Dói, mas você não sente

Você entrou, se aconchegou, nem bateu na porta

Talvez, seja culpa minha

As caixas impediam ela de ser fechada

Conheço sua fama

Conheço seu peso

Conheço sua força

E suas histórias

Mas não vou deixar você me afundar mais

Eu posso tomar remédios

Aqueles caros sabe?

Que me deixam em claro nas noites escuras

Onde nem a lua consegue exibir seu brilho

Aonde minhas flores não crescem

Aonde o sol é forte demais que acaba as secando

Até tentei um regador

Mas só consegui regar a dor

E ela enraizou

Se espalhou

E cresceu

Maldita solidão que nunca caminha sozinha

E bem esperta a tristeza

Que anda lado a lado com a felicidade

Deve estar difícil de entender

Mas com certeza você entende, né?!

Já que sou o hospedeiro

E você o maldito parasita

Porém tenho uma má noticia

Uma hora eu vou morrer

Talvez não no sentido literal

Você sabe disso né?

O que mata por dentro todos os dias!

E quando acabar meus nutrientes

E você não conseguir se alimentar mais

Vai perceber o que perdeu

Por ser burro de mais

De certo modo você me ajudou

Me fez criar

Pensar

Expressar, etc.

Você não vai completar sua missão

Já disse que você não vai me levar

E quando eu passar por cima de você

Vou resetar o jogo

Aí começaremos tudo de novo

Caso não tenha entendido, fiz de propósito

  • ID: #753890
  • Títulos: Nenhum
  • Entrou em 25 de dez. de 2017, 22:37
  • 3 comentários destacados pelos autores
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