Comentários em “Deixe Os Sonhos Morrerem”: “Capítulo X”

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la Sorcière

Olá, aqui estou novamente.

Eu achei uma cartada genial a narrativa inicial girando em torno de Klaus se perguntando ao longo de boa parte do capítulo sobre como seria amar Laurent. O ponto de ignição que tivemos no capítulo anterior aos poucos vai tomando forma... E a conclusão de que "seria como uma maré"? Brilhante. Simplesmente.

"Meu telefone estava morto burra" foi uma das frases que mais me fez rir nesse capítulo. Nada em especial, apenas imaginei perfeitamente o momento em que ele disse isso. E por falar em momento, a discussão entre Klaus e Lisbeth rendeu, não? Eu entendo a briga e entendo os motivos e argumentos de cada um, portanto, não há como achar um culpado. Klaus tem razão em se preocupar e Lisbeth tem razão em querer sentir algo por alguém e, sobretudo, em não permitir que Klaus compare a experiência dela com a experiência que ele teve; ao mesmo tempo em que Klaus tem o direito de se sentir magoado ao ouvir as palavras dela em relação ao pai dele.

Foram pontos muito bem levantados e eu não consigo escolher um lado, mas mal posso esperar para ver no que vai dar o desfecho dessa parte do plot.

O bom da sua narrativa é que não me sobra muito tempo para me preocupar com uma parte porque logo em seguida acontece algo que capta minha atenção. Gosto de histórias assim, que não páram.

Eu não sei se comentei antes, mas algo que definitivamente percebi desde o começo: você é brasileira? (Perdão desde já se utilizei o pronome errado de tratamento, mas me baseei no seu perfil do Nyah!) Sua língua materna é o português? Porque eu percebi alguns vícios (?) de linguagem que geralmente acontecem quando nós temos o hábito de ler bastante em inglês e então, ao voltar para o português, nós traduzimos quase que ao pé da letra por instinto. Se não for o caso, ignore, mas eu particularmente gosto da forma como você escreve nesse quesito. Leio bastante em inglês então é algo que consigo visualizar e ouvir muito bem em um diálogo.

"Quando há um vínculo assim entre duas pessoas, você tende a fingir que está tudo bem apenas para que o vínculo não se quebre (...) Você finge até que o que une vocês dois é esticado tanto que parece quebrar a qualquer momento" concordo com Klaus, Laurent me pareceu vir de um lugar muito pessoal aqui. Mas será mesmo sobre Spencer, como Klaus pensou? Laurent é antigo, teve tempo para viver várias coisas com várias pessoas. Me pergunto se veremos mais do passado de Laurent nessa história, espero que sim.

A cena do shibari: intensa. Requer muita confiança não somente no parceiro, mas em si próprio ao desistir de seu controle por outra pessoa. Não é fácil e eu me admiro que Laurent tenha cedido para Klaus, principalmente com outras experiências que ele passou que possam ter sido potencialmente traumáticas. Isso nos leva a outro ponto interessante que eu também deveria ter comentado antes: Laurent foge do padrão de vampiros que costumamos ver na ficção. Laurent tem muitos medos, muito receios e muitos traumas. Não sei sobre ele em força física, mas até onde vi, ele morre de medo da morte. De ficar sozinho. É interessante quando pensamos em criaturas que são os vampiros, tão habituadas e descritas como seres temidos. Gosto dessa divergência.

Tenho algo a dizer sobre a cena no Nightshade e o relato do Spencer (que acabou sendo sobre Laurent e eu acredito que NINGUÉM no recinto estava preparado para isso):

non-con é sempre difícil de ler. Particularmente, eu não tenho problemas com isso, ainda mais com a sua descrição, que nem de longe foi a das mais gráficas que li. Mas eu acredito que caberia um aviso de gatilho, nas notas iniciais ou no próprio disclaimer da história (onde eu vi que você colocou que "temas adultos são abordados"). Não para mim, mas para outros leitores que possam se interessar pela história e que esbarrem nesse capítulo. No mais, não é uma exigência, apenas uma sugestão e você, claro, se sente livre para acatar ou não.

Eu tenho uma consideração a fazer sobre Marius. Sim, o gato. Em um universo com tantos seres não-humanos, incluindo raposas, eu estou muito intrigada com Marius, que sempre me pareceu muito presente na história (para ser apenas um gato?). Será que Marius tem um papel mais importante a desempenhar do que você quer fazer parecer?

Sei lá, apenas uma ideia.

E para encerrar esse comentário que já dura dois ciclos lunares, a cena de ação no fim foi, como sempre, muito bem construída. Honestamente, estive me perguntando quando isso aconteceria, porque afinal, é uma história sobre mafiosos caçando um ladrão. Eventualmente rolaria.

O Spencer arrasou torcendo o pescoço dos caras como galinhas. Adorei.

Estou vivendo para ler essa história. Sem condições. Você me deve uma vida nova.

Atenciosamente,

La Sorcière.



O que mais gostei: Ação.
Skadi
Skadi Autor

Haha sou brasileira sim, só muito acostumada a ler e escrever em inglês então as vezes transparece um pouco! Não tenho muito o costume de escrever em portugues e ate esqueço o vocabulario as vezes então deve ser a causa haha