Comentários em “The Senser”: “Diário de Infância”

T
Tess
Destacado pelo autor

Isso ficou tão bonito e embora traga uma espécie de nostalgia ao longo de toda a descrição, não teve, pelo menos para mim, o sentimento de triste melancolia.

Foi algo mais terno, de certa forma, voltar-se aos sentimentos vivenciados na infância, a bravura... Tudo aquilo que já conversamos e que faz falta... a coragem de correr o risco, de viver e ser, verdadeiramente, livre.

Entretanto, ser aparentemente mais terno não faz desse texto menos intenso, principalmente em seus versos finais onde se tem essa construção muito da bem feita com as frases: Eu esqueci; Eu perdi; Eu deixei; Eu entreguei. Elas deram uma conotação mais pesada à realidade do crescer e se perder.

Esse poema está maravilhosamente expressivo, dá para visualizar cada detalhe e se identificar com eles de muitas formas.

Os questionamentos abordados são inquietantes, mas acredito que existe certa bravura em os executar, em os pensar. Uma bravura que parece ser um resquício do que um dia foi a coragem da infância, algo com um quê imprudente, espontâneo e mais vívido. Algo que não se controla.

Realmente gostei muito disso aqui, so, mais uma vez tenho que dizer que você está de parabéns u.ú

Ps: Agora entendo o motivo das paredes serem um tanto quanto psicóticas quando encaradas por você, foram torturadas por anos ao ter de te ouvir cantar... você deveria pagar a elas tratamento psicológico paredal, não dá para se recuperar de tamanho trauma tão facilmente (falo disso com propriedade, cê sabe...)

Enfim, enfim.

See ya

Gabrielus
Gabrielus Autor

De fato, essa é uma poesia que remete à infância, de maneira não tão melancólica, talvez, porém, trazendo memórias que já foram de certo conforto em outro tempo. Uma espécie de comparação entre passado e presente e um misticismo sutil entre uma questão que eu acho muito pertinente em se fazer nesse assunto: "A criança que você foi teria orgulho de quem você se tornou?", é clássica, mas, ainda assim, é uma pergunta que faz refletir alguns efeitos e consequências das nossas ações ao longo dos anos que sucederam a infância.

Há perda no crescimento, isso é fácil de se perceber. Novas situações, novas atitudes; o amadurecimento por si só já nos transforma em pessoas diferentes e, meio inconscientes, alguns de nós perdem muito a essência do que fomos. Talvez aí esteja tácito essa ideia toda de que somos seres mutáveis e até voláteis; enfim, numa análise profunda na raça humana, talvez possamos perceber que não possuímos só 3 fases da vida, possivelmente temos mais, muito mais.

Enfim, obrigado pelo comentário e pelos elogios e, não, eu não cantava pras paredes, isso era uma metáfora a contar segredos com cantar no chuveiro que é um ato que muitas pessoas praticam durante o banho; de toda forma, obrigado mais uma vez pelos comentários e elogios e, até a próxima~