Recomendado por Amanda Alonso
Amanda Alonso
Me sinto uma idiota! ok! deixa eu explicar! Eu simplesmente não poderia apenas comentar nesses cap. que eu li. Isso não faz juz a essa historia maravilhosa que está sendo. Apezar das constantes mudanças de humor que ela me causa haha Nao poderia deixar um dois, tres comentarios, não posso deixar uma duas ou tres recomendações, isso não faria jus ao fantastico e perfeito enredo que está se desenrolando nos fazendo querer cada vez mais e mais. Amo cada palavra, e você sabe disso né Luuh? haha por isso tive que comentar, e espero realmente que todos leiam pois vale a pena recomendar
OBEDEÇA "AS" LEIS
O verbo exige a preposição “A”. Ou seja, não se obedece algo, se obedece a algo. O correto é "obedeça às leis de trânsito".
(1) ACENTO / (2) ASSENTO
1. É o tom de voz ou o sinal gráfico (^, ´, `). -> Ex: o acento é esquecido por alguns escritores.
2. É o lugar para se sentar. -> Ex: Não havia assento no ônibus.
Recomendado por Panda Triste
Panda Triste
A literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada, através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio. Os fatos que lhe deram às vezes origem perderam a realidade primitiva e adquiriram outra, graças à imaginação do artista. São agora fatos de outra natureza, diferente dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social. O artista literário cria ou recria um mundo de verdades que não são mais medidas pelos mesmos padrões das verdades ocorridas. Os fatos que manipula não têm comparação com os da realidade concreta. São as verdades humanas gerais, que traduzem antes um sentimento de experiência, uma compreensão e um julgamento das coisas humanas, um sentido de vida, e que fornecem um retrato vivo e insinuante da vida. A Literatura é, assim, vida, parte da vida, não se admitindo possa haver conflito entre uma e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana.
Lindo não é? Bom, infelizmente esse texto não é meu. Afrânio Coutinho foi quem escreveu isso em suas Notas de Teoria Literária.
Agora o por que de eu ter escolhido esse texto para recomendar Cinquenta Tons de Medo? Vejamos, analisemos, compreendamos...
Por muitos e muitos anos, a definição de arte englobando todas as formas de se fazer arte - era: A representação do belo. Sim, concordamos que a arte é bela. Mas analisemos a palavra belo. O que seria O Belo?
O belo, para mim é pessoal, subjetivo demais para se definir. Então por isso, como representar algo tão variável, de pessoa para pessoa, quanto o belo? Convenhamos, o belo se tornou obsoleto. Foi esmagado pela modernidade e, hoje, o belo já não é levado mais tão a rigor e consideração. O que é belo para mim, pode muito bem e provavelmente será ser um insulto ao bom gosto para você.
Mas aonde quero chegar com isso?
Bem, juro que tinha uma boa desculpa plausível para tudo isso. Mas com toda essa discussão sobre o que é ou não belo, eu me pergunto: O que seria plausível diante de que belo, é aquilo que eu, você ou ele queremos que seja belo? Também, por que belo? Não posso eu amar o feito, repugnante e horripilante? Ora, o que são esses conceitos diante de tanta subjetividade? Meras palavras que não dizem nada, mas que bem exploradas dizem tudo.
Literatura é a arte de escrever, de utilizar as palavras que de tal modo, são suas ferramentas de trabalho. Mas utilizar as palavras de qual modo? Eu estou utilizando as palavras agora. Isso quer dizer que o meu texto é um texto literário? Não! Quebrando barreiras bem densas, que viveram por anos, eu digo: Nem todo texto é literário apenas por se tratar de um conjunto de palavras, frases, orações, períodos e sentenças. O texto literário trata dos sentimentos, da alma aflorada em suas palavras; A utilização da forma mais ampla possível das palavras.
O que eu tentei dizer, por meio de todo esse texto não literário, foi: Não importa se Cinquenta Tons de Cinza e/ou A Saga Crepúsculo fazem parte de seu leque literário. Aqui, deve-se levar em conta o enredo, o modo formal também podendo-se dizer, estrutura textual -, as ideias do autor, o modo como ele (ela) o transporta do real caótico, ao sobrenatural e fantasioso, talvez até mesmo mais caótico, ou lindo se colorido como o arco-íris. Venho por meio desta, afim de quebrar barreiras do preconceito literário. Eras, famílias e grupos literários, mesmo existindo apenas pelo preconceito e necessidade de contestamento, compõem a parte da arte que trata de declarar o amor pelas palavras. Mas convenhamos que se continuarmos agindo assim, estaremos retrocedendo séculos de civilização e nos equiparando com uma sociedade muito menos desenvolvida.
Cinquenta Tons de Medo, trata do amor. O amor verdadeiro! Não, não aquele clichê da Cinderela, Branca de Neve ou qualquer outro conto de fadas. Trata do amor verdadeiro, aquele real. Porque a literatura é a transfiguração do real. O amor que cabe a mim e a você. Aquele que nós lutamos para encontrar e, quando encontramos, lutamos para mantê-lo vivo. Se muitas vezes, somente não encontramos. Aquele que não é fácil de vir, mas que facilmente se vai. Aquele que depende de nós para acontecer e não que cai do céu como uma bomba nuclear pronta para aniquilar seus sentimentos ruins. Mostra que o amor pode ser dividido. Pode ser sacrificado. Pode, e quase sempre, morre. O amor possessivo. O amor sofrido. O amor que dói na alma. Esse amor que um dia você sentiu e não foi correspondido. Ou pior, foi correspondido mais se acabou. O doce amargo viciante.
Cinquenta Tons de Medo trata, de forma não real, a realidade.
Cinquenta Tons de Medo trata de você.
É saudável, construtivo e envolventemente revelador.
Cinquenta Tons de Medo, pede que você o leia até o final.