olhos... Klaus havia deitado na cama, me puxado para cima dele e invertido a minha posição me deitando sobre ele novamente, nos deixando na sugestiva posição 69.

– Vamos apimentar um pouco mais a nossa brincadeira, amor. – Foi só o que eu o ouvi dizer, antes do mesmo afundar a sua língua com gosto na minha encharcada feminilidade, e o seu polegar no meu ânus, fazendo o dançar em meu apertado orifício.

Eu não sabia se enlouquecia de vez de tanto prazer, se perdia a voz de tanto gemer, ou se voltava a chupá-lo, mas eu acredito que consigo fazer os três atos ao mesmo tempo, pois sempre adorei um desafio, e esta para ser inventado um desafio melhor que esse!

Eu juro que agora eu não via só as malditas labaredas, mas sim o quarto inteiro em chamas. Posso sentir a minha pele incendiar e arder mesmo sem o fogo estar realmente me acertando, será que o Klaus está sentindo isso também? Será possível sentir isso mesmo? Realmente existe um ato sexual tão extraordinário capaz de causar tais sensações de outro mundo? Quando eu e o Niklaus atingimos o ápice juntos, e eu vi o quarto girar em 360 graus, enquanto eu e ele éramos consumidos pelas chamas sem nos queimar. E eu obtive a minha resposta, sim, esse prazer era possível, qualquer coisa é possível ao lado de Niklaus Mikaelson.

Não sei quanto tempo tinha se passado, segundos, minutos, horas... Pois eu perdi a noção do tempo deitada sobre o Klaus. Eu estava tão relaxada que era incapaz até mesmo de sentir o meu próprio corpo, então, eu nem tentei me mexer e sair de cima dele, porque eu sei que mesmo que tentasse, eu não conseguiria, e ele pareceu entender isso.

– Caroline, amor, você está bem? – Ele disse levemente preocupado enquanto acariciava as minhas costas. Consegui erguer minha cabeça e olhei para trás para poder vê-lo, e ele parecia tão relaxado – ou mais – quanto eu.

– Melhor impossível. – Lhe sorri e falei sincera. Eu estava me sentindo no paraíso.

– Então vem para cá, vem. – E como negar um pedido do meu autoritário Mikaelson? Forcei o meu corpo tão disposto a descansar para cima, e rolei para o lado da cama, engatinhando até ele e deitando a minha cabeça no peito de Klaus, enquanto sentia os seus braços arrodearem o meu corpo protetoramente. — Formamos uma bela dupla, não é mesmo amor?

– A melhor. – Falei, distribuindo beijos carinhosos pelo seu peito, enquanto ele me sorria extremamente feliz, como eu nunca o vi antes. Estranhamente uma pontada de tristeza apertou o meu coração e eu precisei dizer: – Por favor, não me deixe.

– Amor, eu nunca vou te deixar. Nem que você me peça, eu nunca vou te deixar. – Ele me apertou mais ainda entre os seus braços, e eu me senti extremamente segura de suas palavras; estávamos felizes, e ficaríamos juntos para sempre.

Passei uma perna minha por entre as suas, e foi quando eu topei com algo rijo e duro pelo caminho, arregalei meus olhos e olhei para o Klaus, mais impressionada do que realmente excitada.

– Como você já está assim de novo? Depois de tudo que acabamos de fazer, como você já está ereto novamente?

Klaus me sorria como uma criança que acabara de ganhar o seu primeiro presente, porque esse era o sorriso mais doce e inocente que eu já vira na vida, e era tão surpreendente ver isso vindo justo de Niklaus Mikaelson, vulgo: o vilão.

– É você que faz isso comigo, só você Caroline para me deixar assim.

– Klaus, me desculpa, mas eu não aguento fazer mais nada, eu não tenho mais forças, preciso dormir...

– Caroline. – Klaus me cortou calmamente, enquanto brincava com os cachos do meu cabelo. – Apenas descanse, eu não vou te obrigar a fazer nada, sei que está no limite de suas forças, e não se preocupe, não vou abusar de você enquanto dorme. – Ele falou sorrindo abertamente, e foi inevitável sorrir também.

– Eu sei que você não faria isso. – Estava tão cansada e sonolenta que as minhas palavras até já saiam parcialmente enroladas. Fechei meus olhos e encostei novamente a minha cabeça no peito do Klaus, enquanto ouvia a voz dele cada vez mais distante.

