Menina moleca que ama a oralidade, a comunhão e a universalidade. Gosta de falar de si mesma na terceira pessoa, e também falar com terceiros, segundos, primeiros e últimos. Fala demais. Demais. E também gosta de tempos antigos, de feudalismo, da década perdida e acha um charme amor à moda antiga.

Só não anda de bicicleta porque não tem uma, então se contenta com os próprios pés. Acha que todo mundo é de todo mundo, e cada um possui à si próprio. Que o mundo é uma controvérsia onde o branco pintado de verde continua branco, e ao mesmo tempo é e não é verde.

Não sabe de nada ainda, mas vai descobrir. Porque ela sente isso. E como eu disse antes, ela fala muito. E odeia ser certinha demais. Mas ao mesmo tempo não é, e detesta quem finge ser.

Acha que temos que nos soltar e perceber que estamos todos no mesmo nível da pirâmide. Ninguém sabe demais. Ninguém sabe de menos. Também dispensa formalidades e explicações; o que foi passou e passado não nos serve agora, porque estamos num presente único, que antes já foi futuro e agora daqui a um segundo vai acabar. E foi de novo. E fim de novo.

"Mostrar a felicidade é algo vergonhoso;

Mas é fácil pra quem sabe

Só

Rir".

  • ID: #397989
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  • Entrou em 30 de nov. de 2013, 21:30
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