Comentários em “Lembranças de Porto Venere”: “Capítulo 29”

sandsphinx

hey, hey, hey,

so eu ainda não comecei a ler o capítulo, mas decidi ir escrevendo o review enquanto lia pra ver se sai um comentário legal (i hope!!). primeiro tho gostaria de comentar sobre quanto eu amo essa história e agradecer demais por ela, ana!! also por você por ser maravilhosa etc.

okay primeiro que eu tinha esquecido exatamente quanto sua escrita é maravilhosa porque oh my goddd i love !! pls never quit writing !! also esse capítulo vai ser devastador, né? já estou esperando. primeiro que a mia tocando o anel e lembrando do rosto do alberto é a coisa mais linda ever and im crying (not really but u know, internamente), e depois lembrando de tantas coisas !! so unfair !!

e ela confrontando o barbossa sobre elizabeth!! em meio a todo o drama do alberto eu tinha até esquecido disso mas é verdade aaaaaaaaaa eu amo!! eu vivo esquecendo do plot dos filmes pois tão apaixonada por antoniossa e seus personagens próprios, mas jack jogando will do navio é um deleite ai. e a reação da mia, i love.

mia e jack trocando palavras também é maravilhoso, e eu adoro como você monta essa dinâmica entre todos os personagens. os seus, os dos filmes, e como sempre funciona tão bem. nunca sai da caracterização, e sempre tem coisas interessantes. ana, srsly, go teach a dialogue class !!

"o que aconteceu com 'na alegria e na tristeza'?" / "não somos casados" AAAAAAAAAAAA COMO EU AMO !!!! srlsy ana teach me your ways !!!

omgggg menção ao jack rackham ???? such a killer chapter h elp

e esse final??? pelo amor de deus ana que maravilhoso !!!!

"se existe mais de um tipo de tesouro, capitão sparrow, deve haver mais de uma maneira de liberdade." i am shookest, and dead, e total e completamente (re)apaixonada pela sua escrita. maravilhoso, perfeito demais, de verdade !! amei muito, muito, muito, e esse aqui acho que já é um dos meus capítulos preferidos?? tho é bem verdade que a saudade pode ter aumentado todo o amor, who knows.

de qualquer forma, foi muito muito bom, e eu estou impressionada mesmo que já amasse tanto sua escrita antes (o que, tbh, is saying smth). amei muito mesmo, ana, e mal posso esperar por mais ♥

obrigada por essa essa escritora incrível ♥

kisses & kisses,

júlia ♥

Ana Barbieri
Ana Barbieri Autor

segunda-feira de responder comentários, enquanto penso na melhor maneira para começar o próximo capítulo; e que coincidência: eu também estou escrevendo essa resposta num bloco de notas a fim de abordar todos os pontos do seu maravilhoso comentário. cause I CARE. L'Oreal, cause you're WORTH IT. começando com: eu fico muito grata pelo quanto você ama a história... eu sei que à princípio tu não tinha pretensões de se aprofundar nela, cause nós estávamos num grupo de poseitena e vem essa garota wtf com uma fanfic de PIRATAS DO CARIBE... i mean, read the room ana... mas mesmo assim você teve a gentileza de ler e acompanhar, e continua aqui até hoje e eu para sempre te amarei por isso e muito mais (um shot para cada "e" deste período de frase).

eu ser maravilhosa é consequência dos seus olhos serem gentis, so... no further comments.

como você consegue esquecer que minha escrita é perfeita, i mean, até minhas mensagens em caps lock no whatssap são pura poesia kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ok, sério agora. Sinceramente, eu não sei o que exatamente na minha escrita é tão appealing para você... eu acabo de escrever um capítulo e penso: "oh meu deus, Tolstói está TÃO TE JULGANDO AGORA ou EXISTEM 1000 MANEIRAS QUE JANE AUSTEN USARIA PARA ESCREVER ISSO MELHOR, YOU PIECE OF SHIT" então é sempre uma surpresa para mim o quanto eu tenho a aprovação de vocês, so thanks. Saiba que minha vida de escritora é uma constante "como posso fazer isso soar o mais literatura clássica possível sem ser pretensiosa demais" e que sem isso eu seria muito muito mais louca do que já sou, então, there's no fucking way i'll ever quit. you can sleep tonight.

Sim, esse capítulo era para ter um começo devastador, sorry. Quer dizer, não tão sorry, porque a senhora me deu tantos tiros na minha última visita a Shiver que i don't feel sorry at all for devastating your heart. É sempre difícil para mim escrever passagens tristes ou mesmo escrever sobre luto - acho que já te falei isso no passado - mas seguimos tentando porque faz parte da vida. Antonieta tocar no anel como se fosse o Alberto é algo até que reflete no ponto da personalidade dela em que há um apego por bens materiais. Ela rouba como uma forma de vida, mas além disso ela gosta de possuir coisas. Vide as artes na cabine dela, o fucking piano adornado com ouro - que ela aprendeu a tocar pra Sofia não encher o saco dela chamando-a de EXTRA - as caixinhas com cremes... é tudo parte desse lado super vaidoso dela em querer se rodear por objetos bonitos. Daí a contradição de: objetos, mas não necessariamente pessoas, porque Barbossa is no prince; however ela aprendeu que beleza não é algo que diga muito sobre as pessoas, ela não tem superficialidade nos seus relacionamentos e entende que, na maioria das vezes, eles irão apresentar algo que os enfeie - traição, ciúme, blá blá - mas no que tange as "coisas", ela pode garantir que tudo seja belo.