– Durma meu anjo, amanhã de manhã quando você acordar sóbria, teremos muito que conversar, e nem pense em usar a desculpa: “só aconteceu porque eu estava bêbada” para poder escapar, porque agora você me pertence.

Amanhã de manhã? Não vai existir amanhã, se eu não avisar o Klaus. Eu preciso salvá-lo, preciso contar a verdade, mas e os meus amigos? E o meu coração? Por que isso tinha que acontecer conosco? O destino está sendo cruel com a gente, com todos nós.

Eu não tinha mais forças sequer para abrir os olhos, o cansaço misturado com toda aquela bebida tinha me derrubado de vez. Tentei abrir a boca para avisá-lo, tentei salvá-lo... Mas meus lábios não se mexiam, meus olhos não abriam. Eu já estava dormindo? Seria possível no fim, tudo isso não passar de apenas um louco sonho meu? Eu espero sinceramente que sim, porque caso contrário, eu estava incapaz de fazer qualquer coisa para salvar o homem que eu amo.

Mas mesmo que eu ainda pudesse salvá-lo, seria realmente certo salvar um ser tão perigoso e instável – apesar de ser o melhor homem do mundo comigo – como Niklaus Mikaelson, e colocar todos os meus amigos em perigo? Porque Klaus não deixaria essa história barata, e mesmo o amando eu não posso me iludir, o fato dele ser bom comigo não significa nem por um segundo, que ele será bom com as outras pessoas.

Se é certo ou não, eu não sei, e acho que nunca saberei. Agora eu já não posso fazer mais nada, nem para ajudar e nem para atrapalhar. Vai acontecer o que tiver que acontecer, e que seja feita a vontade de Deus! Que eu consiga me perdoar – eu nunca vou me perdoar se o Klaus morrer – e conviver eternamente com a culpa e consequência das minhas escolhas.

(...)

Bonnie

Para a minha total surpresa, minha avó apareceu dentro do campo de proteção que eu havia criado, e isso só podia significar duas coisas: ou a minha avó era realmente super poderosa a ponto de conseguir anular a minha proteção – contra almas de bruxas – ou eu não estava mais conseguindo segurar o campo de força e logo as criaturas também conseguiriam entrar. Implorei internamente para ser a primeira alternativa.

– Bonnie, você não deveria ter feito isto, minha criança...

– Vovó...

– Você não tem ideia do preço desse feitiço...

– Vovó, cadê você? – Ela tinha sumido do meu campo de visão. Tentei olhar além da barreira que havia criado, mas não conseguia ver nada além das criaturas se aglomerando ao nosso redor.

– Bruxinha, você está pirando? Sinto lhe dizer, mas essa não é a melhor hora para você enlouquecer. Deixe para fazer isso depois que o Klaus morrer, ou melhor, depois que você fizer um feitiço para mandar essas criaturas de volta para o buraco de onde saíram.

– Bonnie, você disse vovó? Eu ouvi direito, sua avó estava aqui? Ela tentou te dizer alguma coisa? O feitiço vai dar certo? – Elena me bombardeou com perguntas, mas eu ignorei tanto ela quanto os comentários idiotas e inoportunos do Damon. A minha preocupação estava em minha avó, que aparentemente só eu tinha visto.

– Bonnie... – Minha avó apareceu novamente dentro do campo de proteção, mas a sua imagem era falhada, é como se fosse um holograma de baixa qualidade, no qual a imagem aparecia e desaparecia, e sua voz estava da mesma forma, me impossibilitando de entender claramente o que ela tentava me dizer.

– Você... pre...sa ...par.. ago...

– Vovó, eu não estou conseguindo te entender. Como você conseguiu entrar no meu campo de proteção?

– O seu.. fei..ço está enfraquecendo voc.. não vai aguentar por... tempo. Seus amigos... mor... par... agora!

– Não vovó, nem que eu tenha que gastar até a última gota de energia que eu tenho dentro do meu corpo, eu vou proteger os meus amigos, nem que eu morra por isso.

– Não está enten... se o Klaus... todos morreram... você não entendeu o fei...ço por com...to, para agora Bonnie.

