É Tão Difícil Dar Certo..
15 Dor
Notas iniciais
Beem, a votação está encerrada, e os pov's masculinos ganharam. Irei fazer dos principais que vocês já sabem.
Eu estou pensando em fazer uma fanfic de Naruto, alguém apoia?
Estou muito feliz por ter recebido mais duas recomendações, obrigada Marry Costa e PattyPanddy, saibam que isso me deixa com muita motivação para escrever!!
Aqui está o cap, desculpa pela demora X_X Final de semana não dá para escrever, eu não paro em casa.
Boa leitura! ;)
NATSU POV’S
Sempre fui do cara quietinho e solitário. Na minha vida toda, nunca tive amigos de verdade. Minha mãe morreu no meu parto, tinha um câncer do útero não desvendado, para mim ela sabia disso, mas não quis contar para não me perder. Depois disso meu pai ficou amargamente triste com a morte, ele nunca mais olhou na minha cara depois disso.
Sua tristeza se transformou em ódio, por mim. Ele me maltratava e jogava na minha cara eu ser o culpado da morte da sua querida esposa. Aos sete anos de idade meu pai resolveu me deixar, me abandonar.
Igneel deixou-me brincando num parquinho ás 3 da tarde junto com um empregado. Brinquei muito não esperando como seria minha vida dali para frente. Quando deram 6 horas, ele veio me buscar bruscamente me levando pelo braço para a limusine onde deu a partida. O lugar que estávamos indo não era a mansão, e sim um bairro desconhecido. Ele largou-me num lixão numa periferia me dando uma bolsa, pude ver seu olhar de puro ódio e foi embora logo em seguida.
Fiquei desesperado. Nunca pensei em ser abandonado. Os dias foram passando, e a dificuldade só foi aumentando. Viver sozinho não é fácil, principalmente quando tem pessoas que te maltratam no meio da rua, e não tem ninguém que possa te ajudar ou te defender.
Com um mês, as notícias já corriam pela mídia que eu fora seqüestrado, porém aparecer para algum repórter sem apresentar alguma prova não iria provar que eu não havia sido sequestrado. Tinha pegado uma doença seriíssima por conta do esgoto do local, o lugar onde eu dormia era uma caixa de papelão em um beco perto do lixão. A doença me fez perder os poucos nutrientes que tinha, fui ficando desidratado e por muito pouco não morri, porque recebi uma ajuda especial.
Um homem me achou sofrendo da doença na mísera caixa de papelão. Seu nome era Makarov. Ele me levou para sua casa, e lá fui tratado gentilmente por sua esposa, Porlyusica.
Os dois resolveram me criar. Com o passar do tempo já os chamava de pais. A violência da rua era grande, já cheguei a quase ser morto por espancamento. Mas a dura realidade atuava sobre mim, o garoto que antes era forte e conseguia ser amigo de todo mundo, passou a ser frio, fraco e solitário. Minha mente se transformou no meu único refúgio do sofrimento que passava.
Um dia, a vigilância sanitária derrubou a casa onde o casal que me criava morava. Eles o encaminharam para um lugar e eu fui separado novamente das pessoas que amava. Quando isso aconteceu, eles me deram uma bolsa com alimentos e remédio e me pediu para fugir, contra a minha vontade eu fugi, e fugi muito. Era o que eu sempre fazia, fugir. Eu era fraco, não tinha com o que defender. Eu não tinha motivos para viver. A única coisa que me fazia ter motivação era a minha mãe, que eu acredito que ela queria que eu fosse feliz. Mas realizar essa tarefa era muito difícil.
Com doze anos de idade, fiquei sabendo que Igneel mandou parar com as buscas do meu suposto seqüestro. A mídia queria muito saber disso, mas eu sabia que eles não iriam conseguir tais informações. A bolsa que Dreyar havia me dado já não tinha mais nada, precisava achar alguma coisa para me sustentar. Comer de migalhas não dava muito certo, até que achei um bordel do outro lado da periferia. Nesse bordel havia meninos da minha idade, resolvi tentar entrar naquilo para conseguir me sustentar. A mulher que tomava conta de lá, resolveu me contratar. Deram-me quarto, comida e até um lugar de total higiene, mas isso tudo tinha um preço. A mulher que tomava conta de tudo isso, seu nome era Ultear. Ela ‘treinou’ agente para servir com bom gosto todas as nossas clientes, que eram freqüentes a visita delas. Conheci um garoto que posso dizer que é meu amigo, Gray Fullbuster. Ele transava com Ultear, mesmo sendo mais novo, ela adorava ele. Percebi que só poderia confiar nele.
