Comentários em “Uma Era De Ordem E Honra”: “27. Os problemas são tão grandes, tão extensos, que até mesmo morte experimentamos com eles.”

A
Arrogante

Por melhores que seus diálogos estejam até agora, preciso comentar que a forma como você descreve dentro dos travessões foi bem desorientadora nesse capítulo. Digo, temos falas do Alfred dentro das quais se fala da Elizabeth e vice-versa. Parece que um está falando no lugar do outro em certos pontos.

Outra questão pertinente é a naturalidade. Katherine teve um diálogo nesse capítulo em que ela fala dos "olhos azuis celestes" dela, e isso é completamente antinatural (ou você está tentando caracterizá-la como uma narcisista maníaca, por acaso?). Noutra situação, Alfred disse a Elizabeth qual era a idade respectiva das filhas deles como se ela não soubesse disso. Esse tipo de rigidez acaba com a imersão do leitor, então se atente a ela. Tentei deixar os diálogos mais naturais, mesmo que expositivos.

Como sempre, ótimo trabalho situando a história dentro da cronologia histórica – o clima do capítulo meio que foi firmado com a situação da Inglaterra na Guerra de Independência. A decisão de trazer a Katherine para o jogo teve todo o impacto e peso que deveria, considerando que ela é a filha mais velha, e não pude deixar de sentir pelos pais.

MUITO bom o Alfred ter aquele acesso de vozes na cabeça dele sendo sinceras daquela forma. A história tava precisando de um reality check há um bom tempo, e isso serviu para que os Bristol revissem suas prioridades e focassem no que é importante. Espero que consigam afetar a guerra positivamente, mesmo com tão pouca influência...

Tivemos mais fechamento de ciclos nesse capítulo, o que foi bom. O Alfred teve uma retrospectiva de todos os seus feitos, o que me fez perceber que eu queria poder ter visto mais do lado político de (e da história como um todo), e considerando que ele está para bater as botas eu fiquei meio mexido.

Ai, ai.

PS.: Admiro o trabalho para criar todos esses títulos de nobreza, mas não adianta muito só mencionar eles. Confesso que pulo toda vez que você começa a falar dos nobres porque tu nunca dá personalidade ou história para eles, só fala os nomes. Já considerou fazer algo mais?


O que mais gostei: Sinceridade fatalista
O que acho que pode melhorar: Descrições dentro dos diálogos, naturalidade