Também a reflexão direta que ela faz entre objetos e pessoas. O navio da mãe dela. O alaúde do Alberto, mais do que o anel, mas como o instrumento estava fora de seu alcance, foi o anel mesmo. O chapéu de seu pai que ela guarda em porto venere - canon info -, o fato de que ela manteve os fios de cabelo abençoados que a Allegra fez guardados na gaveta da cabine; não por superstição, mas por apego a algo que a mãe dela fez. Tudo no Stella De La Sera é fruto de anos da Allegra e tudo segue mais ou menos o ritmo dela. Diferente do Sogno D' Oro - que era o navio do Cícero e hoje é o navio do Alberto - ele mantém algumas tradições do pai porque, afinal, é filho dele e possuem naturezas parecidas, mas é muito mais independente nesse sentido do que a Mia, porque ele construiu uma vida nova. Sofia, o Téo... embora o Alberto siga como pirata como uma forma de obedecer ao legado da família, ele seguiu em frente em outros aspectos que a Mia não seguiu.

Por que não era da personalidade dela? Talvez, mas quando foi exatamente que a Mia teve uma chance de descobrir se era mesmo algo que ela jamais faria, uma vez que o relacionamento mais duradouro dela acabou com uma morte e o outro, em termos, com o Hector, nunca teve uma chance verdadeira, já que a Margaret acabou sendo a escolha final dele. It's tough for our little girl. Assim, os relacionamentos femininos dela são muito mais estáveis; ela sabe que existem muito mais mulheres com quem pode contar e então, é mais fácil criar um vínculo de confiança. Vide Elizabeth. Ela conheceu a menina por seis meses e não acho que seja um período muito longo para se colocar no fogo pela pessoa como a Mia faz nesse capítulo e no anterior quando "sob meu cadáver". Mas ela acha normal e faz isso. Bem impulsiva, bem mãezona, e também porque dentro do mundo e da profissão dela, nenhuma mulher fez algo que a fizesse hesitar nesse sentido.

Also calling man out on their bullshit is a pleasure, since nobody believed she'd go this far on the trade.

A relação entre o Jack e o Will é um deleite à parte para todos nós. Nesse filme, todos estavam se apunhalando pelas costas e Jack fica visivelmente chateado pela traição do Will ao tentar roubar o Pérola Negra; cinco minutos depois eles já estão praticamente tramando juntos, já que o Jack precisa do Will para passar sua mensagem e para usar como peão; mas não dá certo porque no final o Beckett conta quem realmente vendeu os piratas... so sorry for Sparrow's plan. E eu fico feliz que a conversa entre Jack e Mia tenha te deixado feliz porque vem me deixando feliz por ANOS - já tem anos que escrevo essa fic kkkk - eu planejo essa cena HÁ MUITO TEMPO. Foram vários diálogos, várias possíveis palavras, até essa versão final e sempre no sentido de que: a Mia começa a soar muito como Beckett, ao entender que deve haver uma ordem no mundo e que o místico não trás bem algum para aqueles que se envolvem com ele; e que Jack e Mia, assim como ela e Barbossa, também conseguem ser dois lados da mesma moeda. Jack também é filho de um pirata famosíssimo com um histórico impecável - o fucking guardião do código - porém, o Teague nunca foi as much of a parent, nunca foi essa figura na vida do Jack, ele não teve a mesma presença sólida que a Mia teve. Portanto, faz sentido ele não ter seguido milimetricamente os passos do pai, ter essa ânsia por honrar o legado dele. Afinal, em vias de fato, ele não tem um pai. Ele teve uma avó, segundo os livros de piratas do caribe, e que fazia até mal a ele...

Mia teve uma base familiar sólida, tanto quanto é possível nas circunstâncias e carrega esse fardo de "preciso fazer com que minha mãe sentisse orgulho de mim". Mas Allegra morreu e não era o tipo que concedia elogios a cada tarefa bem cumprida - embora fosse sem dúvida amorosa - então, como a Diana disse: a Elizabeth teve sorte porque o pai dela afirmou que sentia orgulho dela, por todas as atitudes dela, ao passo que a Mia vive a vida sem nenhum sinal de que seus pais aprovavam suas decisões. E é escrava disso, embora talvez eu não transpareça tanto nos povs dela. Logo, como eu te disse, dói demais quando o Jack afirma que ambos entendem muito sobre decepcionarem seus pais. E ela jamais vai saber se é mentira ou verdade para si.

