Comentários em “Dê-me a sua mão”: “10. Letícia”

Gabriel Campos
Destacado pelo autor

Quando tudo estava péssimo apareceu a Morticia (imaginei ela como aquela menina que fica invisível do filme Os Incríveis, só que mais nova).

O mais engraçado é que as pessoas fazem o que bem entende, mas quando chega no dia do culto , escuta todo aquela selvageria, paga o dízimo, eles acham que todos os pecados zeram. Daí eles tem mais uma semana pra fazerem o que bem entenderem até o próximo culto.

Foi uma experiência muito traumática, foi muito pesado mesmo a Lety ter passado por isso e não ter desenvolvido algo pior...

Mary
Mary Autor

Obrigada por ter lido aquele trechinho que te mandei, você recebeu o capítulo antes de todo mundo. ♥

A Mortícia não era uma menina má, ela sofria bullying por causa de fofocas das pessoas. Só porque ela não gostava de ir aos cultos e tinha interesse por astrologia, tarô, já era demonizada, mas a Letícia gostou dela, foi a primeira menina de quem a nossa querida Lety gostou e foi correspondida.

Quem me conhece pessoalmente já me falou para assistir Os Incríveis porque me acham parecida com a menina do filme, mas acredita que até hoje eu nunca assisti?

Aqui na rua tem um tabernáculo. Na pandemia o pastor só parou de vir porque não pode aglomerar gente, mas quando não estávamos em pandemia, eu nem precisava descer e andar alguns metros até a igreja, dava para ouvir o culto todo daqui do quarto. Em 11 anos que ele tem essa igreja aqui, NUNCA ouvi esse homem fazer uma pregação, ele só grita, expulsa capeta e canta desafinado.

A Lety conheceu um pastor desse tipo. Ele meio que tentou fazer uma cura gay nela, mas não deu certo. Ela quase foi violentada igual à Clarinha, faltou pouco, então, como foi algo bem traumático, nem com a Lana ela quis falar... no fundo, bem lá no fundo, ela ficou com medo de contar e a Cida de vingança fazer mal à Lana e ao Odair, pois isso feriria a Lety. Por amor aos pais, ela fez da dor dela um segredo, porém vendo que a Babs vai contar sobre o Ensino Médio dela e depois de uma discussão feia com a mãe (que banca a falsiane e volta e meia aparece querendo forçar um contato), decidiu abrir todo o jogo, escancarar a verdade.

Na minha novela DDP, de 2010 (mas de papel na adolescência), tinha o Pr. Wagner. A Van (lembra daquela amiga da Tita que parece a Raspútia e tem uma autoestima de dar inveja?) ia ao culto fingir que estava possuída quando estava entediada. Nessa trama eu mostrava que o pastor era um hipócrita porque traía a mulher dele com uma fiel, só pegava o dinheiro das pessoas e falava o que elas queriam ouvir. A Van sabia que era encenação, se o pastor pagasse uma cerveja, ela fingia que tinha algum encosto.

Eu lembro de rir muito quando era adolescente de quando os pastores entrevistavam encostos na IURD. De quando fizeram uma entrevista exclusiva com o tinhoso (bom, sei que o tinhoso com quem eles conversaram tinha sotaque carioca) em 2010, quase tive um treco de tanto rir.

Bom, agora a Lety pode dizer que tirou um peso do peito... obrigada sempre pelo apoio. ♥