De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

  • ID: #256482
  • Títulos: Nenhum
  • Entrou em 27 de dez. de 2012 14:26
  • 3 comentários destacados pelos autores
Nenhum livro encontrado
Carregando...
Carregando...
Favoritos
Carregando...