Bom dia, Matheus? Como vai? Espero que esteja tudo indo bem. Mais um capítulo lido, e eu espero conseguir ter umas palavras a mais para comentar.
Para começar, eu estou adorando a forma como a narrativa está se desenvolvendo, com os eventos da trama acontecendo de forma gradual e causalmente conectada. Os eventos da história se desenvolvem em um ritmo em que o público não se sente arrastado pela trama para ter que esperar o conflito acontecer, muito menos confuso ou perdido com o que está acontecendo.
Os personagens que são apresentados nesse capítulo são deveras interessantes, especialmente o Jorge Simões, que apesar de cético e manter uma postura racional e lógica, parece querer alimentar esperanças e um otimismo para que os conflitos armados não sejam levados adiante.
A introdução do homem misterioso que se aproxima de Jorge, Scott King, com certeza ajuda a preparar o terreno para a transição deste primeiro ato de apresentação dos elementos introdutórios da história para o ato de desenvolvimento. A partir de agora, o conflito da história poderá se desdobrar com novas informações e o conflito vai poder se intensificar à medida que os personagens se desenvolvem conforme o avançar ou não da iminente guerra que se aproxima.
É interessante notar que apesar dos personagens não desejarem uma guerra, eles ainda assim esperam por ela ,a tentativa de proteger seus interesses ou aos interesses da sua nação, mas é interessante que mesmo assim, eles ainda tentam primeiramente as saídas diplomáticas e sem conflitos armados, o que é interessante porque apesar de alguns personagens temerem uma guerra, mesmo sentindo que ela pode ser útil para certos interesses, a guerra em si é a última coisa que eles desejam que realmente aconteça.
Eu estou adorando a história e curtindo muito relê-la. Muito obrigada por me proporcionar essa leitura maravilhosa. Espero continuar lendo suas histórias em breve. Até mais!
Atenciosamente,
João Vitor Guimarães!
O que mais gostei: A fluidez da trama e dos conflitos da história.
Cara que viagem esse capítulo rs. Achei meio presunçoso assumir o Thiago como o melhor aluno de Engenharia Civil de uma universidade tão prestigiada como a de Coimbra, e imagino que perto de se tornar milenar no período de ocorrência da história. O Primeiro-Ministro conversar um assunto sério como esse com um engenheiro? Não seria mais apropriado conversar com alguém de mais alto escalão, e em particular. Ele assume saber pouco sobre o que ocorreu na assembléia, mas na próxima fala já diz até o prazo que o imperador Gustavo recebeu para dar a resposta a Rina. Depois começou a viagem, me parece que você tem um certo apreço por ninjas e espiões. Como alguém consegue desviar de diversos disparos sem ser atingindo, e ainda mais, escalando, sem contar que os disparos foram efetuados pelos soldados do exército português, creio que treinados para tal; e com um chute ele atinge 3 soldados kkkkkkkk, e o Primeiro-Ministro aceita levá-lo de boa para Lisboa em seu veículo. Espero que o seguimento da história não tenha essas viagens, ou, na verdade me deixe elucidado caso tenha mais parecido ou ainda mais viajado para que eu já esteja preparado, estive pensando que a história era uma coisa e agora apareceu em um ramo contrário, talvez eu que tenha errado nesse ponto.
Sobre Thiago ser o melhor aluno da Engenharia em Coimbra: mesmo que possa ter ocorrido aí uma hipérbole, isso foi colocado para ressaltar a sapiência dos imperadores dessa geração. Não é apenas Thiago quem se destacou na formação superior.
Jorge, o Primeiro-Ministro, conversando sobre um assunto importante com um engenheiro: devo ter esquecido de colocar no capítulo, mas o engenheiro-chefe desta obra é um funcionário de alto escalão do governo, logo não haveria problema em o Ministro dirigir a ele esse assunto. Talvez o particular fosse uma situação mais adequada, mas a pressa do Primeiro Ministro em cumprir a visita oficial o fez passar por cima desses pormenores.