– Vovó eu não estou conseguindo te entender... Cadê você? Volta! – O feitiço podia dar errado? Será isso que a minha avó está tentando me dizer? Mas não tinha como falhar, é só uma questão de eu ser forte o suficiente para manter essa barreira de proteção enquanto termino o feitiço, e ao amanhecer o Klaus morre e o feitiço acaba levando ele e todas essas criaturas bizarras para o quinto dos infernos.

– Bonnie você despertou o mal... se vo... não parar... os mortos volta... o veu... do ...lado... pode cair.

– Do que você está falando vovó, que mal que eu despertei? E por que as bruxas que estão me ajudando, não mencionaram nada? – Novamente tentei olhar além da barreira que havia criado, mas as criaturas continuavam a impossibilitar a minha visão.

– Elas estão usando você. Não ligam se vocês morrerem. Elas sabem que vocês vão morrer, e mesmo assim não vão parar. Elas são capazes de qualquer coisa para matar o Klaus. – Finalmente minha avó tinha conseguido completar uma frase com clareza, mas sumindo novamente sem terminar de me explicar o que acabou de me dizer. Forcei um pouco mais a vista e ao longe avistei algumas das bruxas, elas continuavam conjurando o feitiço. Minha avó tinha razão, para elas não importava o perigo que eu e meus amigos estávamos correndo, e nem o que minha avó tinha acabado de dizer, elas não parariam por nada.

– Esse feitiço tem um preço alto minha criança. Você nunca deveria ter feito ele, e nem confiado nessas bruxas. Eu tentei te avisar antes, tentei te ajudar, mas elas juntaram seus poderes para me impedir, e agora não há mais nada que eu possa fazer por você Bonnie, infelizmente você e seus amigos morrerão.

– Vovó... Por que agora a sua imagem está fixa, e você está conseguindo concluir as frases claramente? – Eu tinha ideia do porquê, mas tinha medo de admitir a resposta.

– A barreira acabou de se desfazer minha criança... Eu lamento, mas você não conseguiu manter o campo de proteção. Eu te amo Bonnie. – “Eu te amo” foram as últimas palavras da minha avó, enquanto ela desaparecia no ar para não assistir a neta morrer.

Senti o chão tremer a baixo de nossos pés e todos me olharem assustados, em seguida uma rajada de vento com a força de um furação veio em nossa direção – não era só a força, era um furação – derrubando a todos violentamente no chão.

– Bonnie, o que está acontecendo? — Gritaram todos atordoados enquanto se colocavam rapidamente em pé, e se preparavam para se defender, porque as criaturas estavam vindo para cima de nós com tudo.

– Lamento... E espero que possam me perdoar. Eu amo todos vocês. – Foi tudo o que eu consegui dizer a eles, com lágrimas nos olhos, antes de sermos atacados. Tudo o que eu vi acontecer a seguir pareciam cenas de um filme de terror. Então seriam assim nossos últimos minutos de vida? Um sinistro e bizarro filme de horror. E a culpa é toda minha.

As malditas bruxas, ao verem que não conseguiriam o que desejavam, foram embora sem se importar com as nossas vidas, nos deixando a própria sorte. Minha avó tinha razão – ela sempre tinha razão -, como eu fui uma tola.

Uma imensa bola de fogo veio em minha direção, eu estava muito fraca, não tinha certeza se eu conseguiria me defender ou aos meus amigos, mas não me deixaria vencer sem lutar, se tivesse que morrer, eu arrastaria algumas criaturas comigo.

Olhei para o lado, e vi uma criatura toda feita de água agarrando o Matt, que se debatia, mas não conseguia se libertar. Todos estavam ocupados demais lutando para salvar as próprias vidas, para conseguir ajudá-lo. A muito custo, consegui desviar da bola de fogo que vinha em minha direção, e corri na direção do Matt – com a maldita bola de fogo vindo atrás de mim -que estava sendo afogado dentro do corpo da criatura de água.

Eu mal tinha energia para me manter de pé, esse maldito feitiço que nem deu certo, quase sugou todas as minhas forças, mas se fosse preciso eu usaria toda a energia que me restara para salvar o Matt.

Usei expressão para conseguir libertar o Matt, que caiu de joelhos no chão, implorando por ar. A criatura toda feita de água veio para cima de mim, ao mesmo tempo em que a bola de fogo me alcançava – agora sim ia embora toda a minha força, e provavelmente a minha vida -, usei novamente expressão, e quando as duas criaturas me alcançaram, uma de cada lado, eu usei a força que tinha para juntá-las com tudo e causar uma ebulição instantânea, as vendo evaporar em volta de mim.