Com o tempo, descobri coisas da pior maneira possível, tudo era assim. Eu dependia daquela mulher, fui me aperfeiçoando nas técnicas e as mulheres todas me preferiam. O que eu odiava era machucar as pessoas, por isso, na hora H eu era carinhoso e delicado com as mulheres, elas passaram a ir ao bordel apenas para me ver, ganhava várias gorjetas por isso. Mas era difícil, acabei me tornando mais frio do que já era, meus sentimentos foram presos dentro do meu coração, eu passei a não expressar mais nada, a não sentir mais nada. Minha vida virou aquilo, apenas sexo. Não me dava prazer, não me dava felicidade, não sentia mais nada. Até conhecer certa pessoa..
Seu nome é Lucy Heartfilia. A primeira vez que a vi, percebi que ela era diferente. Era igual a mim. Por trás de toda armadura de ferro dela, tinha fraqueza, decepção, ódio.
Ultear matriculou-me na escola de Gray, ela se tornara responsável por mim. No primeiro dia de aula, fui espancado por garotos na praça onde vi meu pai pela última vez. Heartfilia me salvou deles. Senti um sentimento novo brotando em mim. Estava sentindo alguma coisa pela primeira vez.
Quando transamos na sua festa, foi outras sensações magníficas. Será que isso é paixão? Gostava de provocá-la, para descobrir novas reações dela. O tempo foi passando, ela virou importante para mim.
Depois disso, viramos amigos e me aproximei de Lisanna. Ou melhor, ela se aproximou de mim. Mas sabia que ela tinha outras intenções, acabei por a fazer desabafar. Percebi que Lucy meio que deixava de falar comigo por causa dela, fiquei com um pouco de raiva, até que a loira foi atropelada.
Acabei-a fazendo passar por muito sofrimento apenas por meu egoísmo. Nunca irei me perdoar por isso. O sentimento novo em meu coração necessitava dela, eu precisava do corpo dela colado ao meu. Até que, a vejo, dentro do bordel no quarto de Gray. Isso me deixou irritado. Gray era meu amigo e sabia dos meus sentimentos, então, porque faria isso? Por causa da droga.
Fullbuster fumava. Eu sabia recentemente. Ele dormia de vez em quando no bordel no quarto da Ultear junto com ela. Mas esse segredo, ele havia contado para mim há pouco tempo. De princípio me assustei, mas agora já estou acostumado com ele vindo quase todos os dias fumar aqui.
Para a minha alegria, fui para a cama com Lucy de novo. Essa era a minha droga. O meu vício, não poderia viver sem ela. Mesmo que passemos por dificuldades como a Lisanna ou o Gray, eu a quero para mim. Com ela, eu via o mundo diferente. Sentia o que nunca senti por alguém. Era raro.
Acordei vendo-a observar o quadro onde tenho eu e meus pais. Não reparei nisso e não perguntei. Sentei na cama e beijei seu ombro. Ela me encarou e eu fiquei sério, seria agora que eu iria falar meus sentimentos.
– Lucy..- Arfei em seu ouvido, causando um arrepio nela.
– O quê?
– Eu te amo. — Lucy me encarou chocada, mas eu não a deixei falar. Selei meus lábios nos dela, teve um pouco de resistência, mas ela cedeu. Minhas mãos foram para a sua cintura e a mesma colocou seus braços por torno do meu pescoço. Nosso beijo começou a ficar quente, e quando eu ia empurrá-la para deitar na cama novamente, a porta se abre com força. De lá, vejo uma albina chocada com o que vê. Merda será que isso traria problemas para nós dois? Lucy a encarou como se não esperava que a mesma visse isso. Lisanna indignada começou a gritar.
– Sua mentirosa! Não acredito que sou burra o bastante para acreditar nas suas palavras, era tudo blefe, não era?!
– Lis, deixe-me explicar!.- Lucy falou desesperada, não entendi tal reação. Para mim, Lisanna já sabia.
– Não quero mais olhar para a sua cara!.- A albina se vira bruscamente e saí correndo do quarto, Heartfilia grita com lágrimas nos olhos.
– NÃO!
