nossa, preciso dizer que isso me tocou fundo, com uma espécia de sentimentalismo bonito e desagradável? preciso dizer que você transcreveu meus sentimentos? sentimentos só meus? preciso dizer que sua narração me fascina e me deixa quase sem ar? que ela é muito realista e me deixa com um nó na garganta? Que seus personagens e situações são reais demais para não me deixar incomodada?
que eu adoro ler tudo que você escreve, e que quero a continuação?
Que eu tenho nojo desse cinismo hipócrita tão comum a todos os bullies?
Eu sofri bullying quando era pequena, não me lembro muito bem. Mas até hoje sofre "pequenas" discriminações, mas nunca me atingiu forte.
O André deve, realmente, ter sofrido muito com tudo isso. E ainda vem o cara que mais o maltratou para ser seu chefe! Deve ser horrível, pq ele não fez nada pra chegar a esse patamar (o chefe) ~_~
Depois, aperece uma mulher com olhos de serpente/felino. HAHAHA' eu quero saber quem ela é! :3
Ainda não li o próximo capítulo, mas espero um ato sangrento. Puxa vida! Como você consegue ir no cerne do problema? O bullying na escola, as dificuldades no trabalho, o azar no amor... Tudo isso é tão corriqueiro, que ninguém fala, como se fosse uma falha na personalidade, um tique nervoso, um defeito físico, ou uma tara. E você fala dessas coisas comezinhas da vida, como uma forma de elucidar um crime ou uma situação absurda. Ficou muito bom mesmo. Na parte em que você relata a rotina do rapaz, eu pensei "poxa, essa foi minha vida", principalmente a parte do ônibus lotado, e também a parte do relógio de ponto, mas eu nunca esstressei por chegar atrasada. Inclusive minha ex-chefa vivia falando "fulana é uma péssima profissional, mas é honesta, nunca mentiu quanto ao horário que chega pra trabalhar", não que isso seja um mérito, mas enfim... Sabe que eu tive vontade de escrever uma fic, assim sobre uma existência miserável e mesquinha também? Mas não acho que o faria tão contundente quanto você o fêz. Está muito boa sua fic, só espero que o rapaz não acabe enlouquecendo no final. É bom ver um criminoso (já estou adivinhando tudo) lúcido pra variar. Um abraço. :-)
Ainda não é no segundo capítulo =X não querendo dar spoilers, mas você advinhou parte das coisas. mas tem mais aí. :P
Eu realmente não acredito em "falhas (de nascimento) na personalidade" - não que não existam pessoas com disturbios de personalidade ligados a algum fator biológico ou genético, como falta de lítio. Mas acho que muito do que as pessoas são é um resultado do meio, da cultura.
Não que "oh, aquele assassino é fruto de um meio violento, então temos que perdoá-lo", mas "meios violentos costumam gerar pessoas violentas. o que podemos para evitar a perpetuação disso?"
(adoro seus reviews, sempre me fazem pensar)
Ah, gosto de escrever sobre o cotidiano :P principalmente de coisas inusitadas a partir de algo cotidiano. :B eu ainda não trabalho, mas sei que pegam pesado com isso de atraso. Agora, ônibus lotado acho que faz parte do dia de muita gente xD e por vezes realmente irrita.
Vê-se q o protagonista carrega um peso muito grande, e ainda não conseguiu superar ou encontrar uma valvula de escape para oq passou na adolescencia. Claro q ter o inimigo d colegio como chefe não costuma ajudar.
Resta saber se o protagonista encontrara a força necessaria para continuar, ou se entregará a loucura.
Mas a historia esta boa, bem descritiva e imagética. Gostei!
Minha ideia nessa história é tentar desenvolver uma trama meio "inconvencional" - ver o que sai dsso xD
Agradeço muito pela review! o/
A
Alchem
Muito boa, bem escrita. Mostra como o trabalho é entediante e, ao mesmo tempo, entorpecente.
Bem, não pude deixar de notar um cacófato numa certa frase:
André arrepiou-se e apressou o passo, a mochila bem apertada contra as costas, caminhando em direção ao ponto de ônibus. Já haviam algumas pessoas ao redor do marco cor de laranja e a baforada de fumaça de um coletivo que acabara de partir fez o rapaz tossir e precisar apoiar-se
Mas tá demais. E bem carregada de frustrações. Se bem que é só o primeiro cap, ^^
Legal. O gordo merendinha ressentido com as coreadas que tomou no colégio. Legal ele continuar corinho e subalterno, evitando o politicamente correto da situação se inverter e ele virar chefe, mas triste o fato de haver uma desculpa pro outro ser o chefe (ter conseguido sem esforço, universidade particular, não é um verdadeiro vencedor, etc.). Ia ser ainda mais deprimente e enraivecedor pro gordinho se o coreador fosse mais perfeito e mais vencedor ainda e não tivesse esses defeitos. E mais ainda se o gordinho sim tivesse universidade particular e pai rico e mesmo assim fosse incompetente, senão rola um pedido pro leitor se compadecer dele, coitado, que é injustiçado mas é tão bom. Mas deliro. Não liga.
