Comentários em “As Crônicas de Aethel: O Livro dos Magos”: “Velma Dinkley”

A
Arrogante

Esse foi um capítulo estranho. O easter-egg de Pokémon foi uma surpresa agradável, claro, mas os eventos desse capítulo e o momento em que ele se passa na história não parecem bater. Pelo menos não para mim.

Digo, ele se transportado para outra realidade é okay. Entendo a justificativa disso. Mas tanto a velocidade com que a Velma aceitou um marmanjo no quarto dela quanto o jogo de Verdade ou Desafio foram bem esquisitinhos de um ponto de vista narrativo. Não existe urgência no fato de que o Aethel não sabe onde está nem como voltar para casa, não existe qualquer motivo pra ele estar falando com a Velma ou a Daphne, e dançar valsa no meio disso tudo é uma escolha narrativa que não consigo compreender. E digo isso tudo com a melhor das intenções. Nunca cheguei tão perto de usar "Gary Stu" como adjetivo para um personagem de quem gostei tanto, e seria bom não encontrar motivos pra não conseguir enxergar o Aethel como qualquer coisa além de um self-insert galanteador, mas tímido, que arrasa corações.

Com isso dito, meu lado fã de Scooby-Doo apreciou muito esse capítulo. Sua caracterização da Velma foi muito bacana, conseguindo o feito de mantê-la em sintonia com a versão canônica dela, e a perspectiva de trazer a turma do Scooby pra história, de modo geral, abre toda uma gama de coisas legais.

Fica aqui o desejo pra que o próximo capítulo tenha essas coisas legais e que a história reencontre o clima confortável de antes.



O que mais gostei: Caracterização da Velma
Aldemir94
Aldemir94 Autor

Sim, você esta certo, este capítulo serve, basicamente, como uma "soneca final" antes da prova de matemática.

Além do conceito de realidades variadas e de que existe uma "força sobrenatural" que está muito além de Merlin, o capítulo visa dar ao protagonista um momento para ser apenas um "adolescente comum".

Com certeza Velma não tinha qualquer razão para confiar em um estranho que, na prática, estava invadindo seu quarto, por outro lado, pequenos elementos que parecem "jogados", como o pó no colarinho, as dúvidas do protagonista etc., terão, ao longo da longa vida de Aethel, utilidade.

Sobre Aethel ser algum tipo de Marti Stu, pode ficar tranquilo, que ele não terá tanta sorte (risos), sei como é frustrante quando o herói é se torna sortudo e superficial.