Comentários em “Enquanto sua sombra vem”: “Sobre os espíritos”

M
Mandy

Quando eu vi tua atualização, eu queria vir na mesma hora.

Mas esse negócio de ser proletariado meio que controla o tempo da gente.

~dacinha

oi oi oi oi Nat, sua linda (nem vem, já estou usando apelidos, você não pode mais desfazer a amizade *-*)

Vamos começar por partes, como diria o não tão querido Jack, porque esse capítulo trouxe muito em tão pouco e eu ainda estou tentando assimilar tudo o que eu li e aprendi nele. A primeira coisa que eu preciso destacar, sua linda, é como tu conserva uma narrativa tão... impecável. Ela é suave, ela é manhosa, num ponto que ler se torna um prazer tão grande que há tristeza quando se chega ao fim. Mas ao mesmo tempo tem tanto peso, tanta coisa, tanto sentimento, que do nada ao pó, do nascer ao morrer, do chorar ao sobreviver, tudo o que eu consigo sentir é tristeza.

Mas calma, não é uma tristeza comum. É como se eu compartilhasse dessa sensação com a Nin, como se a Nin me lesse e, consequentemente, eu lesse a Nin. Eu li todas as tuas respostas e eu quero dizer que eu fico feliz que escuridão e tristezas estão em tempos passados. E que eu entendo, também tive tempos sombrios. Mas a forma como você despeja, não sei, talvez sentimentos tão profundamente enraizados que nem mesmo você saiba, fez com que essa parte final, mais ou menos da metade do final pra baixo, fosse só uma leitura de tudo o que um dia eu já senti - e de tudo o que eu sinto só às vezes, quando o mundo tá cinza.

Natália, não sei se eu já te disse, mas teu eu lírico é fantástico, e eu realmente espero caminhar esse trecho todo contigo, pra descobrir quem é Nin e quais outras surpresas tua escrita guarda.

Saindo do campo das obscuridades, eu quero te parabenizar pela descrição. Eu nunca achei que ia adorar a descrição de alguém comendo uma torta. E foi... foi tudo. Você jogou o hype lá em cima já na primeira linha, sabe o quanto isso é poderoso? O quanto isso expressa a tua capacidade sobre-humana com as palavras? Se "Enquanto sua sombra vem" veio de um poema, eu imagino que outras façanhas você não tenha guardadas na manga.

E eu admito, to preparadíssima pra descobrir.

Por fim, a construção de eventos no capítulo foi muito bem estruturada. Da evolução de um fantasma, a relação do afeto com a identidade, o renascimento ou a compreensão de si mesmo, existem muitos significados nesse capítulo, significados muito bem estruturados a partir desses eventos. Eu gostei muito do tom narrativo, carregado de surpresa, sem revelar demais, mas sem mostrar de menos, mantendo minha atenção por todo o caminho.

Meu parabéns, Nat, eu espero que você persiga seus sonhos e que "Enquanto você vem" um dia seja uma cópia publicada e autografada na minha estante. Pra ser sincera, eu te desejo todo os sonhos do mundo, esse capítulo me deixou sensível demais. Ele é muito profundo, ele pesou em mim de uma forma que me fez pensar sobre toda a minha vida - e todas as minhas quase mortes.

Ai, ficou brega, desculpa. Eu só fiquei sentimental.

Um beso enorme, Nat. Se cuida, viu? Esperarei por novos capítulos.


O que mais gostei: Entre se encontrar e experimentar o nada, tudo o que eu consegui sentir foi pesar. E esse pesar tem uma qualidade narrativa impecável.
O que acho que pode melhorar: "Era como se uma eternidade tinha se passado". Sugiro usar pretérito imperfeito (tivesse) pois encaixa melhor no sentido da frase.