Esse capítulo foi meio desconfortável de se ler, no início, porque deu pra perceber muito de tu no Aethel. Sei lá, foi como se um pedaço da sua alma estivesse se revelando no texto, e eu não esperava algo assim. Me senti como se estivesse lendo teu diário. Felizmente, a história prosseguiu firme logo em sequência e toda a exposição da personalidade do Aethel como possível namorado da Mabel acabou servindo para o plot.
Muitas coisas coisas interessantes aconteceram. A primeira que captou minha atenção foram os olhos de Luna: verdes, como os de Bjorn. Existe alguma correlação? Foi muito divertido imaginar o Aethel em roupas sociais, e isso é um atestado do quão bem você definiu a personalidade dele – mesmo num nível visual minha mente já consegue entender o cara.
Houve um momento de beleza verdadeira no campo de flores. Imaginar Mabel e Aethel de mãos dadas em meio às cores com o vento sacudindo tudo foi genuinamente de aquecer o coração. Toda a sequência deles em Eden-Ghalary foi incrível; consegui sentir a plenitude dos campos, o calor do sol, ouvir os sinos das fadas. Leveza é a melhor característica sua como escritor, passar aquela sensação agradável de estar bem, e durante toda essa parte senti que tu estava na melhor forma. Foi uma felicidade quando vi que Luna iria fazer parte do elenco principal da história. Quanto mais leveza melhor.
Gostei das rimas pra contar a história de Gael, Min e Merlin. De novo, ser inculto me impede de ter conhecimento prévio desses personagens, mas adorei o trabalho que você fez pra passar quem eles são – o corvo no ombro de Gael, todo o lance de ele não ter nada a perder, isso tudo fez um excelente trabalho de me fazer entender o cara. Fiquei empolgado pra ver mais dele no futuro.
No esboço original, Aethel conheceria Merlin e Luna enquanto se hospedava em uma pousada no campo, porém, como a ideia me pareceu ruim, preferi abandoná-la para algo que evocasse um misto de mistério, inocência e fantasia. Achei interessante sua observação sobre parecer uma página de algum diário pessoal (risos); como eu estava focando na cena pueril, não pensei nisso (aliás, parabéns pela percepção interessante).
Agora, em relação do relacionamento entre Aethel e Mabel, admito que ele foi (e ainda é) para mim um grande dilema: a ideia original era desmanchar esse "primeiro amor" no momento apropriado, seguindo algo comum na série Gravity Falls, porém, assim como parte do público, eu também acabei me apegando ao casal (risos).
Sobre os olhos de Luna e Björn, o máximo que eles podem apontar é uma origem ghalaryana; como o verde é uma cor bastante associada ao mistério/místico, acabou ficando interessante usá-la na fada e no elfo.
Sobre as roupas sociais de Aethel, eu queria tirá-lo um pouco de suas vestes de RPG, assim como brincar com o desconforto inicial do rapaz (algo inspirado na minha difícil relação com ternos e gravatas).
Sobre a sequencia no campo florido e em Eden-Ghalary, eu desejava construir algo que trouxesse de volta o sentimento de contos de fadas da infância, por isso trabalhei os elementos para que eles gerassem encanto nos leitores.
Falando sobre o teatro das fadas, eu desejava apresentar um pouco da história dos três magos de modo a não revelar tudo sobre eles, mas apenas o suficiente para que o leitor entendesse um pouco do conflito de fundo. Isso acabou "casando" bem com os animais (a raposa, a coruja e o corvo), que simbolizam as personalidades distintas de cada uma das figuras.
Falando sobre Björn, ele é o tipo de adversário orgulhoso que não admite derrota, então ainda terá bons momentos na história.
Parabéns pela visão analítica, seus comentários são muito bons.
Esse capítulo foi meio desconfortável de se ler, no início, porque deu pra perceber muito de tu no Aethel. Sei lá, foi como se um pedaço da sua alma estivesse se revelando no texto, e eu não esperava algo assim. Me senti como se estivesse lendo teu diário. Felizmente, a história prosseguiu firme logo em sequência e toda a exposição da personalidade do Aethel como possível namorado da Mabel acabou servindo para o plot.
Muitas coisas coisas interessantes aconteceram. A primeira que captou minha atenção foram os olhos de Luna: verdes, como os de Bjorn. Existe alguma correlação? Foi muito divertido imaginar o Aethel em roupas sociais, e isso é um atestado do quão bem você definiu a personalidade dele – mesmo num nível visual minha mente já consegue entender o cara.
Houve um momento de beleza verdadeira no campo de flores. Imaginar Mabel e Aethel de mãos dadas em meio às cores com o vento sacudindo tudo foi genuinamente de aquecer o coração. Toda a sequência deles em Eden-Ghalary foi incrível; consegui sentir a plenitude dos campos, o calor do sol, ouvir os sinos das fadas. Leveza é a melhor característica sua como escritor, passar aquela sensação agradável de estar bem, e durante toda essa parte senti que tu estava na melhor forma. Foi uma felicidade quando vi que Luna iria fazer parte do elenco principal da história. Quanto mais leveza melhor.
Gostei das rimas pra contar a história de Gael, Min e Merlin. De novo, ser inculto me impede de ter conhecimento prévio desses personagens, mas adorei o trabalho que você fez pra passar quem eles são – o corvo no ombro de Gael, todo o lance de ele não ter nada a perder, isso tudo fez um excelente trabalho de me fazer entender o cara. Fiquei empolgado pra ver mais dele no futuro.
Isso e, é claro, MAIS Bjorn. Esse final promete.
O que mais gostei: Origens do Gael; fadas
Vamos lá...
No esboço original, Aethel conheceria Merlin e Luna enquanto se hospedava em uma pousada no campo, porém, como a ideia me pareceu ruim, preferi abandoná-la para algo que evocasse um misto de mistério, inocência e fantasia. Achei interessante sua observação sobre parecer uma página de algum diário pessoal (risos); como eu estava focando na cena pueril, não pensei nisso (aliás, parabéns pela percepção interessante).
Agora, em relação do relacionamento entre Aethel e Mabel, admito que ele foi (e ainda é) para mim um grande dilema: a ideia original era desmanchar esse "primeiro amor" no momento apropriado, seguindo algo comum na série Gravity Falls, porém, assim como parte do público, eu também acabei me apegando ao casal (risos).
Sobre os olhos de Luna e Björn, o máximo que eles podem apontar é uma origem ghalaryana; como o verde é uma cor bastante associada ao mistério/místico, acabou ficando interessante usá-la na fada e no elfo.
Sobre as roupas sociais de Aethel, eu queria tirá-lo um pouco de suas vestes de RPG, assim como brincar com o desconforto inicial do rapaz (algo inspirado na minha difícil relação com ternos e gravatas).
Sobre a sequencia no campo florido e em Eden-Ghalary, eu desejava construir algo que trouxesse de volta o sentimento de contos de fadas da infância, por isso trabalhei os elementos para que eles gerassem encanto nos leitores.
Falando sobre o teatro das fadas, eu desejava apresentar um pouco da história dos três magos de modo a não revelar tudo sobre eles, mas apenas o suficiente para que o leitor entendesse um pouco do conflito de fundo. Isso acabou "casando" bem com os animais (a raposa, a coruja e o corvo), que simbolizam as personalidades distintas de cada uma das figuras.
Falando sobre Björn, ele é o tipo de adversário orgulhoso que não admite derrota, então ainda terá bons momentos na história.
Parabéns pela visão analítica, seus comentários são muito bons.