Digo-lhe que sou muito chegada as palavras, sejam elas grandes ou pequenas, sejam robustas ou singelas. As minhas adoradas palavras estão guardadas, adormecidas sob a placidez de minha língua. Apenas esperando o momento que lhe seja conveniente.

No entanto, eu não as uso com moderação. Sou egoísta e guardo as palavras apenas para mim. Por vezes, fico assustada com esse fato assim como uma pequena criança que percebe que teme o escuro. Percebo não apenas meu egoísmo, como também minha arrogância nesse ponto.

[...]

Pobre e condenado papel. Ele que aceita minhas reclamações e minhas tristezas, sempre de braços abertos, pronto para ser marcado, para eternizar as minhas palavras em sua textura.

" A segunda à direita, e depois sempre em frente, até de manhã"

- Peter Pan

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  • Entrou em 26 de ago. de 2011 19:15
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