Jorge realmente sabia pouco do que ocorrera na reunião entre os imperadores. No entanto, já faz alguns dias que a reunião ocorreu, e nesse ínterim o imperador de Portugal já o confidenciou alguns detalhes da reunião, como por exemplo o prazo estabelecido pela rainha Rina ao imperador Gustavo. Claro que Thiago ocultou dele alguns detalhes, mas este em particular não fazia sentido ocultar já que, cedo ou tarde, o prazo irá se completar e a resposta do imperador Sueco será conhecida por todo o mundo.
Não sei quanto a "viagem" ou a "ninjas", mas realmente há uma presença significativa de espiões no enredo.
Sobre a porquê o homem misterioso consegue se desviar de balas e enfrentar, desarmado, os soldados do exército de igual para igual e supera-los, sugiro reler as mensagens do grupo em particular as de Eloiza sobre ele, ja que pelo jeito ela ja matou a charada sobre o porquê dessas "habilidades" do sujeito.
Sobre o Ministro leva-lo a Lisboa, o Ministro está sendo cauteloso, quer ver com seus próprios olhos mais do que esse homem é capaz, ja que o viu dar combate daquela forma aos soldados, e já percebeu que esse ser não é "normal", e se houver uma chance ainda que pequena, desse homem se mostrar um aliado de Portugal e dos demais impérios da coalizão, ele quer aproveitar essa chance.
Os próximos capítulos irão lançar luz acerca do que aconteceu neste capítulo e como isso irá influenciar no andamento do enredo.
Agora fiquei curioso, como você estava pensando que a história iria prosseguir?
Minha nossa, agora temos humanos bonitos com "rosto angelical" e capacidade de desviar de balas, quanto a noção de escalada, é... não dá para ganhar todas (sksksksk)
Eu gostei do avanço da história, meio que me deu algumas ideias de onde você quer chegar com a história, talvez semideuses? Ou sendo mais louco, semideuses com mutações (skskssksk)
Então, o sujeito irlandês sabe de uma guerra que estão escondendo que vai acontecer, pelo visto a Suíça ainda está inventando uma desculpa, e gastaram uns três dias? Ou seja, está complicado demais. Quanto a Irlanda, eu não me lembro bem, mas ela ainda está dividida com a Irlanda do Norte? Veio esse questionamento, enfim, vou ficar atento o que mais irá se desenrolar nos próximos capítulos!
A Suécia* ainda está inventando uma desculpa, ou melhor, ainda está decidindo o que fazer.
Na prática, é algo que eu expliquei nos capítulos iniciais (um lida ou re-lida neles cairia bem), mas as duas Irlandas fazem parte do Império Britânico nessa continuidade . Claro que algumas coisas são mantidas, por exemplo, a Irlanda do Norte é mais loyalist, ou seja, fiel à coroa britânica, enquanto os Irlandeses do sul, a antiga República, são mais rebeldes. Na verdade muito dessas fronteiras e autonomias políticas é mantida nesses países, porém, eles ainda tem que responder à soberania principal, que, no caso, é o seu respectivo império. Por isso o Scott dizer que veio da Irlanda, já que faria mais sentido um irlandês se revoltar contra o Império Britânico do que um norte-irlandês.
Na verdade ele sabe como evitar a guerra, que seria o interesse de todos ser evitada. Se ele conseguirá que a evitem, ou não, é outra história.
Sim, o lance de achar que a história está pendendo para o lado dos semideuses ou algo parecido, está se fortalecendo, se tiver atenção nos próximos capítulos, perceberá.
Em grupo de países poderosos, sempre tem aquele que é o patinho feio, o que é deixado de lado, o sem importância. Esse é Portugal,não tem relevância entre os impérios da espada, mas se mostra importante em alguns momentos.
Muita tensão aqui. Um rapaz consegue fugir das balas dos soldados, de início, se pensa que é um espião, principalmente por falar inglês. Mas logo tudo se esclarece e o rapaz veio oferecer ajuda. Será que é isso mesmo?