"as longas conversas sobre video-games e livros de fantasia" asdfoksaofdaskfsd. genial, genial.
com sigo é meio que tudo junto, sem querer ser chato.
"Não sabia o que faria sem aquela máquina comprada em várias prestações" <- delícia.
agora vou ler o resto, espero que não role uma insanity of jones e o gordinho não mate ninguém.
Então, tipo, foi uma certa intensão politica por o gordinho nessa situação. XD era para ser representativo daquela ideia de compensação "tu é feio, mas vai virar o bill gates, então não se preocupa" que usam para enganar as pessoas (me enganaram com isso no colegial) - sempre acho que mérito e ascenção social através do próprio esforço são fábulas neoliberais :x
Obrigada pelos elogios XD
vou arrumar o "com sigo" D: não tenho ideia de como isso foi acontecer >_< isso que dá escrever de madrugada.
Fanfic muito interessante, estou gostando de acompanhar. Este trecho me chamou a atenção: "apertado entre as pessoas agarradas às barras metálicas do ônibus feito pedaços de carne em um frigorífero". Ótima perfomance descritiva Ana (já estou me cansando de me impressionar com as suas proezas cada vez mais constantes e menos "modestas" rsrs). Este protagonista me parece bastante frágil, tanto psicologicamente quando fisicamente e você não tem o hábito de criar personagens com tais características. Estou realmente curioso em descobrir o que a motivou a escrever tal fanfic.
"Ela era magra, morena de um tom pálido. Tinha cabelos negros e bem curtos, desfiados sobre a testa. Seus olhos amarelos estavam cravados no rapaz alto e forte, preso a correntes pendendo do teto baixo daquele porão abandonado. A mulher sorriu para o rapaz subjugado e o rosto dele não estava visível porque o ambiente era bastante escuro. A única luz vinha de um poste lá fora e estava toda na cara da mulher."
Eu achei esta cena magnífica. Eu me sinto atraído por mulheres poderosas como esta dos olhos amarelados (uma descrição bastante interessante, pois realça tal poder.) Ainda não tenho certeza muito bem do que ela seja, talvez um fantasma, mas já me senti atraído por ela. Espero que seja muito inteligente e que este poder se mantenha ao longo da fic. (porque se for um fantasma eu sei que você irá contra aquele padrão de fantasma burro e idiota que só quer saber de assustar e matar = menina do chamado u.u.)
"Fazia frio e André não tinha nada de bonito para olhar. Os canteiros das poucas árvores da rua em que vivia estavam cheios de lixo, não havia um muro que não tivesse sido maculado com tinta spray e um cão esquálido bebia a água suja empoçada no meio-fio. Por pouco o rapaz conteve um ímpeto de abraçar o animal, mesmo que a pelagem marrom estivesse falha e manchada com a graxa de algum lugar que o cão encostara. Se não tivesse que ir trabalhar, se o dinheiro do estágio não fosse tão importante para pagar as contas de casa, se não fossem tantas coisas que tiravam de seu controle as decisões sobre a própria vida, teria escolhido fazer algo pelo cão."
Eu achei este trecho tão real e universal. Muitas vezes já passei por isto e me senti assim. Aqui está o seu estilo característico que é possível notar em todas as suas fics, seja lá qual for o tema. Gostei do uso correto da palavra "esquálido". (o som da própria palavra já fornece uma ajuda na construção das imagens necessárias para interpretar este trecho) Aqui também está embutida uma crítica a nossa querida máquina que funciona com engrenagens defeituosas e barulhentas (como são barulhentas!) chamada SISTEMA. Gosto desse tom politizado de suas fics e isto estimula o meu pensamento.
