Recomendado por Swerga
Swerga
Quem diria que um fã de Tolkien conseguiria "captar" seu universo. Essa história é fascinante, e fofa, pois toda história precisa de algo que prende, e essa tem o que precisa. A autora sabe até a personalidade dos personagens, Thorin meio revoltado, Tauriel faz o que achar certo, sem ordens, Bilbo convencido, e por ai vai.
"PROLONGO"
Aquela introdução da história que costumamos fazer, antes de iniciar os capítulos, se chama PRÓLOGO e não
PROLONGO ou PROLÔNGO. PROLONGO é o verbo "prolongar" conjugado na 1a pessoa do singular no presente do indicativo, e PROLÔNGO nem existe. O ser do mal que usou essas duas últimas palavras para nomear o "prólogo" terá de prestar contas com o Senhor no dia do Juízo.
(1) EXTINTO / (2) INSTINTO
(1) Algo extinto é que não existe mais, que acabou. -> Ex: Os dinossauros foram extintos há milhões de anos.
(2) O instinto é o impulso natural, é a tendência que temos de responder automaticamente a algo. -> Ex: Ele agiu por instinto.
Recomendado por SahVandenburg
SahVandenburg
Sabe, é sempre complicado para mim fazer uma recomendação. Eu nunca sei por onde começar. Por isso acabo me acanhando e geralmente não recomendo nada. No entanto, uma vez ou outra, uma ou duas histórias me fazem sair da toca (de hobbit... não pera!) por sua beleza, qualidade e inovação. "A Razão do Rei", particularmente, me expulsou para fora da minha zona de conforto a força, fui praticamente obrigada a recomendar isto, e de coração... Bom, não vou falar do meu coração (♪são tantas emoções...♪). Certo, talvez mais tarde.
Por muito tempo eu estive vagando pelo Nyah!Fanfiction procurando algumas fanfics de "O Hobbit" e "Senhor dos Anéis" e de vez em quando eu topava com essa história aqui seja em favoritos ou em recomendação de alguns perfis que eu fuçava (não brinque comigo, sou pior que o FBI na investigação), porém, entretanto, minha reação era sempre "Meh! Outra hora eu leio". Até que um dia... um dia eu decidi ler...
"Meu Eru de Valinor! Santo Rassilon de Gallifrey! Por que eu não li isso antes?" Detalhe: essa foi a minha reação no primeiro capítulo. Devorei a história em o quê? Dois? Três dias? Sim, isso. O impressionante é a qualidade da narração, principalmente a captura da essência dos personagens. Sempre valorizo isso em qualquer fanfic que leio. Afinal, puxa, você já está usando personagens que não são seus, são de outras pessoas, o minimo que você pode fazer é representá-los da melhor forma possível. Coisa que é feita com excelência e magnitude nesta história. Os cenários, as tramas, o desenvolvimento, tudo é calmo, leve e perfeito.
O estilo da narração é engraçada (é o Legolas contando para a Sociedade do Anel sobre a mãe dele contando sobre o que aconteceu entre ela e Thranduil enquanto o Legolas cresce. Afinal, não é tudo que um elfo com cinco anos possa ouvir sobre um casal... às vezes nem com quinhentos, né, Legolas? Cof... Cof... [Risadinhas]), é uma série de flashbacks muito bem organizadas sob o ponto de vista de uma personagem, a Syndel, que já ganhou um terreno eterno no meu coração.
Sobre o Thranduil, a gente sente a leveza da juventude que ele deveria ter (que ele certamente teve) antes de se tornar aquele rei amargo que a gente conhece. A gente acompanha suas mudanças, seus desenvolvimentos, a gente aprende a conhecer um Thranduil que um dia sorriu, amou, que sentiu medo e que se divertiu.
Sobre a Syndel, bom... é como se, no Universo de Tolkien, ela sempre estivesse lá. Eu realmente não consigo separar o que é cânon do que foi escrito aqui de tão perfeito. Não sei se sou a única que pensa assim, espero que não. Se, por um acaso, achassem uma carta perdida do Tolkien falando sobre a esposa de Thranduil e mãe do Legolas eu não ia aceitar. É a Syndel, pronto e acabou! Ela é engraçada, forte, decidida, teimosa (muito teimosa, né, Thranduil?) e uma ótima pessoa.
Enfim, Legolas não poderia ter tido uma mãe melhor, nem o Thranduil uma esposa melhor.
Sobre a autora, bom, ela brinca com o nosso coraçãozinho sofredor de fã como uma criança brinca com massinha de modelar (molda, amassa, separa, destrói... etc). No final, a gente chora e faz carinha de Gato de Botas pedindo mais.
Ah! Já falei que essa história não é recomendada para pessoas com problemas no coração? Eu, por exemplo, tive um ou dois ataques cardíacos enquanto lia, minha pressão foi lá para o alto e eu achei que ia morrer. Mas passo bem, obrigada. Foram só algumas emoçõezinhas (emoções? EMOÇÕES?! *revoltada*) que a gente encontra no caminho.
Bom, é só. Eu vou parar por aqui, ou vou passar a noite escrevendo. Beijos e tchau!