Jorge pode se preocupar, pois, pela reação de Gustavo no último capítulo, a reposta pode demorar e não será pacífica.
Portugal pode mesmo ser visto, no fim das contas, como um patinho feio desse grupo de nações principais aí nessa remontada do mundo... Mas haverá papel para todos nesse decorrer de ações, inclusive para Portugal.
O ministro Jorge tem todas as razões para se preocupar, em se tratando e considerando como reagiu Gustavo no capítulo anterior. E mais ainda com a chegada desse desconhecido que se mostra capaz de desviar das balas dos seus soldados, e que acharam ser um espião por ser claramente um estrangeiro. Ou se é alguem que queira oferecer ajuda e queira que a guerra seja evitada a todo e qualquer custo...
Obrigado e até a próxima
J
João Vitor Guimarães
Boa tarde, Matheus! Como vai? Espero que esteja indo tudo bem com você. Finalmente consegui terminar de ler esse sexto capítulo de "Tronos de Fúria" e devo dizer que estou ficando cada vez mais instigado a permanecer na leitura, no entanto, acho que para este capítulo em específico, terei mais alguns pontos a acrescentar em meu comentário.
Vamos apenas recapítular uma coisa das mensagens que trocamos em particular. Lembra-se de quando eu falei que dentro dos estudos da narrativa, é considerado que atualmente existem três modelos narrativos, Clássico, Moderno/Minimalista e Contemporâneo/Pós-modernista/antiestrutura, e que dos três, a Narrativa Clássica é a mais usada? Pois bem, seu texto está se configurando muito dentro de uma Narrativa Clássica quase pura, porém, com alguns atributos particulares.
Toda Narrativa Clássica pura, ou seja, feita dentro de todas as convensões esperadas, foca-se em uma jornada de conflitos externos a ser superado por um único protagonista que, movido por um objetivo, enfrenta esses obstáculos externos, mas que em contrapartida, acaba instigando dentro dele conflitos internos ligados à superação de uma falha interna inerente ao personagem, promovendo assim ao final da narrativa, uma transformação psicológica e emocional nesse protagonista. Contudo, essa estrutura e suas convensões não são regras propriamente, são apenas conceitos e orientações, mas que podem ser adaptados ou subvertidos formando estruturas outras estruturas narrativas, ou criando uma espécie de hibrido entre modelos diferentes. É o caso da sua história.
Uma história de Narrativa Clássica pura conta com um único protagonista, é fato, no entanto, dentre as variações que podem ocorrer, há o falso multi-protagonismo, uma história com vários protagonistas, mas que na verdade, todos eles juntos formam uma "Unidade Protagonista". É o caso da sua história. Além disso, outro ponto é que toda Narrativa Clássica é considerada "plot-driven" ou "movida pela trama", numa tradução mais acertiva; isto é, é a trama e seu desenvolvimento que puxa os elementos da história adiante, incluindo conflito, estrutura e personagens e seus momentos de mudança. O contra-ponto disso é "character-driven" ou "movido pelo personagem", isto é, quando o que impulsiona a história adiante são os personagens e as mudanças internas que eles enfrentam.
Sua história é uma mistura de todos esses elementos aqui. O ponto forte dela é o conflito, que se constroi e se desenvolve com um ritmo perspicas e acertivo. E é graças a esse conflito que sua trama se beneficia de uma configuração majoritariamente "plot-driven". Até aqui, eu percebi que boa parte de seus personagens não possuem muitas camadas de profundidade ou possuem arcos de desenvolvimento muito definidos, salvo algumas excessões, contudo, eles estão muito bem em questão de estarem a serviço da trama, e é incrível ver em como os momentos "plot-driven" (as ações externas) desencadeiam mudanças internas nos personagens, vide o exemplo de Jorge e Eusequio mudando suas posturas e atitudes a medida que a trama avançava (Ou seja, houve um movimento de fora (exteriro) para dentro (interior)). Quando ocorre o contrário disso, momentos "character-driven", são as ações internas ao personagem que desencadeiam as movimentações externas a história (Ou seja, a ação que movimenta tudo ocorre de dentro (interior) para fora (exterior)).