Fiquei sem saber o que fazer, até que Lucy me abraça e posiciona sua cabeça em meu peito. Retribuo o abraço e escuto-a resmungar que não deveria ter feito isso. Não entendi mais nada, mas fiquei abraçado com ela por algum tempo até que a mesma se livra do abraço e sem olhar nos meus olhos, pronuncia palavras que atingiram como facadas em meu coração.
– Natsu, acho melhor agente não se ver mais..
– O.. o quê? Por quê?
– Por que isso vai trazer problemas, não só para mim, como para você. De agora em diante não vamos nos ver mais.
– Lucy! Não diga isso!.- Abracei-a com força, estava desesperado.
– Natsu, solte-me. Nunca mais me procure, nunca mais.- Ela se soltou de mim e catou suas roupas no chão indo para o banheiro da suíte. Em 5 minutos Lucy saiu correndo do banheiro em direção a porta. Fiquei sem reação, acabara de perder o amor da minha vida, o meu motivo de viver. Um buraco se formou em meu coração, estava doendo muito.. muito. Agora eu não tinha mais nada.. nada..
LUCY POV’S
Saí do bordel chorando sem olhar para trás. Se eu visse a cara dele iria me despedaçar mais ainda! Que merda! Porque essa vida tem que ser tão complicada! Não posso ficar perto de quem eu amo? PORRA!! EU SOU UMA ANTA! Não acredito que fiz isso com a Lisanna! Mas, ele disse. Ele disse.
– Eu te amo.
Ele disse isso! Natsu me ama! Não sei se o que sinto por ele é amor, não sei, mas fiquei muito feliz em ouvir isso! A questão é, Lisanna está cometendo o mesmo erro novamente. Ela está apaixonada por quem é apaixonado por mim. Cara, que complicação! Falar aquilo pro Natsu, foi como se meu mundo deixasse de ser colorido. Tudo ficou preto e branco. Mas eu não tenho escolha.. não tenho..
Correndo agora nas ruas da periferia, enxergo Lisanna lá na frente. Até que ela entra num parquinho e fica parada de costas para mim, chego até ela e quando vou tocar em seu ombro ela me surpreende dando um tapa na minha cara.
– Mentirosa! Você fez isso de novo Lucy! Você está ficando com o menino que eu gosto para zuar com a minha cara!
– Não é nada disso Lisanna!
– Ah, é o que então? Duvido que seja outra coisa! O que é?
–...
– Fala vamos!.- O tapa que ela me deu começou a arder, no meu coração. Não poderia falar para ela que amava Natsu, não poderia. Então, o que eu ia fazer?
– Escute Lisanna, foi uma recaída! Apenas isso!
– Ahaam sei! Para com essa conversinha para boi dormir Lucy! Conheço-te muito bem, sei quando está mentindo!
– Lis, onegai, acredite em mim!
– Não tem como eu acreditar depois que vi com meus próprios olhos. — Ela manteu um olhar de decepção e raiva. Será que havia perdido minha melhor amiga?
LISANNA POV’S
Eu não estava acreditando no que estava acontecendo comigo. Primeiro, é o Loki, depois é o Natsu? Puta que pariu! Desse jeito, prefiro que o cupido nem tente me flechar.
Lucy me perseguiu até a praça, onde dei um tapa na sua cara de tanta raiva. Discutimos um pouco, e agora eu quero saber se ela fez isso pra zuar com a minha cara, ou se ela fez porque sente algo por ele. Para mim, ela só fez isso para me fazer de tonta, para se mostrar que consegue agarrar os meninos que eu quero, e eu não.
Olhei para Lucy com raiva e perguntei.
– Vamos, pare com esse teatro e me diga!
– Te dizer o quê?.- Ela se fez de desentendida.
– Não se faça de boba Lucy! Fez isso para tirar onda com a minha cara ou não?.- Ela hesitou, porra! Fala logo!.- VAMOS HEARTFILIA!
Gritei com ela, e ela gritou de novo.
– TÁ! EU DIGO! VOCÊ VENCEU! EU AMO ELE CARALHO!.- Assim que ouvi isso fiquei sem chão. Não sabia o que fazer. Lágrimas rolaram pela minha face e eu fiquei boquiaberta. Lucy não tinha expressão, seu olhar demonstrava a verdade. Logo começou a chover, porque tudo é tão complicado?
Notas finais
Quem está querendo matar a Lisanna levanta a mão o/
Acho que todo mundo vai levantar, ahuhsuhsasa.
Até em breve, Beeijos!
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