"(...) O Kramer apaixonou-se por uma corista que se chamava Olga. Por algum motivo nunca conseguiam encontrar-se. Ele gritava passando pela casa de Olga, manhãzinha (ela dormia): Olga, Olga, hoje estou de folga! Nas nunca se viam e penso que ele sabia que se efetivamente se deitasse com ela, o sonho terminaria. Sábio Kramer. Nunca mais o vi. Há sonhos que devem permanecer nas gavetas, nos cofres, trancados até o nosso fim. e por isso passíveis de serem sonhados a vida inteira." Hilda Hilst, Estar sendo. Ter sido.

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  • Entrou em 18 de fev. de 2016 00:45
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