Por que estou dizendo todas essas coisas? Pode ser que mais alguém como eu possa a vir a notar a falta de mais camadas aos personagens, no entanto, eu decide deixar esse aviso a você para que você perceba que (embora talvez tenha feito sem pensar), você criou uma trama extremamente movida pela movimentação e desenrolar da trama, então, se alguém realizar uma crítica quanto aos personagens, eu deixo avisado que mais do que apenas se importar em desenvolvê-los, é ter consciência se seus personagens estão servindo devidamente a trama e de forma eficiente. E de fato, os seus personagens estão. A trama avança, os personagens reagem aos desdobramentos da trama e, por consequência disso, eles tomas novas atitudes e/ou fazem novas escolhas que mantem a engrenagem da trama girando e se desenvolvendo.
Dado toda essa explicação, acho que deixei bem claro aqui que minha opinião é que o ponto forte dessa história é a sua trama e seu desenvolvimento e como os desdobramentos dela impactam os personagens e os colocam em movimentos funcionais e efetivos para ajudar sua narrativa. Continue com esse excelente trabalho que em breve nós continuaremos a nos falar. Até a próxima!
Atenciosamente,
João V. Guimarães!
O que mais gostei: Uso brilhante das ferramentas características de uma narrativa plot-driven
O que acho que pode melhorar: Talvez alguns paragráfos ou diálogos poderiam ser melhor pontuados para causar mais impacto dramático ou emocional nos leitores.
Simões tem sangue brasileiro. Ótimo. Seu sotaque era diferente dos demais, e o português do Brasil é mais bonito (rs somos suspeitos de dizer isso). Gustavo era seu aliado? Portugal foi devastado pela terceira guerra mundial. Depois do capítulo anterior que me liguei que isso é um mundo pós terceira guerra. Que situação.
As notícias estão se espalhando. O temor de uma quarta guerra mundial é grande até entre pessoas que não possuem influencia. O mundo está fragilizado. Esse temor pode ser ruim para a população.
Gostei do Jorge. Merece o título que carrega. Tentou a todo custo tranquilizar seu funcionário e súdito e tenho certeza que tranquilizará o restante do povo sobre os rumores que já se estendem por todo mundo.
Jorge é atento. Será que tem realmente um espião em Portugal? E que homem é esse com tanta habilidade kkk Como pode? Esse Estáquio é realmente ousado. É realmente apenas um engenheiro?
Então ele veio em missão "oficial" à Portugal e disse que tem algo neles que pode evitar a eminente guerra? Interessante.
Agradeço por comentar. Desculpe pela demora em vir te responder
Jorge é mesmo de origem brasileira e tem sotaque, mas ele é bem visto e integrado na sociedade portuguesa.
Portugal e diversos outros países foram afetados pela guerra. Sim este cenário é após a terceira guerra ter ocorrido.
Gustavo é aliado de Portugal pela amizade e aliança com o rei de Portugal, que é chefe, por assim dizer, do Jorge.
As notícias correm rápido e todos estão com medo de uma guerra nova, eclodir. O mundo está mesmo fragilizado e a tensão está forte no ar.
Jorge se preocupa bastante com os funcionários e com o povo, demonstra isso demais.
Está desconfiado do espião E quer saber mais sobre ele. Como saber quem ele realmente é? E sobre essas habilidades que possui. Jorge está curioso e quer descobrir, quer ir até o fundo disso tudo.
Eustáquio é só engenheiro mesmo. É inofensivo.
Sim o cara afirma estar em missão oficial e que pode evitar a guerra. Veremos se ele é tudo isso mesmo.
