Comentários em “O amor nos manterá”: “Sempre aqui”

Hunter Pri Rosen
Destacado pelo autor

[Estou participando do DESAFIO MEMÓRIA DOS MORTOS do GRUPO CANETA TINTEIRO]

Antes de mais nada, claramente eu fiz uma confusão no comentário anterior (inverti o que mais gostei com o que achei que poderia ser melhorado), sorry *-*

Olha, esse foi um desfecho perfeito para uma história perfeita. Novamente, pareceu que eu tinha lido um texto maior, pois, novamente, você soube utilizar muito bem as 200 palavras.

Os questionamentos que a personagem se fez, a forma gradativa como você foi inserindo a aceitação, o simbolismo da foto sendo colada, a ideia final de que as memórias ficam, a citação do título da história cheia de significado, tudo isso ficou muito bem desenvolvido, amarradinho, tocante, maravilhoso mesmo. Foi algo tocante de ler e muito lindo apesar do tema triste.

Você transmitiu muita verdade ao longo do texto, o que deu coerência à história. Achei o texto coeso também, sem repetições ou trechos confusos, as ideias bem conectadas.

Sinceramente, sem mais kkkkkkkkkk História maravilhosa ao cubo! Parabéns mesmo, moço!

Abraço!



O que mais gostei: Como mesmo em meio à dor e ao vazio, a personagem encontrou força para aceitar a perda e se agarrou às boas memórias que teve com o marido.
O que acho que pode melhorar: Nada ué
Júlio Oliveira

MUUUUUUITO OBRIGADO!!!

Fico feliz que, apesar da tristeza envolvendo o tema, a história passou uma mensagem de amor e esperança no fim. Também me alegro enormemente com o fato (olha eu dizendo isso de novo) da obra ter te tocado de alguma forma, sério mesmo. Seus comentários foram lindos e também propiciaram melhorias (como a do capítulo passado, que vou ajeitar agora hehehe).

Mais uma vez: muito obrigado!

E até o próximo :D

Abraço!

Diamond

[Estou participando do DESAFIO MEMÓRIA DOS MORTOS • GRUPO CANETA TINTEIRO]

Foi impossível ler essa história e não me lembrar imediatamente da música “Se Puder Sem Medo” do Oswaldo Montenegro. Essa é uma música que me marcou muito desde a infância e foi inevitável ligar o sofrimento retratado na música com o sofrimento da protagonista anônima. Eu já disse isso para outro autor ainda esse ano, mas vale repetir aqui para você: eu adoro esses protagonistas anônimos porque na verdade eles não precisam de uma identidade. Aquela pessoa dentro daquele contexto poderia tranquilamente ser você.

A situação toda é muito palpável e a evolução da decepção vivia pela protagonista é bastante coerente, por mais que seja algo “fora de contexto” (não sei se essa é a melhor expressão, mas não consegui pensar em nada melhor). Quero dizer que os sentimentos dela são muito reais e evoluem de modo condizente a passagem do tempo, ainda que não esteja explicito na história o motivo exato desta separação.

Eu gostei muito da maneira como a morte foi retratada aqui. De verdade, foi algo bem fora da caixa e não se limitou a mera passagem da vida ou perda de um ente querido. É algo ainda mais profundo, é a morte de um sentimento. Seria ótimo se pudéssemos colecionar fragmentos de sentimentos, coloca-los numa caixa e enterrá-los debaixo da terra. Tornaria essas mortes mais fáceis de serem superadas.

Admito que eu tenho um leve preconceito com Drabbles porque não gosto de histórias curtas. No entanto, esse desafio proposto pelo Caneta Tinteiro me fez perceber que elas não serão necessariamente histórias rasas, mas sim concentradas de sentimentos e emoções. Obrigada pela obra fantástica, nos vemos em breve!

Júlio Oliveira

Que honra ter lembrado de alguma forma uma música que te marcou na infância! E que bom que pode rolar essa identificação: a intenção foi exatamente essa. Nomes podem limitar quando a gente trata de histórias tão focadas no sentimento e em temas universais, como é a morte e o luto. Fico imensamente feliz que uma leitora tão exigente como você tenha conseguido se ligar ao enredo, ainda que com tão poucas palavras.

O tema é certamente complexo, então eu realmente quis ter o cuidado de abordar de maneira coerente e gradativa. Para isso me inspirei em sofrimentos antigos (como a morte do meu avô e o suicídio de um primo) e recentes (a morte do pai de um amigo, de um artista da minha infância, a descoberta de um câncer em um tio), etc. Foi duro escrever isso, até porque eu sentia que escrevia um pouco de mim. Mas valeu a pena, pois como na história, sempre surge uma esperança no fim. Um amor que nunca cessa, uma saudade.

