Bunker
Talvez ela gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um.
A garota olhou para o céu nublado e abriu um sorriso com os dentes concertados por anos de uso de aparelhos. Jogou o cabelo colorido por trás se ombro, e este fez cócegas em sua nuca. Concertou o óculos no rosto, jogou o pé calçado com o coturno para frente e se colocou a correr.
Os fones faziam a música estourar em sua cabeça. As pessoas a olhavam de forma crítica pelo seu cabelo rosa e roxo, mas não era como se ela se importasse. Procurava no mar de pessoas uma que carregasse - em nuvens cheias - uma chuva de amor.
A chuva que pingava em seus ombros nus não podia incomodar menos. O cabelo curto se tornou maior, e ali mesmo ela começou a dançar os improvisados passos aprendidos na aula de Jazz.
Ela era um mistério a ser resolvido, e estava a procura de mistérios a resolver. A voz rouca ecoava.
Ela só usava preto, mas tinha a mente mais colorida.
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- Entrou em 17 de jul. de 2013 21:59
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