Bom dia, Matheus? Como vai? Espero que esteja tudo indo bem. Mais um capítulo lido, e eu espero conseguir ter umas palavras a mais para comentar.
Para começar, eu estou adorando a forma como a narrativa está se desenvolvendo, com os eventos da trama acontecendo de forma gradual e causalmente conectada. Os eventos da história se desenvolvem em um ritmo em que o público não se sente arrastado pela trama para ter que esperar o conflito acontecer, muito menos confuso ou perdido com o que está acontecendo.
Os personagens que são apresentados nesse capítulo são deveras interessantes, especialmente o Jorge Simões, que apesar de cético e manter uma postura racional e lógica, parece querer alimentar esperanças e um otimismo para que os conflitos armados não sejam levados adiante.
A introdução do homem misterioso que se aproxima de Jorge, Scott King, com certeza ajuda a preparar o terreno para a transição deste primeiro ato de apresentação dos elementos introdutórios da história para o ato de desenvolvimento. A partir de agora, o conflito da história poderá se desdobrar com novas informações e o conflito vai poder se intensificar à medida que os personagens se desenvolvem conforme o avançar ou não da iminente guerra que se aproxima.
É interessante notar que apesar dos personagens não desejarem uma guerra, eles ainda assim esperam por ela ,a tentativa de proteger seus interesses ou aos interesses da sua nação, mas é interessante que mesmo assim, eles ainda tentam primeiramente as saídas diplomáticas e sem conflitos armados, o que é interessante porque apesar de alguns personagens temerem uma guerra, mesmo sentindo que ela pode ser útil para certos interesses, a guerra em si é a última coisa que eles desejam que realmente aconteça.
Eu estou adorando a história e curtindo muito relê-la. Muito obrigada por me proporcionar essa leitura maravilhosa. Espero continuar lendo suas histórias em breve. Até mais!
Atenciosamente,
João Vitor Guimarães!
O que mais gostei: A fluidez da trama e dos conflitos da história.
Cara que viagem esse capítulo rs. Achei meio presunçoso assumir o Thiago como o melhor aluno de Engenharia Civil de uma universidade tão prestigiada como a de Coimbra, e imagino que perto de se tornar milenar no período de ocorrência da história. O Primeiro-Ministro conversar um assunto sério como esse com um engenheiro? Não seria mais apropriado conversar com alguém de mais alto escalão, e em particular. Ele assume saber pouco sobre o que ocorreu na assembléia, mas na próxima fala já diz até o prazo que o imperador Gustavo recebeu para dar a resposta a Rina. Depois começou a viagem, me parece que você tem um certo apreço por ninjas e espiões. Como alguém consegue desviar de diversos disparos sem ser atingindo, e ainda mais, escalando, sem contar que os disparos foram efetuados pelos soldados do exército português, creio que treinados para tal; e com um chute ele atinge 3 soldados kkkkkkkk, e o Primeiro-Ministro aceita levá-lo de boa para Lisboa em seu veículo. Espero que o seguimento da história não tenha essas viagens, ou, na verdade me deixe elucidado caso tenha mais parecido ou ainda mais viajado para que eu já esteja preparado, estive pensando que a história era uma coisa e agora apareceu em um ramo contrário, talvez eu que tenha errado nesse ponto.
Obrigado pelo capítulo.
Sobre Thiago ser o melhor aluno da Engenharia em Coimbra: mesmo que possa ter ocorrido aí uma hipérbole, isso foi colocado para ressaltar a sapiência dos imperadores dessa geração. Não é apenas Thiago quem se destacou na formação superior.
Jorge, o Primeiro-Ministro, conversando sobre um assunto importante com um engenheiro: devo ter esquecido de colocar no capítulo, mas o engenheiro-chefe desta obra é um funcionário de alto escalão do governo, logo não haveria problema em o Ministro dirigir a ele esse assunto. Talvez o particular fosse uma situação mais adequada, mas a pressa do Primeiro Ministro em cumprir a visita oficial o fez passar por cima desses pormenores.
