Vago por uma rua escura e vazia com meus pensamentos a mil. Cada passo que eu adiantava ecoava pelo vácuo perpétuo como um grito desafinado batesse numa frágil lámina de vidro. Os movimentos respiratórios cada vez mais pesados, agoniantes, formava uma nítida bruma que saía queimando minhas nárinas. O vento úmido e gélido batia delicadamente pelo meu rosto, levando nos seus cachos barulhentos ideias soltas da minha mente. A brisa fazia mechas do meu cabelo se baguçarem de um modo elegante, em um vai e vem que poderia encotrar meus fios em nós escancarados. Enquanto minha sombra movia-se elegantemente ampliando seu tamanho, a lua encantava a noite com sua pálida e translúcida luz, clareando uma pequena parte de fria e negra noite. Céu sem nuvens, sem estrelas, apenas com um enorme astro junto com seu belo luar. Andei um pouco mais até chegar em uma mancha verde no meio da escuridão. Arrumei meu casaco e saquei lentamente meu caderno azul e um lápis tão escuro como o céu. Encontrei-me novamente com o luar prata que deixava os delicados orvalhos da noites verdes sobre a grama. Pequenas flores brancas brotavam do solo, exalando seu odor doce de terra molhada com uma pequena mescla de cravo. Um ambiente ótimo para deixar os pensamentos fluírem. Deixe os meus dedos trabalharem sobre o lápis, traçando linhas sobre o papel. Os movimentos eram rápidos, porém tinham a mesma delicadeza e suavidade de uma dançarina. Minha concetração focava-se no ambiente relaxante e nas ideias, nas lembranças, nas frases que surgiam na minha cabeça. Esboçei delicadamente meu dedo sobre o desenho, entre as curvas da imagem, sombrando algumas partes da figura. Desloquei a minha mão do papel, mordisquei a ponta do lápis e depois começei a escrever uma passagem:

A prata que banha teu leito nascido da raiz

Um bosque dócil vive na cegueira do anoitecer

Cidade de pedras, reencanto da vida

Que ao renascer, terra migrará para o alto

Oh, Filhas de Éden

Tu és uma guerreira, desarma todos com sua beleza

Das margens dos anjos e dos arredores dos demônios

És a única que ergues sem derramaste tinto

Um fraco e singelo sorriso surgiu nos meus lábios, deixando o ar de orgulho no frescor do vento da noite. Arranquei a pequena flor do gramado virente e repousei-a em cima do meu caderno. Ao sair, minha caminha tornou-se leves e calados e os pensamentos que gritavam na minha cabeça se acalamaram. O quê um tempo sozinho com você mesmo pode resultar. Gotículas finas como relento repousaram no meu ombro. A minha solitária caminhada agora estava em bela sincronia com pingos rápidos da chuva...

Estou com alguns probleminhas nas DC que estou pretendendo fazer, então minhas fics irão estar um pouco lentas.

Once Upon a Time In Stafford - Ativa, sempre postada nas Quartas

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  • Entrou em 19 de nov. de 2011, 12:53
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