Matt ainda ajoelhado no chão sorria abertamente para mim, e eu lhe sorria de volta. Eu havia gastado toda a força que tinha, e estava incapaz de usar qualquer tipo de magia — inclusive expressão – no momento. Mas mesmo assim eu continuava viva e de pé, mesmo ultrapassando os limites de minha força – e contrariando o que a minha avó tinha dito — eu estava viva.

Elena conseguiu se aproximar de nós, e ajudou Matt a se levantar enquanto os demais lutavam. Eu lhe disse que não tinha mais forças para ajudá-los, e ela prometeu dar a vida se fosse preciso para proteger a mim e a Matt, seus melhores amigos.

Stefan gritou para Elena nos tirar de lá em segurança. Nós não queríamos deixar o campo de batalha, mas de que ajuda poderíamos ser? No momento eu e o Matt não passávamos de peso morto no ombro de nossos amigos. Então aceitamos ir embora, mas não podíamos levar Elena como “guarda costas”, e deixar um a menos para ajudá-los, não seria justo, eles estavam precisando de ajuda, mas do que nós.

Com muito custo, eu e o Matt convencemos Elena de que ficaríamos bem em ir sozinhos, e que seria melhor ela ficar e lutar junto com eles. Ela nos deu cobertura apenas para passar por algumas criaturas por um curto percurso da floresta, e de lá seguimos sozinho enquanto ela voltou para lutar ao lado deles.

Estávamos contando com a sorte, porque se fossemos atacados não teríamos como nos defender, só podíamos correr, e sinceramente, nem isso eu estava aguentando mais fazer, tinha a impressão que desmaiaria a qualquer momento. De repente ouvimos barulho de luta a nossa volta, olhamos para o lado e vimos Damon brigando sozinho com duas criaturas feitas de terra.

O idiota até que brigava bem. Conseguiu arremessar uma das criaturas contra uma árvore, e derrubou a outra no chão e a estava socando tão forte que cada vez que seu soco o acertava, um buraco era aberto na criatura. Eu já estava ficando orgulhosa do Damon, quando vi a criatura que ele tinha jogado contra a árvore se levantar e ir com tudo na direção dele para atacá-lo pelas costas.

– Damon, atrás de você! – Eu gritei, mas quando ele tentou se virar a criatura que estava sendo socada, o agarrou pelas pernas o impossibilitando de se proteger da criatura que vinha por trás dele.

Eu nem vi quando eu o fiz, minhas pernas agiram por vontade própria, sem que eu as mandasse agir, elas fizeram com que o meu corpo salvasse o Damon, me colocando — em um piscar de olhos — entre ele e a criatura, levando o golpe que era para o Damon.

Tudo que eu consegui enxergar foram os penetrantes olhos azuis do Damon me olhando em espanto e desespero. Olhei para baixo e pude ver que um braço feito de terra tinha atravessado as minhas costas e saído á baixo dos meus seios.

– Eu vou morrer... – Foi tudo que eu conseguir dizer, antes de começar a tossir sangue. Todas as imagens a minha volta foram ficando desfocadas, e eu mal podia ouvir os sons ao meu redor, apenas sentia minhas pernas se dobrando e fraquejando, enquanto a criatura puxava o seu braço de dentro de mim para atacar ao Damon. Senti o baque do meu corpo contra o chão e não pude ver mais nada. Então morrer era assim?

Notas finais
Acharam que iam chorar a morte do Klaus, né? Pegadinha do malandro glu glu kkkkkkkk

Agora é sério: alguém chorou pela Bonnie? Ou estava todo mundo torcendo para que ela morresse e o feitiço desse errado?

Perguntinha rápida:

Alguém aí, conhece no face, um grupo que seja exclusivo para divulgação/indicação de fanfictions de TVD? Porque eu conheço grupos especializados em: Naruto, Saga Twilight, 1D e etc... Mas nunca vi um que fosse fechado somente para fanfictions de TVD.
Se alguém conhecer um grupo assim, poderia me indicar? E caso não tenha, alguém aí está disposto(a) a me ajudar a criar um?

Obrigada pela atenção.

Beijos.
A Gueixa