Essa fala final talvez tivesse ficado a little noob, porque o Jack não fala isso pra ela, mas sim pro Will no primeiro filme... No entanto, acredito que, justamente por essas relações tão sólidas que ela possui com a família e amigos, esse conceito de que nem todo tesouro é ouro seria algo que ela compreenderia também; uma opinião à dividir com ele.

Obrigada por tanto amor e carinho, meu bem.

Um beijoooo

Até o próximo,

Ana.

MaeveDeep

Oi, meu amor!

É com vergonha pelo atraso porém finalmente de cabecinha limpa que eu me sento hoje para ler essa história maravilhosa que é Porto Venere ♥

Eu já tinha acompanhado pelos comentários das meninas que esse aqui tinha sido um capítulo ESTRONDOSO, porém lá vamos nós:

[colocando os cintos de segurança]

Eu já disse a você que amo a dinâmica da Mia e do Hector, não disse? Eles têm essa cumplicidade que vêm da experiência e também de já terem tido tanta história juntos que tornam qualquer cena -- por menor que seja -- impossivelmente profunda.

A Mia lhe perguntando "o que fez olhar para uma garota, mimada como era, e considerar que ela se encaixaria no seu mundo?", se referindo a si mesma e buscando qualquer tipo de alento, duvidando de si mesma e talvez buscando mesmo um elogio, o menor dos confortos; e então Hector se recusando a respondê-la e a discussão sobre Elizabeth... tudo tão característico, tão perfeito na dinâmica dos dois!

Sou apaixonada pela Mia e me apaixonei ainda mais ao vê-la entreouvir a conversa entre Jack e Will e sua reação depois; "o que aconteceu com 'na alegria e na tristeza'?", eu amo sua maneira de escrever Jack !! demais demais demais hahaha

"- Tem tanta fé assim no meu fracasso?

— Ou no sucesso dele."

Eu também adoro como a Mia sabe mais sobre Jack e Hector do que eles mesmos acerca dessa confiança tão exacerbada, e adoro ainda mais que se mantenha em silêncio.

"E o que uma vida sendo a sombra de sua mãe lhe ensinou, amor?" i mean....... this........ i wasnt prepared for thisssss hahaha eu AMEI AMIGA!!

e o final !! "se existe mais de um tipo de tesouro, capitão sparrow, deve haver mais de uma maneira de liberdade" -- como amar >mais< a mia ?? como ??

Antonieta em luto e o clima inteiro desse capítulo me marcaram demais. Ainda estou em negação acerca de Alberto, Sofia e Téo; estou talvez mentindo para mim mesma, mas incapaz de encarar os fatos. Adorei como isso tudo se refletiu no comportamento e nas falas de Mia neste capítulo; adorei rever todos esses personagens lindos.

Estou indo para o próximo agora !! ♥

Muitos e muitos beijos e desculpa de novo pela demora ♥

Ana Barbieri
Ana Barbieri Autor

Oi, meu anjo supremo!


Você escrevendo de cabecinha limpa e eu de cabecinha cansada respondendo seu review tão maravilhoso quanto está fic, modéstia à parte, mara/per.


Que bom que tu colocou os cintos de segurança; ela vem em primeiro lugar!


Você e a Julles falando da profundidade da dinâmica entre esses dois e eu só sentindo saudades de dedicar meu tempo exclusivamente - VIP - para escrever um capítulo só deles; sem mais ninguém! Saudades do meu OTP tendo momentos sozinhos para discutir a relação. E, de fato, esse diálogo inicial, acho que a primeira vez que vemos algo muito próximo de carência advinda da Mia, foi uma quebra e ao mesmo tempo uma reafirmação das personalidades de ambos. Hector certamente não iria corroborar com um momento de fraqueza da Mia; as in, sem tempo irmão, agora não é hora. No entanto, ele entende. Porém, fica parecendo pra Mia que ele sequer se importa. É quando ela arregaça as manguinhas e diz: ata, é pra ser seco? Então bora... e a Elizabeth? E essa merda que você acaba de fazer? E assim temos nossos surrogate parents sendo eles mesmos.


A Mia saber mais do que Jack e Hector sabem é até um ponto interessante, porque ambos tem conhecimento de que cada um está planejando algo; mas ninguém tem todos os detalhes. Agora, a Mia tem. De ambos os lados! Poder! E embora ela se ache nessa posição; ela acredita, ainda, que é superior aos dois... porque eles fazem isso por uma rusga bem casal kkkkk. E tal qual Barbossa, ela subestima o Jack. "O que uma vida sendo a sombra de sua mãe lhe ensinou, amor"? É um golpe que na hora me pareceu perfeito, pois por mais que até o final eles passem a ter certo entendimento, era preciso que ela tivesse ciência de que: o Jack tem seu valor! Ele observa tanto quanto a Diana!


Obrigada, pelo review, amada!!


Beijos,


ANA


P.S: Antonieta de luto é minha religião!