"A deusa proibida abriu os olhos lentamente. Finalmente havia acordado após inúmeros séculos. Observando o desgaste das paredes de seu túmulo, moveu os dedos frios e trêmulos sobre as rachaduras. Pareciam que iriam desabar a qualquer momento se fizesse um movimento mais brusco. Empurrou a tampa em seguida sem dificuldade nenhuma, se sentando. Seu templo estava em ruínas, completamente destruído. Saiu de seu caixão de pedra fitando o céu estrelado em silêncio, ignorando o solo arenoso, tão gélido quanto seu próprio corpo. Quanto tempo se passara? Tentando se lembrar qual fora a ultima vez que vira um rosto conhecido, estremeceu sentindo o peito doer por alguns instantes. A deusa esquecida chorou sem deixar uma lágrima sequer cair. Soluçando silenciosamente se perguntando se aquele sentimento corrosivo ainda fazia sentido..."

  • ID: #454901
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  • Entrou em 1 de abr. de 2014, 22:49
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