Sou o que sou, nada mais que isso.

Dou risada de tudo, adoro conversar com todos mas nem por isso digo tudo o que penso.

Espero algo de todas as pessoas. Procuro crescer todos os dias.

Dançar é o modo que encontrei pra extravasar todas as minhas energias.

Ler é a minha forma de conhecer todo o mundo sem sair do lugar e que me faz querer viajar "o mundo em 80 dias".

Escrever é a mais significativa arte que tenho. Escrevo o que penso, sinto, o que sou e o que não sou, o que quero ser e não.

Possuo um extraordinário poder em minhas mãos e uma mente cheia de idéias.

Sou um animal, me chamam de "humano" e nada mais que isso.

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

(Trecho do "Poema em linha reta" - Álvaro de Campos)

  • ID: #36717
  • Títulos: Nenhum
  • Entrou em 13 de fev. de 2010 16:33
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