Como comentário final, acho interessante como você aborda toda esta questão da hierarquia social. Ultimamente andei assistindo um anime muito interessante em que a filosofia do vilão (na verdade um império que domina o mundo) expressa que essa hierarquia é algo inerente a evolução, ou seja, o natural é haver a desigualdade, pois sem ela não haveria a evolução de algo "ruim" para algo "melhor". E que a igualdade representa o atraso e o colapso do desenvolvimento humano. (Sei que a imagem do seu querido "tio" Stalin surgiu aí nesta cabeçinha não?) Você leu sobre a filosofia? Pois bem, agora vou lhe dizer o nome deste império. Gostaria que você tivesse lido esta filosofia sem conhecê-lo, pois tenho certeza que assim que revelar o nome uma porção de preconceitos lhe dominará e um filme rodará na sua mente. (é uma filosofia interessante, um outro lado da moeda) Chama-se Britannia. (sugestivo não?) Gostaria de conversar sobre isto com você depois, talvez nossa conversa influa na elaboração dos próximos capítulos. Vou continuar acompanhando. Sua fanfic está ótima.
Finalmente vou responder o review (mas já tinha lido faz tempo xD).
Cara, essa história surgiu realmente de observar as coisas ao meu redor. Como você viu, todo o cenário é conhecido meu e os personagens são as pessoas que você vê por aí e fica imaginando o que se passa na vida delas.
Acredita que nunc assisti "o chamado"? XD Não gosto muto desses filmes de terror. Prefiro suspense - e quando tem elementos sobrenturais é leal que isso brinque com a mente do personagem, ao invés de simplemente "booo!" e todos sairem correndo e gritando.
mas essa mulher não é exatamente um "fantasma", digo, ela nunca foi humana. Ela representa algo humano. :P E tinha que ser poderosa e sedutora, para chamar a atenção do André.
bom, tem uma certa agenda por trás da história. xD eu queria que ela fosse entretenimento e causasse suspense, mas nunca perco uma chance de aludir ao que me interessa e vc sabe minhas opiniões políticas. - Acho que essa fic aqui contém umas doses disso, mas é Boy Scout que realmente é, às vezes, mais "tese" do que "ficção". :P
sobre o comentário final: eu sinceramente acho que mesmo que alguma coisa seja "natural", não existe nenhum motivo para que não subvertamos esse estado de natureza, ainda mais se for para tornar algo melhor.
E veja que é justamente o vilão que pensa o contrário. ;D
estou esperando seu comentário sobre o capítulo seguinte ^_^
nossa, preciso dizer que isso me tocou fundo, com uma espécia de sentimentalismo bonito e desagradável? preciso dizer que você transcreveu meus sentimentos? sentimentos só meus? preciso dizer que sua narração me fascina e me deixa quase sem ar? que ela é muito realista e me deixa com um nó na garganta? Que seus personagens e situações são reais demais para não me deixar incomodada?
que eu adoro ler tudo que você escreve, e que quero a continuação?
Que eu tenho nojo desse cinismo hipócrita tão comum a todos os bullies?
*_*
Obrigada pela presença, Sami!
Poxa, nem sei o que dizer :P Essa primeira parte era para ser desagradavelmente realista.mas as coisas vão mudar. xD
Acho que ainda hoje posto a segunda parte :3
:*
Eu sofri bullying quando era pequena, não me lembro muito bem. Mas até hoje sofre "pequenas" discriminações, mas nunca me atingiu forte.
O André deve, realmente, ter sofrido muito com tudo isso. E ainda vem o cara que mais o maltratou para ser seu chefe! Deve ser horrível, pq ele não fez nada pra chegar a esse patamar (o chefe) ~_~
Depois, aperece uma mulher com olhos de serpente/felino. HAHAHA' eu quero saber quem ela é! :3
Será que é a morte? ê_e
parece um pouco a Morte de Sandman, mas não é ela :P
obrigada pela review :3
bullying infelizmente é/ foi a realidade de muita gente e isso é um dos motivos que me leva a escrever sobre o assunto.
logo atualizo e mando um recado.
;*
Na parte em que você relata a rotina do rapaz, eu pensei "poxa, essa foi minha vida", principalmente a parte do ônibus lotado, e também a parte do relógio de ponto, mas eu nunca esstressei por chegar atrasada. Inclusive minha ex-chefa vivia falando "fulana é uma péssima profissional, mas é honesta, nunca mentiu quanto ao horário que chega pra trabalhar", não que isso seja um mérito, mas enfim... Sabe que eu tive vontade de escrever uma fic, assim sobre uma existência miserável e mesquinha também? Mas não acho que o faria tão contundente quanto você o fêz.
Está muito boa sua fic, só espero que o rapaz não acabe enlouquecendo no final. É bom ver um criminoso (já estou adivinhando tudo) lúcido pra variar. Um abraço. :-)
Ainda não é no segundo capítulo =X não querendo dar spoilers, mas você advinhou parte das coisas. mas tem mais aí. :P
Eu realmente não acredito em "falhas (de nascimento) na personalidade" - não que não existam pessoas com disturbios de personalidade ligados a algum fator biológico ou genético, como falta de lítio. Mas acho que muito do que as pessoas são é um resultado do meio, da cultura.
