Comentários em “Agreste”: “Capítulo 13 - Mironga”

Phoenix M Marques W MWU 27
Destacado pelo autor

Parece que a mãe de Cremilda permitiu que ela fosse viver com Odete na esperança de que este novo ambiente seria mais benéfico para o desenvolvimento da filha, o que não sabemos, ainda, é se realmente esta decisão foi a mais acertada; e, a julgar pelo que Cremilda tem diante de si no tempo presente, eu acredito que não foi exatamente o ato maternal mais positivo já praticado.

Don R
Don R Autor

Pelas condições de vida da Carmelita, o ato foi positivo. Provavelmente será justificado mais a frente.

thaisbene

Mironga não parece nada com o significado da palavra kkkkk

Ansiosa para ver mais o florescer do passado de Cremilda e Sebastião. ♥

Don R
Don R Autor

A Tonga Da Mironga Do Kabuleté

teffy-chan

É curioso como as pessoas com baixa renda financeira são as que mais tem filhos enquanto as mais ricas só tem um, no máximo dois... deveria ser o contrário, as mais humildes claramente não tem condições de sustentar várias crianças.

Entendo que a Cremilda tinha boas intenções entregando a filha pra que ela tivesse uma vida melhor, mas não sei se foi uma boa decisão, ela deve ter se sentido abandonada pela mãe

Don R
Don R Autor

Concordo, e é o mais comum que as pessoas mais humildes tenham mais filhos. E também era comum que famílias com muitos filhos enviassem seus filhos para viver em outro lar. Aconteceu na com a família da minha avó.

M
Mambo Hokage L F Anglo Angola

A palavra chave deste capítulo é um tanto interessante.

Aqui pudemos constatar que Carmelita, mãe de cremilda, viu-se obrigada a mandar a filha para morar com a tal madrinha, pelas circunstâncias da situação pela qual passavam, na esperança de que, assim, a menina pudesse ter uma vida menos sôfrega.

Don R
Don R Autor

Exato!

E era uma prática comum no Brasil da primeira metade do século passado. Minha própria avó e tias avó passaram por essa "experiência". Não cheguei a conhecer a minha avó, mas uma irmã dela viveu com a mesma em uma casa do estilo. Eram "afilhadas" mas era só a escravidão em um novo molde.

Essa minha tia avó só foi saber que minha avó era sua irmã com uns 5 anos e minha avó já tinha 13.

Obrigado pelo comentário.