Jorge realmente sabia pouco do que ocorrera na reunião entre os imperadores. No entanto, já faz alguns dias que a reunião ocorreu, e nesse ínterim o imperador de Portugal já o confidenciou alguns detalhes da reunião, como por exemplo o prazo estabelecido pela rainha Rina ao imperador Gustavo. Claro que Thiago ocultou dele alguns detalhes, mas este em particular não fazia sentido ocultar já que, cedo ou tarde, o prazo irá se completar e a resposta do imperador Sueco será conhecida por todo o mundo.
Não sei quanto a "viagem" ou a "ninjas", mas realmente há uma presença significativa de espiões no enredo.
Sobre a porquê o homem misterioso consegue se desviar de balas e enfrentar, desarmado, os soldados do exército de igual para igual e supera-los, sugiro reler as mensagens do grupo em particular as de Eloiza sobre ele, ja que pelo jeito ela ja matou a charada sobre o porquê dessas "habilidades" do sujeito.
Sobre o Ministro leva-lo a Lisboa, o Ministro está sendo cauteloso, quer ver com seus próprios olhos mais do que esse homem é capaz, ja que o viu dar combate daquela forma aos soldados, e já percebeu que esse ser não é "normal", e se houver uma chance ainda que pequena, desse homem se mostrar um aliado de Portugal e dos demais impérios da coalizão, ele quer aproveitar essa chance.
Os próximos capítulos irão lançar luz acerca do que aconteceu neste capítulo e como isso irá influenciar no andamento do enredo.
Agora fiquei curioso, como você estava pensando que a história iria prosseguir?
E vejo que está usando bem o "assumir".
Minha nossa, agora temos humanos bonitos com "rosto angelical" e capacidade de desviar de balas, quanto a noção de escalada, é... não dá para ganhar todas (sksksksk)
Eu gostei do avanço da história, meio que me deu algumas ideias de onde você quer chegar com a história, talvez semideuses? Ou sendo mais louco, semideuses com mutações (skskssksk)
Então, o sujeito irlandês sabe de uma guerra que estão escondendo que vai acontecer, pelo visto a Suíça ainda está inventando uma desculpa, e gastaram uns três dias? Ou seja, está complicado demais. Quanto a Irlanda, eu não me lembro bem, mas ela ainda está dividida com a Irlanda do Norte? Veio esse questionamento, enfim, vou ficar atento o que mais irá se desenrolar nos próximos capítulos!
Abraços!
A Suécia* ainda está inventando uma desculpa, ou melhor, ainda está decidindo o que fazer.
Na prática, é algo que eu expliquei nos capítulos iniciais (um lida ou re-lida neles cairia bem), mas as duas Irlandas fazem parte do Império Britânico nessa continuidade . Claro que algumas coisas são mantidas, por exemplo, a Irlanda do Norte é mais loyalist, ou seja, fiel à coroa britânica, enquanto os Irlandeses do sul, a antiga República, são mais rebeldes. Na verdade muito dessas fronteiras e autonomias políticas é mantida nesses países, porém, eles ainda tem que responder à soberania principal, que, no caso, é o seu respectivo império. Por isso o Scott dizer que veio da Irlanda, já que faria mais sentido um irlandês se revoltar contra o Império Britânico do que um norte-irlandês.
Na verdade ele sabe como evitar a guerra, que seria o interesse de todos ser evitada. Se ele conseguirá que a evitem, ou não, é outra história.
Sim, o lance de achar que a história está pendendo para o lado dos semideuses ou algo parecido, está se fortalecendo, se tiver atenção nos próximos capítulos, perceberá.
Olá!
Em grupo de países poderosos, sempre tem aquele que é o patinho feio, o que é deixado de lado, o sem importância. Esse é Portugal,não tem relevância entre os impérios da espada, mas se mostra importante em alguns momentos.