Não que "oh, aquele assassino é fruto de um meio violento, então temos que perdoá-lo", mas "meios violentos costumam gerar pessoas violentas. o que podemos para evitar a perpetuação disso?"
(adoro seus reviews, sempre me fazem pensar)
Ah, gosto de escrever sobre o cotidiano :P principalmente de coisas inusitadas a partir de algo cotidiano. :B eu ainda não trabalho, mas sei que pegam pesado com isso de atraso. Agora, ônibus lotado acho que faz parte do dia de muita gente xD e por vezes realmente irrita.
Logo mais posto a continuação ;*
Obrigadão mesmo por ter comentado *_*
Vê-se q o protagonista carrega um peso muito grande, e ainda não conseguiu superar ou encontrar uma valvula de escape para oq passou na adolescencia. Claro q ter o inimigo d colegio como chefe não costuma ajudar.
Resta saber se o protagonista encontrara a força necessaria para continuar, ou se entregará a loucura.
Mas a historia esta boa, bem descritiva e imagética. Gostei!
Hey! :D
Obrigada! ^^
Minha ideia nessa história é tentar desenvolver uma trama meio "inconvencional" - ver o que sai dsso xD
Agradeço muito pela review! o/
Muito boa, bem escrita. Mostra como o trabalho é entediante e, ao mesmo tempo, entorpecente.
Bem, não pude deixar de notar um cacófato numa certa frase:
André arrepiou-se e apressou o passo, a mochila bem apertada contra as costas, caminhando em direção ao ponto de ônibus. Já haviam algumas pessoas ao redor do marco cor de laranja e a baforada de fumaça de um coletivo que acabara de partir fez o rapaz tossir e precisar apoiar-se
Mas tá demais. E bem carregada de frustrações. Se bem que é só o primeiro cap, ^^
Alchem ^^
Sim, trabalho aliena as pessoas :P
vou arrumar o cacófato - o pior é que eu caço esse tipo de erro com sangue nos olhos :P escapou mesmo. obrigada por avisar ^^
que bom que tu gostou =D
thanks! ^^
Legal. O gordo merendinha ressentido com as coreadas que tomou no colégio. Legal ele continuar corinho e subalterno, evitando o politicamente correto da situação se inverter e ele virar chefe, mas triste o fato de haver uma desculpa pro outro ser o chefe (ter conseguido sem esforço, universidade particular, não é um verdadeiro vencedor, etc.). Ia ser ainda mais deprimente e enraivecedor pro gordinho se o coreador fosse mais perfeito e mais vencedor ainda e não tivesse esses defeitos. E mais ainda se o gordinho sim tivesse universidade particular e pai rico e mesmo assim fosse incompetente, senão rola um pedido pro leitor se compadecer dele, coitado, que é injustiçado mas é tão bom. Mas deliro. Não liga.
"as longas conversas sobre video-games e livros de fantasia" asdfoksaofdaskfsd. genial, genial.
com sigo é meio que tudo junto, sem querer ser chato.
"Não sabia o que faria sem aquela máquina comprada em várias prestações" <- delícia.
agora vou ler o resto, espero que não role uma insanity of jones e o gordinho não mate ninguém.
Então, tipo, foi uma certa intensão politica por o gordinho nessa situação. XD era para ser representativo daquela ideia de compensação "tu é feio, mas vai virar o bill gates, então não se preocupa" que usam para enganar as pessoas (me enganaram com isso no colegial) - sempre acho que mérito e ascenção social através do próprio esforço são fábulas neoliberais :x
Obrigada pelos elogios XD
vou arrumar o "com sigo" D: não tenho ideia de como isso foi acontecer >_< isso que dá escrever de madrugada.
thaks agais. =D
Fanfic muito interessante, estou gostando de acompanhar. Este trecho me chamou a atenção: "apertado entre as pessoas agarradas às barras metálicas do ônibus feito pedaços de carne em um frigorífero". Ótima perfomance descritiva Ana (já estou me cansando de me impressionar com as suas proezas cada vez mais constantes e menos "modestas" rsrs). Este protagonista me parece bastante frágil, tanto psicologicamente quando fisicamente e você não tem o hábito de criar personagens com tais características. Estou realmente curioso em descobrir o que a motivou a escrever tal fanfic.
