Lyra
Quem sou eu?
É uma pergunta que sempre faço.
Mas sinceramente, acho que já não sei quem sou
Ou talvez jamais soube.
Uma boa filha, aluna dedicada?
Ou uma neta mal educada?
Uma criança alegre que abraça sua famíla
Que tornou-se uma adolescente fria e cheia de não-me-toques?
Uma pessoa que ama a noite, mas teme a escuridão
Uma boa e leal amiga
Que na verdade, já não acredita mais em amizades.
Aquela que tem coragem pelos outros e não por si mesma.
Prefere o preto e outras vezes o branco
Uma pessoa contraditória em vários sentidos.
Insegura de si
Que se torna segura para defender seu ponto de vista
E o defende até que aceitem,
Pois também sabe aceitar ponto de vista alheio.
Odeia perder, é teimosa.
Sempre ouve os outros e tenta ajudar
Só ouve, falar sobre os próprios problemas está fora de cogitação
Não por orgulho, mas por não querer incomodar.
Não planeja o futuro
Se quer sabe o que quer para o resto da vida.
Casar? Não tem vontade,
Mas quem sabe encontre alguém para me fazer mudar de opinião?
Me acho sem graça, sem atrativo, não sou engraçada,
Preguiça pode ser considerado o meu segundo nome
E quase sempre não sei o que dizer,
Deve ser por isso que me mantenho calada então?
Quem sabe?
Eu não sei, minha família também não
E meus amigos? Duvido que saibam metade da minha vida.
Mas agora que paro para pensar,
Talvez tenha respondido um pouco da minha primeira questão.
Porque no fim, sou uma junção atrapalhada de tudo que falei.
Não devo ter colocado tudo sobre mim
Sou mais complexa do que aparento ser,
Mas não me lembro de nada que seja também relevante
Para fazer parte desta simples narração
Que define, em parte, quem sou eu.
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- Entrou em 25 de out. de 2011, 08:36