Muita tensão aqui. Um rapaz consegue fugir das balas dos soldados, de início, se pensa que é um espião, principalmente por falar inglês. Mas logo tudo se esclarece e o rapaz veio oferecer ajuda. Será que é isso mesmo?
Jorge pode se preocupar, pois, pela reação de Gustavo no último capítulo, a reposta pode demorar e não será pacífica.
Até a próxima!!!
Portugal pode mesmo ser visto, no fim das contas, como um patinho feio desse grupo de nações principais aí nessa remontada do mundo... Mas haverá papel para todos nesse decorrer de ações, inclusive para Portugal.
O ministro Jorge tem todas as razões para se preocupar, em se tratando e considerando como reagiu Gustavo no capítulo anterior. E mais ainda com a chegada desse desconhecido que se mostra capaz de desviar das balas dos seus soldados, e que acharam ser um espião por ser claramente um estrangeiro. Ou se é alguem que queira oferecer ajuda e queira que a guerra seja evitada a todo e qualquer custo...
Obrigado e até a próxima
Boa tarde, Matheus! Como vai? Espero que esteja indo tudo bem com você. Finalmente consegui terminar de ler esse sexto capítulo de "Tronos de Fúria" e devo dizer que estou ficando cada vez mais instigado a permanecer na leitura, no entanto, acho que para este capítulo em específico, terei mais alguns pontos a acrescentar em meu comentário.
Vamos apenas recapítular uma coisa das mensagens que trocamos em particular. Lembra-se de quando eu falei que dentro dos estudos da narrativa, é considerado que atualmente existem três modelos narrativos, Clássico, Moderno/Minimalista e Contemporâneo/Pós-modernista/antiestrutura, e que dos três, a Narrativa Clássica é a mais usada? Pois bem, seu texto está se configurando muito dentro de uma Narrativa Clássica quase pura, porém, com alguns atributos particulares.
Toda Narrativa Clássica pura, ou seja, feita dentro de todas as convensões esperadas, foca-se em uma jornada de conflitos externos a ser superado por um único protagonista que, movido por um objetivo, enfrenta esses obstáculos externos, mas que em contrapartida, acaba instigando dentro dele conflitos internos ligados à superação de uma falha interna inerente ao personagem, promovendo assim ao final da narrativa, uma transformação psicológica e emocional nesse protagonista. Contudo, essa estrutura e suas convensões não são regras propriamente, são apenas conceitos e orientações, mas que podem ser adaptados ou subvertidos formando estruturas outras estruturas narrativas, ou criando uma espécie de hibrido entre modelos diferentes. É o caso da sua história.
Uma história de Narrativa Clássica pura conta com um único protagonista, é fato, no entanto, dentre as variações que podem ocorrer, há o falso multi-protagonismo, uma história com vários protagonistas, mas que na verdade, todos eles juntos formam uma "Unidade Protagonista". É o caso da sua história. Além disso, outro ponto é que toda Narrativa Clássica é considerada "plot-driven" ou "movida pela trama", numa tradução mais acertiva; isto é, é a trama e seu desenvolvimento que puxa os elementos da história adiante, incluindo conflito, estrutura e personagens e seus momentos de mudança. O contra-ponto disso é "character-driven" ou "movido pelo personagem", isto é, quando o que impulsiona a história adiante são os personagens e as mudanças internas que eles enfrentam.
Sua história é uma mistura de todos esses elementos aqui. O ponto forte dela é o conflito, que se constroi e se desenvolve com um ritmo perspicas e acertivo. E é graças a esse conflito que sua trama se beneficia de uma configuração majoritariamente "plot-driven". Até aqui, eu percebi que boa parte de seus personagens não possuem muitas camadas de profundidade ou possuem arcos de desenvolvimento muito definidos, salvo algumas excessões, contudo, eles estão muito bem em questão de estarem a serviço da trama, e é incrível ver em como os momentos "plot-driven" (as ações externas) desencadeiam mudanças internas nos personagens, vide o exemplo de Jorge e Eusequio mudando suas posturas e atitudes a medida que a trama avançava (Ou seja, houve um movimento de fora (exteriro) para dentro (interior)). Quando ocorre o contrário disso, momentos "character-driven", são as ações internas ao personagem que desencadeiam as movimentações externas a história (Ou seja, a ação que movimenta tudo ocorre de dentro (interior) para fora (exterior)).
