Comentários em “Eu Sei Quando Você Mente”: “Os oito odiados”

Senhorita Amabel
Destacado pelo autor

Olá, tudo bem?

Primeiro de tudo, eu adianto que não tenho o hábito de ler histórias de suspense e mistério, porque geralmente eu sou uma pessoinha lerda que deixa passar muitos detalhes, então já peço perdão antecipadamente se eu deixar passar alguma coisa...

Mas indo ao que importa: eu gosto da ideia. Não estou acostumada com o gênero e ler é como sair da minha zona de conforto, mas está sendo bastante "confortável" ler (com o perdão pelo trocadilho ruim). Gosto de como você mostra as coisas ao invés de explicar, como no primeiro capítulo em que a gente fica sabendo sobre o costume das cartas anônimas no aniversário de morte de uma garota por meio de um diálogo da Paloma com a mãe. Pode parecer algo simples, mas já vi tanta gente começar história querendo explicar tudo que foi uma lufada de ar fresco ver alguém começar diferente.

Também gostei da Miriam e como ela tomou a decisão mais lógica possível para descobrir quem estava mandando as cartas, simplesmente indo até a única papelaria da cidade para saber quem comprou o papel (acho que eu nunca teria pensado nisso, me senti meio burra kkkk), e como ela vai de uma ação para outra com tanta calma, tudo bem que não em todos os momentos, mas na maioria deles.

Esse capítulo me deixou curiosa por um ponto, a Miriam já começa meio que "roubando" dinheiro dos pais (?), o que me faz pensar que talvez o segredo que o Anônimo menciona não seja o estado da mãe dela, mas sim essa ação em específico dela? Ou mesmo algo relacionado a profissão do pai dela, porque não me lembro de você ter citado qual era. Não sei se estou viajando muito, mas você mostrou logo no início do capítulo, e o fato dela ter agido como se não fosse nada reforçaria o fato de que ela mesma não acha que isso é um segredo ou não se deu conta do quão problemático isso é.

Só me surpreende a Miriam estar tão preocupada com a situação toda e conseguir estudar para sua prova de biologia, eu não consigo estudar biologia nem com um bom estado de espírito, que dizer com a situação dela. Ela é meio insensível, acho? Se bemnqur insensível não é a palavra certa.

E eu juro que ia fazer um comentário na ordem certinha contando o que eu achei do início até aqui, mas me perdi no processo. Acontece quase sempre.

Agora sobre a Larissa, não sei se gosto dela ainda, até o momento não me importo muito, mas ela ter escondido que recebeu a carta da própria amiga foi estranho. Claro que desde o início eu achei estranho a Miriam mostrar que recebeu a carta, mesmo sem revelar o conteúdo, mas faz sentido se pensar que ela em si mesma não considerou uma ameaça, agora os outros também revelando que receberam... Eu não confiaria assim em pessoas que conheço tão pouco, mesmo que se unir para investigar seja melhor que investigar sozinho. Talvez eu só seja desconfiada demais. Ou adolescentes sejam imprudentes. Não sei. O que me faz pensar que a ação da Larissa faz muito sentido, porque revelar que recebeu a carta é o mesmo que assumir que você tem um segredo que não quer que ninguém saiba, e deixar os outros saberem que você tem um segredo, mesmo sem dizer qual é, te coloca numa posição vulnerável.

É, a ação da Larissa faz sentido.

Agora sobre essa Windera (*conferindo se é assim que escreve*) foi muito estranho. Porque a Miriam descobrir outras pessoas que receberam cartas dentro da sua própria escola faz sentido, ela só foi observadora e alguns eram conhecidos seus que acabaram mostrando que também receberam, mas como essa Windera saberia se não estava na mesma escola? Além de que ela descobriu muito rápido, não parece que se passou tanto tempo assim desde a morte da Palomo. Isso é no mínimo suspeito, mas embora seja suspeito não acho que o Anônimo seja ela (ou vai que é?).

Ah, só uma questão que eu queria comentar. Acredito que vai ser explicado, mas de início achei essa questão do Anônimo no mínimo curiosa, afinal, é uma cidade pequena, então qualquer coisa mínima que acontece vira um grande assunto, então como uma pessoa toda fantasiada entra na casa das pessoas (ou no caso da Paloma) e ninguém percebe? Tudo bem, nesse caso era à noite. Mas como deixam as cartas e ninguém vê quem deixou? Principalmente essa sobre a Paloma que foi deixada no quarto da Miriam. Como ninguém viu?

Quero dizer, claro que em cidade pequena todo mundo acha que nada vai acontecer (pelo menos eu tive essa experiência), mas lá já houve um histórico de assassinato por conta dessas cartas, então por que ninguém dá muita importância? Parece que se tornou uma cultura tão comum que ninguém percebe o quanto isso é bizarro. É bem o que a Miriam disse lá no início, acho que no segundo capítulo, e o que a mãe da Paloma meio que disse também, que achava um costume mórbido.

Enfim, mas esse Anônimo pareceu tão omnipresente que eu me pergunto se é realmente uma pessoa ou se tem algo de sobrenatural nisso... se tiver, ótimo, se não, estou curiosa como você vai fazer para isso fazer sentido, quero dizer, essa questão dele saber os segredos das pessoas e se infiltrar deixando as cartas dessa forma.

Enfim, acho que disse tudo que queria, desculpa pelo comentário enorme, acho que é um mau hábito kkk

Fiquei curiosa para saber como você vai continuar, tem tanta coisa que parece quase impossível de descobrir que eu estou ansiosa para chegar semana que vem logo.

Fico aqui aguardando sua atualização. Até semana que vem!

Mitchece
Mitchece Autor

Primeiramente, muitíssimo obrigado por acompanhar a história e deixar um comentário ♥

E que delícia ler tantos questionamentos hahahahah. Acho que o maior sonho de quem escreve mistério é instigar tantas questões e dúvidas nos seus leitores. Espero que o desenrolar da história seja legal para você e principalmente satisfatório e divertido no final!

E pra quem se diz uma pessoa meio lerda, conseguiu fisgar várias informações legais até aqui! Vamos ver se os próximos capítulos te surpreendem e deixem ainda mais detalhes para fisgar.

Muito obrigado, de novo!