"Ela era magra, morena de um tom pálido. Tinha cabelos negros e bem curtos, desfiados sobre a testa. Seus olhos amarelos estavam cravados no rapaz alto e forte, preso a correntes pendendo do teto baixo daquele porão abandonado. A mulher sorriu para o rapaz subjugado e o rosto dele não estava visível porque o ambiente era bastante escuro. A única luz vinha de um poste lá fora e estava toda na cara da mulher."
Eu achei esta cena magnífica. Eu me sinto atraído por mulheres poderosas como esta dos olhos amarelados (uma descrição bastante interessante, pois realça tal poder.) Ainda não tenho certeza muito bem do que ela seja, talvez um fantasma, mas já me senti atraído por ela. Espero que seja muito inteligente e que este poder se mantenha ao longo da fic. (porque se for um fantasma eu sei que você irá contra aquele padrão de fantasma burro e idiota que só quer saber de assustar e matar = menina do chamado u.u.)
"Fazia frio e André não tinha nada de bonito para olhar. Os canteiros das poucas árvores da rua em que vivia estavam cheios de lixo, não havia um muro que não tivesse sido maculado com tinta spray e um cão esquálido bebia a água suja empoçada no meio-fio. Por pouco o rapaz conteve um ímpeto de abraçar o animal, mesmo que a pelagem marrom estivesse falha e manchada com a graxa de algum lugar que o cão encostara. Se não tivesse que ir trabalhar, se o dinheiro do estágio não fosse tão importante para pagar as contas de casa, se não fossem tantas coisas que tiravam de seu controle as decisões sobre a própria vida, teria escolhido fazer algo pelo cão."
Eu achei este trecho tão real e universal. Muitas vezes já passei por isto e me senti assim. Aqui está o seu estilo característico que é possível notar em todas as suas fics, seja lá qual for o tema. Gostei do uso correto da palavra "esquálido". (o som da própria palavra já fornece uma ajuda na construção das imagens necessárias para interpretar este trecho) Aqui também está embutida uma crítica a nossa querida máquina que funciona com engrenagens defeituosas e barulhentas (como são barulhentas!) chamada SISTEMA. Gosto desse tom politizado de suas fics e isto estimula o meu pensamento.
Como comentário final, acho interessante como você aborda toda esta questão da hierarquia social. Ultimamente andei assistindo um anime muito interessante em que a filosofia do vilão (na verdade um império que domina o mundo) expressa que essa hierarquia é algo inerente a evolução, ou seja, o natural é haver a desigualdade, pois sem ela não haveria a evolução de algo "ruim" para algo "melhor". E que a igualdade representa o atraso e o colapso do desenvolvimento humano. (Sei que a imagem do seu querido "tio" Stalin surgiu aí nesta cabeçinha não?) Você leu sobre a filosofia? Pois bem, agora vou lhe dizer o nome deste império. Gostaria que você tivesse lido esta filosofia sem conhecê-lo, pois tenho certeza que assim que revelar o nome uma porção de preconceitos lhe dominará e um filme rodará na sua mente. (é uma filosofia interessante, um outro lado da moeda) Chama-se Britannia. (sugestivo não?) Gostaria de conversar sobre isto com você depois, talvez nossa conversa influa na elaboração dos próximos capítulos. Vou continuar acompanhando. Sua fanfic está ótima.
oi moço! :D
Finalmente vou responder o review (mas já tinha lido faz tempo xD).
Cara, essa história surgiu realmente de observar as coisas ao meu redor. Como você viu, todo o cenário é conhecido meu e os personagens são as pessoas que você vê por aí e fica imaginando o que se passa na vida delas.
Acredita que nunc assisti "o chamado"? XD Não gosto muto desses filmes de terror. Prefiro suspense - e quando tem elementos sobrenturais é leal que isso brinque com a mente do personagem, ao invés de simplemente "booo!" e todos sairem correndo e gritando.
mas essa mulher não é exatamente um "fantasma", digo, ela nunca foi humana. Ela representa algo humano. :P E tinha que ser poderosa e sedutora, para chamar a atenção do André.
bom, tem uma certa agenda por trás da história. xD eu queria que ela fosse entretenimento e causasse suspense, mas nunca perco uma chance de aludir ao que me interessa e vc sabe minhas opiniões políticas. - Acho que essa fic aqui contém umas doses disso, mas é Boy Scout que realmente é, às vezes, mais "tese" do que "ficção". :P
sobre o comentário final: eu sinceramente acho que mesmo que alguma coisa seja "natural", não existe nenhum motivo para que não subvertamos esse estado de natureza, ainda mais se for para tornar algo melhor.
E veja que é justamente o vilão que pensa o contrário. ;D
estou esperando seu comentário sobre o capítulo seguinte ^_^