Você não vai acreditar, mas depois de "To The Moon" eu comecei a ter uma nova visão sobre tudo que se relaciona a perdas, erros, etc. "The ending isn't any more important than the moments leading up to it". Dessa forma, encaixo com sua caixa (péssimo trocadilha) de sentimentos, ou melhor, momentos: eles nunca perdem o valor, independente da inevitável chegada do fim.

Mais uma vez, fico extremamente feliz por você ter se sentido tocada pela história. Foi desafiador como escritor, mas ainda mais como pessoa. Muito obrigado pelo seu maravilhoso comentário, Vi!

Nos vemos em breve ♥

Yokichan

Oi.

Como gostei do teu estilo narrativo em O sangue do mestiço, resolvi dar uma conferida no teu perfil pra ver o que mais de interessante tu já escreveu. E acabei achando essa história curtinha, mas em que tu se envolveu bastante com o tema da morte. E gostei de lê-la. Sim, aqui tu adota um estilo diferente, uma outra perspectiva, deu pra sacar durante os capítulos. Outra coisa que achei bacana foi tu ter narrado a história do ponto de vista de uma personagem feminina, e isso às vezes é bem complicado quando você é homem, mas penso que tu passou pelo desafio com bastante desenvoltura. Então parabéns por isso.

A questão da perda é bem difícil mesmo e multifacetada. Cada um lida com a morte de alguém próximo ao seu próprio modo, embora sempre seja algo que machuca profundamente. No começo, tudo o que se quer é esquecer, não ver mais aquelas coisas que fazem lembrar da pessoa que partiu. Mas, com o tempo, um caminho de superar o trauma vai se mostrando, sendo delineado dia após dia. É claro que há casos em que a pessoa que fica nunca se recupera. Penso que o essencial, como está no teu texto, é manter as coisas boas e crescer com elas.

Enfim, bom texto.

Parabéns pela escrita e pelo empenho, mais uma vez.

Até!

Júlio Oliveira

Olá, Yokichan. Como é bom vê-la por aqui! Fico muito feliz que tenha se interessado pelo texto e ainda mais que ele tenha agradado. Eu nunca havia escrito nada do tipo, seja no que tange ao tema ou ao estilo do texto. Também nunca escrevi a partir do ponto de vista feminino, então receber uma resposta favorável sobre tudo isso é algo bem positivo. Muito obrigado pelos elogios!

"Morte" é um tema antigo, mas nem por isso simples. Acredito que todo mundo pelo menos uma vez na vida já divagou sobre isso, mas é algo muito nebuloso, sem dúvidas. Também é complicado encontrar a maneira "certa" de abordar a temática (se é que existe essa maneira), tendo em vista que um dos meus maiores medos era a história sair emotiva de maneira exagerada, assim como eu também não queria que soasse fria. E isso chega a ser engraçado de certa forma: a morte é uma das poucas certezas da vida, ao mesmo tempo em que é um dos maiores mistérios, ao ponto em que até abordá-la diretamente (ou indiretamente, com seus efeitos sobre os que ficam para trás) é algo incerto.

Bem, acho que acabei voando na resposta, mas faz parte. Como você bem disse: o essencial é manter as coisas boas e crescer com elas. E se existe morte, é porque uma vida foi vivida, e eu acho essa uma maneira bonita de se ver.

Mais uma vez: muito obrigado! É muito bacana quando uma leitora sai de uma obra sua em busca de outras e acaba se agradando com algo, ainda mais quando é completamente diferente. Fico muito feliz (adoro repetir isso, mas é simplesmente a verdade).

Nos vemos nas próximas histórias e capítulos (tem capítulo novo de "O Sangue do Mestiço" já já hehehe).

Beijos!

Lyubi

A combinação da história e da música foi bem complementar. Senti como se um curta animado passasse pela minha mente.

É um tema bastante delicado mesmo e foi impossível ficar impassível a ele. Me deu vontade de chorar. O luto, a morte, a saudade, são coisas dolorosas que nos mudam. Parabéns pela coragem haha' e pela sensibilidade. Gostei muito do texto.

Grande abraço, até mais!

Júlio Oliveira

Que surpresa encontrar um novo comentário aqui!

Fico feliz que tenha gostado da combinação entre palavras e sons. Todas as músicas fazem parte da trilha sonora de um jogo que eu amo muito (e que eu chorei bastante jogando também). Fico feliz em compartilhar um pouco desse tipo de trabalho também.

Sem dúvidas é um tema difícil de se trabalhar. Enquanto escrevia mesmo eu me emocionei, e fico contente que tenha se emocionado também. A gente sempre associa a alguém que amamos ou que já se foi, é quase que impossível escapar disso, mesmo com as diferenças narrativas. Sobre a morte em si: não dá pra fugir, só aprender a conviver.

Muito obrigado pelos elogios. Fico muito feliz que tenha gostado do texto, foi realmente desafiador e até hoje me toca enquanto releio.

Forte abraço, até a próxima!