Por que estou dizendo todas essas coisas? Pode ser que mais alguém como eu possa a vir a notar a falta de mais camadas aos personagens, no entanto, eu decide deixar esse aviso a você para que você perceba que (embora talvez tenha feito sem pensar), você criou uma trama extremamente movida pela movimentação e desenrolar da trama, então, se alguém realizar uma crítica quanto aos personagens, eu deixo avisado que mais do que apenas se importar em desenvolvê-los, é ter consciência se seus personagens estão servindo devidamente a trama e de forma eficiente. E de fato, os seus personagens estão. A trama avança, os personagens reagem aos desdobramentos da trama e, por consequência disso, eles tomas novas atitudes e/ou fazem novas escolhas que mantem a engrenagem da trama girando e se desenvolvendo.
Dado toda essa explicação, acho que deixei bem claro aqui que minha opinião é que o ponto forte dessa história é a sua trama e seu desenvolvimento e como os desdobramentos dela impactam os personagens e os colocam em movimentos funcionais e efetivos para ajudar sua narrativa. Continue com esse excelente trabalho que em breve nós continuaremos a nos falar. Até a próxima!
Atenciosamente,
João V. Guimarães!
O que mais gostei: Uso brilhante das ferramentas características de uma narrativa plot-driven
O que acho que pode melhorar: Talvez alguns paragráfos ou diálogos poderiam ser melhor pontuados para causar mais impacto dramático ou emocional nos leitores.
Simões tem sangue brasileiro. Ótimo. Seu sotaque era diferente dos demais, e o português do Brasil é mais bonito (rs somos suspeitos de dizer isso). Gustavo era seu aliado? Portugal foi devastado pela terceira guerra mundial. Depois do capítulo anterior que me liguei que isso é um mundo pós terceira guerra. Que situação.
As notícias estão se espalhando. O temor de uma quarta guerra mundial é grande até entre pessoas que não possuem influencia. O mundo está fragilizado. Esse temor pode ser ruim para a população.
Gostei do Jorge. Merece o título que carrega. Tentou a todo custo tranquilizar seu funcionário e súdito e tenho certeza que tranquilizará o restante do povo sobre os rumores que já se estendem por todo mundo.
Jorge é atento. Será que tem realmente um espião em Portugal? E que homem é esse com tanta habilidade kkk Como pode? Esse Estáquio é realmente ousado. É realmente apenas um engenheiro?
Então ele veio em missão "oficial" à Portugal e disse que tem algo neles que pode evitar a eminente guerra? Interessante.
Até o próximo capítulo
Agradeço por comentar. Desculpe pela demora em vir te responder
Jorge é mesmo de origem brasileira e tem sotaque, mas ele é bem visto e integrado na sociedade portuguesa.
Portugal e diversos outros países foram afetados pela guerra. Sim este cenário é após a terceira guerra ter ocorrido.
Gustavo é aliado de Portugal pela amizade e aliança com o rei de Portugal, que é chefe, por assim dizer, do Jorge.
As notícias correm rápido e todos estão com medo de uma guerra nova, eclodir. O mundo está mesmo fragilizado e a tensão está forte no ar.
Jorge se preocupa bastante com os funcionários e com o povo, demonstra isso demais.
Está desconfiado do espião E quer saber mais sobre ele. Como saber quem ele realmente é? E sobre essas habilidades que possui. Jorge está curioso e quer descobrir, quer ir até o fundo disso tudo.
Eustáquio é só engenheiro mesmo. É inofensivo.
Sim o cara afirma estar em missão oficial e que pode evitar a guerra. Veremos se ele é tudo isso mesmo.